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sábado, 13 de abril de 2013

MMA e Serviço Florestal Brasileiro oferecem assistência técnica para associações e cooperativas que produzam produtos não madeireiros

O Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) e o Fundo Clima, geridos respectivamente pelo Serviço Florestal Brasileiro e pelo Ministério do Meio Ambiente, abriram em conjunto uma chamada de projetos para o Cerrado. A iniciativa apoiará empreendimentos liderados por comunidades que trabalhem com produtos não madeireiros desse bioma. O prazo para os interessados se candidatarem vai até 26 de maio.

Será oferecida assistência técnica de até 600 horas em gestão de empreendimentos comunitários, manejo de pequi, buriti, baru, mangaba e coquinho-azedo, e também sobre beneficiamento e acesso a mercados. Podem participar associações e cooperativas localizadas no Distrito Federal, Goiás e no norte e no noroeste de Minas Gerais.

Segundo o gerente de Capacitação e Fomento do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), João Paulo Sotero, essas regiões "têm forte produção de produtos do Cerrado e demanda crescente de consumo, por isso foram priorizadas". Posteriormente, outras chamadas poderão ser elaboradas contemplando outras regiões do bioma.

A gerente substituta de Florestas Comunitárias do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Sandra Afonso, explica que a iniciativa foi motivada pelo fato de a produção não madeireira no Cerrado se mostrar uma importante estratégia de conservação do bioma e de desenvolvimento para comunidades locais. Em muitos casos, porém, os grupos comunitários apresentam dificuldades para planejar suas atividades.

“Esperamos contribuir para uma gestão comunitária que valorize o ativo florestal e fortaleça a sustentabilidade das ações de desenvolvimento regional, uma vez que organizações bem geridas terão melhores condições de continuar ou ampliar as atividades desenvolvidas junto à floresta”, afirma.

A classificação dos projetos levará em conta seis critérios, entre eles, a localização do empreendimento em área do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado (PPCerrado), a quantidade de produtos florestais comercializados, produzidos ou beneficiados, e o percentual de mulheres entre os membros da organização comunitária.

O coordenador do FNDF, Fábio Chicuta, destaca que a forma de operação do FNDF é diferenciada e que não envolve repasse de recursos. Desta forma, a chamada de projetos visa conhecer a demanda pela assistência técnica e selecionar os projetos. “Em seguida, o SFB abre licitações públicas para selecionar instituições especializadas para prestar tais serviços”, diz.

No conjunto de chamadas lançadas pelo FNDF e pelo Fundo Clima para Amazônia em Cerrado serão aplicados, em 2013, R$ 2 milhões.

Veja os detalhes da chamada aqui.
Fonte: MMA ASCOM/SFB
Foto: Paulo de Araújo/MMA

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sexta-feira, 9 de março de 2012

Livro de fotografias marca 50 anos do Parque Nacional de Brasília

Represa Santa Maria
João Paulo Barbosa
Com o apoio do MMA e do ICMBio, o Parque Nacional de Brasília ganha um presente pelos seus 50 anos: um belo livro com 100 fotografias, impresso em alta qualidade numa das maiores gráficas da América Latina. Com patrocínio da Petrobras, o projeto, pensado pelo fotógrafo João Paulo Barbosa, contou com a curadoria da fotógrafa Usha Velasco e foi realizado pelo estúdio Boibumbá Design, que assinou o projeto gráfico.
A obra reúne fotos históricas da construção das piscinas da Água Mineral e fotos atuais da sua fauna e flora, dos pesquisadores e dos frequentadores do Parque. Textos de especialistas e pesquisadores completam o livro. O ex-Secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, Braulio Dias, assina texto sobre as políticas de meio ambiente.
"O livro representa um sonho que vivia dentro de mim há 20 anos", conta João Paulo, brasiliense que fotografou 60 parques em 20 países. Além das belas fotografias, de autoria de João Paulo, Henry Macario e Olivier Boëls, a publicação traz uma reflexão sobre a importância da conservação do Cerrado.
Esse bioma, onde vivem 50% das espécies de aves e 40% dos vertebrados terrestres do Brasil, é constantemente ameaçado de extinção por monoculturas e pela urbanização. Hoje, apenas 20% do Cerrado está preservado, sendo que 1,8% encontra-se nos limites do Parque Nacional de Brasília. O ICMBio, órgão federal vinculado ao MMA, é responsável pela gestão do Parque Nacional de Brasília e de mais 309 Unidades de Conservação espalhadas por todo o País.
O lançamento do livro foi antecedido por uma exposição no Museu da República, que ficou em cartaz de novembro a dezembro de 2011. Durante a noite de autógrafos desta quinta-feira (08/03) será apresentado o video realizado por Cícero Fraga, com trilha sonora original de Luiz Olivieri. O video retrata de forma poética o fotógrafo João Paulo em ação, comentando o trabalho desenvolvido durante os últimos dois anos dentro do Parque.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente

quinta-feira, 18 de março de 2010

CONHECENDO O SANTUÁRIO DOS PAJÉS

Nas Rotas dos Pajés: os Andarilhos da Luz
A comunidade indígena do Santuário dos Pajés se estabeleceu com a construção da nova capital do Brasil em 1958, quando os primeiros Tapuya-Fulni-Ô vieram como mão-de-obra-indígena trabalhar como operários da construção civil.
Durante os períodos de descanso dos trabalhos nos canteiros de obra os pioneiros índios candangos iam para as matas de cerrado rezar e manifestar suas crenças e ritos religiosos. Assim, nesse ponto sagrado onde se localiza a atual área da Terra Indígena Santuário dos Pajés revelado pela espiritualidade ancestral tapuya, se levantou a tribo do Cerrado de Brasília.
Hoje somos uma pequena comunidade tribal tradicional (Tapuya/Fulni-ô, Guajajara, Korubo-nômades, Tupinambá) que habita o território do Santuário Sagrado dos Pajés, Terra Indígena, na única área de cerrado preservado no Plano Piloto de Brasília de aproximadamente 55 hectares que tem a missão espiritual e moral de zelar, cuidar e proteger a tradição e a cultura indígenas, e a mãe terra.
A ASSOCIAÇAO CULTURAL POVOS INDÍGENAS (ACPI)
A Associação Cultural Povos Indígenas (ACPI) da Comunidade indígena é responsável em promover a proteção e a divulgação desse Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Planalto Central e de Brasília para as futuras gerações, promovendo o intercâmbio cultural, o respeito à diversidade étnica e cultural, reescrevendo a história do Brasil no caminho do respeito à diferença e da tolerância.

E também reescrevendo a história de Brasília no caminho do reconhecimento da presença histórica das etnias indígenas no seu espaço (antes, durante e depois da construção de Brasília), valorizando a diversidade cultural que faz de fato Brasília a capital de todos os brasileiros.
PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL
O Santuário dos Pajés é um importante ponto de memória e da história indígena do Planalto Central brasileiro e de Brasília, além de ser considerado não apenas pela comunidade do Santuário dos Pajés, mas por índios de outras etnias como ponto sagrado e cósmico de grande força espiritual.

O Planalto Central de Brasília está situado na área ancestral tapuya (índios do tronco lingüístico Macro-Gê) e área histórica das rotas de fuga indígenas de acordo com as histórias de nossos anciãos.

Hoje, o Santuário dos Pajés além da abrigar a tradição, os costumes e a cultura da comunidade tapuya se tornou um ponto de referência cultural de várias etnias indígenas através do intercambio cultural entre os conhecimentos tradicionais indígenas.

PATRIMÔNIO AMBIENTAL DO BIOMA DO CERRADO: Uma reserva da vida para as futuras gerações...

A Terra Indígena Santuário Sagrado dos Pajés está situada na reserva do bioma do cerrado onde se mantem por muito tempo a tradição ancestral dos pajés: o conhecimento dos poderes terapêuticos das plantas medicinais.

A medicina da terra vem por séculos acompanhando nossos anciãos, que ensinam a reconexão com a energia vital da criação, o que permite encontrar a saúde como um estado de felicidade, plenitude, vigor e alegria espiritual. Para esse fim a comunidade do Santuário desenvolveu também o Herbário dos Pajés, acúmulo de esforços na valorização e recuperação da ciência ancestral, onde se procuram reunir as principais plantas e remédios utilizados pelas etnias indígenas do Brasil.

Isto tem como conseqüência a conservação e a proteção do cerrado que possui uma considerável diversidade de espécies as quais preservamos através da recuperação do bioma pelo reflorestamento, cultivando mudas de remédios e alimentos silvestres e estocando no banco de sementes espécies nativas do cerrado assim como de outros biomas trocadas com diferentes pajés do Brasil.

PROJETO “Nas Rotas dos Pajés: os Andarilhos da Luz”
Desde o início da década de 90, grupos de estudantes, crianças, pesquisadores de Brasília, das cidades Satélites do Distrito Federal e de várias partes do Brasil visitam a Terra Indígena do Santuário dos Pajés interessados em conhecer a tradição cultural indígena que se desenvolveu em função da peregrinação ao centro espiritual e ao meio ambiente onde este se desenvolve.
Hoje a visitação está renovada pelo projeto “Nas rotas dos Pajés” da Associação Cultural Povos Indígenas (ACPI) do Santuário Sagrado dos Pajés que promove a educação intercultural entre sociedades de saberes diversos e o ensino dos saberes ancestrais indígenas, uma oportunidade única para as crianças e os jovens viajarem ao vivo e a cores pelas rotas ainda vivas e resistentes da tradição indígena do nosso querido Planalto Central Tapuya bem no coração do Plano Piloto de Brasília.
O projeto "Nas rotas dos Pajés" está voltado especialmente às instituições de ensino conforme a Lei 11.465 de 10 de março de 2008 que prevê a inclusão obrigatória no currículo oficial o estudo da História e da Cultura Indígenas, visa através de uma visitação orientada e planejada no interior da própria Terra Indígena Santuário dos Pajés, num ambiente de intercambio cultural que propicia uma vivência única de tolerância humanista entre as culturas e etnias que compõem o Brasil, o respeito às diferenças e a valorização do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental dos povos indígenas do Brasil, fornecendo algumas das ferramentas necessárias para uma maior compreensão da organização sócio-cultural indígena, de suas formas tradicionais de manejo dos recursos naturais, da história indígena regional e, sobretudo, da importância de se reconhecer que a preservação do meio ambiente natural é conseqüência da cultura e cosmovisão indígenas, resultado de um modo de ser e de um modo de vida com profundos valores éticos, espirituais e morais.

Visitações de segunda à sábado (manhã e tarde)
Mais Informações:
www.santuariodospajes.blogspot.com
Tel.: 8183 3980 (Awamirim) - Associação Cultural Povos Indígenas
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Serra das Confusões no Piauí será o maior parque do bioma Caatinga Importante sitio histórico e ecológico terá área ampliada com incorporação da Serra Vermelha. Acordo entre o MMA/ICMBio e o governo do estado foi fechado em Brasília

Numa das paisagens mais deslumbrantes do Piauí, o Parque Nacional da Serra das Confusões se tornará, a partir de março, a maior unidade de conservação da Caatinga ao incorporar aos seus quase 5,5 mil hectares parte da área da Serra Vermelha. Situado ao sul do estado em um bioma de transição com o Cerrado, o Parque preserva, ainda, sítios históricos de valor inestimável, além de ser um importante destino turístico do Nordeste.

Um acordo entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Governo do Piauí, que vinha sendo costurado desde 2008, foi fechado nesta quarta-feira (10/2) entre o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o governador do Piauí, Wellington Dias, em reunião no MMA com o presidente do ICMBio, Rômulo Mendes.
Com isso, as áreas de maior altitude da Serra Vermelha passam a integrar a área protegida, e a agropecuária poderá explorar as áreas mais baixas. O decreto ampliando o Parque deverá ser assinado no início de março pelo presidente Lula.
O entendimento prevê, ainda, a incorporação da reserva legal de 20% das propriedades, como é previsto pelo Código Florestal para o bioma Caatinga, pelo Parque. A medida é destinada a atender aos produtores que atuam no entorno daquela Unidade de Conservação e assegurar uma área maior para a produção.
O memorial descritivo da área está em fase de conclusão pelo ICMBio. Documento que servirá para definir, além do território a ser incorporado ao parque, a Área de Preservação Permanente (APP) para os pequenos, médios e grandes produtores da região. O Instituto já identificou a área de concentração prioritária para a produção na região de Novo Horizontina. A estimativa inicial é ampliar o Parque Serra das Confusões em 270 mil hectares, número que depende da conclusão do memorial.
Peixe Boi - Na reunião também foi discutida a criação no Piauí de um Refúgio da Vida Silvestre, na região litorânea de Cajueiro da Praia, no estuário do Rio Timona. A expectativa é que o Governo aproveite que 2010 foi declarado pela ONU como "Ano Internacional da Biodiversidade" para anunciar a medida. Pesquisadores identificaram a área como o único ponto no País onde o peixe boi marinho - uma das espécies brasileira mais ameaçadas de extinção - consegue se reproduzir naturalmente.
Segundo Rômulo Melo, os entendimentos são no sentido de compatibilizar as atividades turísticas à necessidade de conservação do peixe boi marinho. "Estamos discutindo com o Governo do Estado a possibilidade de ajustarmos os limites propostos originalmente, de forma a ampliarmos a conservação e ainda ser viabilizado o turismo, no que diz respeito à indústria hoteleira", disse.
Clima - Durante o encontro, o governador do Piauí ainda entregou ao ministro documento com sugestões de medidas preventivas para o semiárido que possam ser especificadas no decreto de regulamentação do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, que está em elaboração por vários ministérios, sob a coordenação da Casa Civil, desde que foi sancionado pelo presidente Lula em dezembro do ano passado.
Entre as ações sugeridas estão a proteção da fertilidade do solo, projetos de microbacias, mudanças do sistema de produção agrícola, planos de prevenção de erosão em períodos de cheias após longas estiagem, e outras iniciativas. "É mais barato impedir a degradação do que recuperar, sem contar o que se perde de qualidade de vida para a população e para a produção agrícola", realçou o ministro Minc.
Fonte: ASCOM

sábado, 12 de setembro de 2009

Dia do Cerrado
Manifestantes pedem a parlamentares aprovação da PEC do Cerrado Para marcar o Dia do Cerrado, comemorado nesta sexta-feira (11), integrantes do Movimento Rede Cerrado realizaram manifestação no Congresso Nacional, pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 115/95, que transforma o bioma em patrimônio nacional, a exemplo do que já acontece com a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica.

Os manifestantes foram recebidos pela senadora Fátima Cleide (PT-RO) e pelos deputados Eduardo Gomes (PSDB-TO) e Rômulo Gouveia (PSDB-PB), que assumiram o compromisso de lutar pela aprovação da proposição. O substitutivo à PEC em exame na Câmara inclui a Caatinga na mesma condição de patrimônio do país.

Participaram da manifestação no Congresso cerca de 30 índios de oito etnias, do movimento Mobilização dos Povos Indígenas dos Cerrados (Mopic). Eles realizaram um ritual esportivo - "a corrida das toras" - com dois troncos de palmeira, com o objetivo de simbolizar a luta pela preservação do bioma cerrado. Ao final, as toras foram deixadas no Salão Negro. Agrupados, os manifestantes também formaram as palavras "SOS Cerrado", no gramado em frente ao Congresso.

Desde o dia 9, cerca de 1,3 mil integrantes de nove estados, representando vários movimentos pela preservação do Cerrado, participam, em Brasília, no Memorial dos Povos Indígenas, do 6º Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. O encerramento do evento acontecerá no dia 13.
Fonte: Denise Costa / Agência Senado

Área de Preservação Ideológica!!!

Bem vindos a Área de Preservação Ideológica!
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