segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Campanha incentiva doação de órgãos
A Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos do DF participa da campanha nacional de incentivo à doação, com ênfase para o dia 27 de setembro, Dia Nacional do Doador de Órgãos, próximo domingo. Durante a semana, várias ações estão sendo desenvolvidas a fim de conscientizar as pessoas para a importância da doação.

Nesta quinta e sexta-feira (25), funcionários da Central de Notificação e Captação estão cadastrando doadores voluntários de medula e orientando sobre a doação de órgãos e tecidos, na Procuradoria Geral do Trabalho.

Na sexta-feira (02.10) os técnicos de saúde montarão dois estandes, um Taguatinga Shopping e outro no Conjunto Nacional, a fim de que sejam repassadas informações sobre o ato de doar, de 12h às 20h. A ocasião servirá para derrubar mitos que envolvem a doação de órgãos, tais como ser preciso deixar um documento por escrito fazendo a doação. Essa crença prejudica a captação de órgãos. Segundo a coordenadora da Central de Capacitação de Órgãos do Distrito Federal, Daniela Salomão, não é preciso qualquer documento ou fazer uma doação por escrito, basta que os familiares se comprometam a autorizar a doação após a morte.

Outros eventos programados para a semana são duas aulas na escola classe 103 de Santa Maria, nesta quinta e no dia 1º de outubro, à tarde. Segundo Daniela, o objetivo é conscientizar o público jovem e criar a cultura da doação, de forma que a criança e o jovem convivam com a idéia da doação de forma natural. “Essa é uma forma de também atingirmos os pais e outros familiares”, explica a médica, que coloca a equipe da Central à disposição da sociedade, a fim de promover palestras em empresas, escolas e universidades para falar sobre a doação de órgãos, pelos telefones: 61-33151755 / 33151633 para o agendamento.

O lema da campanha da Associação Brasileira de Transplantes de órgãos (ABTO), deste ano, é “Dois lados da mesma viagem. Doe órgãos para que a vida continue. Informe seus parentes”, que visa alertar para a questão da falta de órgãos a serem transplantados. é uma iniciativa que trabalha para a redução das filas de espera por um órgão. Só no Brasil, quase 60 mil pessoas, entre ativos (pessoas que estão prontas para serem operadas) e semi-ativos (que necessitam de exames ou passam por outros entraves antes da cirurgia) aguardam na fila por um transplante. A maioria dos pacientes espera por uma nova córnea e um novo rim. Juntos, totalizam 53.997. Os dados são do Ministério da Saúde, e se referem ao 1º semestre de 2009.

No Distrito Federal, cinco pessoas esperam por um coração, 216 necessitam de uma nova córnea e 232 de um rim. Eles estão inseridos da lista de pacientes ativos, sem contar os semi-ativos. Outros três pacientes aguardam um coração, 810 uma córnea e 315 um rim e são classificados como semi-ativos porque não estão em condições clínicas de serem transplantados.

A coordenadora também frisa que é preciso avançar em relação à sensibilização dos parentes dos mortos. Somente este ano, 30 famílias se recusaram a doar os órgãos e esse número vem aumentando. Entre os transplantes, o que mais preocupa é o de coração, porque, segundo a médica, o órgão é instável e sofre variação de pressão, o que compromete a cirurgia.
Arielce Haine - SES/DF

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