domingo, 28 de fevereiro de 2010

Parque natural na Mata Atlântica é atração turística para moradores da Baixada Fluminense

Rio - Incrustado na Baixada Fluminense, onde a temperatura tem chegado com frequência aos 40ºC neste verão histórico na Região Sudeste, o Parque Natural de Nova Iguaçu é um verdadeiro oásis de 1.100 hectares aberto à visitação gratuita de uma população de renda modesta e raros espaços de lazer.

A procura por suas trilhas, seus riachos e suas 12 cachoeiras, tudo emoldurado pela Mata Atlântica, tem sido tamanha que a prefeitura da cidade de 830 mil habitantes anunciou no começo da semana a prorrogação da Operação Verão do último dia deste mês para o fim de março, quando a estação terá terminado, mas não o calor intenso da região.

“Quando você entra aqui já sente a mudança, conta Carlos Alberto Martins, um dos três recepcionistas dos cerca de 2.000 visitantes do parque nos finais de semana. “As árvores, a água, o mato e a altitude, tudo faz com que a temperatura seja pelo menos 5ºC menor do que na cidade”.
A altitude do Parque Natural de Nova Iguaçu varia dos 150 metros logo na entrada aos 956 metros próximo ao Pico do Gericinó, garantia de um passeio agradável, banhos refrescantes e piqueniques à sombra de árvores nativas. “Famílias inteiras passam a tarde no parque, são crianças e idosos que aproveitam o clima mais ameno do local”, diz o secretário municipal de Meio Ambiente e Agricultura, Fernando Cid.

Aberto ao público desde 1998, o parque se situa na Serra de Madureira, na parte voltada para a baixada, e integra a Área de Proteção Ambiental do Gericinó-Mendanha. As visitas são de terça a domingo entre oito horas da manhã e cinco da tarde e podem ser agendadas por telefone para escolas, universidades, igrejas e outras instituições.

“No caso das visitas de igrejas, é bom deixar claro que não são permitidas atividades religiosas”, adverte Carlos Alberto Martins, encarregado de examinar as bolsas e sacolas dos visitantes.

“É proibido entrar sabonete, bronzeador, creme para pele, xampu e qualquer tipo de faca e de vidro, seja garrafa, seja copo, mas refrigerante em plástico e latinha, inclusive de cerveja, tudo bem. E essa história de igreja é que o pessoal do candomblé reclamou que não podia fazer despacho, mas os evangélicos faziam batismos. Aí, foi tudo proibido”, explica.

Entre as atividades permitidas, e até incentivadas, figuram os passeios ecológicos guiados da Operação Verão, os grupos de trekking e o voolivre, cujo maior entusiasta é Sidnei Pereira da Silva, de 47 anos e amante de esportes radicais. Ele conta que no Parque Natural de Nova Iguaçu está a rampa mais alta da região, na Serra do Vulcão, a 855 metros do chão.

“Nem a Pedra Bonita é mais alta, nós só perdemos para as rampas de Petrópolis, no alto da serra”, ele compara. Da Serra do Vulcão partiram vooslivres que aterrissaram em Angra dos Reis, Mangaratiba, Itaguaí e o recordista, que voou cerca de 400 quilômetros até Lorena, perto de Aparecida do Norte, em São Paulo.

Fonte:Agência Brasil
Luiz Augusto Gollo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A TRIBO DAS ARTES FARÁ 30 RECITAIS POÉTICOS MUSICAIS NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DF.
VOCÊ PODE INDICAR UMA ESCOLA PARA RECEBER O RECITAL, A ESCOLA NÃO TERÁ NENHUM CUSTO, POIS ESSE PROJETO É CUSTEADO PELO FAC ( FUNDO DE AMPARO A CULTURA).

A TRIBO LEVARÁ O EQUIPAMENTO DE SOM E ELENCO DE MÚSICOS E POETAS DECLAMADORES. NO REPERTÓRIO OBRAS DOS GRANDES MESTRES DA MÚSICA E DA LITERATURA BRASILEIRA COMO, TAMBÉM OBRAS AUTORAIS.

OS RECITAIS SÃO DESTINADOS ÀS ESCOLAS QUE POSSUEM 8ª SÉRIE, 9ª SÉRIE, 2º GRAU, 3º GRAU E SUPLETIVO.

O PRAZO PARA VOCÊ FAZER A SUA INDICAÇÃO VAI ATÉ ÀS 18:00 HORAS DO DIA 04 DE MARÇO DE 2010, COM AS SEGUINTES INFORMAÇÕES :

NOME DA ESCOLA :
NOME DA REGIONAL :
MODALIDADE DE ENSINO :
NOME DO DIRETOR (A) COM E-MAIL E TELEFONE
TELEFONE DA ESCOLA :
E-MAIL DE QUEM ESTÁ INDICANDO COM E-MAIL E TELEFONE

FAVOR NÃO FAZER INDICAÇÃO SEM CONSULTAR A DIREÇÃO DA ESCOLA.

SAUDAÇÕES CULTURAIS,
RUITER LIMA


Clique aqui para fazer sua indicação
ruiterlimacausos@yahoo.com.br

Fotos do músico Gilson Alencar e das poetisas Mírian, Deliane e Suene, que fazem parte do elenco da Tribo.
Exposição: O ritual do Xingu retratado por Renato Soares

A partir do dia 14 de março, a Caixa Cultural recebe a exposição “Kuarup – A última viagem de Orlando Villas Boas”. A mostra traz, através dos cliques de Renato Soares, imagens da cultura indígenas e tem curadoria de Denise Carvalho, Gilberto Maringoni e Noel Villas Bôas. Todo este material foi concebido através da vivência do sertanista Orlando Vilas Bôas.

Resultado de um mergulho de Villas Bôas da cultura indígena – sobretudo o universo do Alto-Xingu –, as imagens reproduzem aquilo que o sertanista viu de perto: uma sociedade equilibrada e organizada de uma forma tribal.

Esta será uma boa oportunidade para quem quiser entender um pouco mais sobre como os índios encaram a morte. Soares fez imagens sobre o ritual de homenagem aos mortos indígenas – o Karup. A mostra terá também mapas, textos explicativos, entre outros objetos. O Karup foi realizado em homenagem a Orlando e reuniu mais de dois mil índios.

Orlando Villas Bôas e seus irmãos (Cláudio e Leonardo Villas Bôas) foram os “homens brancos” que tiveram contato com o xingu. A dupla teve um papel importante na implementação de políticas de proteção à saúde e à cultura locais.

Mais
Quatro espaçosforam pensados para a concepção cenográfica. Na primeira sala, a biografia de Orlando. A segunda parte reúne objetos pessoais. Em seguida o visitante é levado a um ambiente multimídia com vídeos sobre o Kuarup. Para finalizar, uma oca em estilo Xingu foi montada na última e principal sala, onde são exibidas as 34 fotografias de Renato Soares.

Serviço
O Que: Kuarup
Quando: de 14/03 a 11/04
Terças, Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 09:00 às 21:00
Confira todas as datas Dom 14/03 das 09:00 às 21:00
Ter 16 a Dom 21/03 09:00 às 21:00
Ter 23 a Dom 28/03 09:00 às 21:00
Ter 30 a Dom 04/04 09:00 às 21:00
Ter 6 a Dom 11/04 09:00 às 21:00

Quanto: Catraca Livre
Onde: Caixa Cultural
Endereço: Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo. Telefone: (11)3321-4400.
Fonte:http://catracalivre.folha.uol.com.br

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Dieta ou exercício
Por Alex Sander Alcântara

Exercício físico ou restrição alimentar. Qualquer dos dois fatores evitou que ratos obesos desenvolvessem disfunção cardíaca, segundo um estudo feito na Faculdade de Medicina em colaboração com a Escola de Educação Física e Esporte, ambas da Universidade de São Paulo (USP).

O trabalho indicou também que a associação das duas condutas não medicamentosas não resulta em benefício adicional na função cardíaca. A explicação dos pesquisadores para isso é que cada uma das intervenções isoladamente já é suficiente para evitar que a obesidade crônica provoque a disfunção cardíaca.

De acordo com Carlos Eduardo Negrão, diretor da Unidade de Reabilitação Cardiovascular e Fisiologia do Exercício do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e orientador do estudo, as alterações cardíacas decorrentes da obesidade podem ser evitadas “se a restrição alimentar ou o exercício físico for utilizado como conduta não medicamentosa para interromper o processo de obesidade crônico”, disse.

Além de avaliar os efeitos do treinamento físico e da restrição alimentar na função cardíaca, um dos objetivos do estudo foi tentar esclarecer o papel dessas intervenções nos mecanismos moleculares envolvidos nas alterações cardíacas causadas pela obesidade.

Os resultados fazem parte da tese de doutorado “Efeito do treinamento físico e da restrição alimentar na função cardíaca e resistência à insulina em ratos obesos”, de Ellena Paulino, feita com apoio de Bolsa da FAPESP e defendida em novembro de 2009, com orientação de Negrão.

O docente também coordena o Projeto Temático “Exercício físico e controle autonômico na fisiopatologia cardiovascular”, apoiado pela Fundação, e é professor titular da Escola de Educação Física e Esporte da USP.

“O estudo acrescenta conhecimentos importantes sobre o papel do exercício e da restrição calórica nos mecanismos moleculares associados à função cardíaca na obesidade”, disse Negrão.

Na pesquisa, ratos wistar machos foram alimentados com dieta normocalórica (quantidade normal de calorias) ou hipercalórica (rica em gordura e açúcar) durante 25 semanas. Após esse período, os animais alimentados com a dieta hipercalórica foram subdivididos em quatro grupos e acompanhados por mais dez semanas.

No primeiro grupo, os ratos continuaram recebendo a dieta hipercalórica e foram mantidos sem treinamento físico. No segundo, continuaram com dieta hipercalórica e foram treinados. No terceiro, deixaram de receber esse dieta para serem submetidos à restrição alimentar (menos 20% da ingestão diária). No quarto grupo, os ratos foram submetidos ao treinamento físico e à restrição alimentar.

“Após a vigésima quinta semana, os animais submetidos à dieta hipercalórica não apresentavam alterações na função cardíaca, embora já apresentassem substancial ganho de peso”, explicou Ellena.

“Após mais dez semanas de alimentação rica em gordura e mais ganho de peso corporal, eles apresentaram alteração na força de contração do coração e nas proteínas moleculares envolvidas nessa função. Isso foi evitado nos animais submetidos ao exercício físico ou à restrição alimentar”, contou.

Outros benefícios

Outro resultado importante sobre o papel do exercício e da restrição alimentar alcançado no trabalho está relacionado ao metabolismo de lípides. “A restrição alimentar em associação com o exercício físico diminuiu significativamente a esteatose e a hipertrigliciridemia em animais obesos”, disse Ellena.

Mas se por um lado a associação da restrição alimentar e do exercício físico não mostrou efeito cumulativo nos parâmetros cardíacos, por outro lado essas duas intervenções associadas diminuíram a quantidade de gordura estocada no fígado de animais obesos (esteatose hepática) e, também, os níveis de triglicérides plasmático.

“Embora a restrição alimentar isoladamente diminua a quantidade de gordura acumulada no fígado, ela aumentou a concentração de triglicérides plasmático, o que sugere um aumento na resistência hepática à insulina. Esses são achados importantes. Sabe-se que a esteatose, triglicérides aumentados e a resistência à insulina elevam o risco de doença cardiovascular”, destacou Ellena.

Segundo a pesquisadora, o trabalho permite concluir que a restrição calórica e a prática de exercício devem ser recomendadas para a prevenção de alterações cardíacas e metabólicas causadas pela obesidade.
Fonte: Agência FAPESP
1º Festival de Violeiros de Betim
O projeto visa manter a tradição cultural do município, bem como revelar talentos na música de raiz

Preservar e divulgar a cultura tradicional dos violeiros da cidade. Esse é o principal objetivo do 1º Festival de Violeiros que será realizado pela Fundação Artístico-Cultural de Betim (Funarbe). As apresentações irão acontecer semanalmente dentro do Domingo no Parque (Parque de Exposições David Gonçalves Lara) nos dias 05, 18 e 25 do mês de abril e a final será dia 09 de maio.

O edital e o formulário necessário para a inscrição estarão disponíveis no site da prefeitura (www.betim.mg.gov.br) ou diretamente na Casa da Cultura Josephina Bento (rua Padre Osório Braga, 18, Nossa Senhora do Carmo - Praça Milton Campos) a partir do dia 1º até o dia 26 de março, no horário de 9h às 19h, de segunda a sexta-feira. As inscrições são gratuitas.

O Festival será dividido em três fases e duas categorias “música instrumental” e “letra e música”, e cada concorrente poderá inscrever apenas 01 (uma) composição com tempo máximo de 5 (cinco) minutos de duração. Poderão inscrever-se trios, duplas e cantores solos, apresentando obrigatoriamente, músicas do gênero sertanejo raiz.

Para se inscrever o candidato deverá entregar a ficha de inscrição devidamente preenchida e assinada, cópia do comprovante de residência, CPF e carteira de identidade próprio ou do responsável pelo grupo, ser morador de Betim há pelo menos 01 (um) ano, ter no mínimo 18 anos, entregar a letra da música impressa em 05 (cinco) vias, constando apenas o título, a letra da música na íntegra e pseudônimo, e a gravação efetivada de forma técnica audível, da música em CD identificado, apenas com pseudônimo.

As inscrições pelo correio deverão ser enviadas por meio de Sedex à Funarbe (rua Padre Osório Braga, 18, Centro, Betim – Casa da Cultura), postadas até a data limite de 26 de Março de 2010, comprovado pelo carimbo da agência postal.

Segundo o presidente da Funarbe, Aderbal Gomes, o Festival de Violeiros além de reconhecer e premiar os valores da música de raiz, irá possibilitar também a troca de experiências entre músicos, compositores, intérpretes, poetas e artistas que valorizam a cultura regional.

Mais informações pelos telefones: 3531-1040 3532-1098, 3532-2530, e-mail: festivaldevioleirosbetim@gmail.com.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

DEFICIENTES VISUAIS VERÃO NOTAS DE DINHEIRO
Um identificador de cores e notas de dinheiro para deficientes visuais, desenvolvido por pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), é finalista da competição internacional Unreasonable Finalists Marketplace, que premia projetos sociais de grande impacto em todo o mundo.
Batizado de Auire, o aparelho portátil literalmente "fala" o nome da cor do objeto analisado a partir de leitura óptica.
O público-alvo são os deficientes visuais, tanto os completamente cegos quanto os daltônicos, principalmente os de baixa renda que não têm acesso aos identificadores hoje disponíveis.

Desenvolvido pelos engenheiros de computação formados pela Poli, Fernando de Oliveira Gil e Nathalia Sautchuk Patrício, o Auire traz dois grandes diferenciais. O primeiro é o preço final para o consumidor. Os pesquisadores estimam que o aparelho possa chegar ao mercado com um valor entre R$ 100 e R$ 200. Hoje, aparelhos similares são vendidos por R$ 1,2 mil. A outra vantagem do Auire é que ele será o primeiro identificador de dinheiro a reconhecer notas de real. Importados, os outros aparelhos reconhecem apenas notas de dólar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010


Bora lá enfiar uma rolha no "dito cujo" para evitar a propagação da espécie política..
Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010

Inovação- Curitiba sedia Conferência Internacional de Cidades Inovadoras

Promovida pelo Sistema Fiep, a CICI2010 trará mais de 80 especialistas nacionais e internacionais para debater soluções que promovam a sustentabilidade e a prosperidade econômica e social nas cidades

Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência colet iva; Marc Giget (França), diretor-fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site
www.cici2010.org.br.

Representantes de mais de 50 cidades, de todos os continentes, já confirmaram presença na CICI2010. O evento acontecerá dentro da área de mais de 80 mil metros quadrados do Cietep, sede da Fiep no Jardim Botânico que tem localização estratégica, com acesso fácil e rápido ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e a apenas 5 quilômetros do centro de Curitiba. São esperados cerca de 1.500 inscritos, que participarão de uma série de atividades durante os quatro dias da conferência.

“A inovação é o único caminho para construirmos uma sociedade sustentá vel. E para que as empresas brasileiras e todo o País inovem é preciso, antes de tudo, que nossas cidades sejam inovadoras”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. “A CICI2010 será uma grande oportunidade para que possamos pôr nossas cidades definitivamente na rota da inovação”, acrescenta.

Copromovida pelas prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Bengaluru (Índia) e Austin (Estados Unidos) e com apoio institucional das Nações Unidas, a conferência é dirigida a empresários, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e interessados em inovação. O evento está dividido em quatro grandes temas: “O reflorescimento das cidades”, com experiências de inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano; “A reinvenção do governo a partir das cidades”, que trará inovações em gestão e experiências de inovações políticas e da cidade como sistema vivo; “A governança do desenvolvimento nas cidades”, uma mostra de experiências de inovações para o desenvolvimento local e apresentação de experiências de inovações para a sustentabilidade; e “Cidade-rede e redes de cidades”, que servirá para a formação do núcleo da Rede de Cidades Inovadoras.

Paralelamente à CICI2010 serão realizados outros eventos integrados, c omo a Conferência Internacional sobre Redes Sociais, o 1º Encontro Internacional de Cidades de Médio Porte e o 2º Encontro de Governos Locais da Índia, Brasil e África do Sul. E será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que visa transformar a cidade e sua região metropolitana em um espaço propício à inovação, à educação e ao surgimento de uma indústria mais sustentável.

Inscrições – As inscrições para a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras podem ser feitas pelo site www.cici2010.org.br. Até 28 de fevereiro, o pacote completo para acompanhar o evento, com acesso liberado a toda a programação da conferência, tem preço promocional de R$ 440,00. Estudantes têm 50% de desconto. Também é possível adquirir pacotes menores, para acompanhar uma ou mais conferências da noite, onde estarão alguns dos principais palestrantes da CICI2010. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou depósito bancário.

Apoio: Planeta Voluntários

Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010

Saiba mais: www.cici2010.org.br

Curitiba/ Paraná/ Brasil
Fonte: Agência de Notícias do Terceiro Setor

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Márcia Magalhães Bolsas em tecido
Bolsas em tecido, Márcia Magalhães mais uma bela surpresa do artesanato de Olhos D’Água, um belo trabalho feito com extremo bom gosto e um acabamento excelente, são vários modelos com diversas combinações de tecidos, cores e detalhes originais, tudo de muito bom gosto capaz de compor bem com vários estilos, do casual descontraído ao mais comportado, adequado para mulheres de qualquer idade basta apenas que goste do exclusivo pois, como são feitas artesanalmente a partir de tecidos de alta qualidade e detalhes perfeitos, uma característica exclusiva em cada modelo.













Veja mais!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Extrato da semente do Cupuaçu tem potencial para inibir ou diminuir a cárie
Após passar seis meses no Departamento de Odontologia Restauradora na Universidade de Illinois, em Chicago (USA), conduzindo pesquisa relacionada à avaliação do potencial do extrato da semente do cupuaçu na remineralização da dentina induzida à cárie artificial, a professora do curso de Odontologia da UEA, Mirela Sanae Shinohara, constatou que o extrato da semente do cupuaçu apresenta componentes antioxidantes, podendo inibir ou diminuir a progressão da cárie. A pesquisa faz parte dos estudos de pós-doutorado da pesquisadora. Veja mais

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Maestro Jorge Antunes estréia ÓPERA DE RUA
em novo gênero a que ele chama "Ópera de Rua".
estréia no próximo dia 20 de fevereiro, às 16 horas, na Praça Vermelha do Conic, em Brasília, com entrada franca.

ÓPERA: Auto do Pesadelo de Dom Bosco

A obra se constitui em uma atividade cultural na rua, em trabalho de democratização da cultura, de estetização da prática da cidadania, de contestação e de crítica e protesto contra a corrupção local nos poderes constituídos.

Clique aqui para ver O libreto completo!

O enredo se passa num Tribunal da Idade Média, com o julgamento de corruptos. O Juiz dá direito de defesa a todos. O povo se inflama e acusa. Todos são condenados.
A linguagem musical usa o modalismo, alternando estéticas medieval e nordestina.
Galhardas e Motetos se alternam a Baiões e Repentes. A proposta recupera as atuações de menestréis e cantadores na rua, mesclando erudito e popular.

O grupo que apresentará a ópera de rua é formado de mais de 70 pessoas, com cantores, músicos instrumentistas, coristas e dançarinos.

Eis o elenco completo:
Meirinho - JORGE ANTUNES, regente
Juiz Voxprópolis - MARCOS GEVANO ZELAYA, barítono
Burgomestre Leo Bardo Pro-Dente - YONARÉ BARROS, tenor
Monarca Xaró Parruda - THIAGO ROCHA, barítono
Suserano Paul Batávio - MARCOS SFREDO, tenor
Vassalo Borval da Bóza, HUGO LEMOS, barítono-baixo
Ioarrín Kouriz, Rei do Gado, Senhor da Bezerra d'Ouro - TIMM MARTINS, barítono
Bruxa Ouvides Grito - KARINA MARTINS, mezzo-soprano
Reverendo Benedictus Dormindo - THIAGO ROCHA, barítono
Príncipe Augustus Baralho - RAPHAEL FREITAS, tenor
Vassalo Rogê Rolíces - REULER FERREIRA, tenor
Gran Vizir Ben no Início Tavares - EDUARDO CARVALHO, barítono
Truão Pônei Nêmer - EMMANUEL MOREIRA, tenor
Vassalo O Vilão Aires - MARCOS SFREDO, tenor
Reverendo Júnior Embromélli - TIMM MARTINS, barítono

ORQUESTRA
Flauta e flautim - Sidnei Maia
Clarinete - Felix Alonso
Clarone - Fernando Henrique Machado
Violinos - Marcus Lisbôa Antunes e Renata Tavares Linhares
Violões - Álvaro Henrique e Luiz Duarte
Tiorba - Diogo Queiroz
Teclado - Rênio Quintas
Baixo elétrico - Roberto Pimentel (Bob Py)
Percussão - Carlos Augusto (Carlitos) e Éveri Sirac

GRUPO DE DANÇA
"LE ROI DANSE"
Coreografia - Maria do Carmo Poggi Merino (diretora do ballet Ettude Seasons)
Bailarinos - Daniela Aguiar, Paula Abreu, Karla Bortoni, Thomas Cortes, Miguel Vieira, Yuri Briedes

CORO DO POVO
Ada-Karin Salomão, Alan Viggiano, Caroline Chahini, Celso Alcântara Alcântara, Christiane Dantas, Claudia Bugarin, Cleiniva, Daniela Fioravanti, Desine Alves, Dolores Pierson, Edna Sueli Zschaber Mavgnier de Castro, Eliane Ribeiro Alexandre, Elisabete de Almeida, Elizabeth Azeredo, Ioleth Porto, Jane-Maria Araujo, João Mendonça de Amorim Filho, Karina Cury, Luana Benício Elizabeth Paes Jardim, Luiz Ribeiro, Marcia Regina Santos, Maria Arnete, Maria Coeli de Almeida Vasconcellos, Mariléia Costa Mauro, Norita Portilho, Nena Medeiros, Niamara Nascimento, Paulo Cesar Farias Ferreira, Sonia Palhares Marinho, Sandra Michelli Gomes, Rejane Bezerrra, Rosana de Cássia Alves da Silva, Renata Borges, Thais Silva Cordeiro, Valéria Almeida, Wilma Ramos.

SERVIÇO:
Auto do pesadelo de Dom Bosco
ópera de rua, em um ato, de Jorge Antunes
Praça Vermelha- Ary Para-Raios / CONIC - Brasília - DF
20 de fevereiro de 2010, 16 horas
Entrada franca
Classificação etária: livre.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O parlamento de Uganda está se preparando para passar uma nova lei brutal, que punirá gays com sentenças de prisão e até pena de morte.
Críticas internacionais levaram o presidente a pedir uma revisão da lei, mas após forte lobby por extremistas, a lei parece estar pronta para votação -- ameaçando gerar perseguição e derramamento de sangue.

Oposição à lei está crescendo, inclusive da Igreja Anglicana. O ativista de direitos gays na Uganda, Frank Mugisha, diz que "Esta lei nos colocará em grande perigo. Por favor, assine a petição e diga a outros para se juntarem a nós. Caso haja uma grande resposta global, nosso governo verá que a Uganda será isolada no cenário internacional, e não passará a lei".

É esperado que uma decisão seja tomada nos próximos dias, e só uma onda de pressão global será suficiente para salvar Frank e muitos outros. A petição global para impedir a lei de morte para gays já ultrapassou 340.000 assinaturas em menos de uma semana, clique abaixo para assinar e depois divulgue:

Assinar

Essa petição será entregue esta semana ao Presidente Museveni e o parlamento da Uganda até o final desta semana por líderes da sociedade civil e religiosos. O governo já desautorizou uma marcha por extremistas anti-gay esta semana portanto isto mostra que a pressão internacional está funcionando!

A lei propões prisão perpétua para qualquer um acusado de ter uma relação com alguém do mesmo sexo, e pena de morte para quem cometer esse "crime" mais de uma vez. ONGs que trabalham para impedir maior contaminação por HIV podem ser condenadas a até 7 anos de prisão por "promover homossexualidade". Outras pessoas podem ser condenadas a até 3 anos de prisão por deixarem de avisar as autoridades da existência de atividades homossexuais dentro de 24 horas!

Quem apoia o projeto de lei diz defender a cultura nacional, mas uma das maiores oposições vem de dentro do próprio país. O Reverendo Canon Gideon Byamugisha é um dos muitos que nos escreveram - ele disse que essa lei:

"Está violando a nossa cultura, tradição e valores religiosos que não apoiam intolerância, injustiça, ódio e violência. Nós precisamos de leis para proteger as pessoas, não para perseguí-las, humilhá-las, ridicularizá-las e matá-las em massa."

Ao rejeitar essa perigosa lei e apoiar a oposição nós podemos ajudar a criar um precedente crucial. Vamos ajudar a criar um apoio em massa aos defensores de direitos humanos na Uganda, e salvar a vida de muitos ao impedir que essa lei passe -- assine agora e avisa seus amigos e familiares:
Dicas de beleza
de Audrey Hepburn.
Para ter lábios atraentes, diga palavras doces. Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas. Para ter um corpo esguio, divida sua comida com os famintos. Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar seus dedos por eles pelo menos uma vez ao dia. Para ter boa postura,caminhe com a certeza de que nunca andará sozinha.
Pessoas, muito mais que coisas, devem ser restauradas, revividas, resgatadas e redimidas. Jamais jogue alguém fora. Lembre-se que se alguma vez precisar de uma mão amiga, você a encontrará no final do seu braço. Ao ficarmos mais velhos, descobrimos porque temos duas mãos, uma para ajudar a nós mesmo, a outra para ajudar o próximo.
A beleza de uma mulher não está nas roupas que ela veste, nem no corpo que ela carrega, ou na forma como penteia o cabelo. A beleza de uma mulher deve ser vista nos seus olhos, porque esta é a porta para o seu coração, o lugar onde o amor reside. A beleza de uma mulher não está na expressão facial, mas a verdadeira beleza de uma mulher está refletida em sua alma. Está no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela demonstra. A beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos.
Regulamentação nacional para lan houses em debate
Um importante passo está sendo dado para a definição de um Projeto de Lei que deve regularizar a situação dos centros de acesso privados no Brasil. Hoje, o país conta com cerca de 108 mil lan houses, sendo aproximadamente 85% irregulares, segundo a Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID).

No dia 4 de fevereiro, foi instaurada uma comissão especial responsável por analisar a proposta que, entre outras definições, exigirá o cadastro dos frequentadores de lan houses e também obrigará que jogos eletrônicos recebam uma classificação indicativa. A mesma medida que pretende normatizar o funcionamento desses estabelecimentos, estabelece que o não cumprimento poderia gerar multas para o proprietário ou mesmo o fechamento do espaço por um período de até 15 dias.

O Projeto de Lei 4361/04 tem como presidente da comissão o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), eleito por unanimidade, e Otávio Leite, deputado pelo PSDB do Rio de Janeiro como relator da proposta.

A demora para essa regularização da atividade se deve pela primeira proposta de Otávio Leite, sobre franqueamento de acesso à internet e jogos, ter sido considerada uma questão já em andamento na Câmara dos Deputados, sendo incorporada ao projeto de lei mais amplo.

Ainda para o mês de fevereiro está programada a definição de um cronograma de trabalho para tratar do funcionamento das lan houses Essa regulamentação nacional poderia dar oportunidade a quase 92 mil estabelecimentos tornarem-se legalizados, gerando renda tributária para o país e movimentando a cadeia


Senadora Marina Silva conhece o Conexão Cultura
Em pouco mais de um ano de vida, o Conexão Cultura já agregou apoiadores de grande relevância entre entidades do setor de educação e tecnologia, além de figuras notáveis como o rapper MV Bill, o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil e a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff.

Pelo nosso estande, montado na Campus Party, foi possível apresentar a barra instalada em notebooks. Marina Silva, senadora e presidenciável pelo Partido Verde (PV), Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e Marcelo Tas, que apadrinha o projeto desde o início e é um conhecido articulador das redes virtuais, passaram por lá.


Fonte: Conexão Cultural

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Está de Bobeira em Brasília?
Venha se divertir com a Banda de Pífano que há 7 anos anima o carnaval de rua de Brasília!! A Banda de Pífano Ventoinha de Canudo Apresenta o Bloco:
"Teu Pai Pifado é Minha Tia na Banguela"

Programação:

Sexta 12/02 - Chorinho da Lanchonete Tartaruga 21:30h - 715 norte- Em frente Leonardo da Vinci, depois festa na concha acústica da UNB
Sábado 13/02 - Saindo 16:30h da distribuidora Piauí indo em direção a 204 sul, até de noite.

Domingo 14/02 - Saindo 16:30h da distribuidora Piauí indo em direção a 204 sul, até de noite.

Segunda 15/02 - Rua do Acarajé da Rosa - 209/210 Norte - 16:30h

Terça 16/02 - Rua do Acarajé da Rosa - 209/210 Norte - 16:30h

(nesse Carnaval, quem não pula é arrudista!!! VAMO PRA RUAAAAAAA!!!!)
Kindala: vozes que vêm dos quilombos
O grupo musical Kindala formado pelas irmãs Liliane, Daniele e Gabriele Gonçalves de Souza, gravou em estúdio sete faixas de seu primeiro CD de música afro-brasileira, na última segunda-feira, dia 8, no Rio de Janeiro.

As irmãs, nascidas no Quilombo da Raza, localizado em Armação de Búzios no estado do Rio de Janeiro, começaram a soltar a voz para preencher as noites escuras pela frequente falta de energia no quilombo. Com vozes potentes e influência de diversos ritmos afro, a música do Kindala é jovem e afirmativa da história e do orgulho de ser negro.

Emocionadas e ainda surpresas por estarem gravando suas músicas e com o CD sendo construído, as irmãs estavam bastante confortáveis no estúdio ao "passar" as músicas. Conscientes das dificuldades que podem enfrentar na carreira musical acreditam ser importante investir profissionalmente em outras áreas.

As três são professoras da 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Liliane tem 28 anos e é formada em letras português-inglês, Daniele tem 26 anos e é professora, e Gabriele tem 21 anos e estuda direito.

Ao fim das gravações das primeiras sete músicas será o momento de ir em busca de outros patrocinadores para produzir mais três ou quatro músicas, finalizar e reproduzir cópias do CD.

Liliane conta que no início cantavam com vozes diferentes, mas, com o tempo foram se aprimorando. Estimuladas pelo pai, pastor da igreja Assembléia de Deus, participaram de uma banda e cantavam nos encontros religiosos.

Em 2009, decidiram montar um projeto de música afro-brasileira. As primeiras tentativas foram frustradas, mas nesse mesmo ano, quando se apresentavam em uma rádio local, chamaram a atenção do ´microempresário´, coronel Ubiratan Ângelo, que se dispôs a investir e promover o grupo.

Juntaram-se à proposta Cátia Cruz, assessora da Assembléia Legislativa do Rio, e João Bani, produtor musical e percussionista, que arregimentaram um grupo ´de peso´: Humberto Mirabeli, violonista, guitarrista e arranjador, Vitor Farias, trabalho de estúdio, Alexandre Figueiredo, baterista e Marco Brito, tecladista.

Este grupo, que já trabalhou com nomes como Gilberto Gil, Leila Pinheiro, Simone e Emílio Santiago, foi o responsável pelo arranjo das músicas.

Os representantes da Fundação Cultural Palmares no Rio, Benedito Sérgio e Tarisa Faccion foram até o estúdio conhecer o trabalho das irmãs.

O Quilombo da Rasa foi certificado pela Palmares, em 9 de novembro de 2005.

O refrão da música "Mãe África", uma das faixas gravadas:

"Eu quero libertar
A cultura que há em mim
Pra todo mundo ver
Que eu sou feliz assim
Não tenho medo de dizer
Falar dos ancestrais
Eu quero mesmo é expressar
Ser negro é bom demais".

Fonte: Com informações e fotos de Tarisa Faccion, da representação regional da FCP/RJ

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Serra das Confusões no Piauí será o maior parque do bioma Caatinga Importante sitio histórico e ecológico terá área ampliada com incorporação da Serra Vermelha. Acordo entre o MMA/ICMBio e o governo do estado foi fechado em Brasília

Numa das paisagens mais deslumbrantes do Piauí, o Parque Nacional da Serra das Confusões se tornará, a partir de março, a maior unidade de conservação da Caatinga ao incorporar aos seus quase 5,5 mil hectares parte da área da Serra Vermelha. Situado ao sul do estado em um bioma de transição com o Cerrado, o Parque preserva, ainda, sítios históricos de valor inestimável, além de ser um importante destino turístico do Nordeste.

Um acordo entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Governo do Piauí, que vinha sendo costurado desde 2008, foi fechado nesta quarta-feira (10/2) entre o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o governador do Piauí, Wellington Dias, em reunião no MMA com o presidente do ICMBio, Rômulo Mendes.
Com isso, as áreas de maior altitude da Serra Vermelha passam a integrar a área protegida, e a agropecuária poderá explorar as áreas mais baixas. O decreto ampliando o Parque deverá ser assinado no início de março pelo presidente Lula.
O entendimento prevê, ainda, a incorporação da reserva legal de 20% das propriedades, como é previsto pelo Código Florestal para o bioma Caatinga, pelo Parque. A medida é destinada a atender aos produtores que atuam no entorno daquela Unidade de Conservação e assegurar uma área maior para a produção.
O memorial descritivo da área está em fase de conclusão pelo ICMBio. Documento que servirá para definir, além do território a ser incorporado ao parque, a Área de Preservação Permanente (APP) para os pequenos, médios e grandes produtores da região. O Instituto já identificou a área de concentração prioritária para a produção na região de Novo Horizontina. A estimativa inicial é ampliar o Parque Serra das Confusões em 270 mil hectares, número que depende da conclusão do memorial.
Peixe Boi - Na reunião também foi discutida a criação no Piauí de um Refúgio da Vida Silvestre, na região litorânea de Cajueiro da Praia, no estuário do Rio Timona. A expectativa é que o Governo aproveite que 2010 foi declarado pela ONU como "Ano Internacional da Biodiversidade" para anunciar a medida. Pesquisadores identificaram a área como o único ponto no País onde o peixe boi marinho - uma das espécies brasileira mais ameaçadas de extinção - consegue se reproduzir naturalmente.
Segundo Rômulo Melo, os entendimentos são no sentido de compatibilizar as atividades turísticas à necessidade de conservação do peixe boi marinho. "Estamos discutindo com o Governo do Estado a possibilidade de ajustarmos os limites propostos originalmente, de forma a ampliarmos a conservação e ainda ser viabilizado o turismo, no que diz respeito à indústria hoteleira", disse.
Clima - Durante o encontro, o governador do Piauí ainda entregou ao ministro documento com sugestões de medidas preventivas para o semiárido que possam ser especificadas no decreto de regulamentação do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que está em elaboração por vários ministérios, sob a coordenação da Casa Civil, desde que foi sancionado pelo presidente Lula em dezembro do ano passado.
Entre as ações sugeridas estão a proteção da fertilidade do solo, projetos de microbacias, mudanças do sistema de produção agrícola, planos de prevenção de erosão em períodos de cheias após longas estiagem, e outras iniciativas. "É mais barato impedir a degradação do que recuperar, sem contar o que se perde de qualidade de vida para a população e para a produção agrícola", realçou o ministro Minc.
Fonte: ASCOM

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ibama lança Moda Triste
O Ibama lançou uma operação nacional em quase todos os estados da federação brasileira: a Moda Triste. O objetivo é inibir o comércio de partes de animais silvestres, como objetos de artesanato confeccionados com penas de aves ou esqueletos de animais marinhos, a exemplo de estrela-do-mar e cavalo-marinho. Os fiscais realizaram a busca em alvos pré-determinados e chegaram a apreender um quadro com dois metros de altura feito de borboletas.

Devido ao grande sucesso de operações passadas, várias lojas que antes vendiam esse tipo de produto optaram por não comercializar mais. Isso acarretou uma redução na quantidade de material apreendido. Na operação realizada em 2007, por exemplo, foram apreendidas 9.000 peças e emitidos mais de R$ 3 milhões em autos de infração.

Segundo a chefe de Divisão de Fiscalização de Fauna da Coordenação de Operações de Fiscalização da Dipro, Raquel Monti Sabaini, a Moda Triste é importante para informar às pessoas que não usem artesanato com penas de aves silvestres. “Elas usam sem saber que isso causa a mortandade de animais”, acredita.

Até o fechamento desta edição, foram lavrados 60 autos de infração no total de R$ 735,2 mil em multas.
Fonte: Ascom Ibama
Partituras em Braille

Interpretar notas musicais grafadas em uma partitura é tarefa banal para um músico. Porém, quando o instrumentista é deficiente visual essa atividade se torna muito mais complicada, sem contar os inúmeros obstáculos enfrentados durante o processo de aprendizagem musical.

Entender como um deficiente visual aprende a ler partituras pelo método Braille e analisar o ensino de música e os recursos disponíveis para essas pessoas foi o tema da tese de doutorado “Do toque ao som: ensino da musicografia Braille como um caminho para a educação musical inclusiva”.

O trabalho foi defendido e aprovado na quarta-feira (10/2) por Fabiana Fator Gouvêa Bonilha, no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com orientação do professor Claudiney Rodrigues Carrasco, do Departamento de Música.

“A motivação da pesquisa surgiu da minha própria experiência”, contou Fabiana, que é bacharel em música e deficiente visual desde o nascimento. Ela explica que o trabalho é a ampliação de sua dissertação de mestrado, intitulada “Leitura musical na ponta dos dedos: caminhos e desafios do ensino de musicografia Braille na perspectiva de alunos e professores” e concluída em 2000.

Tanto no mestrado como no doutorado a estudante contou com apoio de bolsas da FAPESP. Durante o mestrado ela entrevistou estudantes de música com deficiência visual e coletou suas percepções sobre o processo de aprendizagem.

Entre as conclusões, Fabiana levantou que há poucos espaços de formação que atendem às necessidades dos deficientes e a demanda por esses cursos é grande. Essas dificuldades a fizeram voltar para o problema da inclusão musical dos deficientes visuais durante o doutorado.

A fim de compor a tese, a estudante analisou todo o processo a ser percorrido por um deficiente visual que quer ter uma educação formal em música, a começar pelo desafio de encontrar ou transcrever partituras para o código Braille.

Para que a transcrição seja bem-sucedida, é fundamental a figura do transcritor. “Ele tem que ser um especialista tanto em música como em Braille”, apontou. Essa atividade pode ser desempenhada tanto por pessoas que enxergam como por deficientes visuais, de acordo com Fabiana.

Uma das maiores contribuições do estudo foi a formação de um acervo de cerca de 50 partituras vertidas para o sistema Braille durante a pesquisa. Esse material já está disponível no Laboratório de Acessibilidade da Biblioteca Central César Lattes da Unicamp.

“A maioria dessas composições é brasileira. Isso é importante porque podemos fazer um intercâmbio trocando partituras em Braille com instituições de outros países”, disse.

Capacidade de abstração

A partitura transcrita, no entanto, é apenas o início do processo para o estudante com deficiência visual. Fabiana explica que a musicografia em Braille exige muito mais do estudante.

Os símbolos musicais impressos em tinta são convencionalmente grafados em cinco linhas, chamadas de pentagrama. Uma composição para piano, por exemplo, utiliza ao mesmo tempo dois pentagramas, um para cada mão, e um acima do outro para indicar a simultaneidade de algumas notas.

Uma partitura em Braille, por sua vez, contém apenas caracteres resultantes das combinações entre seis pontos salientes. O músico deve interpretar as notas ao toque dos dedos e ler cada linha separadamente e assim inferir a simultaneidade das mãos do piano, por exemplo.

“É preciso um grau de abstração muito maior e uma sólida formação musical”, disse Fabiana. Isso além de uma boa memória, uma vez que o instrumentista deve decorar toda a partitura antes de executá-la.

A pesquisa obteve um levantamento qualitativo baseando-se em três experiências: o aprendizado de musicografia Braille de dois deficientes visuais e a capacitação de um professor de música para ensinar um aluno com deficiência visual.

Como pré-requisito, Fabiana selecionou casos em que os envolvidos tinham conhecimento musical prévio e que o desafio, portanto, seria introduzi-los ao sistema de notação musical em Braille.

Os alunos escolhidos eram aprendizes de instrumentos distintos: violão e teclado, o que exigiu adaptações específicas, pois as partituras desses instrumentos são diferentes.

Deficiência congênita ou adquirida

Fabiana conseguiu traçar algumas diferenças no aprendizado entre deficientes visuais congênitos (de nascença) e os que adquiriram a deficiência ao longo da vida.

Entre as pessoas com deficiência visual desde o nascimento, por exemplo, está a maior prevalência do chamado ouvido absoluto, que é a capacidade de identificar tons musicais em sons isolados.

Isso ocorre porque a deficiência congênita impõe ao indivíduo uma dependência dos sons desde muito cedo. “A importância do som nesses casos é muito maior, pois ele dá toda a referência do espaço”, disse.

Segundo ela, nesses casos a estrutura neuronal é formada logo na primeira infância, visando à enfatizar a audição. “Pesquisas mostram que algumas regiões do córtex visual são realocadas para processar sons nos cérebros de deficientes visuais congênitos”, disse.

Também para esses, o reconhecimento tátil é mais desenvolvido. “O Braille torna-se o primeiro código de escrita, enquanto que na deficiência adquirida é travado um processo de readaptação à realidade”, comparou.

Ao desenvolver a pesquisa, Fabiana colecionou uma série de arquivos sonoros que compreendiam aulas, além de depoimentos de deficientes visuais e de professores de música.

“Achei esse material rico demais para ser guardado e elaborei um roteiro para unir esses arquivos em um audiodocumentário”, conta. Quando o seu orientador ouviu o piloto, incentivou-a a gravá-lo em estúdio.

O resultado é um documentário de cerca de dez minutos com uma trilha sonora adaptada pela própria doutoranda, e efeitos produzidos por equipamentos Braille além das vozes captadas ao longo da pesquisa.

O objetivo da produção, segundo ela, foi retratar a concepção de um deficiente visual. Por esse motivo, propositadamente, a estudante não quis utilizar imagens. “Esse áudio tornou-se a síntese sonora da pesquisa”, afirmou.

O orientador do trabalho, Claudiney Carrasco, considera que a tese de Fabiana é relevante em vários aspectos. “É a primeira contribuição de peso na pesquisa em musicografia braille no país e abre um amplo campo para que mais gente pesquise e contribua nessa área”, afirmou.

O professor da Unicamp também ressaltou o aspecto da inclusão inerente da pesquisa. Para ele, o trabalho traz resultados práticos que vão auxiliar professores de música a interagir com alunos deficientes visuais. “É realmente uma inclusão, não se trata só de aceitar o aluno cego e deixá-lo se virar sozinho. Fabiana propõe um trabalho voltado a atender às necessidades desse estudante", disse.

É justamente a inclusão do deficiente visual no ensino regular de música a principal conclusão da tese, de acordo com Fabiana. Para ela, não são necessárias escolas especializadas em deficientes, mas que as instituições de ensino regulares se adaptem a esses alunos.

Para isso, explica a musicista, seria fundamental a participação de três personagens nesse processo: um professor de música especialmente preparado, um aluno consciente e motivado e um especialista transcritor que possa fornecer material de estudo de qualidade para o processo. Com esses elementos, a grande demanda por instrução musical por parte de deficientes visuais pode começar a ser atendida, aponta.
Fonte:Agência FAPESP

Por Fábio Reynol

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Renda Labirinto
Produção das labirinteiras da Paraíba estará exposta no Museu do Folclore, de 12 de fevereiro a 7 de março

A renda labirinto, atividade artesanal de tradição cultural desenvolvida no Nordeste, principalmente na Paraíba e no Ceará, poderá ser apreciada e adquirida por quem visitar, a partir desta semana, a Sala do Artista Popular, no Rio de Janeiro.

No local, será realizada a exposição Renda labirinto de Chã dos Pereira, distrito paraibano de Ingá, famoso pelas confecções manuais das mulheres labirinteiras. A mostra será inaugurada nesta quinta-feira, dia 11, às 17h, e ficará aberta ao público no período de 12 de fevereiro a 7 de março.

A Sala do Artista Popular integra o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) - também conhecido como Museu do Folclore -, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura.

A exposição de renda labirinto dará início à programação anual de mostras naquela sala. Será uma oportunidade para o público comprar e se encantar com artigos como colchas de casal, fronhas, toalhas de mesa e de mão, panos de cozinha e outros que fazem parte do conjunto produtivo das labirinteiras.

A arte do labirinto, atualmente, pode ser encontrada em casas, roupas e em muitos locais de trabalho do Brasil e de vários países. A beleza e a riqueza presentes nas peças chamam a atenção. A técnica se adquire a partir dos conhecimentos básicos tradicionais passados ao longo de gerações. É transmitida de mãe para filha, e assim por diante.

Segundo os estudiosos, hoje a produção do labirinto ocupa papel secundário na economia local, sendo um complemento da renda familiar, tendo em vista, por exemplo, o fato de a comercialização não ser contínua. Por outro lado, existe um grande potencial econômico dessa renda em Chã dos Pereira.

A exposição é uma das ações previstas pelo Programa de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart), realizado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro, por meio de convênio firmado com o Ministério da Cultura e Iphan, com apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
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Fonte: Minc

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Brasil se despede de Pena Branca
O músico morreu no início da noite de segunda-feira, aos 70 anos

O choro da viola teve, no início da noite de segunda-feira (8), um significado além da figura de linguagem. O instrumento das mãos de um cantador uberlandense de criação silenciou-se junto ao seu coração. A morte, aos 70 anos, de José Ramiro Sobrinho, Pena Branca para o mundo, “Zé” para a família e “Manuvéi” para os amigos, estampou o nome de Uberlândia, mais uma vez, na imprensa nacional.

Foi assim, desde que Pena Branca e o irmão Xavantinho - Ranulfo Ramiro da Silva, falecido há 11 anos - começaram a tocar e fizeram sucesso dentro e fora do país. Durante os shows, Uberlândia e o Distrito de Cruzeiro dos Peixotos, onde Xavantinho nasceu, eram sempre lembrados. Mas a retribuição não foi a mesma. “Ele foi muito injustiçado pelos empresários e pelo próprio público. Uberlândia perdeu o Pena Branca, tanto que nem aqui ele foi enterrado”, disse o cantor e amigo Luis Dillah.

O músico também uberlandense acompanhou a dupla em vários shows e também na turnê-solo “Semente Caipira”, o trabalho que rendeu a Pena Branca o Grammy Latino de Melhor Disco Sertanejo em 2001. “Ele agora está em um mundo melhor. Vai ser mais ouvido e vai ensinar os artistas a fazer música de dentro pra fora, sem pensar em conta bancária”, disse Luis Dillah.

Os planos com a cidade da infância ficaram para seus seguidores e serão mantidos. Entre eles, o show marcado para 14 de maio, na programação do 7º Encontro de Violeiros em Uberlândia e a 1ª Semana Cultural Pena Branca e Xavantinho, marcada para agosto em Cruzeiros Peixotos, onde está prevista também a construção do Memorial da dupla, segundo o produtor Tarcísio Manuvéi. “Tínhamos projetos interessantes. Nos falamos sábado [6] e ele estava superbem. Foi um baque, mas tenho que continuar o trabalho”, disse Manuvéi, que foi ontem à capital paulista acompanhar o velório do amigo e o enterro, no Cemitério de Pinheiros.

“Ele pra mim é o Zé”, disse a irmã Maria

Pena Branca nasceu em Igarapava (SP) em 4 de setembro de 1939 e foi o primeiro dos sete filhos do casal Dolores Maria de Jesus e Francisco Silva. Três anos mais tarde nasceu Xavantinho, já no Distrito de Cruzeiro dos Peixotos, onde o pai possuía uma pequena lavoura e criava gado em terras arrendadas. Dona Coitinha, como era conhecida Dolores, lavava roupa para fora e ajudava o marido, com quem fazia dupla - ela no vocal e ele no cavaquinho.

Os dois irmãos começaram a tocar na infância, no cavaquinho de Francisco, que morreu em 1950, quando Pena Branca tinha 12 anos e Xavantinho, 9 anos. “Eu tinha 2 anos e o Zé [Pena Branca] ficou no lugar de pai. Ajudou a criar nós tudo. Trabalhava de dia, pra ter o que comer de tarde“, disse Maria Aparecida Silva, irmã da dupla e moradora de Uberlândia.

Cida não foi a São Paulo acompanhar o velório e o enterro do irmão mais velho e, abalada com a notícia, pouco falou à reportagem do CORREIO. “Só tenho pra dizer que ele cumpriu a meta dele aqui e Deus o chamou. Ele pra mim é o Zé. Pena Branca era na hora da profissão”, afirmou.

Rolando Boldrin relembra o primeiro encontro

Morando em São Paulo desde 1968, a dupla participou de um programa de televisão pela primeira vez em 1981, a convite de Rolando Boldrin, na estreia de "Som Brasil" - que ficou no ar na Rede Globo durante seis anos. “Eles foram meu primeiro contrato para gravar um disco com o Selo Som Brasil. Fomos próximos, mas com a morte de Xavantinho, nos afastamos e falávamos de vez em quando”, disse Rolando Boldrin ao CORREIO.

Os irmãos contavam em entrevistas que, no dia no primeiro programa de Boldrin, o apresentador colocou um carro da empresa para conseguir localizá-los, encontrando Pena Branca em um quarto e cozinha em Guarulhos. “Foi uma surpresa para mim a morte dele. Ele viajou fora do combinado, mas penso como Vinicius de Moraes, pessoas assim não morrem, ficam encantadas. Acho que a música perdeu uma das suas grandes figuras”, disse Boldrin.

A dupla gravou junto dez discos. Pena Branca, em 11 anos de carreira solo, gravou mais três trabalhos: “Semente Caipira” (2000), “Pena Branca canta Xavantinho” (2002) e “Cantar Caipira” (2008).

Cantor assistia a notícias do esporte

Pena Branca morreu na noite de segunda-feira (8) por volta das 18h. O cantor assistia a notícias de esporte (era corintiano fervoroso) quando caiu da cadeira onde estava sentado, em sua casa, no Jaçanã, zona norte paulistana. Sua mulher, Maria, chegou a levá-lo ao Hospital São Luiz Gonzaga, no mesmo bairro, onde recebeu atendimento médico.

Ele não vinha apresentando nenhum problema de saúde. Apenas se preocupava com o peso, o que fazia com que, muitas vezes, abrisse mão da paixão que tinha pelos pratos mineiros, como galinhada, leitão à pururuca, que o cativavam desde a infância passada em Uberlândia.

O corpo do cantor foi enterrado ontem, na capital paulista, às 17h, ao lado do irmão Xavantinho e da mãe Dolores.

Fonte: Jornal Correio de Uberlândia

Núbia Mota com Agência Globo

sábado, 6 de fevereiro de 2010

ODISSEIA de Walter Zand no espaço Joaquim Chissano na Mediateca do BCI O artista plástico moçambicano Walter Zand apresenta a sua terceira exposição individual no espaço Joaquim Chissano, na Mediateca do BCI de 16 a 27 de Fevereiro. A mostra com titulo ODISSEIA será composta por cerca de 30 obras nas modalidades de pintura, cerâmica, desenho e instalação.
Na exposição Odisseia, o artista explora visualmente manifestações pertencentes ao universo da literatura visual e dos ritmos das cores da cultura moçambicana, de África e do mundo em geral, fazendo uma releitura permanente das tradições do dia-a-dia.
Para as criações do Odisseia o artista tem como suporte principal, dentre vários nomes, pensamentos de artistas como Fela Kuti (Nigéria) Ricardo Rangel, Malangatana, Mia Couto, José Craverinha (Moçambique)
Nesta terceira exposição individual, o artista pretende mais uma vez apresentar as diversas formas de aprendizagens tidas durante a pesquisa de 2 anos nas cidade de Maputo (Moçambique) – Cidade do Cabo (África do Sul) e a sua busca permanente em técnicas e pensamentos novos na abordagem dos seus trabalhos.
Não querendo pintar apenas para si, Walter Zand apresenta Odisseia para um brinde com os apreciadores das artes e não só.

ODISSEIA
A natureza é a única “culpada” pela existência da Odisseia que hoje presenciamos, pois ela colabora com Walter Zand na concretização dos seus projectos. Afinal a vida é um projecto de sonho! É necessário perceber que a Odisseia, aqui apresentada, não é a do Walter Zand, mas do Messias do mundo dos mortos e dos vivos que ele representa pois, a vida é um eterno retorno.
O Odisseia não é um desabafo, mais sim "fragmentos" de um espelho manifestados em cada um de nós e expressos sob forma de alegria nas mãos de Walter Zand. Como cada Homem possui uma musa, Walter Zand transforma essa musa da literatura, da música, da dança (...) revelando-a nas artes plásticas.
A dialéctica com a natureza e o uso das habilidades, emanadas do Ser Supremo e reveladas pelo artista, “criam” o belo. O belo como manifestação interna da alma. O artista “grita” pela responsabilização social do Homem enquanto ser pensante e altruísta.
O Arco Íris das obras do Walter Zand convidam-nos a uma “terapia” de reintegração de nós mesmos.
Ah ! A génese da longa viagem, até esta paragem, começou quando o menino tinha 10 anos. Na altura, a avó havia lhe entregue dinheiro para comprar amendoim e, em contrapartida, carregado de sonhos “desviou” o valor a favor de algumas “bisnagas” de acrílico que marcaram o início da sua aventura artística.
A presente exposição, destaca os “becos” das zonas suburbanas revelando a outra imagem que em senso comum geralmente são conotados como espaços de maldição.

Para mais informações, queira por favor contactar Walter Zand: (+258) 82 27 98 34 ou pelo email : udufree2@yahoo.co.uk
Por: Ouri Pota Chapata Pacamutondo
(Jornalista e amante das artes plásticas)
Braga, 14 de Janeiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010










Centenário de Morte Joaquim Nabuco

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo
Nascimento 19 de agosto de 1849
Recife
Morte 17 de janeiro de 1910 (60 anos) Washington
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação Política, diplomacia, história, jurista, jornalista
foi um brasileiro político, diplomata, historiador, jurista, jornalista e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Foi um dos grandes diplomatas do Império, além de orador, poeta e memorialista. Além de "O Abolicionismo", "Minha Formação" figura como uma importante obra de memórias, onde se percebe o paradoxo de quem foi educado por uma família escravocrata, mas optou pela luta em favor dos escravos. Nabuco diz sentir "saudade do escravo" pela generosidade deles, num contraponto ao egoísmo do senhor. "A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil", sentenciou.

O verdadeiro patriotismo é o que concilia a pátria com a humanidade.

Biografia
Joaquim Nabuco, bacharel em 1870, embaixador, abolicionista, escritor.Filho do jurista e político baiano, senador do império José Tomás Nabuco de Araújo Filho (Juiz dos rebeldes da Revolução Praieira), e de Ana Benigna de Sá Barreto Nabuco de Araújo (filha de Francisco de Sá Barreto, primo de Francisco Pais Barreto, neto do Senador José Tomás Nabuco de Araújo).

Desposou Evelina Torres Soares Ribeiro, filha de José Antônio Soares Ribeiro, 1º barão de Inoã (ou Inhoã), e neta de Cândido José Rodrigues, 1º barão de Itambi. Dessa união nasceram: Mauricio, que foi diplomata e, como o pai, embaixador do Brasil nos Estados Unidos da América; Joaquim, que foi sacerdote da Igreja Católica, chegando a ser Monsenhor e Protonotário Papal; Carolina, escritora de renome; Mariana e José Tomas, este casado com Maria do Carmo Alvim de Mello Franco Nabuco, filha de Afrânio de Mello Franco, primeiro Ministro das Relações Exteriores do governo de Getúlio Vargas.

Joaquim Nabuco se opôs de maneira veemente à escravidão, contra a qual lutou tanto por meio de suas atividades políticas e quanto de seus escritos. Fez campanha contra a escravidão na Câmara dos Deputados em 1878 e fundou a Sociedade Antiescravidão Brasileira, sendo responsável, em grande parte, pela Abolição em 1888.
Após a derrubada da monarquia brasileira retirou-se da vida pública por algum tempo.
Mais tarde serviu como embaixador nos Estados Unidos da América (1905-1910).
Em terras estadunidenses, tornou-se um grande propagador dos Lusíadas de Camões, tendo publicado três conferências em língua inglesa sobre o tema: The Place of Camões in Litterature, Camões: the lyric Poet, e The Lusiads as the Epic of Love, mais tarde traduzidas para o português por Artur Bomilcar.

Em 1908 recebeu o grau de doutor em letras por Yale, e foi convidado a pronunciar o discurso oficial de encerramento do ano letivo ou dia da colação dos graus da Universidade de Chicago, e um discurso oficial na Universidade de Wisconsin, grandes honrarias.

Também passou muitos anos tanto na Inglaterra quanto na França, onde foi um forte proponente do pan-americanismo, presidindo a conferência de Pan-Americanos de 1906.

Nabuco foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, tomando assento na cadeira que tem por patrono Maciel Monteiro. Entre os imortais, manteve uma grande amizade com o escritor Machado de Assis, que mantinha até mesmo um retrato de Nabuco pendurado na parede de sua residência, e com quem costumava trocar correspondências, que acabaram publicadas.

É homenageado em Campo Grande, MS com o nome de uma importante rua da cidade.

Concepções políticas
Abolição da Escravatura
Nabuco era um monarquista e conciliava esta posição política com sua postura abolicionista. Atribuía à escravidão a responsabilidade por grande parte dos problemas enfrentados pela sociedade brasileira, defendendo, assim, que o trabalho servil fosse suprimido antes de qualquer mudança no âmbito político.

A abolição da escravatura, no entanto, não deveria ser feita de maneira ruptúrica, ou violenta, mas assentada numa consciência nacional dos benefícios que tal resultaria à sociedade brasileira.

Também não creditava a movimentos civis externos ao parlamento o papel de conduzir a abolição. Esta só poderia se dar no parlamento, no seu entender. Fora deste âmbito cabia somente assentar valores humanitários que fundamentariam a abolição quando instaurada.

Criticou também a postura da Igreja Católica em relação ao abolicionismo, chamando ela de "a mais vergonhosa possível", pois ninguém jamais a viu tomar partido dos escravos. E emendou:
“A Igreja Católica, apesar do seu imenso poderio em um país ainda em grande parte fanatizado por ela, nunca elevou no Brasil a voz em favor da emancipação”.
Liberdade Religiosa
Nabuco, ao lado de Ruy Barbosa, assumiu posição de destaque na luta pela liberdade religiosa no Brasil que, na época, tinha a religião católica como oficial, constituindo-se em um Estado confessional. Assim como Ruy Barbosa, Nabuco defendia a separação entre Estado e Religião, bem como a laicidade do ensino público.

Em um discurso proferido em 15 de maio de 1879 que abrangia tanto o tema da educação pública, quanto o da separação entre Estado e Religião, a um aparte de vários deputados, responde:
"Eu desejava concordar com os nobres deputados, em que se deveria deixar a liberdade a todas as seitas; mas, enquanto a Igreja Católica estiver, diante das outras seitas, em uma situação privilegiada (...), os nobres deputados hão de admitir que (...) ela vai fazer ao próprio Estado, de cuja proteção se prevalece, uma concorrência poderosa no terreno verdadeiramente leigo e nacional do ensino superior. Se os nobres deputados querem conceder maiores franquezas, novos forais à Igreja Católica, então separem-na do Estado."

Prossegue: "É a Igreja Católica que em toda a parte pede a liberdade do ensino superior. Essa liberdade não foi pedida em França pelos liberais; mas pela Igreja. (...) E porque reconheça que o ensino deva ser livre? Não. Aí está o Syllabus que fulmina de excomunhão quem o sustentar”. O que ela pretenderia é “a partilha do monopólio para, quando achar-se senhora exclusiva (...), fechar a porta à liberdade e à ciência."

Em um trecho memorável, expressa:
"A Igreja Católica foi grande no passado, quando era o cristianismo; quando nascia no meio de uma sociedade corrompida, quando tinha como esperança a conversão dos bárbaros, que se agitavam às portas do Império minado pelo egoísmo, corrompido pelo cesarismo, moralmente degradado pela escravidão. A Igreja Católica foi grande quando tinha que esconder-se nas catacumbas, quando era perseguida. Mas, desde que Constantino dividiu com ela o império do mundo, desde que de perseguida ela passou a sentar-se no trono e a vestir a púrpura dos césares, desde que, ao contrário das palavras do seu divino fundador, que disse: - O meu reino não é deste mundo, - ela não teve outra religião senão a política, outra ambição senão o governo, a Igreja tem sido a mais constante perseguidora do espírito de liberdade, a dominadora das consciências, até que se tornou inimiga irreconciliável da expansão científica e da liberdade intelectual do nosso século!"

E o orador termina com assegurar que não é inimigo do catolicismo-religião, e sim do "catolicismo-política":
"Não sou inimigo da Igreja Católica. Basta ter ela favorecido a expansão das artes, ter sido o fator que foi na história, ser a Igreja da grande maioria dos brasileiros e da nossa raça, para não me constituir em seu adversário. Quando o catolicismo se refugia na alma de cada um, eu o respeito; é uma religião da consciência, é um grande sentimento da humanidade. Mas do que sou inimigo é desse catolicismo político, desse catolicismo que se alia a todos os governos absolutos, é desse catolicismo que em toda a parte dá combate à civilização e quer fazê-la retroceder".

Por uma ironia, no ano de 2009, em que foi aprovada a lei nº 11.946 que institui o ano de 2010 como Ano Nacional Joaquim Nabuco, foi aprovado um acordo que trata das relações entre o Brasil e o Vaticano e prevê a possibilidade de ensino religioso nas escolas públicas, em franca contradição com as convicções de Nabuco.
Interpretação dinâmica da Constituição
Em discurso pronunciado em 29 de abril de 1879 sobre a então debatida Reforma Constitucional, Nabuco expressou a sua visão dinâmica sobre a interpretação constitucional, algo extremamente avançado para a época, e que ainda nos dias de hoje provoca debates, nos seguintes termos:
"A nossa constituição não é imagem dessas catedrais góticas edificadas a muito custo e que representam no meio da nossa civilização adiantada, no meio da atividade febril do nosso tempo, épocas de passividade e de inação; a nossa constituição é pelo contrário de formação natural, é uma dessas formações como a do solo onde camadas sucessivas se depositam; onde a vida penetra por toda a parte, sujeita ao eterno movimento, e onde os erros que passam ficam sepultados sob as verdades que nascem."

Após manifestações de outros deputados, prossegue:
"A nossa constituição não é uma barreira levantada no nosso caminho, não são as tábuas da lei recebidas dos legislador divino e nas quais não se pode tocar porque estão protegidas pelos raios e trovões... Não, senhores."

Após novos apartes de outros deputados, prossegue:
"A nossa constituição é um grande maquinismo liberal, e um mecanismo servido de todos os órgãos de locomoção e de progresso, é um organismo vivo que caminha, e adapta-se às funções diversas que em cada época tem necessariamente que produzir."

Nabuco, membro do Partido Liberal, conclui:
"Senhores, era o partido conservador que devia tomar as dores pela constituição e desejar que ela fosse o monumento de uma língua morta, uma espécie de Talmude, cujos artigos pudessem ser opostos uns aos outros pelos interpretes oficiais."
Obras
Camões e os Lusíadas (1872)
L’Amour est Dieu - poesias líricas (1874)
O Abolicionismo (1883)
Campanha abolicionista no Recife - 1885
O erro do Imperador - história (1886)
Escravos - poesia (1886)
Porque continuo a ser monarquista (1890)
Balmaceda - biografia (1895)
O dever dos monarquistas (1895)
A intervenção estrangeira durante a revolta - história diplomática (1896)
Um estadista do Império - biografia, 3 tomos (1897-1899)
Minha formação - memórias (1900)
Escritos e discursos literários (1901)
Pensées detachées et souvenirs (1906)
Discursos e conferências nos Estados Unidos - tradução do inglês de Artur Bomilcar (1911)
Obras completas (14 volumes) organizado por Celso Cunha (1947-1949)
Ano Joaquim Nabuco
As comemorações ocorrerão no período de 01 de março a 14 de novembro de 2010.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Encontro dos Povos Guarani da América do Sul
A aldeia indígena Tekoha Añetete, localizada no município de Diamante D’Oeste, Paraná, sediará, entre os dias 02 e 05 de fevereiro de 2010, o Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa – Encontro dos Povos Guarani da América do Sul. O encontro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, reunirá cerca de 800 indígenas Guarani da Bolívia (Chiriguano), do Brasil (Kaiowa, Ñandéva e Mbya), do Paraguai (Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani) e da Argentina (Mbya).
O encontro tem como objetivo principal criar uma nova perspectiva de intercâmbio cultural que fortaleça a relação entre os Guarani e reduza o abismo existente entre essas populações e os não-índios. Pretende ainda difundir a cultura dos Povos Guarani e contribuir para uma visão mais ampla da temática indígena no Brasil e na América do Sul.
Estarão presentes, além das lideranças indígenas da etnia, autoridades e convidados dos países participantes. Os dois primeiros dias do evento serão dedicados às plenárias constituídas exclusivamente por indígenas. O terceiro e último dia de reunião serão dedicados à apresentação das considerações e deliberações tomadas em assembléia às autoridades presentes.
Já estão confirmadas as participações dos ministros da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, e do Paraguai, Ticio Escobar.
Parceria:Itaipu Binacional, Fundação Nacional do Índio (FUNAI), prefeituras de Diamante D’Oeste e de Foz do Iguaçu, Secretarias de Educação e de Cultura do Paraná, da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). O Instituto Empreender é responsável pela produção executiva do evento.
Apoio:Mercosul Cultural

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