terça-feira, 26 de julho de 2011

Anéis de casamento

As culturas regulam suas práticas matrimoniais com base em costumes e crenças ou em uma série de variáveis, como demografia ou interesses políticos. Mas cada casamento é determinado também por fatores anteriores, que definem possibilidades e impossibilidades matrimoniais em uma sociedade.
Esse é o ponto de partida de um estudo desenvolvido por Márcio Ferreira da Silva, professor do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.
A pesquisa, intitulada "A aliança de casamento na América do Sul tropical: estudo de duas redes empíricas", teve por objetivo compreender a complexa rede formada pelas relações de parentesco e resultou no desenvolvimento de uma ferramenta computacional capaz de auxiliar no entendimento.

Para o estudo, foram utilizados dois sistemas de aliança de casamento, o dos waimiri-atroari, localizados nos estados de Roraima e Amazonas, e o dos enawenê-nawê, no Mato Grosso.

Silva conta que as duas populações indígenas pesquisadas possuem diferentes regras matrimoniais. Os waimiris permitem o casamento entre primos, já os enawenês, apesar de não formularem qualquer tipo de prescrição, proíbem o casamento entre membros de um mesmo clã ou entre parentes muito próximos de clãs distintos.

“Todos os povos fazem regras para a vida matrimonial e sexual. O sistema adotado pelos enawenês, por exemplo, lembra o Código Civil brasileiro, que não permite o casamento entre parentes consanguíneos próximos”, disse à Agência FAPESP.

Empenhado em entender o modo pelo qual esses povos moldam suas relações de parentesco de diferentes formas, o pesquisador desenvolveu, ao lado de João Dal Poz Neto, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o programa de computador MaqPar (acrônimo de “máquina do parentesco”). Poz Neto contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

O mecanismo do programa consiste em encontrar, em redes, os anéis matrimoniais, as relações reais de parentesco entre cônjuges de uma determinada rede, que se multiplicam a cada novo casamento.

Os pesquisadores fizeram uma varredura na rede de parentesco por lotes e organizaram os anéis matrimoniais encontrados, cada um deles acompanhado de um conjunto de parâmetros que permite medir, calcular e classificar os fenômenos manifestados.

Nas duas populações ameríndias estudadas, o casamento de fato só começa após o nascimento da primeira criança, segundo Silva. A coabitação de um casal, com vida sexual ativa e obrigações econômicas recíprocas, pode mudar caso a mulher não dê à luz.

Além do amor e afinidades, uma série de variáveis interfere na formação de laços familiares. Demografia, história, padrão de preferência matrimonial, estratégias familiares e individuais, interesses econômicos e políticos, paixões e gostos pessoais são alguns dos elementos que, ao interagirem entre si, formam as estruturas de parentescos.

“Para se ter ideia da complexidade, a rede waimiri-atroari analisada pela MaqPar contém apenas 245 indivíduos, incluindo crianças. Nessa rede, foram encontrados 33.160 anéis matrimoniais. Quando uma mulher se casa com um homem da mesma tribo indígena, por exemplo, e ela tem uma irmã que se casa com o irmão dele, eles não se casam com parentes, mas sim como parentes”, disse.

“Há diversos tipos de mecanismos de fechamentos de anéis e esse é apenas um deles. Os anéis fazem as múltiplas interconexões entre as pessoas e as famílias, ou seja, fazem uma aliança entre os segmentos familiares, conectando as famílias a cada casamento”, explicou.

Na rede dos enawenê-nawês, com 734 indivíduos, o número de anéis matrimoniais encontrados e analisados pelo programa MaqPar subiu para 81.079.

“Esse sistema de anéis matrimoniais, além de novo, é dinâmico e se desenvolve no tempo, pois a cada casamento uma rede é formada e, quando alguém morre, ela é alterada”, disse o professor da FFLCH-USP.

“O software MaqPar é de uso livre e está à disposição de todos os interessados em testá-lo no endereço http://maqpar.zip.net, com a senha de visitação ‘maqpar’”, disse Silva.

Fonte: Agência FAPESP
Por Mônica Pileggi

terça-feira, 19 de julho de 2011

XI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros

Programação


A programação ideal do XI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros está apresentada abaixo. A confirmação desta programação depende dos nossos patrocinadores. Portanto, ela está sujeita a alterações a qualquer momento, sem prévio aviso. Programe-se para participar do Encontro de Culturas, visitar a Chapada dos Veadeiros e conhecer o evento.

22 de julho - Sexta-feira
» 09h
Oficina de Circo - Circo Laheto
» 09h
Encontro de Capoeira
» 19h
Circo Lahetô

23 de julho - Sábado
» 09h
Oficina de Circo - Circo Lahetô
» 09h
Oficina de acessórios étnicos, com Ialê Melo
» 09h
Encontro de Capoeira
» 18h
XI Encontro Internacional de Piadas
» 20h
Folia de Crixás
» 21h
Orquestra Popular Marafreboi
» 22h
Pé de Cerrado

24 de julho - Domingo
» 08h
Império Kalunga
» 09h
Reunião Colegiado Indígena
» 09h
Oficina de Circo, com Lahetô
» 09h
Encontro de Capoeira
» 09h
Oficina Boneca de Pano, com Lia Borges
» 12h
Reinado Kalunga
» 15h
Cooperativismo e Associativismo na Agricultura Familiar
» 15h
Roda de Prosa: Economia Criativa
» 16h
Oficina Sussa Kalunga
» 18h
Boi do Seu Teodoro
» 20h
Batuque da Caçada da Rainha

25 de julho - Segunda-feira
» 09h
Reunião Colegiado Indígena
» 09h
Oficina de Agricultura Urbana
» 15h
Roda de Prosa: Cultura Viva
» 20h
Folia de Nova Roma
» 21h
As Pastorinhas

26 de julho - Terça-feira
» 09h
Oficina de Xilogravura, com Julieta Warmann
» 15h
Oficina de Dança Afro, com Álvaro Dias
» 15h
Vivência de canto com Caixeiras do Divino e Mariano Carrizo
» 20h
Zé do Pife e as Juvelinas
» 21h
Caixeiras do Divino

27 de julho - Quarta-feira
» 09h
Oficina de Xilogravura, com Julieta Warmann
» 09h
Atividade de Observação: Identificação de árvores do cerrado, com Mauro
» 15h
Roda de Prosa: CNPCT
» 15h
Oficina de Dança Afro, com Álvaro Dias
» 15h
Oficina de Pífanos com Zé do Pife e as Juvelinas
» 20h
Terezinha e Roque
» 21h
Mariana Carizzo e Caixeiras do Divino
» 22h
Tambores do Tocantins

28 de julho - Quinta-feira
» 09h
Atividade de Observação: Identificação de aves do cerrado, com Sandro Barata
» 15h
Oficina de confecção de tamanco e dança de côco do samba de arcoverde
» 15h
Roda de Prosa: Patrimônio Imaterial / IPHAN
» 18h
Cortejo Zé do Pife e as Juvelinas
» 19h
Atividade de Observação: vivência de astronomia - observação das principais constelações de estrelas e planetas visíveis no céu da Chapada dos Veadeiros, com Krant Pessoa
» 20h
Dércio Marques
» 21h30
Pereira da Viola
» 23h
Tambor de Crioula do Quilombo de Santa Rosa dos Pretos

29 de julho - Sexta-feira
» 09h
Oficina de Sementes do Cerrado / Troca de sementes, com João Pereira (IPOEMA) e Namaste Ganesha
» 14h
Oficina Tambores do Tocantins
» 15h
Encontro de Saberes, Campos e Campi (Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais, projeção de fotos e vídeos - prof. Antenor Ferreira, Depto de Música da UnB)
» 21h
Opereta A Anta e a Velha (Doroty Marques e Turma que Faz)
» 22h
Samba de Côco Raízes de Arcoverde

30 de julho - Sábado
» 09h
Oficina de ervas medicinais, com Tom das Ervas (em Alto Paraíso)
» 18h
Congo de Niquelândia e Terno de Moçambique de Faguntes - Capitão Júlio Antônio
» 19h
Congo de Nossa Senhora do Rosário - Catalão
» 20h
Congada de Monte Alegre
» 21h
Benin

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Deodato Siquir lança 2º CD “MUTEMA” na Suécia

Mutema é uma dedicatória póstuma a minha Mãe - Berta Telma da Conceição Manjate

- Deodato Siquir


O músico e baterista moçambicano Deodato Siquir radicado na Suécia lança dia 09 de Julho do corrente mês, o seu 2º CD intitulado MUTEMA, no espaço Visons Butik, na cidade de Estocolmo.

O disco constituído por 11 temas é uma mistura de ritmos tradicionais africanos e o jazz, temas gravados em Moçambique e na Suécia, muitos deles cantados num “mix” do Tonga, inglês e Português com vista a internacionalizar o seu trabalho.

Mutema reúne composições que retratam uma homenagem póstuma a sua mãe falecida a 9 de Julho de 2009 [passam 2 anos sem a mãe]. Como forma de imortalizar a sua querida Mãe Berta Telma da Conceição Manjante de nome tradicional MUTEMA.

MUTEMA significa coração na língua Lingala do Congo

O amor, paz, saúde e prosperidade são temáticas que integram o disco MUTEMA. Recordar que MUTEMA não é substituição do disco em prelo “MANDAMENTOS DA VIDA” que o artista havia prometido aos seus fãns.

O Álbum MUTEMA conta com a participação de artistas moçambicanos [Chico Matada, Celso Paco, Isildo Novela, Matchote, Nelton Miranda ,Felipe Robles [Chile], Preben Carlsen, Signe Lykkebo Dahlgreen,Soren Heller, Thomas Hyllested [Dinamarca] Phong Le, [Vietnam], e Yaya Diabate [Senegal ].

Recordar que Deodato Siquir, músico moçambicano lançou em 2007 em Copenhaga, Dinamarca, o seu primeiro CD a solo intitulado “Balanço” o qual foi directo para o prestigiado World Music Charts Europe, Top 10 na RDP África, no programa Música sem Espinha e mereceu o prémio Revelação na parada de música moçambicana da Rádio Moçambique, o Ngoma Moçambique 2008.

Em Moçambique os discos estarão disponíveis a partir do dia 9 de julho do corrente ano, no Gil Vicente e Ambients Bar.

Escute a entrevista do músico e baterista aqui

Compasso - Deodato Siquir 07 jul 2011 by Deodato Siquir

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