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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Braços abertos pela paz
Orlando Morais está em Goiânia para divulgar Congresso Mundial
O cantor goiano Orlando Morais deixou a França, onde está morando com a mulher, Glória Pires, e os três filhos (Antônia, Ana e Bento), para visitar Goiânia. Ele chegou ontem à Capital para divulgar o II Festival Mundial da Paz, que acontece no período de 4 a 7 de setembro, no Centro de Convenções de Goiânia. O evento é organizado pela Unipaz - Goiás, com parceria do governo do Estado de Goiás e da Prefeitura de Goiânia.

O cantor afirma que está em uma fase muito feliz, de muita tranquilidade na França, com um cotidiano mais caseiro, junto aos filhos e à mulher, e veio vestir a camisa da paz interna que sente e pedir para que as pessoas consigam o mesmo. “É uma grandiosidade de termos o II Encontro da Paz. Goiânia, hoje, é a capital mais florida, a mais arborizada. Em termos ecológicos, a gente pensa o tanto que isso pode humanizar.”

Garoto-propaganda do evento, Orlando Morais já prepara uma canção especial para o festival. Ele diz que pretende mostrar ao mundo que paz é gerar sorrisos e delicadeza. “Ao invés de matar, que as pessoas deem um abraço em alguém.”

A iniciativa de ceder gratuitamente sua imagem para a promoção do festival condiz com a trajetória pessoal do cantor. Ele conta que veio de uma família grande, na qual a mãe, de religião espírita, já incentivava o humanismo. “Acho que tudo que a gente pode fazer para gerar felicidade, para gerar diálogo, para gerar soluções, a gente deve fazer.”

Na programação do II Festival Mundial da Paz estão previstas apresentações de teatro, canto, dança, meditação, oficinas, minipalestras e jogos. O evento é aberto ao público em geral e as inscrições são gratuitas. Para participar, basta acessar o site www.festivalmundialdapaz.org.br ou se inscrever na sede da Unipaz-Goiás (Rua 131 nº 222, Setor Sul). Paralelo ao festival, será realizado o XI Congresso Holístico Internacional, que visa desenvolver novas formas de alcançar a paz, despertar a consciência e buscar um viver mais pacífico, tolerante e afetuoso.

Além do cantor Orlando Morais, está prevista a participação de nomes reconhecidos nacional e internacionalmente: Içami Tiba, Jorge Ponciano, Ubiratan D’Ambrósio, Roberto Crema, Amit Goswami, Américo Somerman, Maurício Andrés, Kaká Wera Jecupé, Susan Andrews, Nilton Bonder, Cristovam Buarque, Dulce Magalhães e representantes de todas as unidades da rede Unipaz do Brasil e exterior.

Em Goiás, o evento conta com o apoio da Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira), que coordena o Projeto Mulheres pela Paz, com o objetivo de atender 1.700 mulheres que sofreram alguma situação de violência. A Prefeitura de Goiânia também apoia a iniciativa por meio do Grupo de Trabalho da Paz (GT da Paz), criado a partir de decreto oficializado em maio deste ano. O GT busca construir uma cultura de paz articulada pela gestão municipal e a sociedade civil.
Lançamento do cidade em transição no DF
O movimento mundial que vem transformar as cidades em ambiente sustentável
Você é nosso convidado para o lançamento do Cidade em Transição. Um movimento que vem transformar as cidades em ambiente sustentável menos dependente do petróleo, mais integrado á natureza. E que prepara pessoas para fazer isso acontecer. 116 cidades em todo o mundo já estão preparando-se para a transição. Agora é sua vez. Sua presença é muito importante para o sucesso deste projeto e para o futuro do planeta.
Serão sorteadas duas bolsas parciais para o curso que ocorrerá nos dias 15 e 16 de agosto.
Realização: UNIPAZ

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Professores lançam software que converte partituras musicais para o sistema braille
Da Agência Brasil
Brasília - Deficientes visuais e profissionais da área de música têm, a partir de agora, oportunidade de se aproximar ainda mais. A afirmação foi feita hoje (8) pela coordenadora do curso de Musicografia Braille da Escola de Música de Brasília, Dolores Tomé, durante o lançamento do software (programa de computador) Musibraille.

Criado por Dolores, o Musibraille é o primeiro software em português capaz de transcrever partituras musicais para o braille, sistema de leitura para cegos. “A partir de agora, poderemos atender s todos os cegos que têm como língua o português e acabar com a história de professores de música se recusarem a dar aulas para cegos por não saberem o braille”, disse a professora.

Dolores desenvolveu o Musibraille com os professores Antônio Borges e Moacyr de Paula Rodrigues Moreno, do Núcleo de Comunicação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O programa, que demorou nove anos para ficar pronto, teve custo total de R$ 20 mil.

Segundo a criadora do programa, qualquer pessoa pode usá-lo. É necessário apenas digitar a partitura e, com um simples toque, o programa converge todo o conteúdo para a linguagem especial. De acordo com os professores que criaram o Musibraille, a meta é distribuir versões dele em todas as universidades e escolas de musica no país.

O software já pode ser baixado pela internet no site www.intervox.nce.ufrj.br/musibraille e também será distribuído a partir de hoje em todas as capitais regionais do país, por meio de oficinas de capacitação de professores de música que serão realizadas em Brasília (de hoje até sexta-feira) , Recife (de 4 a 7 de agosto), Belém (de 2 a 5 de setembro), Rio de Janeiro (de 6 a 9 de outubro) e Porto Alegre (de 10 a 13 de novembro).
Veja mais sobre o assunto!

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

abreolhos encontro de fotógrafos Olhos D'Água-GO
de uma sugestão de minha companheira dinda e debatida a algum tempo atrás na cidade de goiás entre o fotógrafo goianiense antônio pugás, eu e alguns amigos, posteriormente enriquecida por contribuições e idéias dos fotógrafos maylena gonçalves, ademir silva e kim-ir-sem, surgiram as bases de um encontro de fotógrafos em olhos d´água-go, com o propósito de promover debates sobre os novos rumos da fotografia e suas relações com a vida, diante de uma transição traumática e, para alguns, ainda tão confusa. encontro que aconteceu no último dia 07/06/09, na pousada “passando bem”, com o apoio do professor armando e da jamile, proprietários do local.
desse debate, ainda informal chamado de fotoencontro e que teve a participação dos fotógrafos abaixo, saíram as bases para um próximo evento, maior, já em nível regional, ou nacional, em data a ser definida, possìvelmente em setembro próximo.
a seguir, os pontos e questões discutidos, bem como as conclusões e idéias novas:

-A transição
sabemos que a fotografia, desde seu surgimento, lá pelos anos 30, do século 19(?), teve sua história permeada por vários períodos de transição, desde a controversa passagem sobre os louros e créditos de sua invenção oficial, passando pela descoberta do negativo, que veio permitir a reprodutibilidade, o advento da cor, a fase industrial e sua popularização, e, agora a digitalização e a massificação definitiva, modificando hábitos e permitindo seu uso em todos os níveis, desde o mais simples registro pessoal até as viagens espaciais. foram colocadas no bojo das questões sobre transição as mudanças nas relações técnicas, filosóficas e práticas. ficou evidenciado que a transição para a era da digitalização é fato consumado. mas ainda existem algumas dúvidas pontuais, como autoria, direitos de uso de imagem, direitos do autor, uso da internet..., assuntos de sobra para encontros futuros.

-O nome e a data
como sugiram outras sugestões de nomes para um próximo encontro, foram colocados em votação: “em foco”, “abre olhos” e “fotoencontro”. por maioria simples de um voto, venceu “abre olhos”, sugestão do andré dusek, e que está previsto para acontecer nos dias 05e06/09/2009 no mesmo local.

-A programação
está previsto, inicialmente um dia inteiro de intensa e variada programação simultânea:
.mesas redondas com temas variados(arte/tecnologia/teoria/ensino...)
.projeções e slide-shows abertos
.exposições coletivas e individuais
.leitura e avaliação de portifólio
.consultoria sobre equipamentos, programas e técnicas avançadas de digitalização
.consultoria sobre internet
.mini work-shopps
.outros assuntos a serem sugeridos
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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Presidiários vão documentar vida carcerária com fotos para exposição em Brasília
Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Presidiários de cinco estados estão participando de um projeto do Departamento Penitenciário (Depen), do Ministério da Justiça, cujo objetivo é mostrar a visão deles sobre o sistema prisional por meio de fotografia. Para isso, em cada presídio selecionado, dez presos escolhidos pelos próprios colegas receberam uma máquina fotográfica descartável e um filme de 28 poses para documentar a vida carcerária.

As prisões escolhidas foram o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte; o Presídio Central, em Porto Alegre; o Presídio Aníbal Bruno, em Recife; a penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná; e a Fábrica Esperança, em Belém. Esta unidade emprega presos em regime aberto ou prisão domiciliar e egressos do sistema prisional paraense para treinamento e qualificação.

As fotos passarão por uma seleção no Depen para serem apresentadas na Feira de Conhecimento da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª Conseg), de 27 a 30 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

De acordo com a coordenadora-geral do Programa de Fomento às Penas e Medidas Alternativas do Ministério da Justiça, Márcia Alencar Araújo Matos, os presos terão total liberdade para fotografar o que quiserem. O projeto foi inspirado em iniciativa idêntica realizada há alguns anos em presídios de Goiás pelo governo do estado e intitulada O Olhar do Preso. “Até mesmo episódios de violência que ocorrerem com eles [podem ser fotografados]”, garante.

“A seleção será feita levando em conta a qualidade da foto e o conceito com que ela trabalha”, explica Márcia. “O que o Depen quer apresentar com essas fotos são os contrastes da realidade carcerária brasileira sob o olhar do preso e não apenas boas fotos. Por isso, escolhemos unidades que apresentam esses contrastes”. Segundo ela, isso poderá contribuir para a construção de novas diretrizes para o sistema penitenciário durante a Conferência Nacional de Segurança Pública.

Por essa razão, assinala Márcia, os presos foram escolhidos pelos próprios detentos e não pela direção dos presídios. Ela diz que as lideranças carcerárias tiveram papel fundamental na seleção e vão garantir a realização do trabalho pelos presos que receberam as máquinas fotográficas.

Além das fotografias, a conferência exibirá os vídeos que estão sendo gravados dentro de alguns presídios, nos quais, segundo Márcia, os presos falam e apresentam sugestões para alterar a realidade do sistema carcerário brasileiro. Uma empresa especializada está produzindo esses vídeos nos Acre, Pará, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Em cada estado, será apresentado o vídeo gravado em um presídio masculino e um feminino. As gravações serão feitas até o final deste mês, durante as Conferências Livres que o Depen promoverá nessas unidades, quando serão escolhidas as propostas dos presos que serão transformadas em documentários.

“Nunca o preso fez Conferência Livre no Brasil, e queremos documentar esse momento por meio de vídeo”, diz Márcia. De acordo com ela, as autoridades não estão participando dos debates e da elaboração das propostas que serão encaminhadas pelos detentos à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública. Depois, as sugestões serão sistematizadas, juntamente com as de outros setores do sistema penitenciário, para pautar o debate sobre o sistema penitenciário também durante o 12º Congresso Mundial, em abril de 2010, em Salvador.

Nesse congresso, será feita a revisão das resoluções da ONU sobre a questão penitenciária mundial, dividida em quatro eixos de discussão: Tratamento a Prisioneiros; Tortura; Alternativas à Prisão e Justiça Restaurativa; e Violência contra a Mulher. Todos estarão relacionado ao tema central: Justiça Criminal e Prevenção ao Crime.

Essa será a primeira vez que congresso vai ser realizado no Brasil. O evento será organizado pela Secretaria Nacional de Justiça.

Edição: João Carlos Rodrigues
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Sábado, 4 de Julho de 2009

Lançado cadastro de empregos adaptado às necessidades de pessoas com deficiência
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Para facilitar a inserção de pessoas com deficiência física no mercado de trabalho, foi lançado hoje (29) o Sistema Integrado de Vagas e Currículos, uma página de empregos na internet adaptada às necessidades dessa parcela da população. O projeto é uma iniciativa do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Estado de São Paulo (Selur), viabilizado pela Rede Saci (Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação), e pode ser acessado no endereço www.selursocial.org.br.

A página oferece leitor de textos para deficientes visuais, e foi pensada para facilitar ao máximo o entendimento e a busca de informações. “Os sites hoje não levam em conta questões básicas de informação que vão desde a linguagem até a forma de navegação”, afirmou a supervisora de comunicação da Rede Saci, Ana Maria Barbosa.

Segundo ela, um dos pontos fortes da nova plataforma é uma forma diferenciada de tratar erros cometidos no preenchimento dos formulários. “A pessoa, enxergando ou não, com dificuldade motora ou qualquer outra, vai saber o que ela errou, onde está o erro e vai ter um link direto para o espaço que tem que ser corrigido.”

Para Thiago Costa, 22 anos, o sistema é de fácil utilização. “Eu me cadastro em vários sites e esse até hoje foi para mim o mais fácil.”

Costa é tetraplégico e contou que "há algum tempo" procura emprego na área de edição de imagens, no entanto, ainda não encontrou uma vaga compatível com suas necessidades. “A dificuldade é mais de locomoção e adaptação. Adaptação de local para trabalho, de cadeira e até mesmo de como usar o computador no trabalho.”

De acordo com o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população brasileira, têm algum tipo de deficiência.

Edição: Juliana Andrade

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Festa literária de Paraty começa com homenagem a Manuel Bandeira
Lísia Gusmão
Enviada especial da EBC
Foto: Foto Repórter Lísia Gusmão
Paraty (RJ) - As ruas de pedra da pequena Paraty, a 235 quilômetros do Rio de Janeiro, serão tomadas por escritores e leitores a partir de hoje (1º), quando começa a sétima edição da festa literária (Flip) que movimenta a cidade histórica todos os anos
Paraty (RJ) - O escritor e crítico literário David Arrigucci Jr. abriu hoje (1º) a 7ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) com uma conferência sobre o poeta pernambucano Manuel Bandeira (1886 –1968), o homenageado desta edição.

Autor de Humildade, Paixão e Morte: a Poesia de Manuel Bandeira, Arrigucci Jr. levou ao palco principal, na noite de abertura da Flip, a tradução da obra de Bandeira. Para o crítico, o poeta pernambucano tinha a sensibilidade afiada e sua poesia não escondia a ligação com a morte, com a qual conviveu longo período de sua vida por causa da tuberculose.

Mas foi a proximidade com o cotidiano que despertou em Bandeira, na visão do crítico, “o grande poeta”. Ele morou na Lapa, no centro do Rio de Janeiro, nos anos 20, período em que conviveu com o “humilde cotidiano do Rio de Janeiro. Foi o nascimento do grande poeta”, definiu Arrigucci Jr., durante a conferência de abertura da Flip.

Depois, em entrevista à Agência Brasil, Arrigucci Jr. disse que o período na Lapa foi importante para a criação poética de Bandeira. “[A poesia de Bandeira] dependeu muito desse momento tão especial na vida dele. Foi um momento de solidão, de pobreza e de total desvalimento diante da morte", disse.

Segundo o crítico, “toda a trajetória de Bandeira era um aprendizado de superar o sentimentalismo. Para o poeta pernambucano, a poesia era feita de “circunstâncias e desabafos”, momento em que agia com “certa agudeza”.

Pelo que Manuel Bandeira representa não apenas para a poesia, mas também para a literatura, o resgate de sua obra na 7ª Flip paga uma espécie de dívida do evento com a poesia. A Flip só tinha homenageado, até então, o poeta Vinícius de Moraes.

Os 34 autores convidados para a 7ª Flip revezam-se no palco principal a partir desta quinta-feira (2) em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro.

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