segunda-feira, 24 de novembro de 2008

1º Festival da Cultura Popular de Imperatriz

“Saberes e Fazeres do Povo”
05 e 06 de Dezembro/08 – Centro de Ensino Médio Graça Aranha


Estamos dando largada para a Festa da Cultura Popular em Imperatriz e ficará muito mais bonita se você puder vir festejar com a gente. Enviamos em anexo mais informações e te esperamos ao som do lindô e da mangaba de D.Francisca, o forró de Mestre Felipão, os tambores do terreiro do Pai José, a lindeza de seu Escurinho do Samba, a cerâmica de Seu Constâncio, o sax poético de Seu Neném do Grajaú, os aboios de Seu Marcelino, o coco babaçu de Dona Graça, o entrançado de Seu Zé Ferreira, as redes de pesca de Seu Otacílio, as plantas que curam da Dona Ramalho e mais uma ruma de gente que você quiser chamar. Viva a Cultura do Povo Brasileiro!
ArTeIrOs Da CaSa Alexandre Almeida Ironilson Vasconcelos Lilia Diniz Marcelo CardosoTon Neves Xico Cruz
Imperatiz-MA é uma cidade ainda por ser desbravada, potencializada e conhecida por sua força cultural. Tem um acervo visual e de personagens ainda por serem explorados no campo artístico. A cidade tem uma população constituída por pessoas advindas do Brasil inteiro, principalmente dos interiores do nordeste. Economicamente é uma cidade importantíssima para o maranhão, pois além de contar com um grande setor agropecuarista é também “portal da Amazônia”, sendo cortada ao meio por uma das mais importantes rodovias do país.
Por essas e outras características a cidade é uma referência importante na região tocantina e abriga um acervo de valores culturais materiais e imateriais inimagináveis.
Mestres da cultura popular no anonimato, como por exemplo, Seu Constâncio, mestre da cerâmica; D.Francisca do Lindô – que resiste ao tempo ensinando crianças e adolescentes a dança do lindô e da mangaba; Mestre Felipão – sanfoneiro que reúne ao seu redor quase duas dezenas de outros forrozeiros tradicionais, Escurinho do Samba – compositor de samba de raíz, seu Marcelino vaqueiro aboiador, além de grupos para-folclóricos e outros mestres e mestras guardiões da cultura popular maranhense que habitam a miscigenada Imperatriz.

domingo, 16 de novembro de 2008

Balada feroz















Canta uma esperança desatinada para que enfureçam silenciosamente os cadáveres dos afogados Canta para que grasne sarcasticamente o corvo que tens pousado [sobre tua omoplata atlética Canta como um louco enquanto teus pés vão penetrando a massa sequiosa de lesmas Canta! para esse formoso pássaro azul que ainda uma vez sujaria sobre o teu êxtase. Arranca do mais fundo a tua pureza e lança-a sobre o corpo felpudo [das aranhas Ri dos touros selvagens carregando nos chifres virgens nuas para o [estupro nas montanhas Pula sobre o leito cru dos sádicos, dos histéricos, dos masturbados e [dança! Dança para a lua que está escorrendo lentamente pelo ventre das [menstruadas. Lança teu poema inocente sobre o rio venéreo engolindo as cidades Sobre os casebres onde os escorpiões se matam à visão dos amores [miseráveis Deita a tua alma sobre a podridão das latrinas e das fossas Por onde passou a miséria da condição dos escravos e dos gênios. Dança, ó desvairado! Dança pelos campos aos rinchos dolorosos das [éguas parindo Mergulha a algidez deste lago onde os nenúfares apodrecem e onde a água floresce em miasmas Fende o fundo viscoso e espreme com tuas fortes mãos a carne flácida [das medusas E com teu sorriso inexcedível surge como um deus amarelo da imunda [pomada. Amarra-te aos pés das garças e solta-as para que te levem E quando a decomposição dos campos de guerra te ferir as narinas, [lança-te sobre a cidade mortuária Cava a terra por entre as tumefações e se encontrares um velho [canhão soterrado, volta E vem atirar sobre as borboletas cintilando cores que comem as fezes [verdes das estradas. Salta como um fauno puro ou como um sapo de ouro por entre os raios [do sol frenético Faz rugir com o teu calão o eco dos vales e das montanhas Mija sobre o lugar dos mendigos nas escadarias sórdidas dos templos E escarra sobre todos os que se proclamarem miseráveis. Canta! canta demais! Nada há como o amor para matar a vida Amor que é bem o amor da inocência primeira! Canta! — o coração da donzela ficará queimando eternamente a cinza [morta Para o horror dos monges, dos cortesãos, das prostitutas e dos [pederastas. Transforma-te por um segundo num mosquito gigante e passeias de [noite sobre as grandes cidades Espalhando o terror por onde quer que pousem tuas antenas [impalpáveis. Suga aos cínicos o cinismo, aos covardes o medo, aos avaros o ouro E para que apodreçam como porcos, injeta-os de pureza! E com todo esse pus, faz um poema puro E deixa-o ir, armado cavaleiro, pela vida E ri e canta dos que pasmados o abrigarem E dos que por medo dele te derem em troca a mulher e o pão. Canta! canta, porque cantar é a missão do poeta E dança, porque dançar é o destino da pureza Faz para os cemitérios e para os lares o teu grande gesto obsceno Carne morta ou carne viva — toma! Agora falo eu que sou um!Vinicius de Moraes-- uma cuia de bêjosmaria lilia silva diniz 99-8116-9197 3525-2616










lilia.diniz@hotmail.com -


MSNFESTA DO COCO BABAÇU E OUTROS TRIERO

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Goiano é escolhido brasileiro imortal

O Popular


Baunilha mole, que será batizada como Vanilla bertrani Almiro Marcos Do Rio de Janeiro
O historiador goiano Paulo Bertran, morto em outubro de 2005, é um dos seis ganhadores do Prêmio Brasileiro Imortal, criado pela companhia siderúrgica Vale, antiga Vale do Rio Doce. Ele concorreu diretamente com outros dois nomes e foi escolhido por votação pela internet e vai dar nome a uma espécie nova de orquídea descoberta na Reserva Natural Vale, em Linhares (ES). A nova planta, mais conhecida como baunilha mole, por enquanto é chamada da Vanilla sp. nov. (de espécie nova) e deve ser batizada de Vanilla bertrani (o nome ainda será definido oficialmente) em homenagem ao goiano. Além de Paulo Bertran, escolhido pela região Centro-Oeste, os outros homenageados foram José Hamilton Ribeiro (nacional), Tom Jobim (Sudeste), Raquel de Queiroz (Nordeste), Zeneide Lima (Norte) e Miguel Krigsner (Sul). Todos eles têm trabalhos relacionados com o meio ambiente. Outra homenageada foi a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, morta recentemente. Concorrendo com o ambientalista Ezechias Paulo Heringer (criador do Parque de Águas Emendadas, em Brasília) e com o escritor Manoel de Barros (mais conhecido como o Poeta do Pantantal), o goiano recebeu a segunda maior votação proporcional do País, com 70% das indicações dos internautas. "Antes disso eles já tinha passado por uma intensa seleção com pessoas ligadas ao meio ambiente, que definiu os três finalistas", explica o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli. O filho de Paulo Bertran, o biólogo André Gustavo Bertran, de 21 anos, ficou surpreso quando o nome do pai foi anunciado como o vencedor. "A gente não esperava por isso. Foi como se eu estivesse recebendo um Oscar. É uma homenagem ímpar que serve também para trazer à discussão a ameaça que o Cerrado vem sofrendo", disse sorridente, enquanto era felicitado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Seu pai foi um bom homem", resumiu o tucano. André Bertran lembra que um dos sonhos do pai era que justamente o Cerrado fosse valorizado pela importância que possui. "A homenagem vai servir para manter vivo o trabalho que o meu pai desenvolveu ao longo da sua carreira acadêmica e das suas pesquisas de campo", comenta André, que é um dos três filhos do pesquisador. Maria Helena Bertran Chaibub, mãe de Paulo Bertran, também estava emocionada. "É muito justo pelo trabalho que o Paulo fez", resumiu. Como biólogo, André fica exultante com a premiação. "Imagina, vou poder estudar uma espécie que traz o nome do meu próprio pai. Mas é uma grande coisa!", afirma, acrescentando que pretende se especializar em biologia da conservação. A planta A planta que vai levar o nome de Paulo Bertran pertence à família das orquidáceas e foi descoberta pelo pesquisador Cláudio Nicoletti na Reserva Natural Vale, área de conservação de Mata Atlântica. A planta é trepadeira e pertence a um gênero que congrega cerca de 50 espécies, todas de zonas tropicais. O botânico a classifica como de difícil cultivo por ser uma trepadeira. As pesquisas feitas ainda não podem indicar se sua vagem teria o mesmo sabor apreciado da fava famosa da baunilha. A Vanilla bertrani normalmente tem sete centímetros de diâmetro e suas flores são grandes e de curta duração, podendo morrer 24 horas após terem nascido. Segundo o biólogo, a espécie tem como ambiente de vida o mato. As pétalas são verdes com labelo branco. As folhas são moles. É a única espécie de baunilha que tem estrutura na flor, ou seja, um local onde normalmente é guardado o néctar. As demais espécies descobertas recentemente na reserva são a antúrio mirim (Anthurium), que vai levar o nome de José Hamilton Ribeiro, bico branco (Machaerium), que vai levar o nome de Tom Jobim, antúrio quilhado (Anthurium), com nome de Zeneide Lima, antúrio verdão (Anthurium), que levará o nome de Raquel de Queiroz, cipó caldeira (Salacia), com o nome de Miguel Krigsner, e imbé feliz (Philodendron), que terá o nome de Ruth Cardoso. Além do batismo das espécies, os homenageados também estarão em selos lançados ontem pelos Correios. As imagens dos selos foram criadas pela ilustradora Dulce Nascimento. As ilustrações retratam as espécies e vêm com a indicação do nome dos homenageados. (O repórter viajou ao Rio de Janeiro a convite da Vale/Colaborou Rogério Borges)PERFILPaulo Bertran Wirth Chaibub Nasceu em Anápolis em 1948. Graduou-se em Economia e fez doutorado em História em Estrasburgo (França). Dedicou a maior parte da sua carreira ao estudo da formação do Centro-Oeste brasileiro, em especial de Goiás. Foi o responsável pela criação do termo eco-história. Foi professor da Universidades Federal de Goiás (UFG) e Universidade Católica de Goiás (UCG) e da Universidade de Brasília (UnB). Ele participou diretamente dos trabalhos que levaram ao reconhecimento da cidade de Goiás como Patrimônio da Humanidade e também do tombamento do conjunto art déco de Goiânia e do tombamento do conjunto arquitetônico de Cáceres (MT). Dentre suas obras constam: Formação Econômica de Goiás (1979), Memória de Niquelândia (1985), Uma Introdução à História Econômica do Centro-Oeste do Brasil (1988), História da Terra e do Homem no Planalto Central (1994), Notícia Geral da Capitania de Goiás (1997), História de Niquelândia (1998), Cerratenses - poesia (1998) e Cidade de Goiás (2002). Hipertenso e diabético, Paulo Bertran morreu precocemente em Goiânia aos 56 anos no dia 2 de outubro de 2005. Ele foi sepultado na cidade de Goiás. Nos últimos dias de vida, o escritor estava na antiga capital goiana fazendo uma das coisas que mais gostava: pesquisas sobre o Cerrado para novos trabalhos que preparava.

Mara Cristina Moscosomaramoscoso@gmail.comFórum de ONGs Ambientalistas do DFhttp://informe-ambiental.blogspot.com/

domingo, 2 de novembro de 2008

lixo eletrônico

Pilhas e baterias O boletim de serviço do Ministério do Meio Ambiente publicou dia 29/10 as duas Recomendações sobre pilhas e baterias aprovadas na 91ª Reunião Ordinária do Conama, realizada nos dias 10 e 11 de setembro. A Recomendação de nº 8 solicita ao Ministério da Fazenda isentar, ou reduzir a tributação que incide sobre a importação ou produção de pilhas de forma a incentivar o uso de pilhas recarregáveis em lugar das descartáveis.A de nº 9 pede que os órgãos do governo federal intensifiquem o controle e a fiscalização da importação e do comércio ilegal de pilhas e baterias que, segundo os fabricantes, respondem a 40% do mercado nacional. As duas recomendações seguirão aos destinatários ainda nesta data. Também foi aprovada na mesma reunião a resolução sobre pilhas que propõe o recolhimento por parte do comércio e dos fabricantes e importadores num prazo de dois anos. Essa resolução será publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União.

Projeto ilhas de impressão da CAIXA
Desde 2005, banco educa empregados para a economia de papel e cartuchos
A preocupação da Caixa Econômica Federal com o meio ambiente é um dos destaques da 6ª edição do programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, a ser realizada na quinta-feira (25), no Centro de Convenções Cadoro, em São Paulo. O projeto Ilhas de Impressão está entre os 30 cases selecionados pela comissão técnica para serem apresentados no evento.
A campanha da CAIXA, criada em março de 2005, abrange os 140 edifícios-sede e tem o objetivo de conscientizar o público interno para a economia dos recursos de impressão, especialmente papel, cartuchos de tonner e tinta. O Ilhas de Impressão concentra em locais específicos toda estrutura de impressão de forma centralizada para utilização dos empregados, prestadores e estagiários.
Com a implantação do modelo, o banco passou de uma média de uma impressora para atender cinco pessoas para uma impressora para 30 pessoas. E os resultados obtidos são significativos. Entre março de 2005 e novembro de 2006, houve uma economia de 56,7% dos gastos com os insumos de impressão.
A CAIXA reduziu também, em 59,37%, o parque de impressora – somente no prédio Matriz, em Brasília – e, por conseqüência, diminuiu o consumo e os resíduos sólidos (cartuchos, papel e componentes da máquina).
PROJETO AMPLIADO – Foi desenvolvido ainda o software de Gestão de Impressão, denominado Curupira, pela área de tecnologia da CAIXA, utilizando código aberto e executado sob o sistema operacional Linux, que permite o acompanhamento dos volumes de impressão e auxilia a gestão racional.
Em parceria ao projeto, o banco lançou a campanha Imprima Respeito à Natureza, visando promover a cultura do consumo consciente dos produtos de impressão.
ECOEFICIÊNCIA – O Ilhas de Impressão nasceu do programa de Racionalização de Gastos e Eliminação de Desperdícios (PROGED), desenvolvido em 2003, e que tem a ecoeficiência como uma de suas diretrizes.
6º BENCHMARKING – O programa Benchmarking Ambiental Brasileiro tem como objetivo principal selecionar e compartilhar o que há de melhor em conhecimento ambiental aplicado por empresas de diferentes segmentos de atuação, ONGs e governo nas várias esferas e regiões do país.
Esta edição teve 84 cases inscritos, sendo selecionados 30 “vencedores” – aqueles que comprovam a adoção de práticas que proporcionam benefícios ao meio ambiente e às comunidades, e competitividade à instituição. Portanto, exemplos a serem seguidos pela excelência de suas práticas. Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal

Você sabe o que acontece com o lixo eletrônico que você produz?

Por Eduardo Wagner


No mundo todo tal questão mal ganhou atenção, e o problema está apenas começando a ser quantificado, tanto em número de resíduos gerados como em quanto se gastará para se reciclar e destinar ambientalmente adequado estes resíduos descartados por nós.
Segundo estimativas, somente no Estados Unidos terão armazenados em 2009 cerca de 500 milhões de computadores obsoletos.
A Convenção de Basiléia, um acordo internacional que define a organização e o movimento transfronteiriço de resíduos sólidos e líquidos perigosos regulamenta o movimento destes resíduos entre países, estabelecendo obrigações e proibições às partes signatárias, para tentar controlar a entrada e saída de resíduos de modo a proteger países em desenvolvimento de se tornar grandes lixeiras de países desenvolvidos. O Brasil é signatário de tal convenção desde 93 e os EUA, maior gerador de resíduos eletrônicos do mundo não faz parte desta convenção, sendo que outros 170 países são signatários.
Com a redução do preço dos eletrônicos e melhoria das economias mundiais, a produção deste lixo eletrônico aumenta ano a ano. O que leva muitos países industrializados a exportar seus resíduos para países em desenvolvimento, pois é muito mais barato mandar para o terceiro mundo, do que arcar com as despesas de reciclagem e disposição final adequada. Muitas vezes essa transferência de resíduos eletrônicos para outros países vem disfarçada em ações de ajuda, com desculpas de levar tecnologia para países pobres, como por exemplo a atitude de vários países europeus, que mandam celulares recondicionados para países africanos a preços irrisórios para se desfazerem destes resíduos.
Parte do lixo eletrônico produzido no Brasil é processado por aqui mesmo, outra parte é mandada para países como a Bélgica, que possuem uma sólida indústria de reciclagem destes materiais, com reaproveitamento de quase todos compostos e ligas que constituem estes componentes eletrônicos.Mas apenas uma ínfima parte dos eletrônicos que são produzidos no mundo tem um destino pós-consumo adequado. Grande parte destes resíduos vão parar em países pobres e miseráveis, contribuindo para o péssimo nível de vida destas localidades ao incrementar os problemas ambientais e de saúde. Países como o Quênia, Nigéria e a China são alguns dos destinos costumazes destes produtos. O Quênia e Nigéria por serem países miseráveis que exercem pouco ou nenhum controle sobre esses resíduos. Já a China, onde apesar de ser banida a importação, sofre com a falta de controle e a corrupção, que acaba favorecendo a entrada.
A cidade de Guiyu, antes um pequeno vilarejo produtor de arroz localizado no sudeste da China, tornou-se a capital mundial do lixo eletrônico ao começar receber todo tipo de lixo eletrônico proveniente do ocidente.
A cidade hoje concentra cerca de 60 mil trabalhadores, incluindo crianças, ganhando cerca de 3 reais por dia para desmontar produtos eletrônicos em busca de materiais que tenham algum valor. Boa parte da "reciclagem" é feita queimando as fiações e outros componentes com uma mistura conhecida como Aqua Regia, que contém 75% de Ácido Hidroclorídrico e 25% Ácido Nítrico. Este composto extremamente tóxico, polui o rio que abastece a cidade, contamina as águas subterrâneas e envenena a população gradualmente, já que maioria dos trabalhadores fazem esta extração sem nenhuma proteção. Fatos que obrigam que toda água potável consumida na cidade seja proveniente de outra localidade.
Teste de acidez da água, mostra que ela está próxima a zero, o mais alto grau de acidez. Além de contaminar a água da região, isto retorna em forma de chuva ácida que contamina regiões mais distantes e mata plantações.
Outros trabalhadores tentam extrair restos de toners, utilizando pincéis para raspar as sobras, o que gera uma nuvem de tinta em pó, causando assim problemas respiratórios pela quantidade de carbono inalada provenientes desta tinta.
Os resíduos eletrônicos, contem uma vasta gama de materiais tóxicos causadores de centenas de doenças, dentre elas o câncer, produtos como: berílio, cádmio, bário, mercúrio, chumbo, PCBs, etc.
Segundo estimativa da RSA - Sociedade Real para o Fomento Comércio e Artes da Inglaterra, um britânico médio consumirá ao longo de sua vida, cerca de 35 celulares, 15 impressoras, 7 monitores, 24 mouses, 6 televisores e 8 cpu´s dentre outros, o que resulta na geração de 3,3 toneladas de lixo eletrônico durante o período de uma vida.
Tal levantamento gerou o projeto WeeeMan, que é um homem composto de todos produtos eletrônicos dispensados por um britânico médio ao longo da vida. O que não é pouca coisa.
ABAN - Rede de Ação da Convenção de Basiléia, instituição que promove as ações previstas na convenção tem um website em inglês com diversas informações sobre o assunto, e dentre eles, promovem um filme intitulado The Story of Stuff que demonstra a intrincada rede de conexões ambientais e sociais entre o consumidor e a cadeia de vida dos produtos consumidos, chamando-nos para contribuir para um mundo mais justo e sustentável, onde cada um pode fazer sua parte. Clicando no link abaixo você pode fazer o download do filme, que está em inglês.
Mas temos de ponderar que quando falamos da geração de todo esse lixo, desse descarte eletrônico, nós vamos além do paradigma da redução do consumo, onde se propõe que muitos dos problemas ambientais podem ser resolvidos com a redução do consumo. Pois com os atuais níveis de evolução tecnológica, o ato de comprar um novo produto vai além da escolha em se adquirir ou não este produto em questão, e chega na necessidade de se ter o novo equipamento pela simples obsolescência do predecessor.
Isso nos leva ao ponto crucial de que não basta apenas consumir conscientemente, mas também cobrarmos e agirmos pela implementação de programas de reaproveitamento, reciclagem e descarte adequados de tais produtos, pois queiramos ou não, a tecnologia que tanto nos facilita a vida força o incremento da geração de resíduos perigosos.Fontes: Environmental Graffiti, The Seattle Times, Weeeman, Basel Action Network, The Story of Stuff.


domingo, 19 de outubro de 2008

Samora Machel, o primeiro presidente de Moçambique independente - de 1975 até a sua drástica morte em 1986. Passam até a data 22 anos. Para relembrar este carismático LÍDER, que dedicou sua vida inteiramente para o desenvolvimento socio-cultural e emancipação do seu povo, e não só, apresento aqui alguns dos seus pensamentos extraídos do livro "A NOSSA LUTA" publicado pela Imprensa Nacional, Maputo, em 1975:

PRODUZIR E APRENDER, APRENDER PARA PRODUZIR E LUTAR MELHOR

Na nossa zona, o trabalho é um acto de libertação, porque o resultado do trabalho beneficia os trabalhadores, serve os interesses dos trabalhadores, isto é, serve para libertar, o homem da fome, da miséria, serve para fazer progredir a luta. Porque na nossa zona abolimos a exploração do homem, porque a produção é propriedade do povo, ela serve o povo. Na nossa zona, porque o nosso combate é para libertar os trabalhadores explorados, é com orgulho que nos vemos as nossas mãos com calos, é com alegria que nos enterramos os nossos pés na terra. O trabalho na nossa zona ajuda-nos a desenvolver a consciência da nossa origem, ajuda-nos a sentirmo-nos orgulhosos da nossa classe, ajuda-nos a liquidar os complexos, que os colonialistas queria impor-nos.

Há companheiros que desprezam o estudo, porque ignoram o seu valor. O estudo e como uma lanterna a noite, mostra-nos o caminho. Trabalhar sem estudar, ‘e andar as escuras, pode-se avançar, e certo, mas grandes são os riscos de tropeçarmos, de nos enganarmo-nos no caminho.

Nos costumamos dizer que apreendemos a guerra na guerra, o que quer dizer, na realidade, que e fazendo a revolução que apreendemos a melhor fazer a revolução, lutando que aprendemos a lutar melhor, e produzindo que aprendemos a melhor produzir. Podemos estudar muito, ler muito, mas para que servirão essas toneladas de conhecimento se não levarmos as massas, se não produzimos? Se alguém guarda sementes de milho na gaveta, será que vai colher maçaroca?

Quando eu Nianja estou a cultivar lado a lado com o Ngoni, estou a suar com ele, com ele a arrancar vida à terra, eu estou a apreender com ele, estou a apreciar o seu suor, estou-me a sentir unido a ele. Quando eu do norte, aprendi com um camarada do sul a fazer horta, e irrigar os tomates vermelhos e carnudos, quando eu do centro aprendi com o camarada do norte a fazer crescer a mandioca que desconhecia, estive-me a unir com esses camaradas, estive a viver, materialmente, a unidade da nossa Pátria, a unidade da nossa classe de trabalhadores. Estive a destruir com ele os preconceitos tribais, religiosos, linguísticos, tudo o que era secundário e nos dividia.Com a planta que cresceu, com suor e inteligência que ambos misturamos à terra, cresceu a unidade.

(in A Nossa Luta, Samora Moisés Machel, Imprensa Nacional, 1975, Maputo, pags 23,24)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Salatiel Dias


Estou aqui para divulgar meu primeiro Cd;Nasci em Caruaru(capital do forró);sou filho do acordeonista CAMARÃO um dos grandes mestres da música regional o qual foi considerado Patrimônio vivo do Estado de Pernambuco,através da convivençia do meu pai eu cresci próximo a meus ídolos como:Luiz Gonzaga;Marinês;Genival Lacerda;Domiguinhos e tantos outros.Ainda criança fui para o Conservatório Pernambucano de música,cercado deste mundo fascinante não poderia ser outra coisa se não músico.Em 1987 me tornei profissional desde então trabalhei com meus ídolos e tantos outros e também trabalhei com artistas de outros gêneros como:Cauby Peixoto;Hermeto Pascoal;Moacir Franco e outros.Hoje estou com meu Cd com participações de mestres como:Domiguinhos;Genival Lacerda;Terezinha do Acordeon;Genario(ex-Trio Nordestino)Que já está a venda;caso queira conheçer um pouco do meu trabalho no http://www.sitecurupira.com.br/

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Companheiros
Convido todos para a 3ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul.
Em Brasília, a Mostra será no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Trecho 02, cj 22) entre 14 e 19 de outubro. A entrada é franca.

O evento percorre ainda outras 11 capitais brasileiras: São Paulo (6 a 12/10), Curitiba (7 a 15/10), Salvador (10 a 16/10), Rio de Janeiro (13 a 19/10), Fortaleza (13 a 19/10), Teresina (14 a 19/10), Recife (20 a 26/10), Porto Alegre (21 a 27/10), Belém (22/10 a 2/11), Belo Horizonte (27/10 a 2/11) e Goiânia (31/10 a 6/11).

Confira a programação completa e novidades: http://www.cinedireitoshumanos.org.br/.

Repasse para os amigos e nos vemos na Mostra!
Abraços,

Aluízio Augusto

3a. Mostra Cinema e Direitos
Humanos na América do Sul
brasiliamostradh@gmail.com
http://www.cinedireitoshumanos.org.br/

Área de Preservação Ideológica!!!

Bem vindos a Área de Preservação Ideológica!
http://www.sitecurupira.com.br/