quinta-feira, 18 de março de 2010

CONHECENDO O SANTUÁRIO DOS PAJÉS

Nas Rotas dos Pajés: os Andarilhos da Luz
A comunidade indígena do Santuário dos Pajés se estabeleceu com a construção da nova capital do Brasil em 1958, quando os primeiros Tapuya-Fulni-Ô vieram como mão-de-obra-indígena trabalhar como operários da construção civil.
Durante os períodos de descanso dos trabalhos nos canteiros de obra os pioneiros índios candangos iam para as matas de cerrado rezar e manifestar suas crenças e ritos religiosos. Assim, nesse ponto sagrado onde se localiza a atual área da Terra Indígena Santuário dos Pajés revelado pela espiritualidade ancestral tapuya, se levantou a tribo do Cerrado de Brasília.
Hoje somos uma pequena comunidade tribal tradicional (Tapuya/Fulni-ô, Guajajara, Korubo-nômades, Tupinambá) que habita o território do Santuário Sagrado dos Pajés, Terra Indígena, na única área de cerrado preservado no Plano Piloto de Brasília de aproximadamente 55 hectares que tem a missão espiritual e moral de zelar, cuidar e proteger a tradição e a cultura indígenas, e a mãe terra.
A ASSOCIAÇAO CULTURAL POVOS INDÍGENAS (ACPI)
A Associação Cultural Povos Indígenas (ACPI) da Comunidade indígena é responsável em promover a proteção e a divulgação desse Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Planalto Central e de Brasília para as futuras gerações, promovendo o intercâmbio cultural, o respeito à diversidade étnica e cultural, reescrevendo a história do Brasil no caminho do respeito à diferença e da tolerância.

E também reescrevendo a história de Brasília no caminho do reconhecimento da presença histórica das etnias indígenas no seu espaço (antes, durante e depois da construção de Brasília), valorizando a diversidade cultural que faz de fato Brasília a capital de todos os brasileiros.
PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL
O Santuário dos Pajés é um importante ponto de memória e da história indígena do Planalto Central brasileiro e de Brasília, além de ser considerado não apenas pela comunidade do Santuário dos Pajés, mas por índios de outras etnias como ponto sagrado e cósmico de grande força espiritual.

O Planalto Central de Brasília está situado na área ancestral tapuya (índios do tronco lingüístico Macro-Gê) e área histórica das rotas de fuga indígenas de acordo com as histórias de nossos anciãos.

Hoje, o Santuário dos Pajés além da abrigar a tradição, os costumes e a cultura da comunidade tapuya se tornou um ponto de referência cultural de várias etnias indígenas através do intercambio cultural entre os conhecimentos tradicionais indígenas.

PATRIMÔNIO AMBIENTAL DO BIOMA DO CERRADO: Uma reserva da vida para as futuras gerações...

A Terra Indígena Santuário Sagrado dos Pajés está situada na reserva do bioma do cerrado onde se mantem por muito tempo a tradição ancestral dos pajés: o conhecimento dos poderes terapêuticos das plantas medicinais.

A medicina da terra vem por séculos acompanhando nossos anciãos, que ensinam a reconexão com a energia vital da criação, o que permite encontrar a saúde como um estado de felicidade, plenitude, vigor e alegria espiritual. Para esse fim a comunidade do Santuário desenvolveu também o Herbário dos Pajés, acúmulo de esforços na valorização e recuperação da ciência ancestral, onde se procuram reunir as principais plantas e remédios utilizados pelas etnias indígenas do Brasil.

Isto tem como conseqüência a conservação e a proteção do cerrado que possui uma considerável diversidade de espécies as quais preservamos através da recuperação do bioma pelo reflorestamento, cultivando mudas de remédios e alimentos silvestres e estocando no banco de sementes espécies nativas do cerrado assim como de outros biomas trocadas com diferentes pajés do Brasil.

PROJETO “Nas Rotas dos Pajés: os Andarilhos da Luz”
Desde o início da década de 90, grupos de estudantes, crianças, pesquisadores de Brasília, das cidades Satélites do Distrito Federal e de várias partes do Brasil visitam a Terra Indígena do Santuário dos Pajés interessados em conhecer a tradição cultural indígena que se desenvolveu em função da peregrinação ao centro espiritual e ao meio ambiente onde este se desenvolve.
Hoje a visitação está renovada pelo projeto “Nas rotas dos Pajés” da Associação Cultural Povos Indígenas (ACPI) do Santuário Sagrado dos Pajés que promove a educação intercultural entre sociedades de saberes diversos e o ensino dos saberes ancestrais indígenas, uma oportunidade única para as crianças e os jovens viajarem ao vivo e a cores pelas rotas ainda vivas e resistentes da tradição indígena do nosso querido Planalto Central Tapuya bem no coração do Plano Piloto de Brasília.
O projeto "Nas rotas dos Pajés" está voltado especialmente às instituições de ensino conforme a Lei 11.465 de 10 de março de 2008 que prevê a inclusão obrigatória no currículo oficial o estudo da História e da Cultura Indígenas, visa através de uma visitação orientada e planejada no interior da própria Terra Indígena Santuário dos Pajés, num ambiente de intercambio cultural que propicia uma vivência única de tolerância humanista entre as culturas e etnias que compõem o Brasil, o respeito às diferenças e a valorização do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental dos povos indígenas do Brasil, fornecendo algumas das ferramentas necessárias para uma maior compreensão da organização sócio-cultural indígena, de suas formas tradicionais de manejo dos recursos naturais, da história indígena regional e, sobretudo, da importância de se reconhecer que a preservação do meio ambiente natural é conseqüência da cultura e cosmovisão indígenas, resultado de um modo de ser e de um modo de vida com profundos valores éticos, espirituais e morais.

Visitações de segunda à sábado (manhã e tarde)
Mais Informações:
www.santuariodospajes.blogspot.com
Tel.: 8183 3980 (Awamirim) - Associação Cultural Povos Indígenas
Veja mais!

Um comentário:

Denise Guerra disse...

Olá amigos, passei pra dar uma olhada no maravilhoso blog de vcs! Adorei saber deste santuário em pleno centro do país, vou acessar o blog dos pajés e publicar também esta notícia fazendo circular pra mais pessoas o assunto. Nossos irmãos indígenas estão muito pouco inseridos nas discussões cotidianas da nação, precisamos divulgar mais. A propósito, como sou professora e estou trabalhando com a lei que torna obrigatório o ensino de história, cultura e literatura africana, afro-brasileira e indígena, devo ressaltar que o número da lei aí publicado está equivocado a lei é a 11.645/2008. Desculpe-me pela correção é que em se tratando de lei aquele número publicado deve pertencer a uma lei diferente. Obrigada pelas informações! Abçs!

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