quinta-feira, 30 de setembro de 2010

II Festival Parque Sucupira de Música Popular Brasileira

O Evento será realizado na cidade de Planaltina (Distrito Federal), entre setembro de 2010 a janeiro de 2011 e está aberto para grupos musicais, bandas e cantores de todo o Brasil.

As inscrições são gratuitas e vão até o dia 29 de outubro de 2010, poderão ser feitas na Rádio Utopia FM e em locais a serem divulgados no blog do festival, onde você pode acessar o regulamento e a ficha de inscrição.

O II Festival Parque Sucupira de Música Popular Brasileira é promovido pela,

- Rádio Comunitária Utopia FM;
- Universidade de Brasília (UnB-FUP/FAC);
- Escolas Públicas de Planaltina;
- Ministério da Cultura.

Mais informações:
http://festivalparquesucupira.blogspot.com/
festivalsucupira@gmail.com,
(61) 3388-8994

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A RÃ COZIDA ler e meditar

História de uma rã

ler, meditar, comentar e encaminhar: é cruelmente verdade.

Da alegoria da Caverna de Platão a Matrix, passando pelas fábulas de La Fontaine, a linguagem simbólica é um meio privilegiado para induzir à reflexão e transmitir algumas idéias.

Olivier Clerc, escritor e filósofo, nesta sua breve história, através da metáfora, põe em evidência as funestas conseqüências da não consciência da mudança que infeta nossa saúde, nossas relações, a evolução social e o ambiente.

Um resumo de vida e sabedoria que cada um poderá plantar no próprio jardim, para desfrutar de seus frutos.

A rã que não sabia que estava sendo cozida.

Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada, tranquilamente, uma pequena rã.

Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente.

(Fiquem vendo: se a água se esquenta muito lentamente, a râ não se apercebe de nada!)

Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar,

A temperatura da água continua subindo...

Agora, a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela se sente um pouco cansada, mas, não obstante isso, não se amedronta.

Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada.

A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.

Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas ela teria pulado imediatamente para fora da panela.

Isto mostra que, quando uma mudança acontece de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma, ou, alguma revolta.

Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos ver que nós estamos sofrendo uma lenta mudança no modo de viver, para a qual nós estamos nos acostumando.

Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.

Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efetuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem.

As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas.

O martelar contínuo de informações, pela mídia, satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas...

Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã.

Agora, é para hoje!!!

Consciência, ou cozido, precisa escolher!

Então, se você não está, como a rã, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.

NÓS JÁ ESTAMOS MEIO COZIDOS?

OU NÃO?

OBRIGADO, SE O DIVULGAR O MAIS POSSÍVEL!
Comente!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

COLEÇÃO "OIPoema" FINALMENTE CHEGA AO PÚBLICO

POETAS LANÇAM SETE LIVROS NUM GRANDE ENCONTRO LITERÁRIO E CULTURAL

LANÇAMENTO SERÁ NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, DIA 28 A PARTIR DAS 18 HORAS (6 DA TARDE), NO HISTÓRICO ESPAÇO CULTURAL "RENATO RUSSO", NA 508 SUL
Demorou quase dois anos a gestação e realização da coleção OIPoema, que chega ao público na próxima semana. São seis poetas de palavra - Amneres, Angélica Torres Lima, Bic Prado, Cristiane Sobral, Luis Turiba e Nicolas Behr.
Os livros são “Luzidianas”, de Angélica Torres Lima; “Não vou mais lavar os pratos”, de Cristiane Sobral, “Poemas de um livro verde”, de Bic Prado; “Diário da Poesia em Combustão", de Amneres; “Meiaoito” de Luis Turiba; e “Bagaço da Laranja II” de Nicolas Behr.
Para dar mais impacto a coleção, junta-se ao grupo o poeta-desinger Luis Eduardo Resende, o Resa, que está lançando um catálogo de poemas visuais, o “Miserere Nobis”.
Todos os livros foram produzidos pela produtora Sinhá, sob a direção de Mônica Monteiro, com o apoio financeiro do FAC da Secretaria de Cultura do DF.

AÇÃO NAS ESCOLAS
Como se sete livros com poemas de todos os estilos não bastasse para cobrir de “significâncias” essa terrível seca de Brasília, e para dar maior impacto cultural ao histórico lançamento, o grupo OIPoema tomou a iniciativa de adotar escolas públicas de áreas carentes do DF como contrapartida do apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Afinal, poesia começa e se desenvolve na escola. É lá que começam a ser formados os futuros leitores pois sem leitores não há escritores nem poetas. Durante duas semanas os poetas do OIPoema visitaram escolas de áreas carentes, doaram livros, fizeram recitais e breves conferências para as crianças “A leitura cria a fantasia para a criança, além de ser também uma forte ação social e ajudar no combate ao avanço do crack entre os nossos jovens”, afirma o poeta Luis Turiba, coordenador da coleção.
Baseados nesse princípio, os “Ois” poetas, que trabalham sem nenhum patrocínio de empresas de telefonia celular, estão adotando seis diferentes escolas públicas em áreas carentes de Brasília.

DINAMIZANDO AS RELAÇÕES
A ideia nasceu como ação de contrapartida do projeto junto ao FAC e evoluiu quando o poeta Luis Turiba lançou no primeiro semestre deste ano o livro infantil “Luísa Lulusa, a atriz principal” e passou a visitar escolas fazendo recitais.
“É uma sensação maravilhosa recitar versos para a criançada. Fui as escolas com Luísa, minha musa inspiradora que está com 12 anos, e nos deliciamos”, afirma Turiba.
Visitar e adotar escolas, aliás, já é um costume antigo do poeta Nicolas Behr. Ele adotou há anos uma paupérrima no Vale do Paranã, cidade de Posses, Goiás, a 350 quilômetros de Brasília. Todo ano visita a escola e leva livros, computadores, material escolar, além de roupas, sapatos, brinquedos. No ano passado, Behr convidou o poeta-diplomata Francisco Alvim para acompanhá-lo. “Foi uma aventura inesquecível”, confirma Chico.
Assim, os poetas do OIPoema desejavam fazer algo a mais do que doar livros para o FAC, que normalmente ficam engavetados lá na secretaria de Cultura.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Revelando São Paulo - Dança da Catira

Público do Revelando São Paulo vai aprender a dançar catira


Essa e outras danças regionais serão apresentadas nesta quinta-feira (16)


Conheça a catira, o fandango e o cururu com o Revelando São Paulo

Nesta quinta-feira (16), a programação do Revelando São Paulo dará destaque para a catira. Antigamente chamada de “cateretê”, a catira é uma dança vinda das culturas indígena, africana, portuguesa e espanhola, introduzidas pelos jesuítas e bastante difundidas nos séculos XVII e XVIII, no ciclo do tropeirismo. Ainda hoje, em algumas regiões do Brasil como o Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a tradição da catira continua bem viva.

Às 10h00, começam as apresentações dos grupos de catira das cidades de Hortolândia, Lagoinha, Guarani D´Oeste, Itapira, Monteiro Lobato, Paulo de Faria, Piracaia, santa Fé do Sul, São bento do Sapucaí e São José dos Campos.

Às 14h00, acontece o XII Encontro de São Gonçalo, com manifestações religiosas e culturais. Logo em seguida, às 16h30, começa o V Encontro Fandango, outro gênero de dança. Às 18h00, o público acompanha o II Encontro Cururu, dança folclórica apresentada por quatro cidades do interior paulista.

A programação musical tem sua última atração do dia a partir das 20h00, com a apresentação da Orquestra de Viola Caipira de Pedra Bela.

A programação permanente também estará disponível à população. É o caso do artesanato, com exposição e comercialização de produtos artesanais de tradição paulista; culinária, com preparo e consumo de iguarias da culinária paulista tradicional, em 80 espaços diferentes; realejo, com seus pássaros que trazem a “sorte” de cada pessoa; a imagem peregrina de Nossa Senhora da Aparecida, que está em exposição no salão do Parque.

O evento é realizado pelo Governo do estado de São Paulo, com o apoio da Subprefeitura de Vila Maria/Vila Guilherme e da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.

Serviço:

XIV Revelando São Paulo
Data: 10 a 19 de setembro
Horário: das 09h00 às 22h00
Local: Parque Vila Guilherme/Trote e Mart Center
Endereço: Avenida Nadir Dias de Figueiredo s/n – Vila Guilherme
Estacionamento no local - PAGO

Entrada franca

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

DENUNCIA! Massacre de Indios Guarani Kaiowá em Mato Grosso! Não feche os olhos!

Estas fotos foram tiradas por um fotógrafo que não pode se identificar pois corre risco de morte. Se trata de um genocidio que está acontecendo no Brasil, não devemos fechar os olhos para esta gente que está sofrendo todo tipo de discriminação e violencia. As crianças morrem de desnutrição e os adultos, por não vislumbrar saídas acabam se entregando à bebida ou se suicidam. A mortandade infantil é altíssima e os assassinatos também. Os meios de comunicação se negam a divulgar isto, uma mafia que não tem medo de assassinar quem for questionar ou até tentar ajudar esta pobre gente. O objetivo é transformar as reservas em plantação de soja e criação de gado e isso já está acontecendo!!!


Tem uma foto de um índio morto a pauladas no rosto, indios jovens que se suicidam vítimas da depressão e o alcoolismo e crianças mortas de desnutrição. As aldeias são incendiadas para forçar os índios abandonar a terra...Vejam os desenhos das crianças, em todas as imagens aparece gente sendo assassinada pois essa é a realidade destes pequenos filhos esquecidos do Brasil!

Segundo o fotógrafo que nos encaminhou estas fotos a única possibilidade para estos índios é a interferencia de alguma instituição de peso ESTRANGEIRA de direitos humanos pois a MAFIA que está exterminando estes índios está infiltrada em várias instancias do poder e são poucos os que tem coragem de fazer alguma coisa pois estes mafiosos ameaçam e matam mesmo!
 

 

 

 

 

 


Contato comigo:
Natalia Forcat
NaT / Estúdio de Ilustração e Soluções Visuais

http://fotolog.terra.com.br/nat_forcat:81
Fones: (11)5594-5857 e 7167-0868 / São Paulo-Brasil
Por favor, comente e repasse, queremos que isto chegue às mãos de alguma pessoa que possa ajudar!!!!

sábado, 11 de setembro de 2010

MIOLO DE POTE EM CANTIGAS E VERSOS

Nesta segunda, dia lindo da semana , energias revigoradas no Terraço Shopping - projeto Viva sua Segunda-Feira ,

voltamos com o espetáculo MIOLO DE POTE EM CANTIGAS E VERSOS.

Circulando desde 2006 pelo Brasil, o espetáculo se fortalece com a presença dos músicos que compõe a cena e propõe uma viagem pela poética tecidA com fragmentos do livro Miolo de Pote da Cacimba de Beber.

O Espetáculo MIOLO DE POTE EM CANTIGAS E VERSOS é construído de Poemas e cantigas da poeta maranhense Lília Diniz, que tem seu trabalho inspirado nos poetas populares e no cancioneiro popular.

Rimas, cantigas, alegria, denúncia, amor e um clima de festa, de terreiro varrido, com cheiro de terra, água, mato e fulô. A poética transporta o público ao interior maranhense, ao cenário das lavadeiras do Rio Tocantins, aos baques do machado das quebradeiras de coco babaçu e à poética dura e bela do sertanejo brasileiro.


QUANDO: 13 de setembro de 2010 – SEGUNDA
AONDE: Terraço Shopping - AOS 2/8 lote 05 Área Octogonal Sul – Brasília-DF
HORAS: 19:30h

FICHA TÉCNICA
INTERPRETAÇÃO, POEMAS E CANTIGAS: Lília Diniz
MÚSICOS: Máximo Mansur, Dadá Nunes e Murilo.
VOZES: Lúcia Maranhão e Thábata Lorena
LUZ: Miltinho Alves
CENOTÉCNICA: Roupa de Ensaio
FIGURINOS: Vanusa Babaçu e Roupa de Ensaio
DIREÇÃO MUSICAL: Máximo Mansur
DURAÇÃO: 90’

RESENTEI COM LIVROS
MIOLO DE POTE R$ 20,00(vinte reais) –

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A FOME DE MARINA

Por José Ribamar Bessa Freire*
Há pouco, Caetano Veloso descartou do seu horizonte eleitoral o presidente Lula da Silva, justificando: "Lula é analfabeto". Por isso, o cantor baiano aderiu à candidatura da senadora Marina da Silva, que tem diploma universitário.

Agora, vem a roqueira Rita Lee dizendo que nem assim vota em Marina para presidente, "porque ela tem cara de quem está com fome".

Os Silva não têm saída: se correr o Caetano pega, se ficar a Rita come. Tais declarações são espantosas, porque foram feitas não por pistoleiros truculentos, mas por dois artistas refinados, sensíveis e contestadores, cujas músicas nos embalam e nos ajudam a compreender a aventura da existência humana. Num país dominado durante cinco séculos por bacharéis cevados, roliços e enxundiosos, eles naturalizaram o canudo de papel e a banha como requisitos indispensáveis ao exercício de governar, para o qual os Silva, por serem iletrados e subnutridos, estariam despreparados. Caetano Veloso e Rita Lee foram levianos, deselegantes e preconceituosos. Ofenderam o povo brasileiro, que abriga, afinal, uma multidão de silvas famélicos e desescolarizados. De um lado, reforçam a idéia burra e cartorial de que o saber só existe se for sacramentado pela escola e que tal saber é condição sine qua non para o exercício do poder. De outro, pecam querendo nos fazer acreditar que quem está com fome carece de qualidades para o exercício da representação política. A rainha do rock, debochada, irreverente e crítica, a quem todos admiramos, dessa vez pisou na bola. Feio. "Venenosa! Êh êh êh êh êh!/ Erva venenosa, êh êh êh êh êh!/ É pior do que cobra cascavel/ O seu veneno é cruel.../ Deus do céu!/ Como ela é maldosa!".

Nenhum dos dois - nem Caetano, nem Rita - têm tutano para entender esse Brasil profundo que os silvas representam. A senadora Marina da Silva tem mesmo cara de quem está com fome? Ou se trata de um preconceito da roqueira, que só vê desnutrição ali onde nós vemos uma beleza frágil e sofrida de Frida Kahlo, com seu cabelo amarrado em um coque, seus vestidos longos e seu inevitável xale? Talvez Rita Lee tenha razão em ver fome na cara de Marina, mas se trata de uma fome plural, cuja geografia precisa ser delineada. Se for fome, é fome de quê?

O mapa da fome

A primeira fome de Marina é, efetivamente, fome de comida, fome que roeu sua infância de menina seringueira, quando comeu a macaxeira que o capiroto ralou. Traz em seu rosto as marcas da pobreza, de uma fome crônica que nasceu com ela na colocação de Breu Velho, dentro do Seringal Bagaço, no Acre. Órfã da mãe ainda menina, acordava de madrugada, andava quilômetros para cortar seringa, fazia roça, remava, carregava água, pescava e até caçava. Três de seus irmãos não aguentaram e acabaram aumentando o alto índice de mortalidade infantil.

Com seus 53 quilos atuais, a segunda fome de Marina é dos alimentos que, mesmo agora, com salário de senadora, não pode usufruir: carne vermelha, frutos do mar, lactose, condimentos e uma longa lista de uma rigorosa dieta prescrita pelos médicos, em razão de doenças contraídas quando cortava seringa no meio da floresta. Aos seis anos, ela teve o sangue contaminado por mercúrio. Contraiu cinco malárias, três hepatites e uma leishmaniose.

A fome de conhecimentos é a terceira fome de Marina. Não havia escolas no seringal. Ela adquiriu os saberes da floresta através da experiência e do mundo mágico da oralidade. Quando contraiu hepatite, aos 16 anos, foi para a cidade em busca de tratamento médico e aí mitigou o apetite por novos saberes nas aulas do Mobral e no curso de Educação Integrada, onde aprendeu a ler e escrever. Fez os supletivos de 1º e 2º graus e depois o vestibular para o Curso de História da Universidade Federal do Acre, trabalhando como empregada doméstica, lavando roupa, cozinhando, faxinando.

Fome e sede de justiça: essa é sua quarta fome. Para saciá-la, militou nas Comunidades Eclesiais de Base, na associação de moradores de seu bairro, no movimento estudantil e sindical. Junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre e depois ajudou a construir o PT. Exerceu dois mandatos de vereadora em Rio Branco, quando devolveu o dinheiro das mordomias legais, mas escandalosas, forçando os demais vereadores a fazerem o mesmo. Elegeu-se deputada estadual e depois senadora, também por dois mandatos, defendendo os índios, os trabalhadores rurais e os povos da floresta. Quem viveu da floresta, não quer que a floresta morra. A cidadania ambiental faz parte da sua quinta fome.

Ministra do Meio Ambiente, ela criou o Serviço Florestal Brasileiro e o Fundo de Desenvolvimento para gerir as florestas e estimular o manejo florestal. Combateu, através do Ibama, as atividades predatórias. Reduziu, em três anos, o desmatamento da Amazônia de 57%, com a apreensão de um milhão de metros cúbicos de madeira, prisão de mais 700 criminosos ambientais, desmonte de mais de 1,5 mil empresas ilegais e inibição de 37 mil propriedades de grilagem.

Tudo vira bosta

Esse é o retrato das fomes de Marina da Silva que - na voz de Rita Lee - a descredencia para o exercício da presidência da República porque, no frigir dos ovos, "o ovo frito, o caviar e o cozido/ a buchada e o cabrito/ o cinzento e o colorido/ a ditadura e o oprimido/ o prometido e não cumprido/ e o programa do partido: tudo vira bosta".

Lendo a declaração da roqueira, é o caso de devolver-lhe a letra de outra música - 'Se Manca' - dizendo a ela: "Nem sou Lacan/ pra te botar no divã/ e ouvir sua merda/ Se manca, neném!/ Gente mala a gente trata com desdém/ Se manca, neném/ Não vem se achando bacana/ você é babaca".

Rita Lee é babaca? Claro que não, mas certamente cometeu uma babaquice. Numa de suas músicas - 'Você vem' - ela faz autocrítica antecipada, confessando: "Não entendo de política/ Juro que o Brasil não é mais chanchada/ Você vem... e faz piada". Como ela é mutante, esperamos que faça um gesto grandioso, um pedido de desculpas dirigido ao povo brasileiro, cantando: "Desculpe o auê/ Eu não queria magoar você".

A mesma bala do preconceito disparada contra Marina atingiu também a ministra Dilma Rousseff, em quem Rita Lee também não vota porque, "ela tem cara de professora de matemática e mete medo". Ah, Rita Lee conseguiu o milagre de tornar a ministra Dilma menos antipática!

Não usaria essa imagem, se tivesse aprendido elevar uma fração a uma potência, em Manaus, com a professora Mercedes Ponce de Leão, tão fofinha, ou com a nega Nathércia Menezes, tão altaneira.

Deixa ver se eu entendi direito: Marina não serve porque tem cara de fome. Dilma, porque mete mais medo que um exército de logaritmos, catetos, hipotenusas, senos e co-senos. Serra, todos nós sabemos, tem cara de vampiro.

Sobra quem?

Se for para votar em quem tem cara de quem comeu (e gostou), vamos ressuscitar, então, Paulo Salim Maluf ou Collor de Mello, que exalam saúde por todos os dentes. Ou o Sarney, suntuoso, com sua cara de ratazana bigoduda. Por que não chamar o José Roberto Arruda, dono de um apetite voraz e de cuecões multi-bolsos? Como diriam os franceses, "il pète de santé".

O banqueiro Daniel Dantas, bem escanhoado e já desalgemado, tem cara de quem se alimenta bem. Essa é a elite bem nutrida do Brasil...

Rita Lee não se enganou: Marina tem a cara de fome do Brasil, mas isso não é motivo para deixar de votar nela, porque essa é também a cara da resistência, da luta da inteligência contra a brutalidade, do milagre da sobrevivência, o que lhe dá autoridade e a credencia para o exercício de liderança em nosso país.

Marina Silva, a cara da fome? Esse é um argumento convincente para votar nela. Se eu tinha alguma dúvida, Rita Lee me convenceu definitivamente.

(*) Professor, coordena o Programa de
Estudos dos Povos Indígenas (UERJ)e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)

Orquestra de Violeiros Dom Divino

10ª Encontro de Violeiros de Brazlândia

Brasil Caipira Show
Apresenta

Zé Mulato & Cassiano
Cacique e Pajé
Kleuton & Karen
e Artistas locais

Dia 10 de Setembro 2010
20 Horas
Praça da Administração

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ideias Criativas para 20 de Novembro 2010 (Fundação Cultural Palmares)

Já estão abertas as inscrições para o Edital de Ideias Criativas para 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra. Com recursos de R$ 500 mil, o edital, promovido pela Fundação Cultural Palmares, chega à segunda edição conclamando, mais uma vez, a comunidade afro-brasileira a celebrar o Dia da Consciência Negra de maneira... criativa! As inscrições poderão ser feitas até o próximo dia 16 de setembro e deverão ser enviadas somente por meio dos Correios.

O Ideias Criativas premiará um total de 15 projetos em todas as regiões do País. O objetivo é apoiar ações inovadoras, que valorizem ainda mais a cultura afro-brasileira. "A concepção de que o 20 de novembro é o dia de fazer a diferença vem se consagrando no meio cultural afro-brasileiro. O exemplo vem de nossos ancestrais africanos aportados no Brasil, que, por mais de três séculos, elaboraram formas criativas para resistir à desumana escravidão e manter suas tradições", explica Elísio Lopes, diretor da Palmares.
Estão aptos a concorrer ao edital produtores, professores, agentes culturais que trabalham com a cultura afro-brasileira e entidades privadas sem fins lucrativos, de natureza cultural ou não, com experiência comprovada em ações culturais afro-brasileiras e que preencham todos os requisitos exigidos. Os projetos podem ser elaborados como intervenção urbana, atividade sócio-educativa, seminário, palestra, evento cultural, cultura popular, debate ou qualquer outra forma de expressão, contanto que a idéia seja inovadora.

Para cada região brasileira serão selecionados dois projetos na categoria Individual, que receberão até R$ 20 mil, cada; e um na categoria Entidade, com um prêmio de até R$ 60 mil. O Edital de Ideias Criativas busca estimular novas formas de celebrar o 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra), apoiando projetos desenvolvidos a partir de uma concepção inovadora, que comporte criatividade e excelência artística, alinhamento de conteúdo à questão afro-brasileira, e, claro, qualidade técnica.

Dúvidas e informações referentes a este edital poderão ser esclarecidas e/ou obtidas na Fundação Cultural Palmares, por meio do endereço eletrônico: edital20denovembro2010@palmares.gov.br.
Fonte: Palmares

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Flautas sagradas dos Baniwa voltam a ser ouvidas no Alto Rio Negro

A intolerância religiosa de missionários evangélicos mal esclarecidos fez calar a tradição ancestral de um povo tradicional amazônico. Mas a resiliência ecocultural se manifestou e depois de tanto tempo o som das flautas e as danças tradicionais voltaram a reviver esse mesmo povo.


Talvez a antropologia explique uma certa facilidade para a música de raiz entre as gentes da grande área ecocultural circum-caribe de tronco aruaque.
(comentário nosso)

Escola Pamáali, danças tradicionais Baniwa voltam a acontecer depois de muitos anos de silêncio.
Formatura de alunos de ensino fundamental na Escola Pamáali (foto: Plinio M).

Tradicionalmente, as flautas e instrumentos são guardadas em igarapés, lá podem ficar quanto tempo for necessário, quando são retirados para as festas o som continua sendo o mesmo, muitas vezes melhor do que antes. Deixar os instrumentos na água é uma forma certa de preservar e manter as flautas em plenas condições de serem usadas.

Antes da chegada dos missionários evangelicos na região, os Baniwa realizavam suas festas de comemorações e rituais que eram realizadas em certos períodos. Depois da chegada deles, a forma de viver nas comunidades mudou também. Houve uma conversão em massa da população. Depois de alguns anos, outros preferiram voltar a viver como viviam antes, outros preferiram seguir a nova crença. Muitos velhos deixaram de passar o rico conhecimento de danças e muito conhecimento tradicional que possuiam. As flautas foram guardadas, o conhecimento guardado e demorou muito tempo para que voltasse a soar. A região ficou em silencio por um bom tempo, embora em algumas comunidades ainda estivessem acontecendo, mas, o trecho do médio ficou em silencio.

Quando em 2004, as flautas voltaram a soar na região, na primeira formatura de ensino fundamental da escola Pamáali. Dezessete jovens, e ao redor mais de 300 pessoas assistindo aquilo que há tempo os olhos não viam. Alguns velhos ficaram emocionados ao ver e ouvir o som das flautas. Quanto tempo demorou para tirarem as flautas das águas. Depois, em outras formaturas continuaram as apresentações. Hoje, na região é comum ver danças tradicionais em eventos e recpções.

Demorou, mas, é muito bom saber que os velhos não deixaram o conhecimento e as danças desaparecerem, apenas guardaram elas nos igarapés, porque sabiam que algum dia eles iriam usá-las.

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