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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Exercícios e câncer de próstata
Apenas 15 minutos diários de exercícios físicos foram suficientes para reduzir a taxa de mortalidade em pacientes com câncer de próstata, aponta estudo apresentado em conferência da Associação de Fronteiras de Pesquisa em Câncer nos Estados Unidos.
“Identificamos benefícios com níveis de atividade facilmente atingíveis. Os resultados sugerem que homens com câncer de próstata deveriam fazer alguma atividade física para sua saúde”, disse Stacey Kenfield, da Escola de Saúde Pública Harvard, autora principal do estudo.
Os pesquisadores avaliaram os níveis de atividade física de 2.686 pacientes, tanto antes como depois de terem sido diagnosticados com câncer. Pacientes com diagnóstico de metástase não foram incluídos no estudo.
Homens que mantiveram três horas ou mais dos chamados equivalentes metabólicos por semana – que equivalem a correr, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis por meia hora por semana – apresentaram risco 35% menor de mortalidade geral do que os demais.
Com relação a caminhadas, os pesquisadores observaram que os pacientes que andaram mais de quatro horas por semana tiveram um risco 23% menor de mortalidade por qualquer causa quando comparados com os que andaram menos de 20 minutos por semana.
Não foi apenas o tempo: a velocidade também contou bastante. Aqueles que andaram mais de 90 minutos em um ritmo normal para acelerado apresentaram risco de morte 51% menor do que aqueles que andaram menos e em ritmo menos intenso.
Mas a caminhada não mostrou efeito específico na mortalidade por câncer de próstata. Entretanto, o cenário foi outro com exercícios mais vigorosos. Homens que mantiveram pelo menos cinco horas semanais de atividades físicas vigorosas tiveram redução no risco de mortalidade pela doença.
“Esse é o primeiro grande estudo populacional a examinar os exercícios em relação à mortalidade em sobreviventes de câncer de próstata. Não conhecemos os efeitos moleculares exatos que a atividade física tem sobre a doença, mas sabemos que os exercícios influenciam um número de hormônios que se estima estarem envolvidos com a doença, além de melhorar a função imunológica e reduzir inflamações”, disse Stacey.
“Como esses fatores atuam em conjunto para afetar o câncer de próstata do ponto de vista biológico é algo que ainda teremos que descobrir. Mas, por enquanto, os dados obtidos permitem indicar que cinco horas ou mais de exercícios vigorosos por semana podem diminuir a taxa de mortalidade devido à doença”, afirmou.

Fonte: Agência FAPESP
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Atividade física bem orientada pode aumentar autonomia de idosos, diz professor
Brasília - O professor de educação física Acácio Tolentino afirmou que é possível recuperar na velhice anos perdidos por falta de atividade física. Pós-graduado em reabilitação cardíaca e grupos especiais, Tolentino se especializou em atender a pessoas com mais de 50 anos de idade. Com a experiência de quem já ajudou um bancário aposentado, sedentário por mais de 30 anos, a completar a Corrida de São Silvestre e treinou pessoas com mais de 90 anos, ele garante que qualquer um pode e deve fazer exercícios.

“Independentemente da idade, qualquer pessoa pode fazer atividade física. Basta adequar o exercício à idade e às particularidades fisiológicas de cada um. Para isso, o ideal é procurar um profissional que saiba ajustar o exercício às dificuldades pessoais”, disse Tolentino.

Segundo o professor, pesquisa recente revelou que pessoas que começaram a praticar exercícios aos 90 anos de idade obtiveram benefícios semelhantes a outras mais jovens. Ele explicou que isso ocorre porque, grosso modo, a capacidade do organismo de um idoso sedentário se beneficiar da prática esportiva é comparativamente maior que a de um adolescente que já faz alguma atividade física ou tem uma vida social intensa.

“Quanto mais sedentário ou destreinado um indivíduo estiver, mas benefícios ele pode ter, já que qualquer coisa que ele fizer, desde que bem orientado, resultará em uma melhora da frequência cardíaca, vai trabalhar o músculo e por aí vai”, garantiu.

Além disso, o professor sustenta que no caso de idosos, os benefícios da atividade física vão além dos observados em pessoas mais jovens. Segundo Tolentino, além da sensação de bem-estar, o ganho de força muscular e flexibilidade podem contribuir para que os mais velhos vivam com maior segurança e autonomia.

“Hoje, por causa da ociosidade, muita gente chega à velhice com a capacidade funcional reduzida. Muitos acabam adquirindo doenças crônico-degenerativas que podiam ser evitadas, como diabetes ou hipertensão. Com as limitações, os idosos passam inclusive a ficar mais vulneráveis a quedas”, explica o professor. “Com a atividade física, a pessoa tem uma melhora das funções necessárias à vida diária, seja para subir escadas ou até mesmo para caminhar. O trabalho com o idoso também é muito eficiente para corrigir problemas posturais”.

Como para qualquer um que queira começar a se exercitar, Tolentino recomenda que primeiro é necessário procurar um médico e fazer um exame cardiológico. No caso dos atletas da terceira idade, o professor também aconselha a consulta a um ortopedista, já que doenças como osteoporose ou artrite podem exigir cuidados extras. Na hora de escolher a academia ou um professor particular, deve ser dada preferência a profissionais especializados no atendimento a grupos especiais.

Para quem não pode ou não quer gastar dinheiro, a dica é procurar um espaço público reservado à prática de atividades físicas. Onde eles não existirem, cabe lembrar que o Estatuto de Idoso, que hoje está completa seis anos, estabelece que é obrigação do Estado e da sociedade assegurar aos idosos a prática de esportes e diversão.

De acordo com Acácio Tolentino, nos últimos anos, não só a iniciativa privada, mas também os governos começaram a criar oportunidades para que os mais velhos possam se exercitar. Para ele, o que ainda não há em quantidade apropriada são profissionais habilitados a trabalhar com esse público.

“Embora já tenha melhorado muito em comparação a alguns anos, a situação ainda é precária [para quem não pode pagar profissionais qualificados] se pensarmos no número de idosos existentes. E também não adianta ter uma academia se não há ninguém para orientar. Acredito que falta os governos contratarem mais professores de educação física para trabalhar nos espaços públicos que estão sendo criados. Senão é como inaugurar um hospital sem ter médicos”, acrescentou.
Fonte: Agência Brasil
Repórter: Alex Rodrigues
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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