Ibama homenageia o aniversário de 50 anos da capital
Brasília (20/4/2010) – O Ibama, por meio de sua pesquisadora Lou Menezes, chefe do Orquidário Nacional e coordenadora do Projeto Orquídeas do Brasil, presta uma homenagem aos 50 anos de Brasília batizando uma variedade de orquídea nativa do cerrado como var. semi-alba ‘Brasília 50 Anos’.
A Cattleya walkeriana, espécie de grande beleza ornamental, é, na atualidade, a orquídea brasileira mais procurada pelos colecionadores de todo o mundo, notadamente os asiáticos. Nesse contexto, o valor das mudas chega a variar de R$ 20 a R$ 40 mil, dependendo da raridade da variedade. No Brasil, os grandes colecionadores, os chamados orquidófilos de elite, estão concentrados nas cidades do interior de Minas Gerais e São Paulo.
Lou Menezes, que é engenheira florestal, está produzindo uma monografia sobre a referida espécie a ser publicada em agosto próximo. “A homenagem, que acho muito importante, é que Brasília é, na verdade, de tão bela, exótica e atraente, uma orquídea. Eu amo Brasília!”, revela a pesquisadora.
Fonte: Ascom/Ibama
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terça-feira, 20 de abril de 2010
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Mostra do Ibama faz visitante experimentar a sensação de viver em gaiola e ser preso numa armadilha de caça
De caçador, a caça. Duas instalações da Mostra Nacional Ambiental – Caminhos da Sustentabilidade, aberta ao público até sábado (07/11) na sede do Ibama, em Brasília, convidam o visitante a inverter os papéis e experimentar o sofrimento de animais presos em armadilhas e mantidos em cativeiros em gaiolas por todo o país.
“Foi angustiante, sinistro mesmo”, disse o analista de sistemas César Muhamm, de 31 anos, depois de entrar no Labirinto. “A gente fica na expectativa de achar algo, uma saída, e nada”, completou, descrevendo a sensação vivida por um bicho acuado.
Ao entrar na instalação, o visitante é exposto a fotos de animais brasileiros vivos, mas ameaçados de extinção, como a onça-pintada, o tamanduá-bandeira e a arara azul. Conforme se avança no Labirinto, aparecem imagens de animais mortos por caçadores. Todos foram flagrados nas operações do Ibama. No local ainda estão expostas 92 gaiolas de vários tipos usadas por traficantes da fauna silvestre e criadores ilegais de aves.
Homens na gaiola
Ao lado do Labirinto, o visitante pode entrar numa gaiola de 4,5 metros de altura e olhar o mundo da mesma perspectiva de muitas aves: por trás das grades.
“A sensação de prisão é a mesma. A idéia é se colocar no lugar do animal, que conheceu a liberdade e agora enxerga a vida por meio das grades. E ele não cometeu crime algum para viver preso, exceto ser ou cantar bonito”, explica Raquel Sabaini, Chefe da Divisão de Fiscalização de Fauna do Ibama.
Segundo ela, o Ibama apreende por ano cerca de 45 mil animais silvestres mantidos em cativeiro ilegalmente. Destes, 80% são aves. A grande maioria, canora.
Nelson Feitosa - Ascom Ibamafotos: Hermínio Lacerda - Ascom Ibama
De caçador, a caça. Duas instalações da Mostra Nacional Ambiental – Caminhos da Sustentabilidade, aberta ao público até sábado (07/11) na sede do Ibama, em Brasília, convidam o visitante a inverter os papéis e experimentar o sofrimento de animais presos em armadilhas e mantidos em cativeiros em gaiolas por todo o país.“Foi angustiante, sinistro mesmo”, disse o analista de sistemas César Muhamm, de 31 anos, depois de entrar no Labirinto. “A gente fica na expectativa de achar algo, uma saída, e nada”, completou, descrevendo a sensação vivida por um bicho acuado.
Ao entrar na instalação, o visitante é exposto a fotos de animais brasileiros vivos, mas ameaçados de extinção, como a onça-pintada, o tamanduá-bandeira e a arara azul. Conforme se avança no Labirinto, aparecem imagens de animais mortos por caçadores. Todos foram flagrados nas operações do Ibama. No local ainda estão expostas 92 gaiolas de vários tipos usadas por traficantes da fauna silvestre e criadores ilegais de aves.
Homens na gaiola
Ao lado do Labirinto, o visitante pode entrar numa gaiola de 4,5 metros de altura e olhar o mundo da mesma perspectiva de muitas aves: por trás das grades.“A sensação de prisão é a mesma. A idéia é se colocar no lugar do animal, que conheceu a liberdade e agora enxerga a vida por meio das grades. E ele não cometeu crime algum para viver preso, exceto ser ou cantar bonito”, explica Raquel Sabaini, Chefe da Divisão de Fiscalização de Fauna do Ibama.
Segundo ela, o Ibama apreende por ano cerca de 45 mil animais silvestres mantidos em cativeiro ilegalmente. Destes, 80% são aves. A grande maioria, canora.
Nelson Feitosa - Ascom Ibamafotos: Hermínio Lacerda - Ascom Ibama
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Continuam abertas as inscrições para o concurso de poesias em Nova Friburgo/RJ
Nova Friburgo (21/10/2009) - Terminam no dia 05 de novembro as incrições para o 1º Concurso de Poesias que o Ibama de Nova Friburgo está promovendo e que tem como tema “Os animais silvestres na Região Serrana/RJ”.
O autor da poesia vencedora terá como prêmio um trofeú, várias publicações do Ibama sobre meio ambiente (foto), além de ter publicada a sua poesia no site do Ibama e com exclusividade no Jornal A Voz da Serra (de Nova Friburgo e Região Serrana).
A divulgação dos resultados será no dia 14 de novembro de 2009.
Poderão concorrer somente pessoas residentes nos municípios da área de abrangência do Ibama Nova Friburgo - Teresópolis, Nova Friburgo, Bom Jardim, Sumidouro, Duas Barras, Carmo, Cantagalo, Cordeiro, Macuco, São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena, Trajano de Morais, Itaocara, Sapucaia e Cachoeiras de Macacu.
Serão aceitas inscrições por carta, e-mail: esregnovafriburgo.rj@ibama.gov.br, ou entregues pessoalmente no Escritório Regional do Ibama em Nova Friburgo, Praça Getúlio Vargas 92 , 3º andar, Centro, Nova Friburgo - RJ Cep 28610-170, onde também poderá ser adquirido o Edital do Concurso.
A Poesia deverá apresentar os seguintes formatos:1 - Tamanho da Poesia: Entre 80 e 250 palavras;2 - Digitado em formato “doc” (Word) Fonte: Times New Roman, tamanho 12 (Maiúsculas e minúsculas);3 - Em língua portuguesa;4 - Folha “A4″ (210×297).Anexo à poesia o participante deverá informar os seguintes dados:1 - Nome completo; 2 – Idade; 3 - Endereço; 4 – Telefone; 5 – Escolaridade; 6 - Profissão.
Mais informações pelo telefone (22) 9922-4597.
Mauro Zurita FernandesIbama Nova Friburgo/RJ
Nova Friburgo (21/10/2009) - Terminam no dia 05 de novembro as incrições para o 1º Concurso de Poesias que o Ibama de Nova Friburgo está promovendo e que tem como tema “Os animais silvestres na Região Serrana/RJ”.O autor da poesia vencedora terá como prêmio um trofeú, várias publicações do Ibama sobre meio ambiente (foto), além de ter publicada a sua poesia no site do Ibama e com exclusividade no Jornal A Voz da Serra (de Nova Friburgo e Região Serrana).
A divulgação dos resultados será no dia 14 de novembro de 2009.
Poderão concorrer somente pessoas residentes nos municípios da área de abrangência do Ibama Nova Friburgo - Teresópolis, Nova Friburgo, Bom Jardim, Sumidouro, Duas Barras, Carmo, Cantagalo, Cordeiro, Macuco, São Sebastião do Alto, Santa Maria Madalena, Trajano de Morais, Itaocara, Sapucaia e Cachoeiras de Macacu.
Serão aceitas inscrições por carta, e-mail: esregnovafriburgo.rj@ibama.gov.br, ou entregues pessoalmente no Escritório Regional do Ibama em Nova Friburgo, Praça Getúlio Vargas 92 , 3º andar, Centro, Nova Friburgo - RJ Cep 28610-170, onde também poderá ser adquirido o Edital do Concurso.
A Poesia deverá apresentar os seguintes formatos:1 - Tamanho da Poesia: Entre 80 e 250 palavras;2 - Digitado em formato “doc” (Word) Fonte: Times New Roman, tamanho 12 (Maiúsculas e minúsculas);3 - Em língua portuguesa;4 - Folha “A4″ (210×297).Anexo à poesia o participante deverá informar os seguintes dados:1 - Nome completo; 2 – Idade; 3 - Endereço; 4 – Telefone; 5 – Escolaridade; 6 - Profissão.
Mais informações pelo telefone (22) 9922-4597.
Mauro Zurita FernandesIbama Nova Friburgo/RJ
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Carla Bruni e Michele Obama, as rainhas

Carla Bruni e Michelle Obama são conhecidas internacionalmente por serem primeiras-damas de dois dos países mais desenvolvidos do mundo. Porém, mesmo quando seus maridos saírem do poder e apenas os historiadores se lembrarem de Nicolas Sarkozy ou Barack Obama, os nomes de suas esposas permanecerão eternizados. No seio da democracia, as duas viraram rainhas. E, como toda rainha que se preza, receberam um título pomposo: Laelia purpurata var. Flammea ‘Carla Bruni’ Hort. Ex L. C. Menezes cult. nov. e Laelia purpurata var. werkhaueserii-striata ‘Michelle Obama’ Hort. Ex L. C. Menezes cult. nov..
A pessoa capaz de transformar primeiras-damas em rainhas é a analista ambiental e chefe do Orquidário Nacional do Ibama, Lou Menezes, uma das mais respeitadas pesquisadoras de orquídeas do mundo, que também é engenheira florestal e bióloga com habilitação em botânica e ecologia. “Laelia purpurata é conhecida como a rainha (das orquídeas). Em minhas descobertas, resolvi homenagear três mulheres rainhas”. A terceira homenageada é Maria Tereza Jorge de Pádua, ex-presidente do Ibama e da Funatura, além de ter sido membro da WWF e da IUCN. Segundo Lou, Maria Tereza é a pessoa diretamente responsável por, sozinha, criar as maiores áreas de proteção ambiental do mundo, tendo participação decisiva no estabelecimento de 15 unidades de conservação no Brasil, que cobrem mais de 15 milhões de hectares.
Livros
As fotos desses cultivares estão no novo livro da pesquisadora, “Laelia purpurata, A Rainha”, lançado em julho, em Santa Barbara/EUA, num grande evento internacional para colecionadores, pesquisadores e paisagistas, que ocorre todos os anos. “Esta é a flor de Santa Catarina, único estado brasileiro que tem uma orquídea como símbolo”, explica Lou. Ela acrescenta que, pela planta ser reconhecida mundialmente por sua beleza e perfume, o nome extrapola a espécie e é usado como marketing da indústria, sendo colocado em vários produtos, como perfumes e sapatos.
Lou Menezes já lançou outros seis livros e tem previstos mais dois para o ano que vem: um sobre Cattleya walkeriana, orquídea do Brasil Central “extremamente procurada e enaltecida no exterior, principalmente nos países asiáticos” e outro com o nome de Orquídeas de Brasília, para comemorar os 50 anos da capital do país. Segundo ela, foram os livros que tornaram-na conhecida no mundo. O primeiro foi sobre Cattleya labiata, espécie do nordeste brasileiro. “Esta orquídea é muito importante porque deu origem, no exterior, ao hibridismo com plantas de flores grandes e cores diversas”, informa, frisando que as pessoas no Brasil não souberam, durante muito tempo, o valor de sua importância no contexto mundial das orquídeas. A chefe do orquidário estuda orquídeas em seus diferentes gêneros. “Meu objetivo é divulgar e preservar as orquídeas brasileiras por meio de livros”, revela.
Orquidário e trabalho
O local principal onde realiza suas pesquisas é o Orquidário Nacional do Ibama, que surgiu em 1984 e era apenas uma tenda. Ao longo desses anos, a estrutura ganhou corpo e uma bela arquitetura em madeira, tela e vidro. Atualmente, existe, no centro, uma coleção de mais de dois mil exemplares, inclusive de plantas raras ou extintas na natureza. O orquidário é a infra-estrutura do Projeto Orquídeas do Brasil, que abriga as coleções, as quais vão aumentando de acordo com as pesquisas. Cada subprojeto tem o objetivo de produzir um livro. “Povo sem livros e bibliotecas não tem memória. Neste sentido, meus livros são um legado às gerações futuras”, admite.
“Conheço doutores em orquídea que vivem em estado compulsivo de intenção de pesquisa e nada produzem. De que serve o conhecimento para ficar guardado numa gaveta?”, critica. Além das pesquisas, Lou é também colaboradora na emissão de selos para os Correios do Brasil com textos explicativos e fotos, profere palestras no Brasil e no exterior como convidada de instituições, e tem dois projetos especiais: propagação artificial de espécies nativas e um programa de educação ambiental nas escolas voltado para crianças. Em relação ao primeiro projeto, orquídeas extintas na natureza são polinizadas no Orquidário Nacional do Ibama, preparadas e mandados os casulos para laboratórios, que se incumbem de transferir as mudas para dar continuidade às espécies. Quanto à educação ambiental, é um projeto do coração. “No meu entender, o futuro do planeta depende das crianças e das florestas”, informa.
Descobertas e homenagens
Natural de São Luís do Maranhão, a analista ambiental veio para Brasília com 13 anos. Por causa de sua eloquência, muitos da família esperavam que fosse jornalista ou diplomata. “Herdei a verve comunicadora de meu pai”, revela. No início da adolescência, foi “picada” pelo fascínio pelas orquídeas. Ela diz que durante a faculdade escreveu alguns artigos, mas apenas quando entrou no antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – IBDF, um dos órgãos que originou o Ibama, em 1982, é que começou a trabalhar com as família orquidácea. “À luz da ciência, descobri quase uma centena de orquídeas novas, descritas e registradas por mim nas revistas especializadas nacionais e internacionais. Hoje em dia, qualquer livro de orquídeas que sai no exterior cita meu nome como referência nesse campo”, avalia.
Além das “rainhas”, ela homenageou o ex-presidente russo Gorbachev, prof. Lutzemberger, Pe. Gonzales (“botânico, culto e meu professor de latim”) e o Ibama, além de outras personalidades, batizando algumas de suas descobertas com essas alcunhas. Mas também foi muito homenageada por outros pesquisadores. “Há várias orquídeas com meu nome”, conta. Ela lamenta, por outro lado, as orquídeas que nunca receberão designação. “As orquídeas, de maneira geral, estão ameaçadas de extinção, pois os ambientes naturais têm sido depredados para a construção de cidades e barragens, áreas agrícolas e de pastoreio. Não sabemos quantas desapareceram sem sequer serem classificadas, muito menos estudadas. Sumiram”. Para a chefe do orquidário, a preservação se faz em progressão aritmética e a devastação acontece em progressão geométrica.
Reconhecimento
Lou Menezes cresce nas adversidades. “Sou muito crítica e atarefada. Mas, se não houvesse barreiras, talvez não produzisse como tem acontecido”, analisa. Ela recebeu vários prêmios internacionais em reconhecimento ao seu trabalho (Prêmio Conferência Mundial de Orquídeas – Miami, 2007 – a melhor palestra; Prêmio Excelência, pela revista Orchid Digest, em 1990, a maior publicação sobre orquídeas do mundo; e a Grande Medalha de Reconhecimento pelo Meritoso Trabalho de Pesquisa no Mundo das Orquídeas, em 2006, pelo Orchid Digest Corporation, que só é dado às pessoas que mais se destacam no mundo – a única brasileira a receber). Além disso, foi capa na Orchid Digest e apareceu em publicações da Rússia, África do Sul, Alemanha, Estados Unidos e de vários outros países.
Segundo ela, não existe uma orquídea pela qual não seja apaixonada, apesar de ter certa predileção pelas do gênero Cattleya e Cyrtopodium. Mas a rainha Laelia a fascina de maneira inexplicável.
Para muitos, Lou Menezes é espécie rara e única, como várias das orquídeas que estuda. “Tenho dependência emocional dessas plantas”, revela. Mesmo que ela afirme isso, há apenas uma palavra para descrever essa relação: simbiose.
Fonte: Ascom Ibama
Luis Lopes
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Carla Bruni e Michelle Obama são conhecidas internacionalmente por serem primeiras-damas de dois dos países mais desenvolvidos do mundo. Porém, mesmo quando seus maridos saírem do poder e apenas os historiadores se lembrarem de Nicolas Sarkozy ou Barack Obama, os nomes de suas esposas permanecerão eternizados. No seio da democracia, as duas viraram rainhas. E, como toda rainha que se preza, receberam um título pomposo: Laelia purpurata var. Flammea ‘Carla Bruni’ Hort. Ex L. C. Menezes cult. nov. e Laelia purpurata var. werkhaueserii-striata ‘Michelle Obama’ Hort. Ex L. C. Menezes cult. nov..
A pessoa capaz de transformar primeiras-damas em rainhas é a analista ambiental e chefe do Orquidário Nacional do Ibama, Lou Menezes, uma das mais respeitadas pesquisadoras de orquídeas do mundo, que também é engenheira florestal e bióloga com habilitação em botânica e ecologia. “Laelia purpurata é conhecida como a rainha (das orquídeas). Em minhas descobertas, resolvi homenagear três mulheres rainhas”. A terceira homenageada é Maria Tereza Jorge de Pádua, ex-presidente do Ibama e da Funatura, além de ter sido membro da WWF e da IUCN. Segundo Lou, Maria Tereza é a pessoa diretamente responsável por, sozinha, criar as maiores áreas de proteção ambiental do mundo, tendo participação decisiva no estabelecimento de 15 unidades de conservação no Brasil, que cobrem mais de 15 milhões de hectares.
LivrosAs fotos desses cultivares estão no novo livro da pesquisadora, “Laelia purpurata, A Rainha”, lançado em julho, em Santa Barbara/EUA, num grande evento internacional para colecionadores, pesquisadores e paisagistas, que ocorre todos os anos. “Esta é a flor de Santa Catarina, único estado brasileiro que tem uma orquídea como símbolo”, explica Lou. Ela acrescenta que, pela planta ser reconhecida mundialmente por sua beleza e perfume, o nome extrapola a espécie e é usado como marketing da indústria, sendo colocado em vários produtos, como perfumes e sapatos.
Lou Menezes já lançou outros seis livros e tem previstos mais dois para o ano que vem: um sobre Cattleya walkeriana, orquídea do Brasil Central “extremamente procurada e enaltecida no exterior, principalmente nos países asiáticos” e outro com o nome de Orquídeas de Brasília, para comemorar os 50 anos da capital do país. Segundo ela, foram os livros que tornaram-na conhecida no mundo. O primeiro foi sobre Cattleya labiata, espécie do nordeste brasileiro. “Esta orquídea é muito importante porque deu origem, no exterior, ao hibridismo com plantas de flores grandes e cores diversas”, informa, frisando que as pessoas no Brasil não souberam, durante muito tempo, o valor de sua importância no contexto mundial das orquídeas. A chefe do orquidário estuda orquídeas em seus diferentes gêneros. “Meu objetivo é divulgar e preservar as orquídeas brasileiras por meio de livros”, revela.
Orquidário e trabalhoO local principal onde realiza suas pesquisas é o Orquidário Nacional do Ibama, que surgiu em 1984 e era apenas uma tenda. Ao longo desses anos, a estrutura ganhou corpo e uma bela arquitetura em madeira, tela e vidro. Atualmente, existe, no centro, uma coleção de mais de dois mil exemplares, inclusive de plantas raras ou extintas na natureza. O orquidário é a infra-estrutura do Projeto Orquídeas do Brasil, que abriga as coleções, as quais vão aumentando de acordo com as pesquisas. Cada subprojeto tem o objetivo de produzir um livro. “Povo sem livros e bibliotecas não tem memória. Neste sentido, meus livros são um legado às gerações futuras”, admite.
“Conheço doutores em orquídea que vivem em estado compulsivo de intenção de pesquisa e nada produzem. De que serve o conhecimento para ficar guardado numa gaveta?”, critica. Além das pesquisas, Lou é também colaboradora na emissão de selos para os Correios do Brasil com textos explicativos e fotos, profere palestras no Brasil e no exterior como convidada de instituições, e tem dois projetos especiais: propagação artificial de espécies nativas e um programa de educação ambiental nas escolas voltado para crianças. Em relação ao primeiro projeto, orquídeas extintas na natureza são polinizadas no Orquidário Nacional do Ibama, preparadas e mandados os casulos para laboratórios, que se incumbem de transferir as mudas para dar continuidade às espécies. Quanto à educação ambiental, é um projeto do coração. “No meu entender, o futuro do planeta depende das crianças e das florestas”, informa.
Descobertas e homenagens
Natural de São Luís do Maranhão, a analista ambiental veio para Brasília com 13 anos. Por causa de sua eloquência, muitos da família esperavam que fosse jornalista ou diplomata. “Herdei a verve comunicadora de meu pai”, revela. No início da adolescência, foi “picada” pelo fascínio pelas orquídeas. Ela diz que durante a faculdade escreveu alguns artigos, mas apenas quando entrou no antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – IBDF, um dos órgãos que originou o Ibama, em 1982, é que começou a trabalhar com as família orquidácea. “À luz da ciência, descobri quase uma centena de orquídeas novas, descritas e registradas por mim nas revistas especializadas nacionais e internacionais. Hoje em dia, qualquer livro de orquídeas que sai no exterior cita meu nome como referência nesse campo”, avalia.
Além das “rainhas”, ela homenageou o ex-presidente russo Gorbachev, prof. Lutzemberger, Pe. Gonzales (“botânico, culto e meu professor de latim”) e o Ibama, além de outras personalidades, batizando algumas de suas descobertas com essas alcunhas. Mas também foi muito homenageada por outros pesquisadores. “Há várias orquídeas com meu nome”, conta. Ela lamenta, por outro lado, as orquídeas que nunca receberão designação. “As orquídeas, de maneira geral, estão ameaçadas de extinção, pois os ambientes naturais têm sido depredados para a construção de cidades e barragens, áreas agrícolas e de pastoreio. Não sabemos quantas desapareceram sem sequer serem classificadas, muito menos estudadas. Sumiram”. Para a chefe do orquidário, a preservação se faz em progressão aritmética e a devastação acontece em progressão geométrica.
Reconhecimento
Lou Menezes cresce nas adversidades. “Sou muito crítica e atarefada. Mas, se não houvesse barreiras, talvez não produzisse como tem acontecido”, analisa. Ela recebeu vários prêmios internacionais em reconhecimento ao seu trabalho (Prêmio Conferência Mundial de Orquídeas – Miami, 2007 – a melhor palestra; Prêmio Excelência, pela revista Orchid Digest, em 1990, a maior publicação sobre orquídeas do mundo; e a Grande Medalha de Reconhecimento pelo Meritoso Trabalho de Pesquisa no Mundo das Orquídeas, em 2006, pelo Orchid Digest Corporation, que só é dado às pessoas que mais se destacam no mundo – a única brasileira a receber). Além disso, foi capa na Orchid Digest e apareceu em publicações da Rússia, África do Sul, Alemanha, Estados Unidos e de vários outros países.
Segundo ela, não existe uma orquídea pela qual não seja apaixonada, apesar de ter certa predileção pelas do gênero Cattleya e Cyrtopodium. Mas a rainha Laelia a fascina de maneira inexplicável.
Para muitos, Lou Menezes é espécie rara e única, como várias das orquídeas que estuda. “Tenho dependência emocional dessas plantas”, revela. Mesmo que ela afirme isso, há apenas uma palavra para descrever essa relação: simbiose.
Fonte: Ascom Ibama
Luis Lopes
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sábado, 3 de outubro de 2009
Ibama apreende 600 pássaros transportados ilegalmente no DF
Brasília - Seiscentos canários-da-terra que estavam sendo transportados ilegalmente por um casal desde Campo Grande (MS) foram descobertos na madrugada de hoje (3) na BR-060, perto de Brasília, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Em uma semana, esta é a segunda vez que a PRF e o Ibama realizam apreensões de pássaros sendo transportados de forma ilegal. Segundo o Ibama, no dia 26 foi descoberto o transporte de 459 canários-da-terra por três homens que já tinham passagem pela polícia por crimes ambientais.
"Isso mostra uma rota que existe em Brasília, principalmente relacionada a canários-da-terra, que são os animais apreendidos", disse o coordenador de Operações e Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral Borges. Os pássaros foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, localizado na Floresta Nacional de Brasília.
O Ibama informou ainda que, no caso de hoje, o casal prestou depoimento na Delegacia da Polícia Civil de Recanto das Emas, região administrativa do Distrito Federal, e acompanhou os fiscais até o Cetas/Ibama para a lavratura de auto de infração e aplicação de multa por transporte ilegal de animal silvestre.
A pena prevista no Artigo 29 da Lei 9.605, que trata do transporte ilegal de animais silvestres sem autorização do órgão ambiental competente, é de seis meses a um ano de prisão, multa de R$ 500 por animal, além da apreensão do veículo e dos instrumentos utilizados no crime. A punição vai depender da interpretação do juiz que for julgar o caso, pois levará ainda em consideração o patrimônio dos envolvidos.
Segundo o coordenador do Ibama, o problema é que as penas terminam sendo abrandadas porque o legislador não diferenciou o traficante de animais silvestres daquele cidadão que, às vezes por desconhecimento, tem um único animal em casa.
"Com isso, o traficante se beneficia porque a lei trata de forma igual situações totalmente diferente. Está carregando 600 animais e é tratado da mesma forma penalmente que aquele cidadão que tem dois ou três passarinhos em sua residência", explicou.
Fonte: Agência Brasil
Daniel Lima
Foto: Marcello Casal Jr./ABr
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Brasília - Seiscentos canários-da-terra que estavam sendo transportados ilegalmente por um casal desde Campo Grande (MS) foram descobertos na madrugada de hoje (3) na BR-060, perto de Brasília, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).Em uma semana, esta é a segunda vez que a PRF e o Ibama realizam apreensões de pássaros sendo transportados de forma ilegal. Segundo o Ibama, no dia 26 foi descoberto o transporte de 459 canários-da-terra por três homens que já tinham passagem pela polícia por crimes ambientais.
"Isso mostra uma rota que existe em Brasília, principalmente relacionada a canários-da-terra, que são os animais apreendidos", disse o coordenador de Operações e Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral Borges. Os pássaros foram levados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, localizado na Floresta Nacional de Brasília.
O Ibama informou ainda que, no caso de hoje, o casal prestou depoimento na Delegacia da Polícia Civil de Recanto das Emas, região administrativa do Distrito Federal, e acompanhou os fiscais até o Cetas/Ibama para a lavratura de auto de infração e aplicação de multa por transporte ilegal de animal silvestre.
A pena prevista no Artigo 29 da Lei 9.605, que trata do transporte ilegal de animais silvestres sem autorização do órgão ambiental competente, é de seis meses a um ano de prisão, multa de R$ 500 por animal, além da apreensão do veículo e dos instrumentos utilizados no crime. A punição vai depender da interpretação do juiz que for julgar o caso, pois levará ainda em consideração o patrimônio dos envolvidos.
Segundo o coordenador do Ibama, o problema é que as penas terminam sendo abrandadas porque o legislador não diferenciou o traficante de animais silvestres daquele cidadão que, às vezes por desconhecimento, tem um único animal em casa.
"Com isso, o traficante se beneficia porque a lei trata de forma igual situações totalmente diferente. Está carregando 600 animais e é tratado da mesma forma penalmente que aquele cidadão que tem dois ou três passarinhos em sua residência", explicou.
Fonte: Agência Brasil
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