terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ensaísta brasileira emociona o Senegal

III FESTIVAL MUNDIAL DAS ARTES NEGRAS
Conceição Evaristo na Ilha de Gorée, ao lado da estatua que simboliza o fim da escravatura

Por Elaine Hazin
Foto: Elaine Hazin

Ícone da literatura afro-brasileira, a escritora e ensaísta Conceição Evaristo foi uma das convidadas pela Fundação Cultural Palmares para participar da programação cultural do Brasil no III Festival Mundial de Artes Negras, no Senegal. Entre os 60 países convidados, o Brasil é o país homenageado e tem a maior delegação, com 362 personalidades, entre artistas, grupos culturais, intelectuais e cineastas.

Com o tema "Da representação à auto-apresentação do negro na literatura brasileira", a escritora integrou a programação de pensadores do Festival sobre a questão da diáspora africana. Em Gorée, Conceição reuniu intelectuais de países africanos. Emocionada - e emocionando - afirmou que a experiência trouxe uma sensação "de volta à origem [...]. Não uma origem particular, mas de uma dor coletiva. Essa recordação, como um ato voluntário de resistência, nos faz acreditar que somos fortes e por isso recuperamos a vida".

Conceição Evaristo é Mestre em Literatura Brasileira pela PUC Rio, e Doutoranda em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Autora dos romances Ponciá Vicêncio, 2003 e Becos da Memória, 2006, Mazza Edições, a escritora lançou em 2008 a antologia Poemas da Recordação e outros Movimentos, Editora Nandyala, obra classificada entre os 50 finalistas do Prêmio Portugal Telecom, no ano de 2009.

Fonte: Fundação Palmares

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Combinação desastrosa

Por Elton Alisson

As mudanças climáticas, somadas ao crescimento populacional causado, em grande parte, pela construção de empreendimentos voltados à exploração de petróleo e gás, podem aumentar as vulnerabilidades socioambientais das cidades do litoral do Estado de São Paulo aos eventos climáticos extremos, segundo pesquisa feita no Núcleo de Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

De acordo com Lúcia da Costa Ferreira, coordenadora da pesquisa, por suas próprias características ecológicas a zona costeira do litoral paulista já é muito sensível a qualquer alteração climática, como chuvas intensas. Com o aumento do número de moradores nos últimos anos, atraídos pela oferta de emprego principalmente no setor petrolífero, a infraestrutura das cidades litorâneas do Estado de São Paulo tende a piorar. Em função disso, elas podem se tornar mais frágeis para enfrentar os riscos de acidentes e desastres naturais, como deslizamentos de encostas e inundações.

“Há locais na faixa litorânea onde a área disponível para ocupação humana, que vai do sopé do morro ao mar, é muito pequena. Qualquer alteração no nível no mar nessas áreas pode provocar impactos violentos”, disse Lúcia à Agência FAPESP.

Para identificar as vulnerabilidades socioambientais apresentadas pelos municípios situados em todo o litoral do Estado de São Paulo em relação aos possíveis impactos das mudanças climáticas, e identificar quais as adaptações terão que promover para enfrentá-las, foi iniciado em 2009 o Projeto Temático "Crescimento urbano, vulnerabilidade e adaptação: dimensões ecológicas e sociais de mudanças climáticas no litoral de São Paulo", apoiado pela FAPESP.

Coordenado inicialmente por um dos principais especialistas no Brasil em demografia e mudanças ambientais, o professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Unicamp, Daniel Joseph Hogan, que morreu em abril, o projeto multidisciplinar é dividido em quatro componentes.

No primeiro, “Crescimento e morfologia das cidades e vulnerabilidades das populações, infraestruturas e lugares”, liderado pelo professor do Departamento de Demografia do IFCH-Unicamp, Roberto Luiz do Carmo, estão sendo analisados o crescimento populacional das cidades litorâneas paulistas, as vulnerabilidades das populações e suas infraestruturas para enfrentar os eventos climáticos.

No segundo componente, intitulado “Mudança ambiental global e políticas públicas em nível local: riscos e alternativas” e coordenado pela professora do Departamento de Sociologia do IFCH-Unicamp, Leila da Costa Ferreira, são estudadas as iniciativas que estão sendo tomadas pelos gestores municipais para preparar as cidades litorâneas paulistas para possíveis mudanças ambientais e impactos das alterações climáticas.

O terceiro componente, “Conflitos entre expansão urbana e cobertura florestal e suas consequências para a mudança ambiental global no Estado de São Paulo”, coordenado por Lúcia, avalia as dinâmicas sociais e os conflitos que estão ocorrendo na região devido à contraposição da expansão urbana com a existência de áreas protegidas na região por inúmeras unidades de conservação ambiental.

No quarto componente, “Expansão urbana e mudanças ambientais no litoral nordeste do Estado de São Paulo: impactos sobre a biodiversidade”, coordenado pelo professor do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp e coordenador do programa Biota FAPESP, Carlos Alfredo Joly, estão sendo pesquisados os impactos da expansão urbana e das mudanças ambientais sobre a biodiversidade da região.

“Por meio desses quatro componentes, quisemos abranger tanto as dinâmicas sociais e demográficas, em que o foco são os conflitos sociais e as respostas políticas e institucionais dessas cidades litorâneas para os problemas causados pelas mudanças climáticas, quanto as ecológicas e botânicas, em que o objeto de estudo é a biodiversidade”, disse Lúcia.

Primeiros resultados

Na primeira etapa do projeto, que está sendo concluída no fim de 2010, os pesquisadores identificaram e caracterizaram as dinâmicas sociais, além dos atores governamentais e não governamentais que estão envolvidos nas discussões sobre os impactos das mudanças climáticas nos 16 municípios do litoral paulista.

Paralelamente a esse trabalho, também fizeram um levantamento de experiências em políticas públicas existentes na região relacionadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, como fóruns de discussão.

“O número de iniciativas como essas na região se revelou acima da média do que imaginávamos. Há um grande interesse das administrações, principalmente dos municípios de Bertioga, Caraguatatuba e São Sebastião, em manter uma cooperação conosco para a realização de debates e palestras sobre os impactos das mudanças climáticas”, disse Lúcia.

Segundo a pesquisadora, juntamente com Ubatuba, os municípios de São Sebastião e Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, concentram o maior número de novos empreendimentos voltados para a exploração de óleo e gás.

Em Caraguatatuba, por exemplo, está sendo construído a Unidade de Tratamento de Gás (UTGCA) Monteiro Lobato, da Petrobras, que deve entrar em operação no início de 2011.

“Há uma área de conurbação [unificação da malha urbana de duas ou mais cidades] nessa região, onde São Sebastião está sendo utilizado como ‘município dormitório’ pelos operários que trabalham em Caraguatatuba”, disse a cientista.

De acordo com dados do Censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do Litoral Norte paulista aumentou 11% nos últimos 10 anos – acima das médias estadual e nacional. Juntas, segundo a pesquisa, as cidades de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba ganharam mais de 50 mil habitantes no período de 2000 a 2010.

“Está ocorrendo uma expressiva urbanização da região como um todo que tende a acelerar ainda mais com a construção desses novos empreendimentos”, disse Lúcia.

Segundo ela, a divulgação dos dados do Censo 2010 pelo IBGE deve contribuir para o avanço das pesquisas realizadas no âmbito do Projeto Temático.

Na segunda fase do projeto, que será iniciada em 2011, os pesquisadores analisarão as informações coletadas e realizarão pesquisas de opinião e grupos focais com os moradores das cidades litorâneas paulistas para levantar suas preocupações com os impactos das mudanças climáticas e a construção dos novos empreendimentos na região.

Fonte: Agência FAPESP

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O 13º Discipulo - A verdadeira historia de Papai Noel

Após a descoberta dos pergaminhos do Mar Morto, a comunidade cientifica debruçou-se sobre os documentos, buscando decifrar suas mensagens, significados e conteúdos religiosos.

Talvez a maior descoberta desse árduo trabalho foi a comprovaçao historica de que Jesus realmente teve mais um discípulo além dos 12 ja' mundialmente conhecidos (claro, considerando entre os 12 o nome de Mathias, que substituiu Judas, por motivos obvios e para manter a dúzia de seguidores do Mestre).
Em um dos pergaminhos encontrados junto às escarpas rochosas da região de Cuman, esta consignada a seguinte passagem, vertida do sânscrito para o aramaico, depois para o grego e finalmente para o português (versao de Carlos Neves de Mourao Cintra, arqueologo, sofista e profundo conhedor da antiguidade judaica e povos adjacentes):
"Pouco antes de Jesus enviar seus discípulos a regioes distantes, para pregar as boas novas, chamou-os a um local mais reservado e disse:

- João, onde estais ?
- Estou aqui Mestre !!
- João, beija a minha mão.
- Sim Mestre !!
- Tomé, onde estais?
- Estou aqui Mestre !!
- Tomé, beija o meu pé.
- Nicolau, onde estas?
- Nicolau cade voce ??
Nesse momento, o pobre Nicolau, vazio de fé e desesperado diante da perspectiva de uma convocacao mais íntima, por parte do Mestre, deitou carreira no mundo.
Nicolau correu desesperandamente por horas seguidas e, já noite, exausto, caiu em sono profundo. No alvorecer da manhã Nicolau foi despertado por um par de renas galheiras, que lambiam o pobre discípulo desertor.

Sentindo-se rejeitado pelo mundo, sob a frieza de neve da incompreensão humana e sendo acolhido apenas por aquele par de renas,
construiu um trenó e saiu a viajar presenteando as crianças do mundo todo."

Hoje, ja refeito do susto e das sequelas, o velho discipulo Nicolau passou a ser conhecido como Santa Claus, nosso bom velhinho do natal, o 13º discipulo de Jesus.

Um Feliz natal a todos e que as alegrias da entrada se prolonguem pelo resto dos anos !!!
roling sTONIs Maya, o troglodita

Os premiados Voa Viola

PRÊMIOS ESPECIAIS

Com shows de Renato Teixeira e banda, o trio de cordas de Ricardo Vignini e o reencontro de Roberto Corrêa e Siba, foram anunciados na sexta-feira, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, em Brasília, os cinco vencedores do festival Voa Viola. O primeiro prêmio anunciado, para a categoria tradição, foi para a Família Pereira de Guaraqueçaba, Paraná. No quesito dupla, saíram vencedores Galvan e Galvanzinho, de Anápolis (Goiás). Representando a modalidade canção, foi escolhido o cantor, compositor e violeiro Wilson Dias, mineiro de Olhos D'Água, no Vale do Jequitinhonha. Na categoria instrumental, o vencedor foi Arnaldo de Freitas, de Marília (SP), um que comprova "o poder voador da viola". Por último, mas não mesmo importante, o grupo paulista Conversa Ribeira foi selecionado para representar a categoria inovação. Cada um vai receber R$ 8 mil da Caixa, patrocinadora do concurso.

Como disse Corrêa, curador do festival com outro violeiro, Paulo Freire, foi "uma ingrata tarefa", não só premiar os cinco finalistas, mas selecionar entre 389 inscritos os que participariam dos shows no Recife, em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Os premiados pelos jurados J. C. Botezelli (Pelão) e Carlos Miranda não estão necessariamente entre os 12 que o público votou, via internet, para fazerem os shows.

De qualquer maneira, as escolhas são representativas do que se vem fazendo em música com viola hoje no País, em diversos estilos musicais, tipos de instrumentos (viola caipira, nordestina, de cocho, de buriti, machete), sotaques e regiões. Uma das diferenças desse prêmio, como enfatizou Corrêa e Juliana Saenger, dedicada coordenadora do festival, é que não se premia a competição, mas a diversidade.
Fonte: Jornal “O Estado de São Paulo”

 Os premiados:
Canção - Wilson Dias (Olhos d’Água/MG)
Natural do Vale do Jequitinhonha, o violeiro, cantor e compositor, Wilson Dias trouxe para a arte as influências da vida em comunidade, da cultura popular, em suas manifestações tanto religiosas, quanto profanas. Suas canções revelam o encontro entre a tradição e o mundo contemporâneo, com força e verdade. O Voa Viola, premiando Wilson Dias, rende homenagem ao cantador das Gerais, ao caminho “roseano” de fazer arte.

Tradição - Família Pereira (Guaraqueçaba-PR)
Há mais de 100 anos esta família vem se dedicando à manutenção e divulgação do fandango no litoral do Paraná. Constroem seus próprios instrumentos: violas, rabecas e adufes. São exímios instrumentistas. Eles representam a sabedoria do homem da roça, a cultura oral sendo transmitida em meio aos fenômenos da natureza. Com este prêmio à Família Pereira, o Voa Viola homenageia os grandes mestres brasileiros.

Dupla - Galvan e Galvãozinho (Anápolis/GO)
As vozes de Galvan e Galvãozinho personificam a história da música caipira. Artistas com mais de 30 anos na estrada, cantando as modas de viola, pagodes e toadas que caracterizam o clima do interior goiano, herdaram um título que lhes caiu muito bem: "os reis da catira". Mantêm os pés fincados nas tradições como as raízes mais resistentes da cultura popular regional. Com este prêmio a Galvan e Galvãozinho, o Voa Viola presta uma homenagem à cultura caipira.

Instrumental - Arnaldo Freitas (Marília/SP)
Arnaldo Freitas é mais conhecido como o violeiro do regional que acompanha Inezita Barroso no programa “Viola minha Viola”. Quem conhece Inezita Barroso sabe que não é qualquer um que ocupa este posto. Mas ele vai além. É um virtuose no instrumento e um compositor que aponta para rumos inusitados. O Voa Viola premiando o jovem Arnaldo Freitas, homenageia esta nova geração de instrumentistas que se encantam com o poder voador da viola.

Inovação – Grupo Conversa Ribeira (SP/MG)
Formado pela cantora Andréa dos Guimarães, o violeiro João Paulo Amaral e o pianista/acordeonista Daniel Muller, o Conversa Ribeira vem se tornando um dos melhores exemplos de como a música caipira pode ser recriada com criatividade e ousadia. Nascidos no interior de São Paulo e Minas Gerais, estes músicos de sólida formação buscam novos caminhos com suas concepções artísticas contemporâneas. Premiando o Conversa Ribeira, o Voa Viola homenageia os artistas que se arriscam e respeitam as tradições.

Paulo Freire e Roberto Corrêa

Voa Viola - Festival Nacional de Viola

O Voa Viola - Festival Nacional de Viola apresentou seu quarto e ultimo show nesta sexta feira ultima na sala Villa Lobos do teatro Nacional em Brasília. O projeto apresentou consagrados violeiros do Recife, de Belo Horizonte, São Paulo e Brasília, em quatro diferentes espetáculos que são, em seu conjunto, um panorama atual do uso da viola no Brasil. Esse cenário foi construído pela mobilização de violeiros e do publico no portal www.voaviola.com.br e pelo trabalho da curadoria que buscou contemplar a diversidade. O Voa Viola e um movimento de reverencia a esse instrumento, que, ha 500 anos no Brasil, e símbolo de nossa cultura e identidade, incorporando nossos muitos sotaques.

O espetáculo contou com a apresentação inteligente de Roberto Correa que recebeu no palco as varias atrações para uma platéia que encheu a sala Martins Pena do Teatro Nacional.

Foi muito mais que um festival, foi sim um grande concerto, composto por várias peças, cada ato foi executado por um solista, grupo ou duo, representando uma parte do mapa da viola no brasil. estampado numa verdadeira colcha de retalhos, onde se mistura viola com vários instrumentos, começa com o duo viola e cravo mistura inédita e surpreendente, seguido por Ricardo Vignini que fez o publico viajar com sua interpretação de Terra (Caetano Veloso), e logo em seguida surge Bruna da Viola uma linda e encantadora surpresa, pois ela levantou o publico com sua apresentação cheia de ritmos e uma execução primorosa e pra encerrar o consagrado Renato Teixeira que com um show impecável emocionou todos com seu repertorio maravilhoso fazendo todo mundo cantar, criando um clima de confraternização encerrando de forma linda este grande projeto o Voa Viola, parabéns a todos que tornaram este projeto possível. E Voa Viola!

 

















Fotos: Peninha

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O retorno de “Guerra" e "Paz”

Os painéis “Guerra” e “Paz”, de Candido Portinari, voltam ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde foram apresentados há 54 anos pela primeira e única vez no Brasil, antes de serem embarcados para os Estados Unidos.

As obras ficarão expostas no teatro entre os dias 22 e 30 de dezembro, com entrada franca. Em janeiro de 2011, seguirão para o Palácio Gustavo Capanema, também no Rio de Janeiro, onde serão submetidas a um processo de restauração em um ateliê aberto, que poderá ser acompanhado pelo público até maio de 2011.

Com a presença do presidente da República, a exposição será inaugurada no dia 21 de dezembro, para convidados. A partir do dia 22, a visitação estará aberta ao público em seis sessões diárias, no palco do Teatro Municipal, com duração de duas horas.

Durante a visitação, o público terá a oportunidade de assistir a um filme sobre Portinari e o processo de construção dos painéis, além de uma projeção com a seleção de 180 estudos preparatórios que o artista realizou durante a realização das obras. Em seguida, poderá ver, no palco do Teatro Municipal, os murais originais que medem, aproximadamente, 14 metros de altura por 10 metros de largura e pesam 2,8 toneladas.

Os painéis estiveram no Municipal em 1956, na primeira e única vez que o público brasileiro e o próprio pintor tiveram a oportunidade de vê-los, antes de seguirem para a sede das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Nova York, como presente do governo brasileiro.

Na época, os EUA não permitiram a visita de Portinari à inauguração dos murais devido às ligações do artista com o Partido Comunista.

Com a realização de uma grande reforma no edifício sede das Nações Unidas entre 2010 a 2013, o Projeto Portinari, que cuida do legado do artista, conseguiu a guarda dos painéis até 2013 para restaurá-la e promover sua exposição no Brasil.

“O sentimento solidário, de revolta e denúncia contra a violência e as injustiças, é uma das características fundamentais das obras de Portinari. Esse foco na exclusão é sintetizado nos monumentais painéis Guerra e Paz, onde o excluído é toda a espécie humana, submetida ao flagelo da guerra e excluída da paz”, disse o filho do artista, fundador e diretor do www.portinari.org.br/ Projeto Portinari, João Candido Portinari, em www.agencia.fapesp.br/materia/12986/entrevistas/portinari-na-internet-e-para-todos.htm entrevista à Agência Faspep.

Após a restauração e a exibição dos painéis no Rio de Janeiro, o Projeto Portinari planeja uma exposição em São Paulo, para meados de julho de 2011, que será o ponto de partida para uma série de exposições pelo Brasil e no exterior, ainda em fase de planejamento. Em agosto de 2013, as obras voltarão à ONU.

Os painéis também ilustram o b>www.fapesp.br/publicacoes/relat2009.pdfRelatório de Atividades FAPESP 2009 e integraram uma b> http://www.agencia.fapesp.br/materia/12937/especiais/exposicao-traz-25-momentos-de-portinari.htmexposição com reproduções de 25 obras de Portinari realizada de 20 de outubro a 30 de novembro de 2010 na sede da Fundação, em São Paulo.

Serviço: Exposição Guerra e Paz, de Portinari
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Dias 22, 23, 26, 27, 28, 29 e 30 de dezembro de 2010
Sessões: 10h, 12h, 14h, 16h, 18h e 20h
Entrada franca

Ateliê aberto
Palácio Gustavo de Capanema
De 1 de fevereiro a 20 de maio de 2011
Horário: 3ª a 6ª das 10 às 17h
Entrada franca

Agendamento de grupos escolares
A partir de 17 de janeiro de 2011
Tel (21) 8337-1732
e-mail: educativo@portinari.org.br

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

POLITICAMENTE CORRETO É O CACETE!!!

O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA
por Luiz Antonio Simas*

Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto. Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha. Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!

Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de xingar a mãe do juiz e o centroavante pereba tomar naquele lugar, cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do "Pé Junto".

*Luiz Antonio Simas nasceu no dia de finados de 1967 e é Império Serrano.É mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio. É considerado um dos profissionais mais importantes do Rio de Janeiro em sua área de atuação. Publicou em parceria com o caricaturista Cássio Loredano, o livro O vidente míope, sobre o desenhista carioca J. Carlos, indicado pela Revista de História da Biblioteca Nacional como uma das publicações mais relevantes da área no ano de 2007. Desenvolve pesquisas sobre a cultura popular carioca, mais especificamente nos campos do futebol e da música popular. Foi o responsávelpela pesquisa da exposição Todas as Copas, evento realizado no Brasil e nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 1994. Seu trabalho foi considerado pela FIFA como um dos mais completos levantamentos já realizados sobre a história dos mundiais de futebol. É atualmente consultor da área de carnaval do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.
Fonte: http://celiaporto.blogspot.com/2010/12/politicamente-correto-e-o-cacete.html

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ave, Cachaça!

Nascimento, Vida, Reza & Glória


Este livro "Ave, Cachaça!" é uma mostra das rezas, da história, e do prazer que o povo brasileiro tem pela cachaça. Entre uma página e outra, a gente vai passando a leitura, embriagando-se de vontade de não acabar. Veja mais...!

“Circula Brasília”

O Projeto levará apresentações gratuitas cênicas e musicais, com diversas temáticas às cidades do Distrito Federal no intuito de democratizar as artes.

Confira nossa programação:

16/12
Auto das Pastorinhas – Cia Titeritar
Praça Central- DVO
20h

17/12
Auto das Pastorinhas – Cia Titeritar
Praça da Quadra 50, Setor Leste – Gama
20h

18/12
Auto das Pastorinhas – Cia Titeritar
Praça da Vila Roriz, Setor Oeste – Gama
20h

19/12
“Auto de Natal”- Bagagem Cia de Bonecos
“Hoje tem Espetáculo”- Circo Boneco, e riso
“La Fanfarra”- Xico Costa
“Mimicando”– Miquéias Paz
Show musical com Carlinhos Piauí
Engenho das Lajes-DF

20/12
Auto das Pastorinhas- Cia Titeritar
Praça da quadra 202/302 de Santa Maria Sul -DF

Releases:

“Auto das Pastorinhas”
Cia Titeritar
Grupo de meninas trajadas como pastoras,que saúdam o Nascimento de Jesus. As pastoras tocam pandeiros enfeitados de fitas, e fazem suas loas com cantorias e bailados simples.


“Hoje tem espetáculo tem Sim Sinhô”
Circo Boneco e Riso
É um espetáculo circense que traz em seu conteúdo números tradicionais de circo como canções de palhaços, perna-de-pau, mágicas, monociclos, malabaris, teatro de Bonecos entre outros.

“Mimicado”
Miquéias Paz
Apresentação de espetáculo de mímica, onde, através de linguagem gestual divertida será contada varias estórias em esquetes.






 
“La Fanfarra”
Xico Costa
O palhaço “Senhor Flor” para montar seu número usa instrumentos musicais e platéia, entre trapalhadas e risos, com grande maestria e alegria cria divertida “Orquestra”. Espetáculo de clown.

Carlinhos Piauí
Cantor e compositor de músicas de raiz, tem sua trilha sonora demarcada nos trechos do cancioneiro popular brasileiro.
Vários CDs foram lançados por este artista alcançado grandes êxitos. Também é um arrebatador de primeiros lugares em festivais de música popular brasileira.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Naturais do Estado de São Paulo

As espécies de peixes de água doce e marinhos, além de répteis, aves, mamíferos e anfíbios que existem no Estado de São Paulo acabam de ganhar “RG” e “comprovante de endereço”.



O programa Biota-FAPESP elaborou e disponibilizou na terça-feira (14/12), no site da revista eletrônica do programa, a Biota Neotropica, uma lista oficial e atualizada das espécies de vertebrados e invertebrados que compõem a biota paulista.
O anúncio foi feito pelo coordenador do programa, Carlos Alfredo Joly, durante a conferência internacional Getting Post 2010 – Biodiversity Targets Right, realizada pelo Programa Biota-FAPESP juntamente com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Bragança Paulista (SP). A reunião, que terminou no dia 15 de dezembro, marcou o encerramento do Ano Internacional da Biodiversidade.


De acordo com Joly, inicialmente a lista é composta por espécies de cinco grupos de vertebrados – peixes de água doce e marinhos, anfíbios, répteis, aves e mamíferos – e 21 grupos de invertebrados. Mas os números de espécies catalogadas devem aumentar já nos próximos meses.


“A lista está em construção. Logicamente que ela sempre será modificada e atualizada porque novas espécies vão ser descritas e encontradas”, disse Joly à Agência FAPESP.


Até janeiro, os pesquisadores pretendem disponibilizar, também para consulta pela internet, a lista de 7,2 mil espécies de plantas fanerógamas (com sementes) que integram a flora paulista. E, posteriormente, a de outros grupos de plantas, como líquens, samambaias, musgos e algas.


Um dos principais objetivos da lista é ser uma referência científica das espécies de animais e plantas que ocorrem no Estado de São Paulo para estabelecer medidas de conservação.


A listagem poderá ser utilizada para a elaboração de uma relação de espécies ameaçadas, com os nomes científicos válidos e referendados, ou para melhorar os mapas de distribuição das espécies.


“Com essas listas, é possível identificar onde essas espécies podem ocorrer no Estado de São Paulo e verificar se os lugares onde elas podem habitar estão bem conservados ou não”, disse Tiago Egger Moellwald Duque-Estrada, gestor executivo do Biota-FAPESP.


Outra utilidade da lista, segundo Joly, será garantir a repartição de benefícios dos recursos genéticos da biodiversidade entre os países onde isso foi decidido, que foi um dos maiores avanços da 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), realizada no fim de outubro em Nagoya (Japão).


A medida estabelece, por exemplo, que se uma molécula de uma determinada espécie de planta levar ao desenvolvimento de um produto pela indústria farmacêutica ou cosmética, os lucros deverão ser compartilhados com os países que demonstrarem que a espécie ocorre em seu território.


“É claro que haverá espécies que estão presentes em mais de um país e uma das maneiras de se comprovar onde determinada espécie ocorre é por meio de uma lista de espécies oficiais”, disse Joly.


Em função disso, conforme a meta estabelecida na Cúpula Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Johanesburgo (Rio+10), em 2002, os países deveriam ter apresentado este ano, em Nagoya, as listas oficiais de plantas, animais e microrganismos que ocorrem em seus territórios. Mas, a exemplo dos outros 16 países que apresentam alta biodiversidade – conhecidos como “megadiversos” –, o Brasil não conseguiu apresentar suas listagens completas.


“O que conseguimos apresentar foi uma lista parcial de espécies de plantas, que está disponível no site do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e que foi resultado de um esforço bastante grande. Mas não conseguimos avançar ainda nas listas de animais e, principalmente, de microrganismos, que é mais difícil de elaborar devida à quantidade muito grande de subespécies”, explicou Joly.


Segundo o coordenador do Biota-FAPESP, entre os principais obstáculos para a elaboração da lista oficial das espécies brasileiras está o trabalho de coordenação, que consiste em fazer revisões e correções dos dados das espécies, e o engajamento de pesquisadores para que contribuam.


Na opinião de Joly, uma das formas mais eficientes de elaborar a lista brasileira seria por meio das sociedades científicas, como as de zoologia, ictiologia e botânica, que poderiam realizar o trabalho de coordenação.


“O fato de São Paulo ter saído na frente será um incentivo para que outros estados também se animem a fazer suas listas, e isso deve acelerar o processo de elaboração da lista oficial de espécies brasileiras. Como todas as espécies do Estado de São Paulo já estão catalogadas, elas poderão ser automaticamente inseridas em uma lista nacional”, afirmou.


Novo sistema de informação


As listas das espécies de vertebrados e invertebrados do Estado de São Paulo começaram a ser produzidas na fase de planejamento do programa Biota-FAPESP, quando os pesquisadores envolvidos no projeto fizeram um levantamento sobre o que se conhecia da biodiversidade paulista até então. A pesquisa resultou na publicação, em 1999, da série Biodiversidade no Estado de São Paulo, composta por sete volumes.


Em 2009, por ocasião da comemoração dos dez anos do programa Biota-FAPESP, os coordenadores do projeto iniciaram o processo de atualização das informações da série. A iniciativa resultou na publicação das listas das espécies na internet em 14 de dezembro daquele ano.


De acordo com Joly, além de possibilitar à comunidade científica encontrar informações sobre as espécies do Estado de São Paulo reunidas em um único volume, as listas também exercerão o papel de dicionário no novo Sistema de Informações do Programa Biota-FAPESP, o SinBiota 2.0.


Desenvolvido no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research, o novo sistema visa a diminuir erros de digitação dos nomes de novas espécies nas entradas de informação no SinBiota.


“Com o novo sistema e as listas atualizadas das espécies, no momento em que o pesquisador submeter uma planilha de espécies com nomes grafados de forma incorreta o sistema indicará que o nome cadastrado tem uma grafia diferente. Isso certamente reduzirá os erros de digitação, que acabavam causando confusão”, disse
Por: Elton Alisson, de Bragança Paulista (SP) Fonte: Agência FAPESP
Mais informações: www.biotaneotropica.org.br/v11n1a/pt

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