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quinta-feira, 24 de maio de 2012

TV Brasil exibe programa especial sobre quilombos

Quilombos
Programa foi até a Bahia, Maranhão e Rio Grande do Sul para mostrar a luta e a resistência dessas comunidades

A força de quem luta por seus direitos
Na semana em que se comemora o Dia Internacional da África, o Caminhos da Reportagem resgata a história e mostra a realidade dos Quilombos do país. A equipe do programa percorreu a Bahia, o Maranhão e o Rio Grande do Sul para mostrar como vivem esses brasileiros e como eles preservam suas culturas e tradições.
O programa visitou comunidades rurais e urbanas, pesqueiras e artesãs, para saber quais são os seus sonhos e desafios. Também mostra o resultado do isolamento geográfico e cultural a que essas pessoas estiveram submetidas por dezenas de anos.

No Nordeste, região com maior número de Quilombos do país, encontram-se comunidades favelizadas dominadas pelo tráfico de drogas e que agora dão sinais de recuperação. Do Município de Cachoeira, na Bahia, vem o exemplo pioneiro do quilombo Caonge, que, através de um conselho de lideranças organizado, aumentou a renda das comunidades locais com o cultivo de mariscos, apicultura e artesanato.

Em Alcântara, no Maranhão, as lembranças dos tempos da escravidão estão nas ruínas, no pelourinho e nas inúmeras comunidades quilombolas que vivem na região. Ali, a luta pela terra e pelo reconhecimento do território envolve fazendeiros, grileiros e até o projeto da base espacial brasileira. Na fronteira sul do Brasil, o programa mostra como vaqueiros mesclam tradições gaúchas e africanas.

Reportagem: Big Richard
Imagens: Fábio Damasceno/ Gilberto Osmundo
Luz e áudio: Luciano Gomes/ Gilberto Osmundo
Produção: Patricia Araujo/ Joab Estrela/ Ely Coelho/ Big Richard
Edição de Texto: Cintia Vargas
Edição de Imagens: Tyrone Alencar e Hugo Carmelo

Fonte: TV Brasil

quinta-feira, 11 de março de 2010

Salve os elefantes: DIGA NÃO AO MARFIM

Este fim de semana (13 de março), dois governos africanos vão tentar enfraquecer a proibição mundial do comércio de marfim -- essa decisão pode acabar com toda a população de elefantes e colocar estes animais mais próximos da extinção.
A Tanzania e a Zâmbia estão fazendo lobby junto à ONU para conseguirem exceções à proibição. Se isto acontecer, os traficantes de marfim verão que a proteção mundial está enfraquecida e que a temporada de caça está aberta. Outros países africanos são contra o fim desta lei e estão propondo uma extensão dela por mais 20 anos.

Nossa melhor chance de salvar os últimos elefantes do continente africano é apoiando os conservacionistas da África. Nós só temos mais 5 dias até a reunião do Grupo de Espécies em Extinção da ONU, eles só se reunem a cada 3 anos. Clique abaixo para assinar a petição urgente pela proteção dos elefantes e encaminhe por e-mail para que possamos entregar milhares de assinaturas na reunião:
Há mais de 20 anos, a Convenção do Comércio a Espécies em Extinção (CITES) estabeleceu uma proibição mundial ao comércio de marfim. A caça ilegal para fins comerciais foi abolida e os preços do marfim subiram. O pouco policiamento e a vontade de reverter esta lei por países como a Tanzania e a Zâmbia, fizeram com que o comércio ilegal desse material se tornasse lucrativo .

Mesmo com a proibição mundial, mais de 30.000 elefantes são mortos todo ano e seus dentes arrancados com machados e motoserras por caçadores ilegais. Caso a Tanzania e a Zâmbia consigam reverter esta lei, a situação vai ficar ainda pior.
Nós temos uma chance única esta semana, podendo prorrogar a proibição e reprimir a caça ilegal, antes que se percam ainda mais elefantes -- assine a petição agora e encaminhe esta mensagem para todos que você conhece:
Clique aqui para assinar: 
http://www.avaaz.org/po/no_more_bloody_ivory/?vl
Em diferentes culturas do mundo e através da nossa história, elefantes são revereciados por religiões e despertam o nosso imaginário com personagens como Babar e Dumbo. No entanto, atualmente, esta lindas e inteligentes criaturas estão sendo aniquiladas. Enquanto houver demanda por marfim, a caça ilegal para fins comercias continuará a existir. Nós podemos proteger estes animais e acabar com os lucros desta indústria criminosa -- Assine a petição agora:

JARINA O marfim-vegetal, é uma alternativa prática, pois se parece com o de origem animal, é extremamente duro, permite bastante polimento e absorve bem os corantes. O marfim vegetal e o animal são tão parecidos que os artesãos em geral deixam um pouco da casca marrom nos seus produtos para provar que não usaram marfim de elefante – proibido em todo o mundo.
O marfim-vegetal não é uma descoberta recente. Já em 1750, o frei sul-americano Juan de Santa Gertrudis mencionou-o em suas crônicas, comparando as sementes a "bolas de mármore" usadas para entalhar estatuetas. No início dos anos 1900, o Equador, principal fonte do marfim-vegetal, exportava milhares de toneladas de sementes todo ano, principalmente para a produção de botões. Depois da Segunda Guerra Mundial, o surgimento de plásticos novos e baratos praticamente acabou com o comércio de marfim-vegetal.
Veja mais!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

ODISSEIA de Walter Zand no espaço Joaquim Chissano na Mediateca do BCI O artista plástico moçambicano Walter Zand apresenta a sua terceira exposição individual no espaço Joaquim Chissano, na Mediateca do BCI de 16 a 27 de Fevereiro. A mostra com titulo ODISSEIA será composta por cerca de 30 obras nas modalidades de pintura, cerâmica, desenho e instalação.
Na exposição Odisseia, o artista explora visualmente manifestações pertencentes ao universo da literatura visual e dos ritmos das cores da cultura moçambicana, de África e do mundo em geral, fazendo uma releitura permanente das tradições do dia-a-dia.
Para as criações do Odisseia o artista tem como suporte principal, dentre vários nomes, pensamentos de artistas como Fela Kuti (Nigéria) Ricardo Rangel, Malangatana, Mia Couto, José Craverinha (Moçambique)
Nesta terceira exposição individual, o artista pretende mais uma vez apresentar as diversas formas de aprendizagens tidas durante a pesquisa de 2 anos nas cidade de Maputo (Moçambique) – Cidade do Cabo (África do Sul) e a sua busca permanente em técnicas e pensamentos novos na abordagem dos seus trabalhos.
Não querendo pintar apenas para si, Walter Zand apresenta Odisseia para um brinde com os apreciadores das artes e não só.

ODISSEIA
A natureza é a única “culpada” pela existência da Odisseia que hoje presenciamos, pois ela colabora com Walter Zand na concretização dos seus projectos. Afinal a vida é um projecto de sonho! É necessário perceber que a Odisseia, aqui apresentada, não é a do Walter Zand, mas do Messias do mundo dos mortos e dos vivos que ele representa pois, a vida é um eterno retorno.
O Odisseia não é um desabafo, mais sim "fragmentos" de um espelho manifestados em cada um de nós e expressos sob forma de alegria nas mãos de Walter Zand. Como cada Homem possui uma musa, Walter Zand transforma essa musa da literatura, da música, da dança (...) revelando-a nas artes plásticas.
A dialéctica com a natureza e o uso das habilidades, emanadas do Ser Supremo e reveladas pelo artista, “criam” o belo. O belo como manifestação interna da alma. O artista “grita” pela responsabilização social do Homem enquanto ser pensante e altruísta.
O Arco Íris das obras do Walter Zand convidam-nos a uma “terapia” de reintegração de nós mesmos.
Ah ! A génese da longa viagem, até esta paragem, começou quando o menino tinha 10 anos. Na altura, a avó havia lhe entregue dinheiro para comprar amendoim e, em contrapartida, carregado de sonhos “desviou” o valor a favor de algumas “bisnagas” de acrílico que marcaram o início da sua aventura artística.
A presente exposição, destaca os “becos” das zonas suburbanas revelando a outra imagem que em senso comum geralmente são conotados como espaços de maldição.

Para mais informações, queira por favor contactar Walter Zand: (+258) 82 27 98 34 ou pelo email : udufree2@yahoo.co.uk
Por: Ouri Pota Chapata Pacamutondo
(Jornalista e amante das artes plásticas)
Braga, 14 de Janeiro de 2010

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Campanha Fotográfica África em Nós

A campanha fotográfica África em Nós, criada pela secretaria de Estado da cultura de São Paulo convoca toda população paulista a participar através da fotografia, no que ela vê, sente e compreende sobre a presença e a herança africana no dia a dia.
O tema é a própria África, o continente mãe. Como perceber os sinais africanos? Quais os sinais perceptíveis em nossa cultura? Cada participante deve realizar sua foto mostrando como vê e sente esta África que existe perto de nós.
Visite o site da campanha www.africaemnos.com.br para ler o regulamento e participar. Fotógrafos amadores ou não podem mandar suas fotos até o dia 30 de Setembro participe.Setembro.
O curador responsável é o fotógrafo renomado Walter Firmo e a organização é pela Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Quénia e Moçambique: Diferenças e Semelhanças

Por: Nelson Livingston(Moçambique)

Numa entrevista transmitida pela TVM(Televisão de Moçambique) para balanço dos seus três anos de governação, chamado a comentar a situação de violência pôs-eleitoral que se vive no Quénia, o presidente moçambicano Armando Emílio Guebuza disse que “os quenianos não foram capazes de ler os sinais”. Na simplicidade do meu entender, o presidente “disse” ou quis dizer, que já haviam indicações(claras ou não) da possibilidade de eclosão de violência, já haviam, pairando no ar, indícios de conflitos étnicos que infelizmente e por razões a analisar com cuidado, os quenianos (povo e governantes) não foram capazes de “ler” ou quem sabe até não quiseram ler. Se os sinais que o PR, sem especificar referiu são os que penso ser, podemos estar a falar de tensões etno-políticas, falta de diálogo, insatisfação popular enfim, a criatividade aliada à exemplos de casos de violência em outros cantos do mundo podem nos fornecer muito mais. Se Gebuza estiver certo, como acho que em alguma percentagem está, me pergunto porque é que os quenianos (não quiseram)? Não foram capazes de “ler” os sinais de aviso? Será que acomodaram-se na estabilidade político-económica do seu país? No seu aparente pacifismo? Será que “sentados” sobre longos anos de sua história de paz harmonia e desenvolvimento diziam para si mesmos que “Quénia é diferente”?. Diferente do Ruanda, Burundi, Sudão(Darfur), Zimbabwe, etc, etc... Será? Será que o governo achava a oposição pacífica demais? Incapaz de violentamente reclamar fraude eleitoral? Será? Será que a unidade nacional era forte demais para dar lugar a violência étnica. Será? Aqui também a criatividade aliada à exemplos de casos de violência em outros cantos do mundo podem nos fornecer muito mais perguntas. Se Gebuza tivesse mencionados os sinais que ele achou que os quenianos não foram capazes de ler...

Não pude não comparar Quénia a Moçambique. Não pude não me perguntar se existem em Moçambique alguns “sinais”, não pude não me perguntar se estes “sinais” estão sendo lido e interpretados correctamente. Se está se fazendo algo para que amanhã não venha alguém de perto ou longe dizer como Gebuza disse dos quenianos, que os Moçambicanos não foram capazes de ler os sinais. Ou estamos dizendo para nós mesmos que “Moçambique é diferente”? Se realmente é diferente, alguém me ajuda a entender as diferenças? Se não, alguém me mostra as semelhanças, a mim e a quem acha que Moçambique é muito diferente.

Não quero para o meu país o que vejo no Quénia hoje e sei que como eu ninguém(Moçambicano ou não) quer. Mas não basta não querer. Há que “ler” os sinais. Há que tomar medidas. Há que mudar. Há que “pôr as barbas de molho enquanto que as do vizinho(Quénia) pegam fogo e ardem”.

Área de Preservação Ideológica!!!

Bem vindos a Área de Preservação Ideológica!
http://www.sitecurupira.com.br/