sexta-feira, 31 de julho de 2009

História de Goiás no Picadeiro
por Caio Sena

O Circo Laheto volta ao Encontro para interagir com o público. Esquetes e performances representativas compõem o picadeiro para relatar a história de Goiás
Foto: Layza Vasconcelos
Olá garotada, o Circo Laheto está de volta ao IX Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. O grupo, que no passado trouxe espetáculos de variedades e linguagem contemporânea, chega pela terceira vez ao evento contando a História de Goiás no Picadeiro.

A proposta é retratar fatos que marcaram a história de Goiás, desde os povos primitivos, passando pelos ciclos do ouro, fazenda goiana, expansão das cidades até a fase atual da industrialização. Tudo isso na linguagem circense e com a descontração dos toques de magia e humor.

Fomos até a sede do grupo, que fica em Goiânia, no Parque da Criança, lugar em que os artistas se preparam para as apresentações. O diretor do circo, Maneco Maracá, nos concedeu uma entrevista, relatando detalhes da construção desse novo espetáculo.

Manco, qual é a relação do Circo Laheto com o Encontro de Culturas?
Esta é a terceira edição que a gente participa. No primeiro ano, levamos o espetáculo Circo Magia e Estripulia, que é de variedades. No ano passado, fomos com o Acroloucos, que tem uma linguagem mais contemporânea, e este ano contaremos a História de Goiás por meio do picadeiro.

Angelita Alencar
Maneco Maracá (D): Goiás dos povos primitivos à industrialização

Como você conseguiu agregar pessoas e montar um grupo que se transformou no Circo?
Bom, eu sou catarinense e me mudei para o Mato Grosso em 1984. Lá existia um grupo que já fazia circo e teatro na região. Então, eu acabei me envolvendo e entrei no grupo, porém ele logo se desfez. Depois me mudei para Goiânia e desenvolvi um trabalho social com crianças e adolescentes, mesmo não sendo esse o meu objetivo principal. Acontece que no meio do caminho, percebi que o circo, além de ser um espetáculo, uma diversão e um espaço de lazer, tem um conteúdo pedagógico extraordinário.

Como serão as oficinas que o Circo Laheto oferecerá dentro do Encontro de Culturas?
Sempre armamos o circo e oferecemos oficinas, que são abertas a jovens, crianças e adultos, movimentando a Vila de São Jorge. Para nós, o interessante é que a cidade se envolva nesse processo, deixando um pouco do festival para a criançada. Os cortejos são uma maravilha, porque proporcionam um contato direto com o público na rua.

Quantas pessoas participam das apresentações?
O grupo é muito grande, entre técnicos, motoristas e artistas, somos 35 integrantes, mas este ano, participarão em torno de 25 pessoas.

Como o Circo se mantém?
Alugamos nosso espaço para festas de aniversários e nos apresentamos em diversos eventos. Fechamos parcerias com a Prefeitura Municipal, leis de incentivo e alugamos equipamentos, como lona, arquibancadas, entre outros.

Como você vê o futuro do circo? Acredita em alguma mudança radical?
Participei há pouco tempo, do Festival Mundial do Circo, onde debatemos essa questão. Que momento o circo vive ou qual é o futuro do circo? Um francês, que não me recordo o nome, disse: "O circo é um fenômeno mundial", e por esse motivo está em constante transformação, todos os dias podemos descobrir novas técnicas e novos números. O mercado se abre cada vez mais. O teatro vem garimpando o circo, a dança, a televisão, o cinema...

Qual a importância da trilha sonora nesse espetáculo?
É um espetáculo que está fazendo um sucesso extraordinário. Já fizemos umas 27 apresentações desta peça. A trilha sonora é maravilhosa, tudo que o espetáculo não consegue transmitir, falar da história, a música complementa. Provavelmente pela primeira vez em nosso país teremos uma música extremamente brasileira, que não perde para circo nenhum. Sinceramente a trilha sonora é um espetáculo a parte.

"O Encontro de Culturas Tradicionais é um dos melhores festivais que acontecem no país, pois nossa cultura fica em evidência pra quem quiser ver"
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Fonte: Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge
Música nordestina na terra da catira
por Giovanna Beltrão

Beirão e convidados encerram as apresentações da terça-feira com muito forró, baião e xaxado
Foto: Vivian Scaggiante
Beirão fez surgir uma autêntica roda de forró em frente ao palco.
A banda Beirão e os Filhos de Dona Nereide encerrou a noite de apresentações no palco do Encontro de Culturas nessa terça-feira, 28 de julho. Com a participação do percucionista baiano Abu Bakr e da triangulista Luzinha, do Grupo Zé do Pife e as Juvelinas, o show foi dedicado à música nordestina, uma das grandes caracterizadoras da cultura popular brasileira.
Cantando músicas de autoria própria e também alguns clássicos do forró do Nordeste, Beirão e seus convidados animaram o público de São Jorge. Mostrando uma grande versatilidade dentro dos ritmos nordestinos, a banda abriu o show com uma música em homenagem à poetisa goiana Cora Coralina. O grupo tocou ainda canções como "Pisa na Fulô", "Tropicana" e "Xote das Meninas".
O percucionista Abu Bakr falou sobre a integração musical ocorrida no palco. "Foi muito bom, eu sempre encontro o Beirão em festivais pelo estado de Goiás. O xote e o xaxado têm muito a ver com a música africana da Costa do Marfim e do Senegal, que é a música que eu toco. A cultura popular tem tudo a ver com a música e com a cultura africanas", afirmou.
Do forró ao frevo, passando pelo maracatu, côco, xote, baião e xaxado; o show de Beirão durou quase duas horas. Participando do Encontro de Culturas pela primeira vez, o artista comentou a qualidade musical dos convidados. "O show foi bacana, a participação dos músicos foi muito importante. Todos tocaram e cantaram muito bem, ficou bem bonito", completou.
Beirão é defensor da cultura popular e considera a música brasileira ilimitada para a criação. O cantor destacou a facilidade como as expressões culturais se integram no Encontro. "A música que eu faço é, na verdade, a música que todo mundo está fazendo, a música brasileira não tem fronteiras. Aqui [no Encontro] isso funciona bastante, vários segmentos da cultura popular estão aqui, então é muito bom estar aqui também".
A triangulista Luzinha também se mostrou feliz em participar do evento e ter a oportunidade de interagir com artistas que produzem música popular e nordestina como ela. "Esse Encontro é uma coisa maravilhosa. Essa integração cultural é muito importante. Eu estava pensando na trajetória que eu fiz até chegar ao palco e eu estou aqui porque eu amo isso tudo mesmo", contou.
Quanto ao repertório da noite, Beirão revelou que apesar de passear por diversas vertentes, adequa o seu show a cada situação e a cada lugar onde se apresenta. "Eu tenho várias temáticas, às vezes eu faço um show com mais guitarra e bateria, mas isso depende de onde eu estou me apresentando e do que cada lugar me determina a fazer. Aqui era voltado mais pras raízes da música brasileira". De qualquer forma, o cantor foi aprovado pelo público.
Carreira
Conhecido por mesclar várias vertentes musicais para produzir novas sonoridades, Beirão é cantor, compositor, músico e repentista. Natural do Ceará, é influenciado por artistas como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Alceu Valença e Gilberto Gil. Em seu trabalho transparecem ainda influências dos emboladores de côco, da literatura de cordel e do movimento tropicalista.

Cantor desde 1978 e radicado musicalmente em Brasília, Beirão já se apresentou ao lado de artistas como Cássia Eller, Capital Inicial, Renato Russo, Zé Ramalho e, até mesmo, Alceu Valença e Gilberto Gil. Já fez turnês na Europa e, no ano passado, participou do Festival de Rotterdam, na Holanda.
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Fonte: Agência de Notícias Cavaleiro de Jorge

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Parque Estadual Terra Ronca
Fotos: Antonio Nunes

O Parque Estadual Terra Ronca é um dos maiores sítios de cavernas da América Latina, composto também por cachoeiras e uma formação de morros, esculpido pelos ventos e pelas águas. Está localizado nas cidades de São Domingos, Posse e Guarani de Goiás. Os lugares mais visitados são o Morro do Moleque, a Caverna Terra Ronca e a Caverna da Angélica.
O maior atrativo turístico do Parque Estadual de Terra Ronca são, sem dúvidas, as grutas e cavernas, que atraem espeleólogos, turistas, aventureiros e curiosos de toda parte para conhecer as belezas naturais, os rios de águas cristalinas, que formam lagos subterrâneos, e os enormes salões internos das cavernas, ricos em minerais, e as formações rochosas, formadas pelas belas e expressivas estalactites e estalagmites. A diversidade biológica do parque é enorme, Dentro das cavernas, a fauna é única,Veja mais!...

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Dois Rios
O violeiros, Pereira da Viola e Wilson Dias juntam seus talentos no espetáculo “Dois Rios”, o encontro das águas que cantam que será apresentado em Belo Horizonte, dia 07 de agosto, no Teatro Dom Silvério.
Em única apresentação na Capital Mineira, o show “Dois Rios” pode ser considerado uma metáfora do curso, do percurso daqueles rios e da origem, do crescimento e da trajetória dos dois artistas que, a rigor, tem as mesmas raízes, o mesmo berço.
Mais que um encontro entre os dois artistas, este show marca o encontro de duas famílias. Do lado de Pereira da Viola participam seus irmãos Dito Rodrigues (violão) e Zorra Rodrigues (Pandeiro e Caixa de Folia), além de seu sobrinho, filho de zorra, Pedrinho Rodrigues (Viola e Voz). Da parte de Wilson Dias, nada menos que seus dois filhos Wallace Gomes (Violão e Flauta) e Pedro Gomes (Baixo) que, com apenas 15 anos de idade mostra no palco muita competência e personalidade.
Além de suas raízes comuns, alimentadas pelas águas dos rios Jequitinhonha e Mucuri, os dois artistas trazem uma forte herança familiar marcada pela vivência rural e pela musicalidade ligada às manifestações tradicionais, tanto religiosas, quanto profanas. São, portanto, vozes semelhantes e ao mesmo tempo diferenciadas, temperadas, cada uma a seu modo, pelos ritmos e danças, pela sensibilidade e pela história de vida e artística de cada um deles. Nasce desta bem sucedida mistura de elementos afros e indígenas uma sonoridade forte e inconfundível.
Não percam!!!
Os ingressos já estão à venda.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Feira de Oportunidades Sustentáveis
por Sinvaline Pinheiro
Maria Cerrado mostra seu trabalho com materiais do cerrado. Foto: Sinvaline Pinheiro

Uma das grandes atrações na programação do Encontro, a feira reúne artistas de todo o Brasil e, agora, privilegiando os mestres da cultura popular, será uma feira especial eles transmitirão ao público os anos de vivência com o artesanato e o folclore.

A exposição é variada e envolve a comunidade local, regional numa grande experiência e trocas de informações.

As flores de palha de milho e de canela de ema vem do trabalho de pessoas do assentamento do MST (Movimentos dos Sem Terra) de Alto Paraíso, Goiás.

Moradores de São Jorge expõem óleos essenciais e estandartes ou bandeiras de São Jorge e outros santos. A criatividade dos estandartes é de acordo com o espírito e a fé do artesão e, assim, nascem obras fantásticas.

De Juazeiro do Norte mestres como seu Raimundo, Edilânio e Guiomar trazem esculturas em madeira retratando São Jorge e vários outros santos.

As bolsas e sandálias de couro com a criatividade e experiência de seu Expedito, de Nova Olinda (CE), ornamentam ainda mais a feira.

Direto do Tocantins, o berço do capim dourado, vem as bolsas, brincos, pulseiras e outras maravilhas criadas pelos artistas Gilbertina e Odailton.

As mandalas feitas a partir de madeira reaproveitada de marcenarias é uma arte única de Genolino de Planaltina em Goiás.

A Feira do Cerrado, já tradicional em Goiânia, traz vários artistas como o seu Cambota, que produz imagens, crucifixos e muitos outros produtos utilizando a madeira corroída pelo tempo e pelos cupins; para isso ele percorre os pastos e aproveita a arte que o tempo e os cupins esculpiram. Daí nascem obras encantadoras.

Os bonecos de jatobá, topiarias, bolsas, sandálias, bijuterias de sementes e outras são a grande atração nas bancas da Feira do Cerrado nesta exposição.

A artista plástica Maria Cerrado traz a novidade em luminárias confeccionadas com bucha vegetal e bambu.

Interessante são os instrumentos musicais que nasceram da arte do Mestre Alemão de Goiânia. Seus alunos Alexandre Morais e Samuel Soares expõem seus instrumentos de percussão e artefatos em bambu.

O artista plástico Darci, de Goiânia, mostra seus quadros com motivos rurais, ligados à rotina da mulher do campo.

Uma novidade nessa feira é o trabalho de xilogravura e esculturas à lápis do artista plástico Guará, de Goiânia.

A praça de alimentação é riquíssima em variedades de comidas e bebidas típicas: bolos, doces e bebidas de frutos do cerrado, pastéis, pamonhas, creme de milho, pizza de gueroba, caldo de carne com abóbora, canjica, a matula, o leite de onça e a famosa "queimadinha", uma pinga da região.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa ) faz uma exposição de sementes tradicionais.

Ainda dentro da Feira, um telecentro atende a todos os expositores e visitantes.

"Essa feira é uma troca muito grande de conhecimento sobre reciclagem, preservação dos saberes populares. Imagine uma madeira corroída pelos cupins que se torna em escultura!", diz Jackeline Teixeira, coordenadora da Feira.

"Aqui a gente aprende com uma dona que diz: Com a casca disso aqui você pode fazer um remédio para dor..."
Jackeline Teixeira, coordenadora da Feira

A Feira de Oportunidades Sustentáveis é realmente um local para se divertir, alimentar e ainda aprender maneiras de vida sustentáveis com os grandes mestres da cultura brasileira.
Fonte: Agência Cavaleiro de Jorge

segunda-feira, 20 de julho de 2009

IX Encontro de Culturas Tradicionais Cultura popular, arte e preservação

O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros está em sua IX edição, e acontece na Vila de São Jorge de 18 de julho a 1 de agosto. Promovido pela Associação Comunitária da Vila de São Jorge (Asjor) e pela Casa de Cultura Cavaleiro de Jorge, tem sua existência ligada ao universo cultural do nordeste de Goiás e foi mobilizado pelo desejo de conhecê-lo, apoiar a visibilidade de saberes, modos de vida e cultura material dos povos da região. Em 2009 estarão presentes 12 estados brasileiros e dois países: Colômbia e México.
Os povos indígenas sempre estiveram presentes ao Encontro, em 2009 a terceira edição da Aldeia Indígena Multi-étnica reunirá os Avá Canoeiros (GO), Kaiapó (PA), Krahô (TO), Axanica (AC), Kamayura (MT), Dessana (AM), Ingaricó (RR), Yualapyti (MT), Fulni-o (PE), Kariri Xocó (AL), e Guarani (SP). Pelo terceiro ano consecutivo serão realizadas vivências, oficinas, rodas de prosa, exibição de filmes, programas de rádio, rituais e apresentações de canto e dança.
O evento desse ano terá a cultura tradicional de Goiás em destaque. Serão diversos grupos convidados: Congada de Catalão, Contradança de Santa Cruz, Congo de Niquelândia, os festeiros Kalungas de Cavalcante, Monte Alegre e Teresina de Goiás, a Folia do Divino de Formosa, Caçada da Rainha de Colinas do Sul e Catira de São João da Aliança. Nos dias 24, 25 e 26 de julho será realizado, em parceria com o projeto Goiás Festeiro, um fórum goiano de cultura tradicional. Nessa mesma data haverá o II Encontro de Capoeira Angola.
O IX Encontro faz o intercâmbio com várias regiões do Brasil, como aperitivo apresentamos do Paraná o Fandango do Pés de Ouro nos traz uma música da cultura caiçara com muita viola e a percussão de tamancos. Da zona da mata pernambucana vem o Maracatu Piaba de Ouro com seu baque solto, e do Recife, o Maracatu Leão Coroado com seu baque virado. Os esperados Zé Mulato e Cassiano, dupla tipicamente caipira e o grupo de Carimbó Os Quentes da Madrugada de Santarém Novo no Pará.
Muitas questões são transversais às Culturas populares e, para conversar sobre eles, temos as Rodas de Prosa. Esse ano elas se concentrarão em temas relacionados ao impacto das grandes obras de infra-estrutura em comunidades tradicionais, o patrimônio imaterial e o patrimônio genético, uso dos lagos formados por represas e a geração de renda pela pesca, ou a sua proibição. A regularização fundiária de terras quilombolas, e o lançamento de uma campanha contra a violência contra as mulheres no campo e na floresta. Estas Rodas serão norteadas por conversas sobre as experiências de grupos alvo das políticas públicas e terão o apoio do Ministério do Meio Ambiente e da Secretaria Especial de Políticas Públicas para Mulheres.
Muita expectativa para o lançamento do CD "Criunaná", criação da musicista e arte educadora Doroty Marques, das crianças do projeto Turma que Faz e artistas convidados. As músicas compõem a trilha sonora da opereta que será apresentada no Encontro desse ano. Sons do ambiente, vozes e percussão da água, e dos tambores, xilofones, kalimbas e o dedilhado das cordas das violas. O CD foi gravado no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e arredores, onde a música dialogou com o som das águas e do vento, do canto dos pássaros, das araras. Doroty convidou antigos garimpeiros e garimpeiras, captou som das picaretas no cristal, trazendo para essa música o modo de vida, o ambiente do cerrado, do trabalho no garimpo; a origem do povoado de São Jorge.
Outro produto será lançado durante o evento é o DVD "Cada terra tem um uso, cada roda tem um fuso", documentário de Neto Borges traz a história construída pelas edições anteriores dos Encontros de Cultura Tradicional da Chapada dos Veadeiros.
A Vila de São Jorge, no coração do cerrado, se prepara para receber os mantenedores de nossas raízes e os turistas de todo o Brasil. Um mosaico de celebrações e vivências de música e dança de grupos tradicionais, da região da Chapada dos Veadeiros e de todo o país.
Informações e assessoria de imprensa do Encontro:
João Luiz Prestes Rabelo

Zabé da Loca

Roda de Prosa Cosmovisões

Sonhos Verdes Opereta Popular


Público no Encontro

Oficina Congo Niquelândia

Nanda Kumaran

Oficina de Capoeira Angola

kalunga Coroação do Imperador

Kaiapó

Fanta Konatê

Caixeiras do Divino

Coco de Zambe

Caçada da Rainha

A Barca
Fotos: CAMILA PINHEIRO e MARCELO SCARANARI


IX Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros
Programação


24/07 – sexta-feira
16hCorrida de toras nas ruas da vila
Etnia Krahô 19hCortejo indígena pela Vila de São Jorge
Encontro com os violeiros próximo ao palco20hApresentação de cantos e danças
Enias indígenas no palco22hRitual de passagem do IX Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros aos moradores da Vila de São Jorge

25/07 – sábado
14hImpério Kalunga – Preparação aberta ao público
Local: Casa Cavaleiro de Jorge14hFolia do Divino de Formosa
Alvorar Folia16hGiro da Folia
Visita às casas da Vila São Jorge16hCortejo
Com a participação de todos os grupos18hComunidade Kalunga - Levantamento do Mastro do Divino
Local: Igreja de São Jorge18hVIII Festival Internacional de Piada
Local: Bar do seu Claro
19hMostra de Cinema Brasil Candango (Película)
20hImpério – Sítio da Comunidade Kalunga
Local: Igreja de São Jorge
21hKalunga - Curraleira e Sussa | Folia de Crixás | Vilão de Catalão
Local: Palco
23hZé Mulato e Cassiano
Local: Palco

26/07 - domingo
20hEspetáculo História de Goiás no Picadeiro
Circo Lahetô
21hVioleiros de Alto Paraíso | Catira de São João D’Aliança | Caçada da Rainha e Folia de Colinas do Sul - Local: Palco

27/07 – segunda -feira
20hAula Espetáculo com Altair Barbosa e Sons do Cerrado (GO)
Local: Palco
20hRabeca e Viola (TO)
Local: Palco

28/07 – terça-feira
20hCaixeiras do Divino (MA) | Tambor de Gambá (AM) | Tambor de Crioula (MA) - Local: Palco

29/07 – quarta-feira
20hDércio Marques (MG)
Local: Palco
21hMamour BA (Senegal)
Local: Palco

30/07 – quinta-feira
14hLançamento do Livro “Entre Cimos Nublados Uma Solidão Selvagem – uma corografia contemporânea da Chapada dos Veadeiros”, de Luiz Lima
20hLançamento do CD Criunaná – Projeto Turma que Faz - Apresentação da Opereta Criunaná com Doroty Marques, alunos do Projeto Turma que Faz e convidados

31/07 – sexta-feira
20hPé de Cerrado (DF) | Boi de Ribamar (MA)
Local: Palco

01/08 – sábado
16hCongo de Niquelândia
Local: Palco
20hMaracatu Leão Coroado (PE) | Maracatu Piaba de Ouro (PE) | Naná Vasconcelos (PE) - Local: Palco
Fonte: Agência Cavaleiro de Jorge

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pesquisador defende aproximação entre ciência e indústria
Luana Lourenço
Antonio Cruz/ABrManaus - O superintendente adjunto da Suframa, Elilde Menezes, o coodenador Manoel Malheiros Tourinho, da UFRA, e Fernando Galemberck, da Unicamp, durante palestra sobre a pesquisa científica e a indústria, na 61ª Reunião Anual da SBPC O professor Fernando Galembeck, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), defendeu hoje (15) a aproximação entre ciência e indústria. “Não dá para pensar em pesquisa científica desvinculada do contexto”, afirmou Galembeck em debate durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Segundo Galembek, que desenvolve pesquisas aplicadas para a indústria química, as universidades, as empresas e os governos perdem oportunidades por falta de parcerias e de estratégias para desenvolvimento e inovação.

O pesquisador acredita que o investimento em pesquisa aplicada deve ser prioridade nos planos de desenvolvimento de ciência e tecnologia. Para ele, a conexão entre instituições de pesquisa e a indústria poderia tornar o país mais competitivo e desenvolver áreas em que ainda há dependência de outros países, como fármacos, equipamentos para telecomunicações e tecnologias da informação.

“Existe a ideia de que a ciência não tem a aprender com as empresas, a ideia de que o fluxo é academia-atividade industrial. E não é bem assim. É um caminho de duas mãos”, argumentou. De acordo com o pesquisador, muitas vezes, boas ideias surgem de problemas práticos encontrados nas empresas, “e não na leitura de papers [artigos científicos]”.

Galembeck acredita que o Brasil pode liderar a “transição global para uma era do pós-petróleo”, mas ressalta que é necessário definir com clareza onde se quer investir conhecimento e recursos. “Muito dinheiro, discursos e boa-vontade não criam realidades sem bons planos e estratégias”, argumentou.

Manaus - Índios da etnia Tuyuka, de São Gabriel da Cachoeira, norte do Amazonas, participam da 61ª Reunião Anual da SBPC
Foto: Antonio Cruz/ABr
Fonte:Agência Brasil
A ameaça dos transgênicos
Por Luciano Martins Costa
O tema agricultura frequentou a imprensa no final de semana e volta na segunda-feira (11/5) em reportagem da Folha de S.Paulo. O agronegócio já é responsável por mais de 44% da pauta de exportações brasileira, informa neste início de semana a Gazeta Mercantil, mas a grande história do campo ainda não sensibilizou a imprensa como deveria.
Trata-se da ameaça das sementes transgênicas.
A Folha de S.Paulo escolheu o assunto para manchete no domingo (10), noticiando que o Brasil não tem controle sobre a expansão do milho transgênico. Ainda no domingo, o Estado de S.Paulo afirmava que o agronegócio brasileiro se recupera e pode ter um desempenho equivalente ao de 2008, por causa da alta recente dos preços internacionais dos produtos agrícolas.
Na segunda (11), a Folha volta ao assunto, anotando que o Instituto de Defesa do Consumidor e outras entidades de direitos civis estão cobrando do governo medidas imediatas de garantia para as informações sobre a presença de organismos geneticamente modificados em alimentos ou ingredientes alimentares.
O fato é que ninguém ainda fez a conexão entre o crescimento das exportações brasileiras de alimentos e a incapacidade do setor de assegurar as características de seus produtos.
Partícipe do crime
No Brasil e em outros países do mundo, as indústrias de alimentos são obrigadas a colocar nas embalagens de seus produtos o símbolo que identifica a presença de organismos geneticamente modificados. Isso por causa dos riscos que podem representar para a saúde das pessoas. Mas a expansão indiscriminada de sementes transgênicas, principalmente de soja e milho, já impossibilita esse controle.
A imprensa ainda não viu esse problema como o risco que representa para a economia brasileira.
Há pouco mais de dez anos, quando os movimentos ambientalistas começaram a questionar a manipulação genética de sementes, a imprensa, em sua maior parte, tomou a defesa da indústria química. De nada adiantaram os avisos de cientistas, dizendo que seria impossível impedir a contaminação das lavouras tradicionais e a constatação de que apenas duas ou três grandes multinacionais sairiam ganhando com a produção de transgênicos.
Agora que os alertas dos ambientalistas se tornam uma realidade concreta e assustadora, os jornais fingem que o problema é a falta de fiscalização do governo. Neste caso, a imprensa é mais do que cúmplice. É coautora do crime.
Fonte: Observatório da Imprensa
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Histórias de quem viu Alto Paraíso nascer farão parte de museu
Morillo Carvalho
Enviado especial
Valter Campanato/ABr
Alto Paraíso de Goiás - Pioneiro, Waldomiro da Silva Filho fala sobre o misticismo do lugar. Os relatos dele farão parte do Museu da Memória, que a cidade ganhará em breve

Aos 66 anos, Waldomiro da Silva Filho viu Alto Paraíso de Goiás (GO) ser emancipado em 1953, assistiu à invasão de turistas em busca das cachoeiras da Chapada dos Veadeiros e ouviu muitas das histórias de misticismo, que envolvem o lugar. Os relatos dele e de outros pioneiros do município farão parte do acervo do futuro Museu da Memória de Alto Paraíso.

A cidade foi uma das 24 contempladas pelo edital Mais Museus, do Ministério da Cultura, destinado àquelas localidades que tenham até 50 mil habitantes e não possuem museu. O visitante que for ao futuro museu poderá conhecer, por exemplo, os segredos gastronômicos de Waldomiro. Ele tem um pequeno comércio de comidas, bebidas, doces e queijos que ele mesmo produz.

Um dos pratos mais procurados é a matula – uma espécie de marmita, mas com vários tipos de carnes. Outra atração do local, com paredes e teto de palha, à beira da estrada que liga Alto Paraíso ao município de São Jorge, são os licores. Seu Waldomiro chegou a desenvolver 103 sabores deles. Além dos segredos da culinária de Alto Paraíso, o nativo contará como foi o início da cidade.

“Eu nasci na roça e fui para a cidade aos 10 anos. Vi a cidade se desenvolver muito lentamente. Inclusive na época da emancipação tinha só 48 casas, com muitos ranchos de palha – até hoje existe a Rua da Palha. Dormíamos com as casas abertas, sem sentir medo nem susto. Hoje, temos que colocar tudo quanto é proteção e ainda dormimos assustados. Em Alto Paraíso, o desenvolvimento nos trouxe esse medo”, contou, embora o município tenha um aspecto pacato de cidade do interior.

Viúvo, pai de dois homens e duas mulheres, todos adultos, e avô de 11 crianças, Waldomiro é um verdadeiro nativo da região. Os avós dele nasceram lá, assim como os pais, os filhos e os netos – cinco gerações da região, que se transformou em Alto Paraíso de Goiás. Sobre o museu, Waldomiro disse que o considera importante para a cidade, desde que sirva para melhorar o respeito aos nativos.

“Eu só não acho importante quando chega alguém que queira fazer algo pisando por cima dos nativos”, opina, comentando sobre os valores dos mais antigos. “Existiam três palavras muito importantes na vida de um ser humano: amor, respeito e receio. Se eu tenho amor por vocês, tenho que respeitar o que é de vocês e ter o receio de lançar a mão querendo colher para mim. Hoje essas três palavras são usadas por pouca gente”, afirma.

Alto Paraíso é conhecida pelos turistas como um lugar místico, onde se acredita que atrai discos voadores e extraterrestres. O comerciante contou que não era assim antigamente, mas salientou que o céu da cidade sempre escondeu alguns mistérios.

“Muita gente fala que tem aqui, nessa serra da Baleia, uma cidade dos ETs. São meus vizinhos e não me aparecem! Agora, as luzes no espaço... Isso eu vejo sempre. Desde que vim para Alto Paraíso, eu comecei a ver. Em todas as regiões mais altas e que contém mais minério, são as que eles mais aparecem. Se são os ETs, eles gostam muito de cristal...”, brinca.

Muito mais histórias ficarão disponíveis no museu, quando estiver pronto. O convênio do município com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ainda não foi assinado – procedimento necessário para a liberação da verba pelo governo federal – mas deve ocorrer dentro de algumas semanas. A partir daí, as histórias contadas por seu Waldomiro se tornarão peças de museu.
Fonte:Agência Brasil
Preservação da catira será um dos objetivos do museu de Alto Paraíso
Morillo Carvalho
Enviado especial
foto Valter Campanato/ABr
Alto Paraíso de Goiás - A coordenadora do Grupo de Catira de Alto Paraíso, Fátima Chaves, diz que a dança tradicional sempre esteve ligada à cultura local

Alto Paraíso de Goiás (GO) - Dança tradicional do interior de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, a catira é hoje pouco conhecida e falada. Em Alto Paraíso de Goiás (GO), a coreografia, acompanhada sempre por uma dupla de violeiros, quase parou de ser dançada. Agora que a cidade foi contemplada por um financiamento federal, para a criação do Museu da Memória, preservar e manter essa tradição será um dos objetivos da instituição.

A coordenadora do Grupo de Catira de Alto Paraíso de Goiás, Fátima Chaves, contente com a iniciativa, vai comandar oficinas de catira no Museu.

“É muito importante para Alto Paraíso esse resgate. Na verdade é um resgate mesmo, porque estava sendo esquecida e com esse movimento está reavivando esse lado. E é muito bom porque as crianças estão muito desligadas da cultura tradicional, da cultura própria. Ou seja, tem que aprender a valorizar o que é nosso, nossa própria cultura”, defende.

Ela conta que a dança tradicional sempre esteve ligada à cultura local, e era muito praticada pelos nativos da cidade: “Uma das festas que eles mais faziam eram as festas de folia, em que eles dançavam a catira. Então a catira foi muito presente na história passada dos nativos em Alto Paraíso”.

O grupo de catira, hoje, é composto por oito pessoas. Mas no auge, tinha o dobro – normalmente, os grupos de catira são compostos por dois violeiros e 10 dançadores. Fátima espera que as oficinas despertem o interesse das crianças e dos jovens pela tradição e, com isso, o grupo receba incremento de pessoas para reforçar as apresentações nas festas populares.

“Existem várias folias e festas comemorativas, nas quais se dança a catira: a Festa do Divino Espírito Santo, de São Sebastião, de Nossa Senhora das Graças e geralmente as danças acontecem nos pousos [espécie de pernoite de caravanas que passam pelo lugar]. Naquele local tem uma janta, que é doada pelas pessoas visitadas, em seguida, o grupo dança e canta, agradecendo, e assim segue em frente. Geralmente são de três a cinco dias de festas”, relata.
Veja mais sobre Catira!
Fonte:Agência Brasil

terça-feira, 14 de julho de 2009

Água de lastro transporta por dia 7 mil espécies marinhas ao redor do globo
Espécies como a Minhoca do Mar "viajam" na água de lastro

Lastro é definido como qualquer volume sólido ou líquido colocado em um navio para garantir sua estabilidade e condições de flutuação. O termo "água de lastro" refere-se, então, à água coletada nas baías, estuários e oceanos, destinada a facilitar a tarefa de carga e descarga. Quando um navio está descarregado, seus tanques recebem água de lastro para manter sua estabilidade, balanço e integridade estrutural. Quando ele é carregado, a água é lançada ao mar. A introdução de espécies marinhas exóticas em diferentes ecossistemas, por meio da água do lastro dos navios e por incrustação no casco foi identificada como uma das quatro maiores ameaças aos oceanos do mundo. As outras três são: fontes terrestres de poluição marinha, exploração excessiva dos recursos biológicos do mar e alteração/destruição física do habitat marinho.

O transporte marítimo movimenta mais de 80% das mercadorias do mundo e transfere internacionalmente 3 a 5 bilhões de toneladas de água de lastro a cada ano. Um volume similar pode, também, ser transferido por ano domesticamente, dentro dos países e regiões. A água de lastro é absolutamente essencial para a segurança e eficiência das operações de navegação modernas, proporcionando equilíbrio e estabilidade aos navios sem carga.

Entretanto, isso pode causar sérias ameaças ecológicas, econômicas e à saúde, pois juntamente com o lastro podem ser transportadas algas tóxicas, espécies exóticas e patogênicos como o vibrião colérico. Existem milhares de espécies marinhas que podem ser carregadas junto com a água de lastro dos navios; basicamente qualquer organismo pequeno o suficiente para passar através das entradas de água de lastro e bombas. Isso inclui bactérias e outros micróbios, pequenos invertebrados e ovos, cistos e larvas de diversas espécies. Estima-se que, o movimento de água de lastro proporcione o transporte diário de pelo menos 7 mil espécies entre regiões do globo.

No Brasil têm-se pouca divulgação do problema associado ao lastro, sendo que, esporadicamente, aparecem notícias sobre o aparecimento de espécies exóticas que conseguiram se fixar em nossas águas. A invasão mais conhecida proporcionada pela água de lastro refere-se ao mexilhão dourado, Limnoperna fortunei, um molusco bivalve originário dos rios asiáticos, em especial na China. Esses moluscos são encontrados, geralmente, fixado a substratos duros, naturais ou artificiais, dos rios asiáticos. Esse organismo de água doce e salobra foi introduzido no Rio da Prata, Argentina, em 1991, avançando pelos rios Paraná e Paraguai, tendo se estabelecido no Pantanal.

A invasão silenciosa do mexilhão dourado já provoca impactos sócio-econômicos significativos para a economia e a parte da população, uma vez que entope os filtros protetores das companhias de abastecimento de água potável, exigindo manutenções mais freqüentes; impedem o funcionamento normal das turbinas da Usina de Itaipu, com custos de quase US$ 1 milhão a cada dia de paralisação desnecessária do sistema; forçam mudanças nas práticas de pesca de populações tradicionais; e prejudicam o sistema de refrigeração de pequenas embarcações, fundindo motores.

Nos Estados Unidos bilhões de dólares já foram gastos para controlar a invasão do mexilhão zebra, o que se traduz como um sinal de alerta para as autoridades brasileiras quanto às reais necessidades envolvidas nesses tipos de invasões.
(foto: Tatiana Menchini Steiner do Departamento de Zoologia - IB/Unicamp)
Pesquisadora defende articulação entre ciência e conhecimentos tradicionais indígenas

Amanda Mota
Repórter da Agência Brasil

Manaus - A médica e antropóloga Luiza Garnelo defendeu hoje (13) a articulação entre a ciência e os saberes tradicionais, principalmente os relativos às práticas usadas para cuidados e cura de doenças entre índios da etnia Baniwa, que vivem no norte do Amazonas. Pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Luiza disse que essa articulação poderá contribuir para avanços no sistema de saúde, de um modo geral. Ela fez palestra durante a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Manaus.

“É possível fazer essa articulação e produzir múltiplas formas de conhecimento", afirmou Luiza. Para ela, a melhor forma seria a interlocução com os índios para que eles determinem os termos em que querem fazer essa participação."A decisão tem que ser deles também, considerando que são detentores de conhecimentos relacionados sobretudo ao uso de plantas e técnicas próprias da organização do conhecimento desses povos.”

Desde 1996, a pesquisadora estuda os costumes e o modo de vida dos Baniwa, que vivem na região do Alto Rio Negro, no Amazonas. Segundo Luiza, quase 100 comunidades Baniwa residem nessa área, no norte do estado, onde também se localiza São Gabriel da Cacheira, município que tem de 95% de indígenas em sua população. Para a pesquisadora, o que chama a atenção nas práticas de cuidado e cura de doenças entre os Baniwa é o respeito à vida: considerar o contexto de cada paciente é fundamental para o tratamento das enfermidades.

“As pessoas dessa etnia têm de fato a consciência clara de que eles matam animais para sobreviver e que isso exige um cuidado para evitar a depredação. Eles sabem que têm um preço a pagar como sociedade. Além disso, o itinerário terapêutico depende muito das conjunturas de cada sujeito, seja numa sociedade indígena, ou não”, ressaltou a pesquisadora.

Luiza Garnelo considera um desafio promissor para a ciência contemporânea estudar e conhecer mais sobre a Amazônia. “Como parte da sociedade que está na Amazônia e vive da Amazônia, temos que refletir mais sobre nosso papel nesse contexto. Isso é promissor. A sociedade amazônica, na minha opinião, precisa refletir mais do que tem feito e descobrir como valorar esses conhecimentos tradicionais e como lidar com isso de forma respeitável e harmônica”, afirmou.

De acordo com a pesquisadora, a insuficiência de reflexões sobre as prioridades da sociedade contemporânea tem contribuído para uma certa inversão de valores entre a ciência e a economia. Em entrevista à Agência Brasil, Luiza disse que a atual dimensão econômica da ciência está relacionada à busca de lucros e, por isso, existem dificuldades no diálogo com as pessoas.

Ela observou que, atualmente, quem manda na ciência não são as instituições que produzem o saber, e sim as indústrias que financiam e definem que tipo de remédio deve ser produzido. "Isso mostra a inversão de um processo que antigamente estava fundamentado na produção de conhecimento e depois no uso das respectivas patentes. Hoje, tem-se a patente antes de o conhecimento existir e antes de se saber sequer qual a sua utilidade real." Na indústria de medicamentos, com a garantia do direito a patentes, descobre-se depois a qual a finalidade o remédio atende melhor e, obviamente, o que é mais rentável, acrescentou.

“A nossa condição de vida está ameaçada. Temos que pensar se o nosso bem-estar imediato vale mais que a nossa vida em escala planetária”, acrescentou a pesquisadora.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Braços abertos pela paz
Orlando Morais está em Goiânia para divulgar Congresso Mundial
O cantor goiano Orlando Morais deixou a França, onde está morando com a mulher, Glória Pires, e os três filhos (Antônia, Ana e Bento), para visitar Goiânia. Ele chegou ontem à Capital para divulgar o II Festival Mundial da Paz, que acontece no período de 4 a 7 de setembro, no Centro de Convenções de Goiânia. O evento é organizado pela Unipaz - Goiás, com parceria do governo do Estado de Goiás e da Prefeitura de Goiânia.

O cantor afirma que está em uma fase muito feliz, de muita tranquilidade na França, com um cotidiano mais caseiro, junto aos filhos e à mulher, e veio vestir a camisa da paz interna que sente e pedir para que as pessoas consigam o mesmo. “É uma grandiosidade de termos o II Encontro da Paz. Goiânia, hoje, é a capital mais florida, a mais arborizada. Em termos ecológicos, a gente pensa o tanto que isso pode humanizar.”

Garoto-propaganda do evento, Orlando Morais já prepara uma canção especial para o festival. Ele diz que pretende mostrar ao mundo que paz é gerar sorrisos e delicadeza. “Ao invés de matar, que as pessoas deem um abraço em alguém.”

A iniciativa de ceder gratuitamente sua imagem para a promoção do festival condiz com a trajetória pessoal do cantor. Ele conta que veio de uma família grande, na qual a mãe, de religião espírita, já incentivava o humanismo. “Acho que tudo que a gente pode fazer para gerar felicidade, para gerar diálogo, para gerar soluções, a gente deve fazer.”

Na programação do II Festival Mundial da Paz estão previstas apresentações de teatro, canto, dança, meditação, oficinas, minipalestras e jogos. O evento é aberto ao público em geral e as inscrições são gratuitas. Para participar, basta acessar o site www.festivalmundialdapaz.org.br ou se inscrever na sede da Unipaz-Goiás (Rua 131 nº 222, Setor Sul). Paralelo ao festival, será realizado o XI Congresso Holístico Internacional, que visa desenvolver novas formas de alcançar a paz, despertar a consciência e buscar um viver mais pacífico, tolerante e afetuoso.

Além do cantor Orlando Morais, está prevista a participação de nomes reconhecidos nacional e internacionalmente: Içami Tiba, Jorge Ponciano, Ubiratan D’Ambrósio, Roberto Crema, Amit Goswami, Américo Somerman, Maurício Andrés, Kaká Wera Jecupé, Susan Andrews, Nilton Bonder, Cristovam Buarque, Dulce Magalhães e representantes de todas as unidades da rede Unipaz do Brasil e exterior.

Em Goiás, o evento conta com o apoio da Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira), que coordena o Projeto Mulheres pela Paz, com o objetivo de atender 1.700 mulheres que sofreram alguma situação de violência. A Prefeitura de Goiânia também apoia a iniciativa por meio do Grupo de Trabalho da Paz (GT da Paz), criado a partir de decreto oficializado em maio deste ano. O GT busca construir uma cultura de paz articulada pela gestão municipal e a sociedade civil.
Lançamento do cidade em transição no DF
O movimento mundial que vem transformar as cidades em ambiente sustentável
Você é nosso convidado para o lançamento do Cidade em Transição. Um movimento que vem transformar as cidades em ambiente sustentável menos dependente do petróleo, mais integrado á natureza. E que prepara pessoas para fazer isso acontecer. 116 cidades em todo o mundo já estão preparando-se para a transição. Agora é sua vez. Sua presença é muito importante para o sucesso deste projeto e para o futuro do planeta.
Serão sorteadas duas bolsas parciais para o curso que ocorrerá nos dias 15 e 16 de agosto.
Realização: UNIPAZ

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Professores lançam software que converte partituras musicais para o sistema braille
Da Agência Brasil
Brasília - Deficientes visuais e profissionais da área de música têm, a partir de agora, oportunidade de se aproximar ainda mais. A afirmação foi feita hoje (8) pela coordenadora do curso de Musicografia Braille da Escola de Música de Brasília, Dolores Tomé, durante o lançamento do software (programa de computador) Musibraille.

Criado por Dolores, o Musibraille é o primeiro software em português capaz de transcrever partituras musicais para o braille, sistema de leitura para cegos. “A partir de agora, poderemos atender s todos os cegos que têm como língua o português e acabar com a história de professores de música se recusarem a dar aulas para cegos por não saberem o braille”, disse a professora.

Dolores desenvolveu o Musibraille com os professores Antônio Borges e Moacyr de Paula Rodrigues Moreno, do Núcleo de Comunicação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O programa, que demorou nove anos para ficar pronto, teve custo total de R$ 20 mil.

Segundo a criadora do programa, qualquer pessoa pode usá-lo. É necessário apenas digitar a partitura e, com um simples toque, o programa converge todo o conteúdo para a linguagem especial. De acordo com os professores que criaram o Musibraille, a meta é distribuir versões dele em todas as universidades e escolas de musica no país.

O software já pode ser baixado pela internet no site www.intervox.nce.ufrj.br/musibraille e também será distribuído a partir de hoje em todas as capitais regionais do país, por meio de oficinas de capacitação de professores de música que serão realizadas em Brasília (de hoje até sexta-feira) , Recife (de 4 a 7 de agosto), Belém (de 2 a 5 de setembro), Rio de Janeiro (de 6 a 9 de outubro) e Porto Alegre (de 10 a 13 de novembro).
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terça-feira, 7 de julho de 2009

abreolhos encontro de fotógrafos Olhos D'Água-GO
de uma sugestão de minha companheira dinda e debatida a algum tempo atrás na cidade de goiás entre o fotógrafo goianiense antônio pugás, eu e alguns amigos, posteriormente enriquecida por contribuições e idéias dos fotógrafos maylena gonçalves, ademir silva e kim-ir-sem, surgiram as bases de um encontro de fotógrafos em olhos d´água-go, com o propósito de promover debates sobre os novos rumos da fotografia e suas relações com a vida, diante de uma transição traumática e, para alguns, ainda tão confusa. encontro que aconteceu no último dia 07/06/09, na pousada “passando bem”, com o apoio do professor armando e da jamile, proprietários do local.
desse debate, ainda informal chamado de fotoencontro e que teve a participação dos fotógrafos abaixo, saíram as bases para um próximo evento, maior, já em nível regional, ou nacional, em data a ser definida, possìvelmente em setembro próximo.
a seguir, os pontos e questões discutidos, bem como as conclusões e idéias novas:

-A transição
sabemos que a fotografia, desde seu surgimento, lá pelos anos 30, do século 19(?), teve sua história permeada por vários períodos de transição, desde a controversa passagem sobre os louros e créditos de sua invenção oficial, passando pela descoberta do negativo, que veio permitir a reprodutibilidade, o advento da cor, a fase industrial e sua popularização, e, agora a digitalização e a massificação definitiva, modificando hábitos e permitindo seu uso em todos os níveis, desde o mais simples registro pessoal até as viagens espaciais. foram colocadas no bojo das questões sobre transição as mudanças nas relações técnicas, filosóficas e práticas. ficou evidenciado que a transição para a era da digitalização é fato consumado. mas ainda existem algumas dúvidas pontuais, como autoria, direitos de uso de imagem, direitos do autor, uso da internet..., assuntos de sobra para encontros futuros.

-O nome e a data
como sugiram outras sugestões de nomes para um próximo encontro, foram colocados em votação: “em foco”, “abre olhos” e “fotoencontro”. por maioria simples de um voto, venceu “abre olhos”, sugestão do andré dusek, e que está previsto para acontecer nos dias 05e06/09/2009 no mesmo local.

-A programação
está previsto, inicialmente um dia inteiro de intensa e variada programação simultânea:
.mesas redondas com temas variados(arte/tecnologia/teoria/ensino...)
.projeções e slide-shows abertos
.exposições coletivas e individuais
.leitura e avaliação de portifólio
.consultoria sobre equipamentos, programas e técnicas avançadas de digitalização
.consultoria sobre internet
.mini work-shopps
.outros assuntos a serem sugeridos
Veja mais sobre fotografia!

A parte de cada um
Por: Luiz Cavalcanti

Certo dia fui convidado a participar de uma reunião que agregaria grandes nomes da fotografia publicitária e do fotojornalismo nacional. Por ser amante da fotografia, achei oportuno estar presente. Um tema interessante, grandes nomes da fotografia e, certamente, uma oportunidade para aprender um pouco mais sobre essa minha paixão.
No início da reunião, um dos participantes discorreu sobre os motivos daquele encontro. Um, em especial, chamou minha atenção: além do tema principal, que acho oportuno não citar, declarou sua preocupação sobre o pouco que os fotógrafos profissionais têm feito para amenizar o “aquecimento global” e a preservação do meio ambiente. Veja a integra!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Presidiários vão documentar vida carcerária com fotos para exposição em Brasília
Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Presidiários de cinco estados estão participando de um projeto do Departamento Penitenciário (Depen), do Ministério da Justiça, cujo objetivo é mostrar a visão deles sobre o sistema prisional por meio de fotografia. Para isso, em cada presídio selecionado, dez presos escolhidos pelos próprios colegas receberam uma máquina fotográfica descartável e um filme de 28 poses para documentar a vida carcerária.

As prisões escolhidas foram o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte; o Presídio Central, em Porto Alegre; o Presídio Aníbal Bruno, em Recife; a penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná; e a Fábrica Esperança, em Belém. Esta unidade emprega presos em regime aberto ou prisão domiciliar e egressos do sistema prisional paraense para treinamento e qualificação.

As fotos passarão por uma seleção no Depen para serem apresentadas na Feira de Conhecimento da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª Conseg), de 27 a 30 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

De acordo com a coordenadora-geral do Programa de Fomento às Penas e Medidas Alternativas do Ministério da Justiça, Márcia Alencar Araújo Matos, os presos terão total liberdade para fotografar o que quiserem. O projeto foi inspirado em iniciativa idêntica realizada há alguns anos em presídios de Goiás pelo governo do estado e intitulada O Olhar do Preso. “Até mesmo episódios de violência que ocorrerem com eles [podem ser fotografados]”, garante.

“A seleção será feita levando em conta a qualidade da foto e o conceito com que ela trabalha”, explica Márcia. “O que o Depen quer apresentar com essas fotos são os contrastes da realidade carcerária brasileira sob o olhar do preso e não apenas boas fotos. Por isso, escolhemos unidades que apresentam esses contrastes”. Segundo ela, isso poderá contribuir para a construção de novas diretrizes para o sistema penitenciário durante a Conferência Nacional de Segurança Pública.

Por essa razão, assinala Márcia, os presos foram escolhidos pelos próprios detentos e não pela direção dos presídios. Ela diz que as lideranças carcerárias tiveram papel fundamental na seleção e vão garantir a realização do trabalho pelos presos que receberam as máquinas fotográficas.

Além das fotografias, a conferência exibirá os vídeos que estão sendo gravados dentro de alguns presídios, nos quais, segundo Márcia, os presos falam e apresentam sugestões para alterar a realidade do sistema carcerário brasileiro. Uma empresa especializada está produzindo esses vídeos nos Acre, Pará, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Em cada estado, será apresentado o vídeo gravado em um presídio masculino e um feminino. As gravações serão feitas até o final deste mês, durante as Conferências Livres que o Depen promoverá nessas unidades, quando serão escolhidas as propostas dos presos que serão transformadas em documentários.

“Nunca o preso fez Conferência Livre no Brasil, e queremos documentar esse momento por meio de vídeo”, diz Márcia. De acordo com ela, as autoridades não estão participando dos debates e da elaboração das propostas que serão encaminhadas pelos detentos à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública. Depois, as sugestões serão sistematizadas, juntamente com as de outros setores do sistema penitenciário, para pautar o debate sobre o sistema penitenciário também durante o 12º Congresso Mundial, em abril de 2010, em Salvador.

Nesse congresso, será feita a revisão das resoluções da ONU sobre a questão penitenciária mundial, dividida em quatro eixos de discussão: Tratamento a Prisioneiros; Tortura; Alternativas à Prisão e Justiça Restaurativa; e Violência contra a Mulher. Todos estarão relacionado ao tema central: Justiça Criminal e Prevenção ao Crime.

Essa será a primeira vez que congresso vai ser realizado no Brasil. O evento será organizado pela Secretaria Nacional de Justiça.

Edição: João Carlos Rodrigues
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sábado, 4 de julho de 2009

Lançado cadastro de empregos adaptado às necessidades de pessoas com deficiência
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Para facilitar a inserção de pessoas com deficiência física no mercado de trabalho, foi lançado hoje (29) o Sistema Integrado de Vagas e Currículos, uma página de empregos na internet adaptada às necessidades dessa parcela da população. O projeto é uma iniciativa do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana do Estado de São Paulo (Selur), viabilizado pela Rede Saci (Solidariedade, Apoio, Comunicação e Informação), e pode ser acessado no endereço www.selursocial.org.br.

A página oferece leitor de textos para deficientes visuais, e foi pensada para facilitar ao máximo o entendimento e a busca de informações. “Os sites hoje não levam em conta questões básicas de informação que vão desde a linguagem até a forma de navegação”, afirmou a supervisora de comunicação da Rede Saci, Ana Maria Barbosa.

Segundo ela, um dos pontos fortes da nova plataforma é uma forma diferenciada de tratar erros cometidos no preenchimento dos formulários. “A pessoa, enxergando ou não, com dificuldade motora ou qualquer outra, vai saber o que ela errou, onde está o erro e vai ter um link direto para o espaço que tem que ser corrigido.”

Para Thiago Costa, 22 anos, o sistema é de fácil utilização. “Eu me cadastro em vários sites e esse até hoje foi para mim o mais fácil.”

Costa é tetraplégico e contou que "há algum tempo" procura emprego na área de edição de imagens, no entanto, ainda não encontrou uma vaga compatível com suas necessidades. “A dificuldade é mais de locomoção e adaptação. Adaptação de local para trabalho, de cadeira e até mesmo de como usar o computador no trabalho.”

De acordo com o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 24,5 milhões de pessoas, ou 14,5% da população brasileira, têm algum tipo de deficiência.

Edição: Juliana Andrade

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Festa literária de Paraty começa com homenagem a Manuel Bandeira
Lísia Gusmão
Enviada especial da EBC
Foto: Foto Repórter Lísia Gusmão
Paraty (RJ) - As ruas de pedra da pequena Paraty, a 235 quilômetros do Rio de Janeiro, serão tomadas por escritores e leitores a partir de hoje (1º), quando começa a sétima edição da festa literária (Flip) que movimenta a cidade histórica todos os anos
Paraty (RJ) - O escritor e crítico literário David Arrigucci Jr. abriu hoje (1º) a 7ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) com uma conferência sobre o poeta pernambucano Manuel Bandeira (1886 –1968), o homenageado desta edição.

Autor de Humildade, Paixão e Morte: a Poesia de Manuel Bandeira, Arrigucci Jr. levou ao palco principal, na noite de abertura da Flip, a tradução da obra de Bandeira. Para o crítico, o poeta pernambucano tinha a sensibilidade afiada e sua poesia não escondia a ligação com a morte, com a qual conviveu longo período de sua vida por causa da tuberculose.

Mas foi a proximidade com o cotidiano que despertou em Bandeira, na visão do crítico, “o grande poeta”. Ele morou na Lapa, no centro do Rio de Janeiro, nos anos 20, período em que conviveu com o “humilde cotidiano do Rio de Janeiro. Foi o nascimento do grande poeta”, definiu Arrigucci Jr., durante a conferência de abertura da Flip.

Depois, em entrevista à Agência Brasil, Arrigucci Jr. disse que o período na Lapa foi importante para a criação poética de Bandeira. “[A poesia de Bandeira] dependeu muito desse momento tão especial na vida dele. Foi um momento de solidão, de pobreza e de total desvalimento diante da morte", disse.

Segundo o crítico, “toda a trajetória de Bandeira era um aprendizado de superar o sentimentalismo. Para o poeta pernambucano, a poesia era feita de “circunstâncias e desabafos”, momento em que agia com “certa agudeza”.

Pelo que Manuel Bandeira representa não apenas para a poesia, mas também para a literatura, o resgate de sua obra na 7ª Flip paga uma espécie de dívida do evento com a poesia. A Flip só tinha homenageado, até então, o poeta Vinícius de Moraes.

Os 34 autores convidados para a 7ª Flip revezam-se no palco principal a partir desta quinta-feira (2) em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro.

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