terça-feira, 21 de julho de 2009

Feira de Oportunidades Sustentáveis
por Sinvaline Pinheiro
Maria Cerrado mostra seu trabalho com materiais do cerrado. Foto: Sinvaline Pinheiro

Uma das grandes atrações na programação do Encontro, a feira reúne artistas de todo o Brasil e, agora, privilegiando os mestres da cultura popular, será uma feira especial eles transmitirão ao público os anos de vivência com o artesanato e o folclore.

A exposição é variada e envolve a comunidade local, regional numa grande experiência e trocas de informações.

As flores de palha de milho e de canela de ema vem do trabalho de pessoas do assentamento do MST (Movimentos dos Sem Terra) de Alto Paraíso, Goiás.

Moradores de São Jorge expõem óleos essenciais e estandartes ou bandeiras de São Jorge e outros santos. A criatividade dos estandartes é de acordo com o espírito e a fé do artesão e, assim, nascem obras fantásticas.

De Juazeiro do Norte mestres como seu Raimundo, Edilânio e Guiomar trazem esculturas em madeira retratando São Jorge e vários outros santos.

As bolsas e sandálias de couro com a criatividade e experiência de seu Expedito, de Nova Olinda (CE), ornamentam ainda mais a feira.

Direto do Tocantins, o berço do capim dourado, vem as bolsas, brincos, pulseiras e outras maravilhas criadas pelos artistas Gilbertina e Odailton.

As mandalas feitas a partir de madeira reaproveitada de marcenarias é uma arte única de Genolino de Planaltina em Goiás.

A Feira do Cerrado, já tradicional em Goiânia, traz vários artistas como o seu Cambota, que produz imagens, crucifixos e muitos outros produtos utilizando a madeira corroída pelo tempo e pelos cupins; para isso ele percorre os pastos e aproveita a arte que o tempo e os cupins esculpiram. Daí nascem obras encantadoras.

Os bonecos de jatobá, topiarias, bolsas, sandálias, bijuterias de sementes e outras são a grande atração nas bancas da Feira do Cerrado nesta exposição.

A artista plástica Maria Cerrado traz a novidade em luminárias confeccionadas com bucha vegetal e bambu.

Interessante são os instrumentos musicais que nasceram da arte do Mestre Alemão de Goiânia. Seus alunos Alexandre Morais e Samuel Soares expõem seus instrumentos de percussão e artefatos em bambu.

O artista plástico Darci, de Goiânia, mostra seus quadros com motivos rurais, ligados à rotina da mulher do campo.

Uma novidade nessa feira é o trabalho de xilogravura e esculturas à lápis do artista plástico Guará, de Goiânia.

A praça de alimentação é riquíssima em variedades de comidas e bebidas típicas: bolos, doces e bebidas de frutos do cerrado, pastéis, pamonhas, creme de milho, pizza de gueroba, caldo de carne com abóbora, canjica, a matula, o leite de onça e a famosa "queimadinha", uma pinga da região.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa ) faz uma exposição de sementes tradicionais.

Ainda dentro da Feira, um telecentro atende a todos os expositores e visitantes.

"Essa feira é uma troca muito grande de conhecimento sobre reciclagem, preservação dos saberes populares. Imagine uma madeira corroída pelos cupins que se torna em escultura!", diz Jackeline Teixeira, coordenadora da Feira.

"Aqui a gente aprende com uma dona que diz: Com a casca disso aqui você pode fazer um remédio para dor..."
Jackeline Teixeira, coordenadora da Feira

A Feira de Oportunidades Sustentáveis é realmente um local para se divertir, alimentar e ainda aprender maneiras de vida sustentáveis com os grandes mestres da cultura brasileira.
Fonte: Agência Cavaleiro de Jorge

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