terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Feliz 2010
Começar de novo, e fazer um mundo melhor. Sitecurupira

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Exercícios e câncer de próstata
Apenas 15 minutos diários de exercícios físicos foram suficientes para reduzir a taxa de mortalidade em pacientes com câncer de próstata, aponta estudo apresentado em conferência da Associação de Fronteiras de Pesquisa em Câncer nos Estados Unidos.
“Identificamos benefícios com níveis de atividade facilmente atingíveis. Os resultados sugerem que homens com câncer de próstata deveriam fazer alguma atividade física para sua saúde”, disse Stacey Kenfield, da Escola de Saúde Pública Harvard, autora principal do estudo.
Os pesquisadores avaliaram os níveis de atividade física de 2.686 pacientes, tanto antes como depois de terem sido diagnosticados com câncer. Pacientes com diagnóstico de metástase não foram incluídos no estudo.
Homens que mantiveram três horas ou mais dos chamados equivalentes metabólicos por semana – que equivalem a correr, andar de bicicleta, nadar ou jogar tênis por meia hora por semana – apresentaram risco 35% menor de mortalidade geral do que os demais.
Com relação a caminhadas, os pesquisadores observaram que os pacientes que andaram mais de quatro horas por semana tiveram um risco 23% menor de mortalidade por qualquer causa quando comparados com os que andaram menos de 20 minutos por semana.
Não foi apenas o tempo: a velocidade também contou bastante. Aqueles que andaram mais de 90 minutos em um ritmo normal para acelerado apresentaram risco de morte 51% menor do que aqueles que andaram menos e em ritmo menos intenso.
Mas a caminhada não mostrou efeito específico na mortalidade por câncer de próstata. Entretanto, o cenário foi outro com exercícios mais vigorosos. Homens que mantiveram pelo menos cinco horas semanais de atividades físicas vigorosas tiveram redução no risco de mortalidade pela doença.
“Esse é o primeiro grande estudo populacional a examinar os exercícios em relação à mortalidade em sobreviventes de câncer de próstata. Não conhecemos os efeitos moleculares exatos que a atividade física tem sobre a doença, mas sabemos que os exercícios influenciam um número de hormônios que se estima estarem envolvidos com a doença, além de melhorar a função imunológica e reduzir inflamações”, disse Stacey.
“Como esses fatores atuam em conjunto para afetar o câncer de próstata do ponto de vista biológico é algo que ainda teremos que descobrir. Mas, por enquanto, os dados obtidos permitem indicar que cinco horas ou mais de exercícios vigorosos por semana podem diminuir a taxa de mortalidade devido à doença”, afirmou.

Fonte: Agência FAPESP
Veja também Dicas de Saúde!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Santo Antonio
Peça da artesã Maria Abadia de Olhos D'Água - GO
Feito em fibra de bananeira, palha de milho, musgo e folhas do cerrado.

Sitecurupira

O site que celebra a vida.

Exposição Mestre Vitalino e artistas pernambucanos.
CNFCP/Iphan promove mostra em homenagem ao centenário de nascimento do artista popular pernambucano e divulga vencedores de concurso de monografias sobre as expressões tradicionais da cultura brasileira
O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP), instituição vinculada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC), está promovendo a Exposição Mestre Vitalino e artistas pernambucanos.
Inaugurada nesta quinta-feira, 17 de dezembro, no Museu do Folclore Edison Carneiro (Rua do Catete, nº 179), no Rio de Janeiro, a mostra estará aberta ao público até 21 de fevereiro de 2010, das 10h às 18h, de terças a sextas-feiras, e das 15h às 18h, nos sábados, domingos e feriados.
A exposição é uma homenagem ao centenário de nascimento do Mestre Vitalino, artista popular pernambucano, que deu forma e disseminou a arte da produção de estatuetas de argila, com motivos regionais. Vitalino marcou toda uma geração de figureiros, tornando Caruaru um centro cerâmico muito conhecido e criando a “escola de Caruaru”, da qual fazem parte, além de seus descendentes, a mulher e os filhos de Zé Caboclo (1921-1973) e de Manuel Eudócio, seus primeiros “discípulos”, que continuam até hoje produzindo dentro do estilo do Mestre.

























segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Orquídeas serão devolvidas à natureza
Quem vê a floresta amazônica lá do alto, logo a descreve como um mundo verde. Muitos ignoram a variedade de tons escondidos entre as árvores gigantescas. Famosas pela beleza de suas formas e cores, as orquídeas são encontradas em quase todos os países do mundo. Estima-se que sejam mais de 35 mil espécies. Na Amazônia, já foram catalogadas 709, 260 delas genuinamente paraenses.
Apesar da diversidade, a coleta indiscriminada e a devastação de seus habitats ameaçam a sobrevivência das orquídeas amazônicas. Algumas espécies, típicas das áreas de várzea da Região Metropolitana de Belém, hoje, são raramente vistas em ambientes naturais. São encontradas somente em orquidários particulares. "Pouco tem sido feito para reverter esse quadro desolador, apesar da unanimidade quando se fala da beleza e da importância ecológica das orquídeas", alerta o professor Marco Antônio Menezes Neto, da Faculdade de Biologia da UFPA.
Laboratório: mais flores em menor tempo
Além do aspecto ornamental, orquídeas fornecem produtos alimentícios, fármacos ou matérias--primas aproveitadas pela indústria, e imprescindíveis serviços ambientais. Na natureza, elas estão quase sempre no alto das árvores. O pesquisador Marco Antônio Menezes Neto esclarece que "é comum encontrarmos pessoas que consideram as orquídeas parasitas e, por isso, retiram-nas das árvores onde elas se fixam. Na verdade, as orquídeas estão procurando, apenas, um lugar ao sol para fazerem a fotossíntese e não prejudicam essas outras plantas. Elas se alimentam de nutrientes contidos na água da chuva e na poeira do ar, além de estabelecerem, comumente, uma relação muito específica com fungos que auxiliam em sua nutrição”.
Nenhuma espécie botânica é capaz de produzir tantas sementes num único fruto como as orquídeas. Embora produzam até milhões de sementes no ambiente natural, apenas algumas germinam e pouquíssimas se tornarão plantas adultas. A germinação das sementes depende de uma relação mutualística com fungos, que nutrem os embriões durante os estágios iniciais de desenvolvimento. “As orquídeas também se relacionam com determinados insetos, desenvolvendo sofisticadas estratégias para atrair os polinizadores. Daí, a beleza incomum e o cheiro agradável de suas flores.", conta Marco Antônio Menezes Neto.
Em laboratório, a cultura assimbiótica ou semeadura in vitro de orquídeas aumenta a porcentagem de germinação. A técnica consiste em cultivar as sementes em meio nutritivo até que se transformem em plantas completas. “Esse método é importante do ponto de vista comercial e ecológico, pois possibilita o aumento da variabilidade genética das espécies propagadas e permite a produção de um grande número de orquídeas em um curto espaço de tempo", revela o pesquisador.
Ele explica que há outras formas de reprodução de orquídeas, as quais funcionam como uma espécie de clonagem das plantas. No entanto, como o objetivo da pesquisa é reintroduzi-las em seu ambiente natural, é interessante que elas sejam diferentes entre si, ou seja, “precisamos assegurar a variabilidade genética para aumentarmos as chances de que as orquídeas voltem a habitar um determinado ambiente natural. Assim, elas estarão mais preparadas para enfrentar as adversidades de seu meio”, justifica.
"Já multiplicamos 27 espécies, cerca de dez delas são amazônicas, a maioria do gênero cattleya. A intenção é ir aumentando esse número gradativamente, por isso precisamos da colaboração de orquidófilos que possam doar material para a coleta de sementes. Não precisamos de mudas ou de flores, basta uma autorização para ir até a planta e coletar seu fruto, que, normalmente, é descartado pelo criador. Também podemos reproduzir, in vitro, espécies a pedido dos orquidófilos. Estamos abertos a parcerias”, convida Marco Antônio Menezes Neto.
Em breve, de volta à floresta
O projeto iniciou em agosto de 2007 e, em breve, será hora de reintroduzir as plantas adultas no meio ambiente. Elas serão plantadas em áreas de preservação públicas e privadas. "Já fizemos alguns contatos e pretendemos plantar orquídeas no Jardim Botânico da Amazônia Bosque Rodrigues Alves, no Parque Ambiental do Utinga, no Museu Zoobotânico Emílio Goeldi, no Crocodilo Safari Zoo e em uma área privada localizada, em Santo Antônio do Tauá. Quando o momento chegar, vamos convidar escolas de ensino médio e fundamental para participarem da reintrodução, com o objetivo de despertar nesses jovens a consciência da importância da preservação dessas plantas", revela o professor.
As orquídeas amazônicas pertencem, principalmente, aos gêneros Catasetum; Epidendrum; Maxillaria; Habenaria e Encyclia. Os três primeiros ainda são vistos em Belém. "Esses gêneros conseguiram desenvolver algumas estratégias para se adaptarem às modificações feitas pelo homem no espaço. Uma espécie do gênero Maxillaria, por exemplo, é encontrada no alto das mangueiras distribuídas pelo Centro de Belém”, lembra. No entanto, o pesquisador adverte: “essas situações não diminuem os riscos de desaparecimento de espécies pela destruição das áreas verdes que restaram na cidade ou pela retirada predatória das plantas e flores, o que já pode ter extinguido orquídeas endêmicas, ou seja, as que só existiam em um determinado lugar nem sequer foram descobertas”.
Para Marco Antônio Neto, as plantas produzidas in vitro, a partir do cultivo assimbiótico de sementes, são altamente interessantes para programas de reintrodução de espécies nativas em áreas de preservação ambiental, e talvez programas desse tipo sejam a única solução viável para salvar algumas espécies de orquídeas amazônicas. “A possibilidade de admirar a beleza das orquídeas não pode ser um privilégio de poucos. A beleza de suas flores deve promover a satisfação da coletividade. Para isso, é fundamental que essas plantas maravilhosas sejam reintroduzidas em parques, praças, jardins botânicos ou em qualquer área acessível ao público”, deseja.

por Glauce Monteiro
foto Alexandre Moraes
Fonte: beira do rio Jornal da Universidade Federal do Pará
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Espaço Cultural Bagagem Apresenta
Auto de Natal
Espetáculo do grupo Bagagem Cia de Bonecos que narra à história do nascimento de Cristo abertura com Pastorinhas (personagem da cultura popular).
A montagem é feita com bonecos de vara com 1mt de altura e trilha sonora do clássico Handel. O Grupo estará apresentado todos os dias até 24 de dezembro no Espaço Cultural Bagagem.

Ficha técnica:
Atores-bonequeiros: Biró Silva, Cristiano Alves, Eudes leão, Leda Carneiro e Loyane Marques.
Sonoplastia: Lucas BatistaEntrada Franca.


Dia: todos os dias até 16/12/2009 a 24/12/2009
Horas: 18:30.
Classificação livre
LOCAL - Quadra 40 Setor Central - Gama - DF
MAIORES INFORMAÇÕES: 61 3556-6605
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Incrível. Ontem a imprensa estava dizendo que Copenhague já começou errado.
Mas 24 horas depois, com milhões de assinaturas na petição, centenas de milhares de telefonemas e apelos massivos de todo o planeta, temos a chance de conseguir um acordo! A pressão está funcionando - governantes estão freneticamente fazendo em horas o que eles falharam em fazer por anos, mas ainda estão divididos sobre o pacto que deverá impedir o aquecimento catastrófico de 2 graus. Especialistas dizem que o Presidente Lula é uma das melhores promessas de fechar a brecha e unir os líderes do norte e sul -- porém, ele terá que começar com compromissos audaciosos por parte do Brasil. Clique abaixo para assinar esta petição de emergência para o Lula Salvar Copenhague, depois encaminhe este alerta para todo mundo! http://www.avaaz.org/po/lula_salve_copenhague/?cl=414398882&v=5050
A petição se tornou o centro de uma revolta global contra o fracasso de Copenhague. Os nomes da petição estão sento lidos por jovens que tomaram os espaços da conferência e em prédios de governos ao redor do mundo, incluindo o Departamento de Estado dos EUA e o escritório do Primeiro Ministro do Canadá. O mais impressionante é que os próprios governantes estão apelando para as pessoas agirem. O Primeiro Ministro do Reino Unido Gordon Brown fez um apelo para 3000 membros da Avaaz em uma conferência por telefone na quarta-feira, pedindo uma campanha histórica pela Internet de 48 horas de cidadãos ao redor do mundo. Ele disse que o nosso impact é fundamental.
O Prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu fez um apelo em uma das 3000 vigílias organizadas pelo nosso movimento proclamando “Marchamos na África do Sul e o apartheid caiu, marchamos em Berlim e o muro caiu, marchamos em Copenhague e VAMOS conseguir um acordo pra valer”. A história está sendo escrita em Copenhague, mas não pelos governantes e sim por nós, milhões de pessoas ao redor do mundo que estão engajados diretamente, minuto a minuto, como nunca antes, na luta para salvar o planeta. A pressão está funcionando, vamos dar tudo de nós. http://www.avaaz.org/po/lula_salve_copenhague

Com esperança e determinação,


Fonte: http://www.avaaz.org/

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Povo Brasileiro e a Catira
A sociedade e a cultura brasileiras são conformadas como variantes da versão lusitana da tradição civilizatória européia ocidental, diferenciadas por coloridos herdados dos índios americanos e dos negros africanos. Essa unidade étnica não significa, porém, nenhuma uniformidade, mesmo porque atuaram sobre ela três forças diversificadas: a ecológica, a econômica e a imigração que introduziu novos contingentes humanos que permitem distingui-los hoje como sertanejos, caboclos, crioulos, caipiras, gaúchos, ítalo-brasileiros, teuto-brasileiros, nipo-brasileiros, etc.

A Catira une as influências indígenas, européia e africana desenvolvendo uma espécie de sapateado brasileiro executado com "bate-pé" ao som de palmas e violas. Tanto é exercitado somente por homens, como também por um conjunto de mulheres como na dança indígena. É praticada largamente no interior do Brasil, especialmente nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins e em menor escala na região nordeste e sul.Os homens e mulheres usam trajes comuns de passeio: chapéu, botina, calça comprida, camisa manga longa e gravatas de lenços. O ritmo da dança é marcado por violas, batidas das mãos – palmas - uma contra a outra. A Coreografia varia de região para região, sendo Minas Gerais mais tradicionalista e São Paulo e Goiás com influências da linha country americana e é assim apresentada: Início: o violeiro puxa o rasqueado e os dançadores fazem a "escova", isto é, um rápido bate-pé, bate-mão.A seguir o violeiro canta parte da moda, ajudado pelo "segunda" – violeiro que acompanha o cantador - e volta ao "rasqueado". Os dançadores entram no bate-pé, bate-mão e dependendo da região pode ser incluídos pulos, transpasses e voltas. Prossegue depois o violeiro o canto da moda, recitando mais uns versos, que são seguidos de bate-pé, bate-mão e pulos. Quando encerra a moda, os dançadores após o bate-pé- e bate-mão realizam a figura que se denomina "Serra Acima", na qual rodam uns atrás dos outros, da esquerda para a direita, batendo os pés e depois as mãos. Feita a volta completa, os dançadores viram-se e se voltam para trás, realizando o que se denomina "Serra Abaixo", sempre a alternar o bate-pé e o bate-mão. Ao terminar o "Serra Abaixo" cada um deve estar no seu lugar, a fim de executar novamente o bate-pé, o bate-mão. Para grupos femininos o ritmo é mais ameno mais atualmente até de salto alto muitos grupos se apresentam com graciosidade e cadência – Goiás. Final: encerra-se com o Recortado, no qual as fileiras trocam de lugar e assim também os dançadores, até que o violeiro e seu "segunda" se colocam na extremidade oposta e depois voltam aos seus lugares. Durante o recortado, depois do "levante", no qual todos levantam a melodia, cantando em coro, os cantadores entoam quadrinhas em ritmo vivo. Muito comum na região interior de São Paulo e Goiás.
No final do recortado, os dançadores executam novamente o bate-pé, o bate-mão e pulos dando um ritmo mais acentuado exigindo uma maior coordenação e preparo físico.Os ensinamentos são passados de pai pra filho nas festas comunitárias e shows temáticos fazendo perpetuar a cultura e divulgando as raízes influentes na etnia do povo brasileiro.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Projeto “Quelônios da Amazônia” no final de mais uma temporada
Porto Velho, em Rolim de Moura do Guaporé, distrito de Alta Floresta do Oeste, no Estado de Rondônia, foram libertadas dos berçários cerca de 13.000 tartarugas. Otoniel Braga, de 67 anos, é um dos pioneiros do Projeto Quelônios da Amazônia no distrito. Ex-seringueiro, entrou no projeto pelo amor que tem pela natureza. Relembra que, no início, haviam poucas tartarugas desovando: entre 13.000 a 15.000 filhotes anualmente eram liberados para a natureza. Nessa temporada, só nas praias que acompanha, foram liberados mais de 600.000 filhotes.
Otoniel tem muitas histórias. Uma delas trata de um cachorro que saqueava ninhos para se alimentar. Era uma correria. Toca para lá, toca para cá e nada do animal desistir. Então ele e um colega resolveram colocar o cachorro no outro lado do rio, em território boliviano. Levaram um baita susto ao ancorar e dar de cara com uma onça, “e, das grandes”. O cachorro, de imediato enfrentou o bicho, latindo corajosamente, dando tempo para eles remarem, saindo da área de risco.
Além do comentado cachorro, ovos de tartaruga entram na dieta alimentar de várias outras espécies de animais como quatis, gambás, várias espécies de aves, “paquinha” - uma espécie de roedor noturno que cava túneis e chupa os ovos - e o homem: ribeirinhos e indígenas se alimentam tradicionalmente com tartarugas, antigamente pela dificuldade de chegarem outros alimentos protéicos até a região, hoje, pela cultura.
Após a eclosão, os filhotes iniciam uma difícil jornada até a água. Até chegarem lá, são presa fácil para muitas espécies, inclusive aves. Praieiros contam que apenas um Tuiuiú come duas ninhadas, entre vinte e trinta tartaruguinhas de uma só vez. Ao alcançarem a água, a dificuldade continua. Elas são alvo de piranhas, pirapitingas, tucunarés, pirararas, tambaquis entre outras espécies de peixes.
No final da história, estima-se que sobrevivam até a idade adulta entre uma e cinco tartarugas a cada mil. Dessa forma, a natureza investe nas mais afortunadas. Por outro lado, quanto mantidas em berçários até 15 dias após a eclosão, se alimentando com nutrientes colhidos às margens do rio, tornam-se mais rápidas e com os cascos fortalecidos, aumentando suas chances de sobrevivência.
Segundo o servidor do Ibama e biólogo Jácomo Antônio Mediote, que é executor operacional do projeto desde 1996, a manutenção em berçário, seguida da soltura dos filhotes em locais adequados, pode elevar a cinco por cento o percentual de sobrevivência. Esses dados parecem refletir o aumento de 15 mil para 600 mil filhotes anuais apenas nas praias desse distrito.
Nesta temporada, o Ibama conta com diversos outros órgãos oferecendo apoio logístico, financeiro e técnico operacional ao Projeto Quelônios da Amazônia em Rondônia. Entre as entidades que apoiam o projeto econtram-se a Seagri, a Ecomec, o Sebrae e a Sedam.
Para o superintendente do Ibama em Rondônia, César Guimarães, “todas as parcerias são bem-vindas quando se trata de preservação e conservação da natureza, visto que a cada ano os problemas ambientais se agigantam, enquanto urge a necessidade da preservação da Amazônia como uma estratégia planetária para a manutenção do equilíbrio ambiental”.


Fonte: Ascom/Ibama/RO
Valdemir Tedesco
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Jabuti-Bumbá
Folguedo Popular do ACRE

O Jabuti-Bumbá Marupiara é um folguedo que surgiu a partir de 2005, num encontro de culturas populares, a inspiração veio daquela efervescência da diversidade cultural uma verdadeira colcha de retalhos que forma a cultura popular brasileira dai nasce um folguedo popular, criado para traduzir, através da arte, uma reflexão sobre a questão da preservação da Floresta Amazônica, trazendo o jabuti, como símbolo de resistência da devastação da floresta para a criação dos grandes pastos de boi.

Jabuti-Bumbá
É um espetáculo de rua, que se brinca em cortejo ou em circular, com o Jabuti Marupiara* ( que é um boneco Gigante) e dois jabutis menores, o Tinga e o Tinguinha (estilo burrinha) . Participam, no mínimo, 10 brincantes,. vestindo chitas* e enfeitados de fitas coloridas, colares de

sementes, cuias e coroas...





Este material teve como fonte, a pesquisadora de folguedos Ísis Farias que faz parte do Jabuti-Bumbá e da família Farias. que encontra-se em Lisboa, fazendo mestrado em artes visuais.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Droga De Querer.
Sandro Sarandy
Em mais uma atividade com vista a participação da Escola estadual do Pacaembu – Valparaíso GO,no encontro do projeto Minha Escola tem História do estado de Goiás, que ocorreu em Caldas Novas-GO, no inicio de dezembro. A Professora Leidiane Lelis que vem batalhando para desenvolver o projeto na escola, trouxe para o ambiente da escola a peça Droga de Querer, extraída do filme de mesmo nome, produzido e dirigido por Sandro Sarandy e por um grupo de jovens da comunidade inclusive com a a participação de alunos da escola. O tema drogas e DSTs (Doenças sexualmente transmissíveis) é tratado com naturalidade e verdade, o grupo se utiliza da linguagem comum que rola no meio dos adolescentes e jovens, o que torna perfeito o entendimento e facilita e provoca o debate, a maneira mais eficaz de conscientização, única maneira de se prevenir o uso de drogas licitas ou ilícitas e das DSTs.A peça traduz, a realidade e o ambiente deste universo, que só quanto se esta dentro se pode ver, mas geralmente quando se esta dentro não se percebe dos riscos do submundo das drogas, apenas quando já num estado avançado se pede socorro, só a informação é capas de prevenir o uso de drogas, álcool e fumo, é disso que o filme fala, e a peça discute, vale apena conferir. Droga de Querer , uma idéia na cabeça uma câmera na mão, jovens de mente sã, juntaram duto isso e deu um ótimo resultado, Droga de Quere, drama, ação, emoção e comedia, a vida como ela é!.







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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pereira da Viola e Wilson Dias Show Dois RiosO encontro das águas que cantam
Os violeiros, Pereira da Viola e Wilson Dias juntam seus talentos no espetáculo “Dois Rios”, o encontro das águas que cantam que será apresentado no Rio de Janeio, dia 11 de dezembro, na Sala Funarte Sidney Miller. Em única apresentação na Capital Carioca, o show “Dois Rios” pode ser considerado uma metáfora do curso, do percurso daqueles rios e da origem, do crescimento e da trajetória dos dois artistas que, a rigor, tem as mesmas raízes, o mesmo berço. Além de suas raízes comuns, alimentadas pelas águas dos rios Jequitinhonha e Mucuri, os dois artistas trazem uma forte herança familiar marcada pela vivência rural e pela musicalidade ligada às manifestações tradicionais, tanto religiosas, quanto profanas. São, portanto, vozes semelhantes e ao mesmo tempo diferenciadas, temperadas, cada uma a seu modo, pelos ritmos e danças, pela sensibilidade e pela história de vida e artística de cada um deles. Nasce desta bem sucedida mistura de elementos afros e indígenas uma sonoridade forte e inconfundível. O show terá participação especial da bailarina Patrícia Sene, cujo estilo busca interpretar o universo mítico e plástico das danças, ritmos e ritos presentes nas manifestações populares. É com esta mistura de águas, de sentimentos e de estilos, que os violeiros, cantores e compositores Pereira da Viola e Wilson Dias celebram e compartilham com o público a alegria da festa, a saudável sensualidade da dança e do espírito lúdico, principais características das manifestações populares.
Não percam!!!

Informações: Sala Funarte Sidney Miller Rua da Imprensa, 16 - Térreo - Centro - RJ
Telefone: 21 2279-8104 Bilheteria: a partir das 15h30 (os ingressos serão vendidos apenas no dia do show) Valor dos Ingressos: R$ 5,00 (inteira) / R$ 2,00 ("meia") Horário dos Shows: 19h Censura: Livre

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Dona Mathilde promove vernissage de arte naïf no próximo dia 10
A casa, com capacidade para 300 pessoas, aos poucos confirma o caráter de nova “vila madalena” da zona oeste com eventos que promovem a cultura paulistana
O Dona Mathilde Snooker Bar & Betting Point promove, no dia 10/12, a partir das 20h, vernissage com a artista plástica Thais Ibañez. A artista, que tem obras expostas em museus da Europa, América do Norte e Brasil, irá apresentar toda a brasilidade de sua arte em estilo naïf, com uma mostra de cerca de 15 obras, entre seu acervo de cerca de 100 obras. Os quadros que não forem vendidos na vernissage ficarão em exposição permanente. Excepcionalmente na ocasião a casa não irá cobrar entrada.
“O foco principal da minha arte é a valorização da cultura brasileira. Procuro representar nas minhas pinturas as mais intensas manifestações do meu povo, que são a música, a dança, o artesanato e tudo que faça parte do Folclore Brasileiro”, explica a artista, que utiliza cores vivas que representam o clima tropical e o calor humano brasileiro, fazendo de sua arte uma fonte de alegria a olhos vistos.
A intenção da casa com mais este evento, que, sob nova direção há um ano, já vem investindo em música ao vivo, é ser uma opção de espaço para a manifestação da cultura paulistana, promovendo artistas que levam diversão e beleza aos freqüentadores da “nova vila madalena” da zona oeste, a Vila Pompéia.
A festa será regada pela boa música do tecladista Almir Lopes, que toca o melhor da música das décadas de 70, 80 e 90, às terças, quintas e domingos, e que preparou um repertório bem brasileirinho especialmente para ocasião.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Victor Jara mais vivo que nunca

Como uma verdadeira festa da memória e da vida pode se descrever o funeral de Víctor Jara realizado em Santiago de Chile no sábado 5 de dezembro. "Víctor, estás mais vivo que nunca" gritou alguém expressando o sentimento da multidão no inicio do colorido e multitudinário cortejo, que em seu recorrido pela capital fez florescer Santiago com canções e bailes. O cantor regressou nessa tarde ao ninho em que foi enterrado solitário faz 36 anos por sua viúva, Joan Jara, em seguida a seu assassinato por militares que permanecem na impunidade.
Mas dessa vez entrou rodeado pelo amor de seu povo, que proclamou seu direito a viver em paz e demanda agora justiça para o crime. É o que reconheceu Joan Jara ao expressar em sua despedida: "Após sua horrorosa morte se congelou o tempo e nossa memória guardou para sempre intactos as recordações de uma vida compartilhada abraçadas por seu carinho, ternura e alegria de viver. Suas canções nos ajudaram a suportar sua ausência, hoje seu corpo destroçado pela tortura e o metal voltará à terra envolto no amor de suas filhas e de sua mulher, e no enorme amor de seu povo".
À cabeça da marcha esteve a Juventude Comunista, protagonista de uma jornada na qual grande parte dos presentes eram também jovens que junto com os mais velhos cantavam em coro cada uma das canções de Víctor durante as quatro horas que durou o percurso desde a Praça Brasil, onde se encontra o Galpão Víctor Jara, até o Cemitério Geral. Não houve deslocamento de força policial nem provocação alguma de parte de carabineiros, outro fato inusitado que permitiu que as famílias com bebês e crianças pequenas pudessem continuar o trajeto sem problemas, o que não ocorre no Chile em nenhuma outra manifestação de rua nem muito menos nas marchas de comemoração do 11 de setembro, nas quais o gás lacrimogêneo termina sempre afogando os manifestantes.
Emoção pura
Nessa tarde, as lágrimas não eram por causa do gás. Era emoção pura, nascida de escutar, por exemplo "eu não canto por cantar", o hino de Víctor entoado por milhares de vozes (uma estimativa fala de 12.000 participantes e carabineiros de 6.000) em marcha cruzando a ponte do rio Mapocho atrás da carroça carregada de flores, ou de ver a estrela branca gigante e as cores da bandeira chilena levadas por dezenas de jovens com os corpos pintados por inteiro de vermelho, branco ou azul. Houve artistas conhecidos e desconhecidos, grupos musicais famosos e conjuntos de favela. Muitos artistas de violão em punho cantavam no meio da marcha.
Nas esquinas do centro se aglomeravam transeuntes para ver passar esse funeral com cuecas, murgas, dançarinos de diabradas nortistas vestidos inteiramente de vermelho, dançando ao som de uma banda que tocava "Plegaria a un labrador", enquanto mais atrás outros manifestantes cantavam A Internacional como despedida a Víctor Jara, o que ressoava como um canhão, pois cada grupo a entoava num ritmo diferente.
Viram-se - a 8 dias das eleições presidenciais e parlamentares - cartazes apoiando a candidatura a deputado de Guillermo Teillier, Presidente do Partido Comunista que ia no cortejo junto com o candidato presidencial de Juntos Podemos Jorge Arrate. Eles traziam para o presente eleitoral a rua povoada de história, mas também tiveram que escutar consignas pedindo para anular o voto, e fez-se presente uma columa do Movimento dos Trabalhadores e do Povo (MPT). Gritos pela liberdade dos presos políticos mapuches e lenços pedindo o fim da lei antiterrorista, desfraldando bandeiras mapuches ou da wiphala andina também se fizeram ouvir.
Organizações como as dos ciclistas, ou Os de Baixo (a barra brava do clube esportivo da Universidade do Chile), e o Comitê bolivariano de Solidariedade com a Venezuela se misturavam em colunas variadas com as agrupações de ex-presos políticos, de familiares de detidos desaparecidos e de executados; a brigada Ramona Parra, organizações da cultura, e muitas outras entidades sociais e políticas.
Enterro camponês
Três dias durou o funeral e em cada hora desfilaram pelo galpão da Praça Brasil centenas e centenas de pessoas a render sua homenagem a Víctor Jara, franqueado por uma guarda de honra que se ia relevando permanentemente para permitir às organizações expressar sua solidariedade ativa. Numa experiência inédita para a comunicação popular, o Señal 3 de TV da favela La Victoria transmitiu ao vivo o velório e o funeral, junto com ol incipiente canal comunitário que se está formando na Fundação Víctor Jara (
http://fundacionvictorjara.cl/) com seu apoio.
As pericias feitas em julho desse ano pelo juiz Juan Eduardo Fuentes determinaram que ele foi assassinado com 44 impactos de balas no crânio, tórax, abdome, pernas e braços, depois de ser torturado. Os resultados foram conhecidos pela família só em novembro. Comunicadores próximos à Fundação me contaram que quando Joan Jara recebeu os restos do artista revelou que ela e Víctor tinham o compromisso de que se qualquer dos dois morria antes, teria um funeral como se faz no campo, onde duram três dias, e que seria muito alegre, com música e danças. À cabeça da fundação que leva o nome de Víctor Jara, Joan decidiu cumprir a promessa e brindar a seu companheiro a homenagem que merecia, para mostrar que Víctor na verdade está vivo. Y para mostrar que todos ainda, estamos vivos.
Certamente o há logrado.
Lucia Sepúlveda Ruiz é jornalista chilena
Fonte:
Rebelión
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Circo Laheto garantiu o lado cultural da Feira do Troca de Olhos D'Água - GO!
Apesar da chuva que não é surpresa no Troca de Dezembro, a Feira do Troca acontece, a pesar da falta de atenção e apoio por parte da secretaria de cultura e turismo da prefeitura municipal de Alexânia, ela acontece!
Prova disso, foi esta edição que começando pela falta de divulgação e programação cultural inadequada, mas que foi salva pelo Circo Laheto, que troxe além do seu belíssimo espetáculo Goiás no Picadeiro "que conta a história de Goiás através do circo", e proporcionou varias oficinas de técnicas circenses para as crianças que fizeram uma festa, e os adultos se encantaram e aprenderam um pouco mais sobre as origens goianas, no que se refere ao artesanato os artesãos deram outro espetáculo trazendo uma produção rica em variedade, originalidade e na beleza das peças, valeu apena encarar a chuva, que esteve presente como de costume no mês de dezembro.
A Feira do Troca acontece. O encontro semestral que já se tornou a Feira do Troca de Olhos D'Água, teve a descontração que é uma característica do troca, quem pôde aproveitou o maximo e fez boas trocas, em todos os sentidos, por que? o que mais importa no troca, é o encontro entre arte, cultura e pessoas assim se da o troca.

Esperamos que a próxima seja realizada de forma que arte e cultura tenham um tratamento mais adequado, a feira do troca já ultrapassou a condição de uma feira de troca por artesanato, e já se tornou um importante e tradicional evento cultural região e a cima de tudo fonte de renda importante da população de Olhos D'Água, que asegura a permanência das pessoas no lugar, onde nasceram e querem ver seus filhos terem a chance de continuar vivendo ali. o artesanato é o produto principal da região e deve ser valorizado e para isso a feira do troca tem de ser tratada com muita atenção.
Mas valeu o esforço!
Feira do Troca









Artesanato























Circo Laheto Espetáculo Goiás no Picadeiro "que conta a história de Goiás através do circo"... (Veja mais Sobre o Circo Laheto!).









Beirão autor da trilhara sonora do espetaculos com Silena criadora do Marupiara Jaboti-Bumbá do Acre













Oficina de técnicas circenses

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