quinta-feira, 30 de abril de 2009

Entra em vigor lei que assegura mamografia a mulheres com mais de 40 anos no SUS
Da Agência Brasil

Marcello Casal Jr./Abr

Brasília - 1ª Caminhada de Combate ao Câncer de Mama em comemoração à lei que obriga o Sistema Único de Saúde a realizar exames de mamografia

A partir de hoje (29), todas as mulheres com mais de 40 anos podem fazer o exame da mamografia gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), com o início da vigência da Lei nº 11.664 de 2008. Até agora, a rede pública de saúde tinha que assegurar a realização do exame para aquelas acima dos 50 anos.

Outra mudança prevista na lei é que as mulheres com diagnóstico de câncer de mama passam a ter direito a assistência integral no SUS, o que inclui prevenção, detecção, tratamento e controle da doença. Antes, a assistência só ia até a fase de detecção.

Para comemorar as mudanças, a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) promove hoje em Brasília, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Salvador uma série de ações para alertar o público feminino sobre a luta contra a doença. Ao longo do dia, serão entregues nessas cidades 23 mil rosas com um cartão informativo sobre a nova lei.

“Esse é um momento rico para quem está lutando tanto para receber esse olhar do governo. Nós mostramos que temos uma solução, que é conscientizar os as mulheres que elas precisam se cuidar mais. Estamos chegando a um denominador comum, salvar mais vidas dessa doença mortal”, destacou a presidente da federação, Maira Caleffi, que participou de uma caminhada em Brasília, pela Esplanada dos Ministérios.

Segundo a Fenama, uma em cada três mulheres teve, tem ou terá algum tipo de câncer e uma em cada dez desenvolverá câncer de mama. Uma estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), indica que no Brasil morrem por ano 10 mil mulheres vítimas da doença.

“Esse tipo de atitude [a caminhada] é muito importante para reunir esforços e mostrar como estamos felizes com a nova lei. Já realizo o exame preventivo periodicamente e agora posso ficar tranqüila pois posso fazê-lo gratuitamente”, disse a aposentada Maria Oriente Leite.

No Rio, as manifestações ocorrem na Cinelândia, em São Paulo, na Avenida Paulista, e em Salvador, no Largo Campo Grande. Para saber mais sobre o assunto!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Silvana Culetto, a protetora dos pássaros doentes e feridos
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
Foto:Antonio Cruz/ABr
Brasília - A servidora pública Silvana Culetto, 46 anos, é uma espécie de versão feminina de São Francisco de Assis, conhecido como o protetor do animais. Há 11 anos, ela cuida em sua casa, no Setor Policial Sul, em Brasília, de pássaros doentes e feridos que encontra na rua ou que lhes são entregues. O trabalho deu origem ao projeto voluntário SOS Passarinho Caído no Ninho, que tem apoio de veterinários e comerciantes.

De acordo com Silvana, há pássaros que chegam com fraturas no pescoço e nas pernas. Outros são entregues para ela porque os donos não querem mais cuidá-los e temem que não sobrevivam, caso sejam soltos. “Muitas vezes, o passarinho, ainda nos primeiros vôos, quebra a asa", diz Silvana. Além disso, acrescenta, alguns são pegos por cães, que quebram o pescoço deles. "Quando nos deparamos com essas situações, socorremos.”

Hoje, Silvana tem um restaurante para pássaros em sua casa. Entre os freqüentadores, estão beija-flores, pardais e sabiás. Desde os 12 anos, ela costuma protegê-los. "Morava em uma chácara. Sempre que meus pais encontravam algum passarinho machucado na rua, davam-me para cuidar." Com isso, Silvana estabeleceu uma relação de amor por esses animais.

Recentemente, conta Silvana, uma pessoa encontrou três corujas recém-nascidas cobertas com veneno em pó para matar pulgas. “Elas já estavam muito fracas, quase morrendo e cuidamos delas durante três meses até que crescessem e aprendessem a comer sozinhas. Depois, chamamos a pessoa que havia encontrado as corujas para devolvê-las. Em menos de vinte e quatro horas, ela me trouxe de volta uma coruja morta e outras duas com as coxas deslocadas."

No retorno, apareceu uma quarta coruja, irmã das duas sobreviventes e da que morrera. Silvana decidiu, então, ficar com as três em sua casa.

Ela não paga consultas para os animais e parte da comida é doada para uma empresa do ramo de alimentação para pássaros. Todas as demais despesas, como remédios, por exemplo, são custeadas pela funcionária pública.
Ver mais!...
Noticias de Paulo Tovar
Por: Paulão de Varadero e Joanfi
Viagem a Catalão
Relato de uma viagem sentimental


Prezados amigos e amigas desse escriba de butiquim:
A migas e amigos do querido Paulo Tovar
Estive com o nosso querido Tovar neste último fim de semana, na casa da sua mãe, de seu irmão, também Paulo Tovar, lá em catalão, no grande sertão de Goiás.
O camarada “Tovarishe” nos recebeu, a mim e ao Joka Pavaroti, com seu sorriso largo e seu abraço terno e apertado, com emoção de quem resgata uma saudade de longa data, pois havia mais de ano que não nos víamos.
Joka Pavaroti e eu conversamos muito com ele, mesmo ele apenas nos ouvindo, sorrindo, eàs vezes gargalhando, ainda que não conseguisse falar e estivesse muito debilitado pelo tratamento contra a doença, pela cortisona, a quimioterapia. Cegamos a sair com ele por duas vezes, até a padaria e confeitaria da esquina de sua rua, no sábado, e para o mirante no morro mais alto de Catalão, no domingo, mesmo com ele andando com muita dificuldade, e ficando a maior parte do tempo sentado no carro, sorrindo com a nossa conversa.
Eu e o Joka tentamos criar um clima de disputa pela música escolhida no carnaval deste ano do Pacotão, eu tentando demonstrar que o Pavaroti tinha feito uma marmelada completa para conseguir ganhar o concurso, enquanto ele me vilipendiava como invejoso, despeitado e outras calúnias maiores. O Tovar se divertia com a história e nos abraçava muito, nos apertava a mão o tempo inteiro, nos olhando nos olhos, com o seu rosto inchado pela cortisona, mas cheio de ternura e amor pra dar.
Acho que o Tovar está sentindo saudade dos amigos, e que a nossa visita foi muito revigorante e emocionante para ele, pois tentamos passar toda a nossa energia, a nossa estima e o nosso amor por ele, sorrindo, abraçando-o, apertando-lhe a mão e cantando para ele, que ama tanto a vida, a música, e fez da mistura dessas duas a sua razão de viver.
O Tovar precisa ainda de repouso para continuar seu tratamento, mas acridito que nossa visita lhe deu uma reenergizada, uma alegria, um conforto e a cumplicidade de celebrar conosco as histórias que relembramos. Para mim e Joanfi a visita foi uma lição de vida, luta, de dignidade, amor à vida, aos filhos e aos amigos que o camarada e grande guerreiro nos deu.
“Tira a tranca da janela que de manhã
cedo eu quero ver o vôo da Juriti”
Que Deus dê muita saúde e vida longa para o Paulo Tovar, são os nossos votos! Paulão de Varadero.

Amigas e amigos, faça minha as palavras de Paulão. Tovarishe me ensinou, e nos ensina muito em sua luta contra a doença maldita. Já quase sem voz, movimentos lentos, fala com os olhos. Estendendo a mão nos afaga e nos presenteia com um sorriso silencioso, quase feliz. Ao carinho do irmão que lhe dedica todas as horas, ele retribui com beijo carinhoso.
Ao abraço afetuoso do sobrinho querido, ele aperta-lhes as mãos e faz cócegas na barriga. Vi seus olhos, por traz dos óculos, verterem uma lagrima em direção ao pequeno Felipe, que brincando no computador ignorava e dava bolas a tragédia. Em Tovar, gestos simples, de alguém que não perdeu a poesia, nem a vontade de viver. Fui a Catalão visitar um amigo doente, encontrei um guerreiro travando a mais feroz batalha pela vida. Voltei convicto: Tovar vai vencer, vai viver, vai voltar a cantar. Seu carinho, seu sorriso, sua gargalhada e o carinho com que é cercado pelos familiares e amigos, é remédio poderoso, e é o melhor tratamento.
Na casa goiana, cercada de flores, no quintal grande muitas árvores, frutas e pássaros, transbordando afeto e carinho, muito carinho. No meio de tudo isso Tovarishe descança.
Uma confidencia do irmão, quase em segredo: em tardes incertas uma Juriti vem cantar no quintal da casa, perto da janela do quarto de Tovar. Não espalhem, eu acho que é Deus, acho não, tenho certeza! Joanfi

Juntamos os caquinhos, esquentamos os couros, esticamos as cordas, sopramos os metais e aqui estamos nós macumbando sua atenção e torcendo para que esta sonoridade faça qualquer possível mal-estar sair de fininho.
O cd H2OLHOS espera por você. Grato.  Veja mais e ouça!....

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O melhor do Artesanato de Alexânia e Olhos D’Água- GO na Finar 2009













A participação do artesanato de Alexânia e Olhos D’Água na Finar 2009 (Feira internacional de Negócios do Artesanato), causaram uma ótima impressão aos visitantes da feira, que em meio a uma variedade imensa de trabalhos vindos de todas as regiões brasileiras e do exterior, atraiu a atenção de todos pela beleza, variedade e a qualidade das peças expostas em seu stand.




O desempenho das peças apresentadas na rodada de negócios foi surpreendente, despertando o interesse de todos os compradores presentes, dentre eles Ameríndia (Campinas SP), Cores do Brasil (São Paulo), Etno Brasil (BsB), Tok&Stok (São Paulo), Yanomami (São Paulo), etc. abrindo negociações a serem efetivadas muito em breve e com perspectiva de resultados financeiros expressivos justificando perfeitamente os investimentos da Secretaria de Meio Ambiente Turismo e Cultura de Alexânia na promoção do artesanato e dos artesões do município, garantindo com isso receitas e desenvolvimento para a produção do artesanato de Alexânia e Olhos D’Água.


O forte apoio da prefeitura através da prefeita Cida e da Secretária da pasta Aracy que não mediram esforços, não só financeiros, mas em todos os sentidos, para viabilizar a participação dos artesões no evento colocando em evidência o melhor do artesanato de Alexânia e Olhos D’Água, esta sendo fundamental para os excelentes resultados que estão sendo alcançados.

A secretária Aracy tomou iniciativa no intuito de valorizar os artesões, promoveu em dois dias uma visita dos artesões a Finar criando não só a oportunidade de visitarem e conhecerem o que de melhor se produz no país e no exterior, mas de participarem de diversas oficinas que estão sendo oferecidas por entidades e artistas convidados pela organização do evento, criando assim a oportunidade de melhorar e agregar valor ao trabalho dos artesões do município.





Bom! Fica aqui o convite para quem quiser conferir, é dar uma passadinha lá no Centro de Convenções Ulysses Guimarães que com certeza você vai se surpreender.
A Finar Feira internacional de Negócios do Artesanato vai até domingo sendo que dias úteis abre das 14:00 ás 22:00 horas sábado e domingo das 11:00 ás 22:00 horas.
Distrito Federal firma acordo que introduz o ensino da cultura indígena na educação básica

Fonte:Agência Brasil
Foto:Peninha/Sitecurupira
Brasília - As secretarias de Educação e Cultura do Distrito Federal assinaram acordo de cooperação que prevê a introdução da cultura indígena na educação básica. A cerimônia ocorreu no Memorial dos Povos Indígenas (MPI), durante a abertura da programação da semana dedicada ao Dia do Índio, 19 de abril.
O acordo prevê que, até o fim do ano, os professores serão capacitados para lecionar a cultura indígena nas escolas da rede pública do Distrito Federal. O MPI também irá disponibilizar o seu espaço para que os estudantes participem de atividades envolvendo a cultura dos índios.

Para a gerente de Ensino Médio do Distrito Federal, Penha de Souza, que esteve representando o secretário estadual de Educação, José Luiz Valente, o acordo tem um diferencial na introdução da cultura indígena no sistema educacional. “Os alunos irão aprender por meio da vivência. Para nós, isso é de extrema importância e relevância, porque o ensino vai ser elaborado de forma diferenciada, em que o aluno vai aprender as habilidades em um local, realmente, apropriado”, afirmou.

Embora a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional já estabeleça a obrigatoriedade do conteúdo da cultura indígena nas escolas, segundo Penha, o Distrito Federal será a primeira unidade da federação a trabalhar com a capacitação de professores com o objetivo de introduzir a cultura dos índios na rede pública.

A gerente ressaltou ainda a importância do apoio da sociedade para a efetivação do ensio da cultura indígena. “Não basta somente a lei. Ela só terá eficácia se a sociedade abraçar essa questão e nada melhor que o caminho da educação”, disse Penha.

Estiveram presentes na abertura da semana dedicada ao índio o coordenador geral de Artesanto Indígena da Fundação Nacional do Índio (Funai) Pedro Ortale e índios de etnias dos estados de Pernambuco e Mato Grosso.

A semana de comemoração realizada pelo MPI ocorre até o dia 19 com a exposição de fotos e vídeos e a realização de debates e rituais indígenas.

quinta-feira, 16 de abril de 2009


Semana dos Povos Indígenas abril/2009
A pira foi acesa pelo representante do povo Fulni-ô (PE), Xowlaka

Com os Povos: Fulni-ô (PE), Pnacararu (PE), Peresi Halit (MT) e Yawalapíti (MT)
“ Numa demonstração de que a força de um povo é sua cultura, os Povos Indígenas convidam a todos que contribuem e convivem para um Brasil multi-étnico a compartilhar e celebrar a Semana dos Povos Indígenas 2009.
Com a participação de homens, mulheres,crianças e lideres indígenas, em conjunto com educadores, cidadãos e a juventude de Brasília, a programação será uma mostra de nossas raízes, de nossas vozes com a Espiritualidade e o respeito à Mãe Terra através do Fogo Sagrado que será aceso como luz para o nosso direito à vida.”
Veja mais!

Abertura: Dia 15 de Abril de 2009 às 18h
Local: Memorial dos Povos Indígenas
Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, Brasília/DF
(61) 3344.1155/ 3342.1156 / 3344.1154
De 15 a 19 de abril 2009

terça-feira, 14 de abril de 2009

Não há pior fera que o Homem!

Por incrível que pareça, este espectáculo mantem-se em Dantesque, Ilhas Faroe (Dinamarca). Um país supostamente civilizado e, ainda por cima, membro da União Europeia. Para muita gente, este ataque à vida passa despercebido, como um costume para "mostrar" a passagem à idade adulta. É de uma atrocidade absoluta. Ninguém mexe uma palha para acabar com esta barbaridade contra os"Calderon", um golfinho inteligente e tranqulo que se aproxima dos homens demonstrando amizade.


Comente e envie está postagem para que esta atrocidade seja conhecida e que, como é desejável, acabe de vez.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

BEIRÃO E OS FILHOS DE DONA NEREIDE
apresentam o show
EU NUNCA ESPEREI NADA DE VOCÊ
Dia 20 de abril - Goiânia Ouro - Projeto Segunda Aberta
Ingresso: R$ 5,00

O show começa pela literatura de cordel,
passa pelo forró pé de serra,
misturando o rock e a internet


FORRÓ NA GERAÇÃO VIRTUAL


De volta ao Brasil depois de seis meses pela Europa, Beirão com seu novo show FORRÓ NA GERAÇÃO VIRTUAL vem cantando também clássicos da música brasileira e dialogando diretamente com compositores como João do Vale, Zé do Norte, Gordurinha, Zé Dantas, José Marcolino, Humberto Teixeira dentre outros, levando ao público o universo da literatura de cordel e dos cantadores nordestinos.


Beirão considera-se um cearense cosmopolita. Acredita que a cultura popular vive uma fase de renascimento: “a cada ano que passa as festas populares como São João ganham novos espaços e o Brasil de norte a sul se acende em festa”. Assim, não deixando por menos, reúne em seu repertório músicas populares do Nordeste.


Sem abandonar as influências nordestinas como Jackson do Pandeiro, Luís Gonzaga, Trio Nordestino e tantos outros, e tendo incorporado ao seu estilo, influências da MPB, do Rock brasileiro e da música universal, o público encontrará uma sonoridade envolvente e bem humorada, marca registrada de seus shows.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Índio, todos os dias

Ter, 07 Abr, 11h25
Por Júlia Magalhães, especial para o Yahoo! Brasil
Fotos: Michel Blanco

Quem nunca ouviu falar no Curupira e no Saci? Nem conhece mandioca, guaraná, tapioca, ou nunca deitou numa rede? Esses são elementos da cultura indígena reconhecidos como parte da identidade nacional. Em 19 de abril comemora-se o Dia do Índio, mas há pouco o que festejar nos mais de 500 anos de contato. No Brasil, vivem mais de 500 mil índios em aldeias. São 220 etnias e 185 línguas diferentes. Mas a sociedade brasileira pouco compreende a realidade deles - por falta de informação ou preconceito.

É o que afirma Betty Mindlin, antropóloga e autora de "Diários da Floresta" (Editora Terceiro Nome), lançado em 2006 e recentemente traduzido para o francês. Ela fala da complexidade da vida social, da organização econômica, da cultura e das relações de afeto dos índios e iniciou sua primeira grande pesquisa com o povo Suruí, de Rondônia, no fim da década de 1970.

Assim como outras etnias brasileiras, os Suruí passaram por transformações intensas nos últimos 30 anos. "Não há nada que seja estático e não podemos querer que os índios não sofram influência de uma sociedade dominante. Eles estão sujeitos a isso, às religiões proselitistas", explica Betty. "Se por um lado observo coisas fantásticas, pois hoje eles falam por eles mesmos, estão organizados, por outro essa questão da religião me entristece. Os pajés estão calados por força de uma lavagem cerebral", conta.

Mesmo com dificuldades, a população indígena brasileira cresce atualmente acima da média nacional, com índices de cinco e seis por cento ao ano. Mas a pressão pela integração à sociedade e a visão preconceituosa marcam o modo como a questão é tratada no País. "Muita gente tem dificuldade de nos entender porque ainda guarda a imagem antiga do índio nu, que não falava português. Hoje, temos contato com a tecnologia da sociedade não-indígena. São relógios, carros, computadores, telefones...

Mas nem por isso deixamos de ser índios, pois temos a tradição", avalia Cipassé Xavante, cacique da aldeia Wedera, na terra indígena Pimentel Barbosa, em Mato Grosso.

Cipassé trabalha para mudar essa percepção. "Trabalhamos com crianças e professores em escolas da região e damos palestras para estudantes universitários. A educação deve informar e o povo brasileiro não sabe, não tem informação. Esse é um exemplo de troca".

O que é ser índio?

A Organização das Nações Unidas (ONU) define como indígenas aqueles povos nativos que não se amalgamaram nos processos civilizatórios. Essa definição, no entanto, é insuficiente, embora sirva de base para discussões em âmbito internacional - caso da Declaração Universal dos Povos Indígenas, aprovada em 2007 por 143 países, incluindo Brasil, e que agora conta com a posição favorável da Austrália, até então opositora do texto, juntamente com Estados Unidos, Canadá e Nova Zelândia.

No Brasil, índio é aquele que preservou um sentido de comunidade e de lealdade a um passado mítico, "que não é necessariamente um passado histórico", afirma Mércio Gomes, antropólogo e ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), onde ficou de 2003 a 2007.

"Nos EUA, é índio quem tem 1/124 de sangue indígena. Na Bolívia, essa questão é um pouco semelhante ao Brasil, e ser identificado como índio depende de especificações e preservações de características comunitárias", explica. Para Mércio, o modo de ser dos povos brasileiros está extremamente conectado com a relação que estabelecem com a terra.

A líder indígena e socióloga Azelene Kaingang, do Paraná, concorda e questiona a visão que não-indígenas têm do território. "A sociedade em geral pensa na terra com a visão do valor monetário: quanto vale a terra para compra e venda? Para os povos indígenas, a terra é a referência de identidade".

Formada pela PUC do Paraná e funcionária da Funai em Brasília, sempre que pode vai à aldeia e pretende, em breve, voltar para ficar de vez. Ao definir o índio no Brasil hoje, dá a seguinte declaração: "Ser índio no Brasil é se sentir pequeno, se sentir diminuído frente aos direitos dos cidadãos brasileiros. Somos sujeitos de juízo e de pensamento. Isso é história, não é passado. Estamos sofrendo um processo de recolonização." Azelene refere-se ao julgamento da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol no Supremo Tribunal Federal (STF), em 19 de março desse ano, que culminou na determinação de 19 condicionantes para novos processos de regularização fundiária.

Uma vida plena de sentidos
Betty Mindlin lembra da história de Pedro Agamenon Arara, em Rondônia, que passou mais de 30 anos sem saber que era índio. Ameaçada, a mãe de Pedro fugiu da aldeia quando ele ainda era pequeno e nunca ensinou a língua e os costumes. A antropóloga conta que ele redescobriu as raízes e hoje é um dos líderes de seu povo. Histórias como essa repetem-se por todo o Brasil. "Não há caminho curto para o fim da injustiça social. Mas esses princípios devem estar na educação das crianças, na escola. A história de Pedro é a história do povo brasileiro", fala Betty, que entende a decisão do STF como um retrocesso.

"Não vejo porque é tão difícil para a sociedade entender os povos indígenas. É como a poesia de Cecilia Meireles: Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda..."

Curiosidades
» Muitos índios têm um nome "branco" e um indígena. O sobrenome, muitas vezes, identifica a etnia a qual pertencem. Assim, Azelene é da etnia Kaingang, do Paraná, e Cipassé, Xavante de Mato Grosso.

» Mesmo que pareça estranho, uma convenção da Associação Brasileira de Antropologia estabelece que não se faz uso de plural para nomes de etnias. Portanto, falamos em "os Suruí".

» Segundo dados oficiais da ONU, são cerca de duas mil etnias e 370 milhões pessoas que se consideram indígenas no mundo.

» Atualmente, as terras indígenas compõem cerca de 13% do território nacional.

quinta-feira, 2 de abril de 2009


HISTÓRIA DE GOIÁS NO PICADEIRO
Artístas do Laheto convidam a comunidade Goiana a aconhecer o novo espetáculo do Circo Laheto. A catira de perna-de-pau, a fazenda goiana no trapézio, malabares na colheita do milho contam a História de Goiás no Picadeiro, que estréia no dia 03 de abril, às 20h, no Parque da Criança e segue em turnê por mais oito cidades do Estado. História de Goiás no Picadeiro conta com o patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, e apoio da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Turnê
Os municípios de Anápolis, Pirenópolis, Aparecida de Goiânia, Alto Paraíso, Cidade de Goiás, Rio Verde, Jataí e Mineiros também recebem a trupe do Circo Laheto, entre 17 de abril e 28 de junho. Somando a programação da capital, serão 26 apresentações abertas ao público e um espetáculo para convidados, no dia 02 de abril, em Goiânia. Em cada cidade, o Laheto realizará um cortejo no dia de estréia. A estimativa de público para todo o circuito é de 20 mil pessoas.

Oficinas de arte circense para 150 crianças, jovens e adultos serão ministradas nas cidades que tiverem apoio estrutural e logístico do poder público e da iniciativa privada. A inscrição dos candidatos às oficinas será realizada pelos parceiros locais.

Em Goiânia acontecem espetáculos
02 - só para convidados
03 e 04 - para o público em geral
Entrada: 1 (um) quilo de alimento
No próprio Circo - próximo ao estádio Serra Dourada
às 20h
Veja mais!

Lixo eletrônico

Loading...

Área de Preservação Ideológica!!!

Bem vindos a Área de Preservação Ideológica!
http://www.sitecurupira.com.br/