quarta-feira, 29 de junho de 2011

Olimpíada Nacional em História do Brasil recebe inscrições

O Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas (MC-Unicamp) está com inscrições abertas até 9 de agosto para a 3ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB).

Composta por cinco fases on-line e uma presencial, a competição envolve professores e alunos na resolução dos problemas propostos, com o objetivo de estimular o conhecimento e o estudo. A primeira fase da olimpíada começa em 15 de agosto. A fase presencial ocorrerá nos dias 15 e 16 de outubro, na Unicamp.

Podem participar estudantes regularmente matriculados no 8º e 9º anos do ensino fundamental e demais séries do ensino médio de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Para orientar a equipe, composta por três estudantes, é obrigatória a participação de um professor de história.

A ONHB premiará escolas, alunos e professores com medalhas e certificados de participação. A escola receberá doação de livros para o acervo da biblioteca e a assinatura da Revista de História da Biblioteca Nacional por um ano.

Segundo os organizadores, o objetivo da Olimpíada Nacional em História do Brasil é trazer para o âmbito das ciências humanas a atividade de olimpíada, que estimula o conhecimento e o estudo, desperta talentos e aptidões e envolve os participantes em atividades de desafio construtivo.

Mais informações: olimpiada.museudeciencias.com.br/3-olimpiada

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga

Estão abertas as inscrições para o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga que, em 2011, chega à sua 22ª edição. O evento será realizado de 17 a 30 de julho em Juiz de Fora (MG).
Serão oferecidos 48 cursos de instrumentos antigos e modernos, masterclass internacional de música antiga e palestras. Entre os cursos, destaque para o departamento de música barroca, com opções em violino, violoncelo, oboé e canto.
Professores do Brasil e de países como Holanda, Estados Unidos e França vão ministrar oficinas para os estudantes de música.
Na programação cultural estão mais de 30 grupos de artistas brasileiros e estrangeiros, que realizarão concertos noturnos e vespertinos. Além das apresentações em teatros, a música invade as ruas da cidade, com apresentações no Calçadão da Rua Halfeld e em espaços públicos.
Mais informações: http://www.promusica.org.br/

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Refúgios ameaçados

A diminuição das Áreas de Proteção Permanente (APPs) e de reserva legal no Brasil, proposta pelo projeto de reforma do Código Florestal aprovado em 25 de maio na Câmara dos Deputados, pode resultar na eliminação de pequenos fragmentos de mata ciliar e de propriedades rurais que são cruciais para a sobrevivência de animais como os anfíbios.

Isso porque essas espécies utilizam as áreas remanescentes de floresta como refúgio durante a estação seca e como corredores para se deslocar e buscar alimentos. O alerta foi feito por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), ligados ao programa BIOTA-FAPESP, em carta publicada na edição de 27 de maio da revista Science.

Na carta, os pesquisadores chamam a atenção para o fato de que a existência de pequenos fragmentos da Floresta Estacional Semidecidual – a porção da Mata Atlântica que ocupa no interior do país áreas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná – aumenta significativamente a diversidade de anfíbios, baseados nos resultados de uma pesquisa de doutorado realizada pelo biólogo Fernando Rodrigues da Silva no âmbito do Projeto Temático “Fauna e flora de fragmentos florestais remanescentes no noroeste paulista: base para estudos de conservação da biodiversidade”, apoiado pela FAPESP.

Em sua pesquisa, intitulada “A influência de fragmentos florestais na dinâmica de populações de anuros no noroeste do Estado de São Paulo”, realizada com Bolsa da FAPESP, Silva colocou poças artificiais próximas a seis fragmentos florestais da região noroeste paulista, com diferentes extensões, para analisar a diversidade de anfíbios presentes neles.

Com isso, o pesquisador constatou que os fragmentos de floresta com 70 a 100 hectares apresentam alta diversidade de anfíbios durante o período de reprodução das espécies, em que elas saem de seus hábitats naturais para se reproduzir.

“A diminuição das APPs e áreas de reserva legal, como pretende o projeto de reforma do Código Florestal, pode eliminar os fragmentos florestais e afetar a diversidade de espécies que ocorrem próximas a eles”, disse Silva à Agência FAPESP.

Segundo ele, não se imaginava que os fragmentos florestais fossem tão importantes para espécies consideradas de área aberta (que vivem fora da mata), como os anfíbios da região noroeste do estado. Porém, a pesquisa demonstrou que, mesmo que essas espécies se reproduzam em área aberta, em momentos específicos de seus ciclos de vida esses animais recorrem aos fragmentos florestais para se alimentar, procurar abrigo na estação seca e se deslocar.

Em função disso, a redução de áreas remanescentes de florestas pode promover o fenômeno da “separação do hábitat”, que é reconhecido como ameaçador especialmente para anuros (sapos, rãs e pererecas). O processo ocorre quando os ambientes que os animais usam para se alimentar e se reproduzir são desconectados, resultando em um ambiente mais hostil durante a migração e a dispersão.

“Se forem preservados os fragmentos florestais, também é possível preservar a diversidade de espécies de anfíbios no entorno deles”, afirmou Silva.

Essas áreas remanescentes de floresta atuam em vários serviços ecossistêmicos. Entre eles estão aumentar a quantidade de polinizadores para as lavouras, controlar as pragas e manter os regimes hidrológicos e a qualidade da água, que são críticos para a existência não só de anfíbios, mas para muitas outras espécies, em geral.

Sem fragmentos

Na carta, os pesquisadores destacam que, no interior do Estado de São Paulo, a expansão das colheitas de cana-de-açúcar para produzir etanol está levando à eliminação dos corpos d’água próximos aos fragmentos de floresta, colocando sob ameaça os anfíbios, que usam esses ambientes para se reproduzir.

“Ainda não fizemos um estudo para observar o impacto do cultivo da cana-de-açúcar na diversidade de anfíbios. Mas o que constatamos é que quando se eliminam as áreas de pasto para cultivar cana são extinguidos os corpos d’água, como os açudes, que os anfíbios utilizam para se reproduzir. E estamos percebendo que esses ambientes estão desaparecendo no noroeste paulista”, disse.

O que ainda continua existindo na região, segundo Silva, são grandes represas onde há muitos peixes. Mas muitos anfíbios não utilizam esses ambientes para se reproduzir, porque os peixes comem os ovos e os girinos.

Os pesquisadores que assinam a carta enfatizam que, embora estejam tentando mostrar o valor dos pequenos fragmentos de floresta para a preservação de diversas espécies, isso não significa dizer que possa ser diminuído o tamanho das áreas maiores.

“Quanto maior o tamanho dos fragmentos de floresta, melhor para essas espécies. Mas mesmo os pequenos fragmentos são fundamentais e não podem ser desmatados. E, diminuindo o tamanho das APPs e das reservas legais, como propõe o projeto de reforma do Código Florestal, esses fragmentos florestais irão desaparecer”, ressaltou Denise de Cerqueira Rossa Feres, professora do Departamento de Zoologia e Botânica da Unesp, campus de São José do Rio Preto, que orientou Silva em seu doutorado e também assina a carta publicada na Science com Silva e Vitor Hugo Mendonça do Prado, do Departamento de Zoologia da Unesp em Rio Claro.
Por Elton Alisson

Fonte: Agência FAPESP

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cardápio para tratamento de câncer

Icesp lança página na internet com receitas e dicas para controlar efeitos colaterais de tratamentos como quimio e radioterapia (reprodução)



O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), lançou um serviço na internet com receitas de salgados, doces e bebidas para pacientes em tratamento de quimio e radioterapia.


Segundo o Icesp, a proposta do cardápio, que deverá se tornar um livro, é controlar os efeitos colaterais do tratamento de câncer. Outro objetivo das receitas é incentivar a alimentação dos pacientes, evitando a perda de peso.

Na nova página há diferentes receitas, indicadas para sintomas específicos provocados pelos tratamentos quimioterápicos, radioterápicos e de radioiodoterapia, tais como boca seca, náuseas, dor ao engolir e feridas na boca. Além das receitas, o site fornece dicas para controlar os efeitos colaterais das terapias oncológicas.

“O acompanhamento médico e, em alguns casos, a prescrição de medicamentos para possíveis reações negativas e temporárias são fundamentais. Mas o auxílio também pode vir da própria cozinha de casa”, disse Suzana Camacho, gerente do Serviço de Nutrição e Dietética do Icesp.

As receitas disponíveis na nova página do portal, assim como as dicas, foram elaboradas pelo Serviço de Nutrição e Dietética do instituto, do qual faz parte o projeto “Cozinha Experimental”. Nele, os acompanhantes têm acesso às aulas práticas de gastronomia especializada e aprendem como estimular o apetite dos pacientes com câncer.

Além de nutricionistas, o projeto inclui o acompanhamento de uma psicóloga, para que os acompanhantes possam compreender e aprendam a lidar com o comportamento do paciente durante o tratamento.

As receitas e dicas podem ser acessadas pelo site: www.icesp.org.br/Institucional/O-Instituto/Equipe-Multiprofissional/Nutricao-e-Dietetica/Receitas-para-controle-de-sintomas
Fonte: Agência FAPESP

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