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domingo, 29 de abril de 2012

LIVRO “O SONHO CANDANGO - MEMÓRIA AFETIVA DOS ANOS 80” SERÁ LANÇADO NO DIA 02 DE MAIO


Obra reúne entrevistas feitas por Alexandre Ribondi e textos assinados por Cláudia Pereira e Romário Schettino e recupera histórias e vivências dos projetos realizados pela Candango Promoções Artísticas. Lançamento será no dia 2 de maio, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, às 19h.
O que pode acontecer no curto prazo de cinco anos? A julgar pela história da Candango Produções (1982-1986), muita coisa: produção executiva de seis curtas-metragens, quatro espetáculos teatrais, três mostras de cinema, o primeiro festival de bandas de rock da capital brasileira e criação e administração do primeiro teatro de bolso de Brasília, o Teatro da ABO. Um currículo invejável para empresas que atuam há décadas na área no Brasil. Agora, toda esta história poderá ser conhecida através do relato de quem participou pessoalmente dela. No próximo dia 2 de maio, a partir das 19h, no Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, será lançado o livro O SONHO CANDANGO - MEMÓRIA AFETIVA DOS ANOS 80, que promove uma volta no tempo para recuperar personagens, passagens, pensamentos.
O SONHO CANDANGO - MEMÓRIA AFETIVA DOS ANOS 80 nasceu da iniciativa da antropóloga e diretora de criação Cláudia Pereira, uma das sócias da Candango Promoções, que confessa ter sentido saudade da época em que "tudo era feito com a cara e coragem de uma geração que, tendo nascido nos anos 50, carregava na bagagem o sonho de liberdade dos anos 1960 e os horrores da repressão política que se alastrou pelos anos 1970". Foi a partir desta nostalgia que Cláudia chamou seus dois ex-sócios, o jornalista Romário Schettino e o produtor Cleber Loureiro, e convocou o jornalista Alexandre Ribondi para participarem de uma empreitada: escavar os arquivos da produtora e trazer à luz uma história que é feita de determinação e de muita arte. O resultado é uma obra que terá tiragem inicial de 1.000 exemplares e que poderá ser referencial para o estudo da produção cultural em Brasília.
Ao longo do livro desfilam textos assinados pela própria Cláudia Pereira, por Romário Schettino e Alexandre Ribondi. O ator, diretor, dramaturgo e jornalista Ribondi também assina uma série de entrevistas com figuras que marcaram o período e mantiveram alguma relação com os projetos realizados pela Candango Produções. São conversas divertidas, soltas, confessionais com os diretores de teatro Hugo Rodas, B. de Paiva, Guilherme Reis, Humberto Pedrancini, Dimer Monteiro, Fernando Villar, Nielson Menão, com os atores Chico Sant'Anna (responsável também pela pesquisa de imagem do livro), Marcos Bagno e Gê Martu, as atrizes Iara Pietricovsky e Carmem Moretzsohn, o fotógrafo Jacques Cheuiche, os cineastas Zuleica Porto, Armando Lacerda, Sérgio Bazi e João Lanari, o roqueiro Phillipe Seabra, a punkeca (as meninas da turma punk) Patrícia Miranda, o jornalista Irlam Rocha Lima, o ator e diretor João Antonio e a arte-educadora Maria Duarte. Um grupo diverso e representativo do que se produziu na década de 80, em termos de teatro, cinema, música e produção cultural em Brasília.
Além de livro, SONHO CANDANGO é um projeto que vai agregar blog, programa de rádio e de televisão. A partir do dia 24 de abril, o blog com trechos do livro já estará no ar. Em breve também o projeto poderá ser acessado pelo rádio e, no segundo semestre, SONHO CANDANGO ganhará as telas da televisão, com apresentação do jornalista Alexandre Ribondi. Para o lançamento, está sendo preparada uma verdadeira festa, com a presença de vários dos entrevistados. "Será uma noite de letras e performances", avisa Cláudia Pereira, com ambientação assinada pelo artista plástico Ralph Gehre e iluminação de Dalton Camargos.
PARA LEMBRAR E RESGATAR
O SONHO CANDANGO - MEMÓRIA AFETIVA DOS ANOS 80 é dividido em capítulos que respeitam as áreas de atuação da produtora: teatro, cinema, música. Afinal, a Candango Produções foi responsável por algumas das obras artísticas mais emblemáticas do período. Em teatro, por exemplo, foram produzidos os espetáculos Crêpe Suzette, o Beijo da Grapette, com Alexandre Ribondi e Marcos Bagno, Rapazes da Banda, direção de Dimer Monteiro, Besame Mucho, de Hugo Rodas, e também a coordenação em Brasília de Poleiro dos Anjos, de Buza Ferraz. O Teatro da ABO ainda acolheu a antológica encenação de Pedro e o Lobo, de Guilherme Reis, que marcou a despedida do ator Aluísio Batata dos palcos (ele viria a falecer pouco tempo depois).
Em cinema, as produções da Candango se confundem com a própria história do cinema brasiliense. A produtora assina Cruviana, de José Acioli, Taguatinga em Pé de Guerra, de Armando Lacerda, Guerra Santa na Avenida, de Miguel Freire, Brasília, de Antônio Carlos Fontoura, Mínima Cidade, de João Lanari, e Brasiliários, de Zuleica Porto e Sérgio Bazi, premiado em vários festivais. A Candango ainda produziu duas edições da memorável mostra Curta Brasília e coordenou a Mostra do Filme Angolano.
E na área musical, a Candango fez história ao acolher a Semana do Rock de Brasília, o primeiro festival de bandas de rock da cidade, numa época em que o gênero ainda sofria muito preconceito. Ainda hoje, o evento é citado pelos músicos como divisor de águas. Passaram pelo palco do Teatro da ABO Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial... "Todo mundo participou daquela Semana. Quem não era músico, ajudava montando equipamento, vendendo camiseta. Tinha até uns picaretas que montaram barraca de vinho aguado", conta Phillippe Seabra, revelando que o release foi feito por um roqueiro que também era jornalista nas horas vagas, Renato Russo.
O jornalista Alexandre Ribondi captou com precisão o clima de cada entrevista. É possível rir junto quando Hugo Rodas conta a queda do ator/diretor Fernando Villar, em cena de Besame Mucho - "Ele caiu mesmo, vestido de Marilyn Monroe" -, sentir um certo frisson com o relato de Patrícia Miranda sobre a rotina da Turma da Colina - "Todo mundo gritava. Éramos punks, afinal de contas, com os cintos cheios de pregos. A gente batia a cabeça nas coisas" - e se emocionar com o testemunho de Zuleica Porto sobre o filme Brasiliários - "Foram duas paixões: Clarice e Brasília (...) Ficamos encantados com o forte impacto que Brasília tinha causado nela. Era pura perplexidade e encanto". Um livro para degustação.
Nas páginas de O SONHO CANDANGO - MEMÓRIA AFETIVA DOS ANOS 80, o leitor vai descobrir uma Brasília criativa, inquieta, gregária. Uma cidade diferente, com gente diferente, numa época em que, como escreve Schettino, "a solidariedade, o companheirismo, a ética eram valores culturais elevados e cultivados. Era a cultura à flor da pele, pura emoção".
FICHA TÉCNICA
Concepção: Cláudia Pereira
Textos e entrevistas: Alexandre Ribondi
Pesquisa de imagem: Chico Sant'Anna
Consultoria: Romário Schettino
Programação visual: Isabela Rodrigues
Revisão: Denise Goulart
Realização: Gabinete C
SERVIÇO:
Lançamento: 2 de maio de 2012.
Local: Foyer da Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro
Horário: 19h
Entrada Franca


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

COLEÇÃO "OIPoema" FINALMENTE CHEGA AO PÚBLICO

POETAS LANÇAM SETE LIVROS NUM GRANDE ENCONTRO LITERÁRIO E CULTURAL

LANÇAMENTO SERÁ NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, DIA 28 A PARTIR DAS 18 HORAS (6 DA TARDE), NO HISTÓRICO ESPAÇO CULTURAL "RENATO RUSSO", NA 508 SUL
Demorou quase dois anos a gestação e realização da coleção OIPoema, que chega ao público na próxima semana. São seis poetas de palavra - Amneres, Angélica Torres Lima, Bic Prado, Cristiane Sobral, Luis Turiba e Nicolas Behr.
Os livros são “Luzidianas”, de Angélica Torres Lima; “Não vou mais lavar os pratos”, de Cristiane Sobral, “Poemas de um livro verde”, de Bic Prado; “Diário da Poesia em Combustão", de Amneres; “Meiaoito” de Luis Turiba; e “Bagaço da Laranja II” de Nicolas Behr.
Para dar mais impacto a coleção, junta-se ao grupo o poeta-desinger Luis Eduardo Resende, o Resa, que está lançando um catálogo de poemas visuais, o “Miserere Nobis”.
Todos os livros foram produzidos pela produtora Sinhá, sob a direção de Mônica Monteiro, com o apoio financeiro do FAC da Secretaria de Cultura do DF.

AÇÃO NAS ESCOLAS
Como se sete livros com poemas de todos os estilos não bastasse para cobrir de “significâncias” essa terrível seca de Brasília, e para dar maior impacto cultural ao histórico lançamento, o grupo OIPoema tomou a iniciativa de adotar escolas públicas de áreas carentes do DF como contrapartida do apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Afinal, poesia começa e se desenvolve na escola. É lá que começam a ser formados os futuros leitores pois sem leitores não há escritores nem poetas. Durante duas semanas os poetas do OIPoema visitaram escolas de áreas carentes, doaram livros, fizeram recitais e breves conferências para as crianças “A leitura cria a fantasia para a criança, além de ser também uma forte ação social e ajudar no combate ao avanço do crack entre os nossos jovens”, afirma o poeta Luis Turiba, coordenador da coleção.
Baseados nesse princípio, os “Ois” poetas, que trabalham sem nenhum patrocínio de empresas de telefonia celular, estão adotando seis diferentes escolas públicas em áreas carentes de Brasília.

DINAMIZANDO AS RELAÇÕES
A ideia nasceu como ação de contrapartida do projeto junto ao FAC e evoluiu quando o poeta Luis Turiba lançou no primeiro semestre deste ano o livro infantil “Luísa Lulusa, a atriz principal” e passou a visitar escolas fazendo recitais.
“É uma sensação maravilhosa recitar versos para a criançada. Fui as escolas com Luísa, minha musa inspiradora que está com 12 anos, e nos deliciamos”, afirma Turiba.
Visitar e adotar escolas, aliás, já é um costume antigo do poeta Nicolas Behr. Ele adotou há anos uma paupérrima no Vale do Paranã, cidade de Posses, Goiás, a 350 quilômetros de Brasília. Todo ano visita a escola e leva livros, computadores, material escolar, além de roupas, sapatos, brinquedos. No ano passado, Behr convidou o poeta-diplomata Francisco Alvim para acompanhá-lo. “Foi uma aventura inesquecível”, confirma Chico.
Assim, os poetas do OIPoema desejavam fazer algo a mais do que doar livros para o FAC, que normalmente ficam engavetados lá na secretaria de Cultura.

terça-feira, 16 de março de 2010

Dicionário Libras

Edusp lança dicionário de linguagem de sinais

A Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) lançou na semana passada uma edição atualizada e ampliada de seu dicionário da linguagem brasileira de sinais (Libras), utilizada por deficientes visuais.
Chamada de Novo Deit-Libras: Dicionário Enciclopédico ilustrado trilíngue da Língua de Sinais Brasileira (Libras) baseado em linguística e neurociências cognitivas, a obra traz 14 mil verbetes em português, 9.828 sinais de Libras e 56 mil verbetes em inglês.
O dicionário foi organizado pelo professor Fernando César Capovilla, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, em parceria com as pesquisadoras Walkiria Duarte Rafael, também do IP-USP, e Aline Cristina Lofrese Maurício, do centro universitário Unisant’anna.
O trabalho contou com mais de 200 colaboradores e é resultado de mais de 20 anos para ser concluído. Contribuíram mestrandos, doutorandos, ilustradores de sinais e de significado e revisores, além de deficientes auditivos.
Durante o lançamento, Capovilla ressaltou a contribuição à cultura, à educação e à cidadania que a publicação deverá trazer. “Agora, uma população de cerca de 6 milhões de surdos e deficientes auditivos deixará definitivamente de ficar à margem da educação e cultura, mas poderá enriquecer a educação e a cultura brasileiras como um todo com seu idioma próprio e sua cultura própria”, disse.
A primeira versão, lançada em 2001 e intitulada Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue (Deit) da Língua de Sinais Brasileira (Libras), contou com a participação de informantes surdos da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), entidade que revisou e chancelou o trabalho. Antes dessa publicação, havia apenas pequenos manuais elaborados por entidades e profissionais que trabalhavam com surdos.
A obra de 2001 ainda contou com uma apresentação do neurologista norte-americano Oliver Sacks e ganhou em 2002 o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e também foi laureado pela Universidade Gallaudet, dos Estados Unidos.
A nova edição começou a ser elaborada em 2006 a fim de englobar os novos sinais que a Libras havia absorvido.
Capovilla prepara agora um Tratado de Educação de Surdos e um Compêndio de Avaliação do Surdo e o seu grupo de trabalho deve elaborar a Nova Enciclopédia da Língua de Sinais Brasileira, que também deverá contar com uma versão eletrônica. Todas essas publicações deverão ter o selo da Edusp.

Título: Novo Deit-Libras: Dicionário Enciclopédico Ilustrado Trilíngue da Língua de Sinais Brasileira (Libras) baseado em Linguística e Neurociências Cognitivas (2 vols. Edusp, 2010).
Autores: Fernando César Capovilla, Walkiria Duarte Raphael e Aline Cristina L. Mauricio.
Preço: R$ 220.
Vendas: (11) 3091-4156
Fonte: Agência FAPESP

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Coleção Letra da Cidade 2009
O lançamento da Coleção Letra da Cidade 2009 reúne três livros ilustrados com xilogravuras do grupo XiloCeasa e impressos artesanalmente pela tipografia do Ateliê Acaia
Para esta edição, os autores convidados foram Arnaldo Antunes & Zaba Moreau (“Animais”), Fabricio Corsaletti (“Exclamações para César Vallejo”), além dos próprios alunos do Acaia (“Fronteiras”)

O lançamento será no dia 7 de dezembro, segunda-feira, na Galeria Estação, e são apenas 125 exemplares de cada
livro

No Ateliê Acaia, Arnaldo Antunes e jovens integrantes do XiloCeasa


Reunindo três livros ilustrados com xilogravuras do XiloCesasa - grupo de 17 adolescentes, alunos do Ateliê Acaia e moradores de duas favelas e um conjunto habitacional no entorno do CEAGESP – e editados artesanalmente pela Tipografia Acaia, a coleção Letra da Cidade 2009 será lançada no dia 7 de dezembro, segunda-feira, a partir das 19h, na Galeria Estação.

Para esta nova edição, cujos livros foram impressos com tipos móveis em tiragens limitadas de 125 exemplares cada, os autores convidados pelo Acaia foram Arnaldo Antunes & Zaba Moreau, que escreveram “Animais”, Fabricio Corsaletti, autor de “Exclamações para César Vallejo”, além dos próprios alunos do Acaia, que produziram “Fronteiras”.

Com patrocínio do Programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura, e coordenados por Dênis Araújo, um dos integrantes mais antigos do XiloCeasa, os estudantes do Acaia desenvolveram o projeto H.P.I. (História, Poesia e Imagem), que recolheu depoimentos da migração para São Paulo das frequentadoras do grupo de costura e bordado do Ateliê Acaia, as “Artesãs da Linha Nove”. Transformadas em poesias impressas em tipografia e ilustradas com xilogravuras do grupo, as histórias deram origem ao terceiro livro da coleção de 2009.


Livro “Animais”, ilustrado pelo XiloCeasa, com texto de Arnaldo Antunes e Zaba Moreau

Lançamento da coleção Letra da Cidade 2009
Data: 07 de dezembro, segunda-feira - Horário: a partir das 19h
Local: Galeria Estação
Endereço: R. Ferreira Araújo, 625, Pinheiros – Telefone: (11) 3813-7253
Realização/ Patrocínio:

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Lançamento: Diário de um Transplante Ósseo

Brasília A jornalista Larissa Jansen, foi submetida a um transplante ósseo com prótese de quadril em 2006, pelo Sistema Único de Saúde, SUS. Ela que teve diagnóstico de artrite reumatóide juvenil, doença que atinge crianças de 0 a 16 anos, causando deformidades, conta sua experiência no livro Diário de um Transplante Ósseo
Foto: Elza Fiúza/ABr
Fonte:Agência Brasil
Veja mais lançamentos!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lançamento
Escolas & Hospício - ensaio sobre a educação e a construção da loucura
Do professor Antônio da Costa Neto, pela Editora Kelps e Leart distribuidora.
abertura da exposição de pinturas do autor.
Data: 04 de sentembro de 2009
Horário: 19:30h
Local: restaurante Olhos d'Lua em Olhos D'Água Alexânia - GO

Área de Preservação Ideológica!!!

Bem vindos a Área de Preservação Ideológica!
http://www.sitecurupira.com.br/