sexta-feira, 5 de março de 2010

I Marcha Nacional contra a Homofobia
A Direção da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais ABGLT, reunida em 02 de março de 2010, resolveram convocar todas as pessoas ativistas de suas 250 x ONGs afiliadas para a I Marcha Nacional contra a Homofobia, a ser r realizada na cidade de Brasília, Distrito federal, em 19 de maio de 2010, com concentração às 9 Horas, no gramado da Esplanada dos Ministérios, em frente à Catedral metropolitana de Brasília.

Em 17 de maio é comemorado em todo o mundo o dia Mundial contra a Homofobia (ódio, agressão, violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – LGBT). A data é uma vitória do Movimento que conseguiu retirar da Organização Mundial de Saúde a Homossexualidade como código internacional de doenças.

No Brasil, todos os dias, 20 milhões de brasileiras e brasileiros, gays, bissexuais, travestis ou transexuais-LGBT tem violados os seus direitos humanos, civis, econômicos, sociais e políticos. “Religiosos” fundamentalistas utilizam-se dos Meios de Comunicação públicos, das Câmaras Municipais, Assembléias Legislativas, Câmara Federal e Senado para pregar o ódio aos cidadãos e cidadãs LGBT e impedir que o artigo 5 da Constituição federal ( “todos são iguais perante a lei ) seja estendido aos milhões de LGBT do Brasil. Sem Nenhum respeito ao Estado Laico, os fundamentalistas religiosos, utilizam-se de recursos e espaços públicos ( Escolas, Unidades de Saúde, Secretarias de Governo, Praças e Avenidas Públicas, Auditórios do legislativo, executivo e judiciário) para humilhar, atacar, e pregar todo seu ódio contra cidadãos e cidadãs LGBT.

O resultado desse ataque dos Fundamentalistas religiosos tem sido:

*O assassinato de um LGBT a cada dois no Brasil (dados do GGB) por conta de sua orientação sexual (Bi ou Homossexual) ou identidade de gênero (travestis ou Transexuais)

O Congresso Nacional não aprova nenhuma lei que garanta a igualdade de direitos entre cidadãos Heterossexuais e Homossexuais no Brasil.
O STF não julga favoráveis as Ações de Descumprimento de Preceitos Constitucionais que favoreçam a igualdade de direitos no Brasil.
O Executivo Federal não cumpre com o Plano Nacional de Direitos Humanos LGBT
Centenas de adolescentes e jovens LGBT são expulsos diariamente de suas casas
Milhares de LGBT são demitidos ou perseguidos no Trabalho por discriminação sexual
Travestis, Transexuais, Gays e Lésbicas abandonam as escolas por falta de uma política de respeito à diversidade sexual nas Escolas Brasileiras
O orçamento da União, estados e Municípios, nada ou pouco contemplam de recursos para ações e políticas públicas LGBT.
O Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais se recusam a pactuar e colocar em pratica a Política Integral da Saúde LGBT.
As Secretarias de Justiça, Segurança Pública, Direitos Humanos e Guarda – Municipais não possuem uma política permanente de respeito ao público vulnerável LGBT, agredindo nossa comunidade, não apurando os crimes de homicídios e latrocínios contra LGBT e nem prendendo Seguranças particulares que espancam e expulsam LGBT de Festas, Shoppings, e Comércio em Geral.

A I Marcha LGBT exige das autoridades Públicas Brasileiras:
Garantia do Estado Laico

Combate ao Fundamentalismo Religioso.

Executivo: Cumprimento do Plano Nacional LGBT, especialmente nas ações de Educação, Saúde, Segurança e Direitos Humanos, além de orçamentos e metas definidas para as ações.

Legislativo: Aprovação imediata dos PCL 122 (Combate a Homofobia.
Judiciário: Decisão Favorável a ADPF da União Estável
Viva a I Marcha LGBT contra a Homofobia no Brasil.

ABGLT
O INSTITUTO ADÉ DIVERSIDADE COMO ENTIDADE FUNDADORA DO MOVIMENTO LGBTS NO SUDOESTE E EXTREMO SUL DA BAHIA ENCARREGA-SE DE ARTICULAR OS INTERESSADOS EM PARTICIPAR DA MARCHA EM NOSSA REGIÃO.

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