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quinta-feira, 21 de junho de 2012

I Semana de Cultura, Cidadania e Ecologia dos Povos Tradicionais de Terreiros – Por uma Cultura Viva sem Fronteiras

A Rede Nacional de Cultura Ambiental Afro-brasileira promove a I Semana de Cultura, Cidadania e Ecologia dos Povos Tradicionais de Terreiros. O encontro que tem por objetivo promover justiça social e ambiental será realizado durante a Rio + 20, na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, até o dia 23 de junho, no Rio de Janeiro.
A Cúpula dos Povos tem por objetivo alertar o planeta sobre os riscos sinalizados no processo da Rio+20, questionando os limites de compreensão dos líderes políticos e o posicionamento do sistema capitalista acerca das crises que precisam ser enfrentadas neste século XXI.
Comunidades tradicionais, povos de terreiros, povos indígenas, griôs, quilombolas, pontos de cultura, agentes e ativistas culturais se organizam para aproveitar esse espaço de convergência e aglutinação de um amplo Movimento Social da Cultura que se organiza através de diversas redes culturais nacionais e internacionais.
Compreendendo a importância da cultura para pensarmos um novo modelo de envolvimento sustentável de maneira profunda, estrutural e orgânica, o encontro será um espaço aberto para vivenciar, visibilizar, celebrar, apresentar caminhos, trocar saberes, fazeres e tecnologias, intensificar diálogos e propor soluções simples, viáveis e eficientes – muitas das quais são praticadas há séculos pelas comunidades tradicionais – oferecendo assim, conhecimentos e práticas reais para a construção de uma sociedade global baseada na justiça social e no equilíbrio ambiental.
Terreiros Digitais – Durante toda a Cúpula, comunidades de terreiro receberão informações via internet, com o objetivo de propor para a dinamização e o empoderamento dos participantes no debate e disseminação da cultura digital através da ancestralidade. Acompanhe pela Rádio Stream Mojubá, Laroie, Exu! Conexão Oyá Togun, sempre às 18 horas.
Candomblé e Direitos Humanos, Espaço Xangô – Direito Sagrado, Ouvidoria de crimes contra cultura e religião são alguns dos temas tratados pela programação que transmite amplexos radiofônicos emitidos por Terreiros de todo o Brasil.
Programação da I Semana de Cultura:
20 de junho – quarta
9h30 – Roda de Acolhimento de Cultura Tradicional dos Povos de Terreiros
10h – Mobilização Global
Mãe Beata de Yemanjá e Wole Soiynka – Mestres de Cerimônias das Culturas Tradicionais
14h – Marcha Mundial dos Povos (Candelária)
18h – Programação Cultural
Show Barravento
Grupo Cultural O Som das Comunidades: Entra na Roda
21 de junho – quinta
9h30 – Roda de acolhimento Cultura Tradicional dos Povos de Terreiros e povos das Florestas
10h – Dinamicas Glocais – Cultura, Cidade, território e modelos de desenvolvimento
Camilo Bogotá – subdirector de Prácticas Culturales – Secretaría Distrital de Cultura, Recreación y Deporte de Bogotá
Edwin Cubillos – Gestor de Cultura Viva Comunitaria – Secretaría Distrital de Cultura, Recreación y Deporte de Bogotá
Hamilton Faria – Instituto Pólis (SP)
Atílio Alencar – Casa FDE PoA
12h – Intervenção teatral: Centro de Teatro do Oprimido: Direito à Moradia
12h30- Oficina Percussão da Maré
15h – Roda de Conversa – Artes Públicas e Direito à Cidade
Amir Hadad – Teatrólogo e Diretor do Grupo Tá Na Rua
Reimont Ottoni – Vereador e Presidente da Frente Parlamentar de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro
Giuseppe Cocco – Universidade Nômade/ UFRJ
Zeca Ligiéro- NEPAA/ UNIRIO
Programação Artística:
18h – Tá na Rua ” Santo Antônio de Lisboa e a Sereia do Mar”
20h30 – Up with people
22 de junho – sexta
Kao, Xango!
9h30 – Roda de acolhimento Cultura Tradicional dos Povos de Terreiros e povos das Florestas
10h às 12h -Dança Palco Pequeno – Iara Cassano
13h – Almoço
15h – Assembleia Cultural dos Povos – Direitos Culturais – Cultura como Bem Comum
23 de junho – sábado
14h – Reunião da Rede Nacional de Cultura Ambiental Afro-brasileira
Encaminhamentos, finalização de sistematização dos documentos
20h – Festa de Xango
Fonte: Pontão de Cultura Guaicuru
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

21 de janeiro, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa
Marchas e debates comemoram dia da intolerância religiosa em todo o Brasil
Apesar da Constituição Federal garantir a liberdade religiosa a todo cidadão brasileiro, atos de intolerância religiosa são constantes no Brasil, sejam em ataques a terreiros de religiões de matriz africana, em agressões físicas de seus adeptos ou ainda na destruição de símbolos que representem suas tradições. A proteção do Estado às manifestações das culturas populares afroreligiosas, dos índios e de outros grupos que fazem parte do processo de civilização do Brasil está longe de ser uma realidade.
Nesta quinta-feira, 21, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa - grupos afroreligiosos em todo o país se unem pelo fim da discriminação e da intolerância religiosa por parte de outros grupos religiosos ou não e para dar visibilidade aos saberes e tradições dos espaços sagrados e ancestrais da cultura afrobrasileira.
Diversos casos de intolerância religiosa motivaram a criação da Lei 11.635, que estabelece a data assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 27 de dezembro de 2007.
Neste dia, vivenciadores e simpatizantes de religiões de matriz africana de todo o Brasil, artistas, intelectuais e representantes de várias crenças saem às ruas em marchas, participam de fóruns, debates, programações culturais, entre outras, como forma de enfrentamento ao preconceito e de estimular a sociedade a valorizar a diversidade religiosa.
"A essência das religiões de matriz africana é o culto à natureza, seus elementos, sua sabedoria. Cada orixá representa um elemento da natureza - fogo, água, terra e ar. Infelizmente, por falta de conhecimento de muitas pessoas há a intolerância religiosa. O sincretismo religioso, que teve que ser adotado pelos africanos que não podiam manifestar sua fé, fez uma associação errada dos orixás, como por exemplo associar Exu ao Diabo e não existe o culto ao diabo nas religiões de matriz africana", explica o Diretor de Proteção ao Patrimônio Afrobrasileiro, Maurício Reis.
Intolerância em Brasília
Em 2007, a intolerância religiosa destruiu as esculturas dos orixás afrobrasileiros que adornavam a Praça dos Orixás, na Prainha, em Brasília. Todas as 16 estátuas inauguradas em 2000 foram depredadas. Cinco foram arrancadas dos pedestais de concreto ­- Nanã, Xangô, Oxalá, Oxóssi e Iemanjá, esta última foi decapitada e incendiada. As de Exu, Ibeiji e Iansã) foram entortadas e tombadas.
A Praça dos Orixás, com recursos da Palmares, foi reinaugurada no 31 de dezembro último, poucas horas antes da tradicional festa de réveillon realizada no local, com as dezesseis novas esculturas representando deuses africanos. Completamente restauradas, as obras são de autoria do escultor baiano Tatti Moreno.
Um pouco de história
Desde a colonização quando os negros foram trazidos da África como mão-de-obra escrava para o Brasil, que seus valores, cultura, religião, suas heranças africanas foram 'arrancados'. A orientação oficial da igreja que justificava a escravidão naquela época era de que os negros não tinham alma e nem religião, portanto, podiam ser desrespeitados e escravizados. Assim, o negro teve que abrir mão de tudo que acreditava para enfrentar uma realidade de perseguição.
A primeira reação dos negros contra a intolerância religiosa foi uma estratégia de resistência conhecida como sincretismo religioso, ou seja, o africano escondeu a prática de seus valores religiosos por meio da prática da religião do seu dominador, só assim podia cultuar seus orixás, os comparando aos santos cultuados pelos portugueses. Surgindo aí o candomblé e a umbanda no Brasil como forma de resistência dos cultos afros, que continuaram sendo historicamente perseguidos e só obtiveram direitos adquiridos, assim como outras manifestações religiosas no Brasil, a partir da Constituição de 1988.
Fonte: Fundação Palmares

Área de Preservação Ideológica!!!

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