quinta-feira, 16 de julho de 2009

Preservação da catira será um dos objetivos do museu de Alto Paraíso
Morillo Carvalho
Enviado especial
foto Valter Campanato/ABr
Alto Paraíso de Goiás - A coordenadora do Grupo de Catira de Alto Paraíso, Fátima Chaves, diz que a dança tradicional sempre esteve ligada à cultura local

Alto Paraíso de Goiás (GO) - Dança tradicional do interior de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, a catira é hoje pouco conhecida e falada. Em Alto Paraíso de Goiás (GO), a coreografia, acompanhada sempre por uma dupla de violeiros, quase parou de ser dançada. Agora que a cidade foi contemplada por um financiamento federal, para a criação do Museu da Memória, preservar e manter essa tradição será um dos objetivos da instituição.

A coordenadora do Grupo de Catira de Alto Paraíso de Goiás, Fátima Chaves, contente com a iniciativa, vai comandar oficinas de catira no Museu.

“É muito importante para Alto Paraíso esse resgate. Na verdade é um resgate mesmo, porque estava sendo esquecida e com esse movimento está reavivando esse lado. E é muito bom porque as crianças estão muito desligadas da cultura tradicional, da cultura própria. Ou seja, tem que aprender a valorizar o que é nosso, nossa própria cultura”, defende.

Ela conta que a dança tradicional sempre esteve ligada à cultura local, e era muito praticada pelos nativos da cidade: “Uma das festas que eles mais faziam eram as festas de folia, em que eles dançavam a catira. Então a catira foi muito presente na história passada dos nativos em Alto Paraíso”.

O grupo de catira, hoje, é composto por oito pessoas. Mas no auge, tinha o dobro – normalmente, os grupos de catira são compostos por dois violeiros e 10 dançadores. Fátima espera que as oficinas despertem o interesse das crianças e dos jovens pela tradição e, com isso, o grupo receba incremento de pessoas para reforçar as apresentações nas festas populares.

“Existem várias folias e festas comemorativas, nas quais se dança a catira: a Festa do Divino Espírito Santo, de São Sebastião, de Nossa Senhora das Graças e geralmente as danças acontecem nos pousos [espécie de pernoite de caravanas que passam pelo lugar]. Naquele local tem uma janta, que é doada pelas pessoas visitadas, em seguida, o grupo dança e canta, agradecendo, e assim segue em frente. Geralmente são de três a cinco dias de festas”, relata.
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Fonte:Agência Brasil

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