quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Sobre Gaza
Não é uma guerra, não há exércitos se enfrentando. É uma matança.
Escrito por José Saramago e outros intelectuais

Não é uma represália, não são os foguetes artesanais que voltaram a cair sobre o território israelense, mas uma campanha eleitoral que desencadeou o ataque.

Não é uma resposta ao fim de uma trégua, porque durante o tempo em que a trégua estava vigente, o exército israelense endureceu ainda mais o bloqueio sobre Gaza e não deixou de levar adiante mortíferas operações com a cínica justificativa de que seu objetivo era atingir membros do Hamas. Por acaso ser membro do Hamas tira a condição humana de um corpo desmembrado pelo impacto de um míssil e o suposto assassinato seletivo da condição de assassinato?

Não é uma violência que fugiu ao controle. É uma ofensiva planificada e anunciada pela potência invasora. Um passo a mais na estratégia de aniquilação da resistência da população palestina, submetida ao inferno cotidiano da ocupação da Cisjordânia e Gaza, assediada pela fome e cujo último episódio é esta carnificina que neste dias ocupa nossos televisores em meio a mensagens amáveis e festivas de ano novo.

Não é um fracasso da diplomacia internacional. É mais uma prova da cumplicidade com Israel. E não se trata somente dos Estados Unidos, que não é referência moral e nem política, mas sim parte de Israel neste conflito; trata-se da Europa, da decepcionante debilidade, ambigüidade e hipocrisia da diplomacia européia.

O mais escandaloso que se passa em Gaza é que tudo isto pode passar sem que nada de mais aconteça. Não se questiona a impunidade de Israel. A violação continuada das leis internacionais, dos termos da Convenção de Genebra e das normas mínimas de humanidade não têm conseqüências.

Mas, muito pelo contrário, tudo indica que se premia Israel, com acordos comerciais, como propostas para a sua entrada na OCSE, e que desta imoralidade resultam frases de alguns políticos dividindo as responsabilidades igualmente entre as partes, entre ocupante e ocupado, entre quem agride e quem é agredido, entre o carrasco e a vítima. Como é indecente esta pretendida eqüidistância, que equipara o oprimido com o opressor. Esta linguagem não é inocente. As palavras não matam, porém ajudam a justificar os crimes e a cometê-los.

Em Gaza está se cometendo um crime. E há tempos está sendo cometido ante os olhos do mundo. E ninguém poderá dizer, como em outros tempos se disse na Europa, que não sabíamos.

José Saramago, Laura Restrepo, Teresa Aranguren, Belén Gopegui, e outros.

Tradução: Edilson Silva
Fonte:www.socialismo.org.br

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Índios chegam a Belém para defender respeito pela floresta
Belém - Indios da tribo Tucuxi participam do Fórum Social Mundial Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Amanda Cieglinski
Enviada Especial/ABr

Belém - A nona edição do Fórum Social Mundial (FSM) quer reunir o maior número de representantes indígenas desde o início do encontro, em 2001. Boa parte desse grupo já chegou a Belém, sede do evento em 2009. São esperados cerca de 3 mil indígenas, além de outras 270 lideranças de comunidades internacionais.

Cinqüenta e seis índios da tribo Tucuxi, do sudeste do Pará, viajaram sete dias de barco e chegaram neste domingo (25) à capital paraense. O coordenador da delegação, Haroldo Saw, conta que a tribo veio para defender no fórum o respeito pela floresta.

“O mundo tem que saber que existem pessoas que sobrevivem por meio dessa floresta, que dependem dela. Mas não só os índios dependem da Amazônia, várias outras pessoas também. A nossa expectativa é de que a floresta tenha mais segurança”, disse.

Como o FSM reúne participantes de todo o mundo, Haroldo acredita que a presença dos índios será uma forma de chamar atenção para o problema desses povos em escala global. “É uma oportunidade para dizer o que a gente quer, o que a gente sente, o que a gente tem sofrido. As nossas terras estão sendo invadidas por pescadores, garimpeiros, madeireiros, então é um risco muito grande para nossa floresta”, afirmou.

Os indígenas estão alojados em cinco escolas da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém. No primeiro dia da programação oficial do fórum, nesta terça-feira (27), eles vão fazer um ato no campo de futebol da universidade no qual pretendem formar uma faixa humana com a inscrição Salve a Amazônia.

Ano Internacional da Astronomia
135 países estão prontos para iniciar o Ano Internacional da Astronomia 2009. No Brasil, mais de 2 mil cientistas, astrônomos amadores e educadores, com forte apoio governamental, estarão oferecendo programas gratuitos para o público ao longo de todo o ano, em todos os estados. Além de ser o maior evento de divulgação científica já realizado no país e no planeta. O evento de abertura internacional será realizado em Paris 15-16 de Janeiro. Cerimônias de abertura estarão acontecendo em 50 cidades brasileiras, em torno da última semana de Janeiro.

Praticada por todos os povos da Terra desde a mais remota antiguidade, a Astronomia permitiu organizar o tempo humano, mapear o espaço para além do horizonte, estendendo nossos caminhos através dos oceanos e do próprio vazio interplanetário. Os resultados e os produtos dessa atividade estão presentes em nosso dia a dia, em forma de instrumentos e técnicas. Embora a maioria das pessoas viva num quadro mental de dicotomia entre o céu e a Terra, há 5 séculos se sabe que a Terra está no céu. Depois disso, se descobriu que o céu está na Terra, em forma de energia e matéria. Todos os átomos de nosso corpo foram forjados em estrelas que já morreram.

O telescópio nos permitiu acessar detalhes dos astros, que se constituem num vasto acervo de laboratórios de física, com condições extremas, que jamais poderemos reproduzir na Terra. Toda vez que exploramos novas fronteiras “lá fora” nosso espaço interior se amplia e se reformula. Isso é fundamental para a cultura humana. Se, por um lado, somos microscópicos perante o Universo, por outro, contemos esse Universo que nos contém.

Hoje, as revoluções na Astronomia se processam na escala de uma década! Se mesmo as descobertas seculares ainda não foram incorporadas pelas pessoas, imagine o quanto elas desconhecem os fatos modernos. O impacto da ciência no nosso cotidiano é tal que a apropriação da ciência é um requisito de cidadania. Queremos usar o fascínio das descobertas astronômicas para aproximar as pessoas da ciência, para difundir uma mentalidade científica e atrair jovens para as carreiras de pesquisa científica e tecnológica.

Em cada um dos 365 dias de 2009, você terá chances de acessar conhecimentos astronômicos produzidos em todo o planeta, através da Internet. Inúmeras chances para descobrirmos nosso lugar no Universo. Os programas de observação com telescópios, palestras e shows de planetário para a sua região podem ser encontrados no site da rede IYA2009: www.astronomia2009.org.br no link EVENTOS.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

De volta ao Brasil, encontro deve reunir 120 mil em Belém

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Brasil vai voltar a ser palco do maior encontro da sociedade civil e movimentos sociais do planeta. A partir do próximo dia 27, Belém, capital do Pará, vai abrigar a nona edição do Fórum Social Mundial e deve reunir 120 mil participantes, de acordo com a organização do evento. Os investimentos na cidade para a reunião devem chegar a mais de R$ 100 milhões.

Realizado em Porto Alegre em 2001, 2002, 2003 e 2005, o FSM passou pela Índia, em 2004, pela Venezuela, em 2006, pelo Quênia, em 2007, e no último ano não teve um epicentro, com a realização de eventos simultâneos em 82 países.

Até a última sexta-feira (16), as inscrições para a edição de Belém passavam de 82 mil, segundo um dos articuladores do Fórum e organizador da etapa 2009, Cândido Grybowski. “Acredito que vamos chegar aos 120 mil. As pessoas que moram na cidade fazem a inscrição na hora. Belém já está no clima do Fórum. É um espaço aberto, nós não queremos muralhas como nas reuniões do G8, que nos protege do lugar onde estamos. Nós queremos integração com a cidade.”

Estão previstas mais de 2,6 mil atividades, a maioria auto-gestionadas – organizadas pelos próprios participantes. As assembléias, oficinas, cerimônias, atividades culturais e os seminários serão concentrados nas Universidades Federal do Pará (UFPA) e Federal Rural da Amazônia (UFRA), mas devem tomar as ruas de Belém, como na caminhada de abertura, prevista para a tarde do primeiro dia do Fórum.

Considerado o principal contraponto ao Fórum Econômico Mundial, que acontecerá paralelamente em Davos, na Suíça, o FSM não deverá concentrar a discussão apenas sobre a crise financeira internacional. Também estarão na ordem do dia as crises ambiental e de segurança alimentar, que justificam inclusive a escolha de uma sede amazônica para o Fórum, segundo Grzybowski.

“Por causa da crise climática, decidimos realizar o Fórum no lugar que é grande patrimônio mundial. A Amazônia está no centro desse debate e não pode ser vista como um poço de gás carbônico. Queremos mostrar que é um território humanizado, cheio de alternativas. Assim como Chico Mendes mostrou o lado social da Amazônia ao mundo, vamos expressar o socioambiental, que é o grande desafio”, apontou.

Definido como um evento apartidário e sem ligação com governos, o FSM não deixa de ser uma oportunidade política, e não será diferente em Belém, principalmente para as lideranças regionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já confirmou a ida ao Fórum, e deve encontrar os colegas de continente Hugo Chávez, da Venezuela, Evo Morales, da Bolívia, Fernando Lugo, do Paraguai, e a chilena Michele Bachelet.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009


Cia. Brasilienses de Teatro apresenta:

MIRANDOLINA, A TABERNEIRA
Uma comédia de Carlo Goldoni
Adaptação e direção: James Fensterseifer
Com: Abaetê Queiroz, André Reis, João Rafael, Similião Aurélio e Simone Marcelo.

Depois de uma breve temporada de sucesso na Taberna Mittelalter, o espetáculo "Mirandolina, A Taberneira" será apresentado no Teatro Goldoni,
que recebeu este nome em homenagens ao dramaturgo italiano Carlo Goldoni, autor da peça.
Serão apenas dois finais de semana, de quarta a domingo. Não perca!

Teatro Goldoni (Casa D´Itália 208/209 sul – 34430606)
De 21 de janeiro a 01 de fevereiro de 2009.
De quarta a sábado às 21h e domingo às 20h.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Confira as principais regras do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Pelo novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa essas são as novas formas de se escrever. O documento unifica o idioma em todos os países que o adota e começa a valer hoje (1º) no Brasil. Até dezembro de 2012, a forma atual também é aceita. O resumo tem como colaboradora a professora Stella Bortoni, linguista da Universidade de Brasília (UnB). Confira:

ALFABETO
Hoje tem 23 letras, agora passa a ter 26. O k, w e y voltam ao alfabeto oficial, porque o acordo entende que é um contra-senso haver nomes próprios e abreviaturas com letras que não estavam no alfabeto oficial (caso de kg e km). Além disso, são letras usadas pelo português para nomes indígenas (as línguas indígenas são ágrafas, mas os linguistas estudiosos desses idiomas assim convencionaram). Na prática: nenhuma palavra passa a ser escrita com essas letras - "quilo" não passa a ser "kilo" - por serem "pouco produtivas" ao português, na opinião da linguista.

SOMEM DA ORTOGRAFIA
Trema: somem de toda a escrita os dois pontos usados sobre a vogal "u" em algumas palavras, mas apenas da escrita. Assim, em "linguiça", o "ui" continua a ser pronunciado. Exceção: nomes próprios, como Hübner.

Acento diferencial: também desaparecem da escrita. Portanto, pelo (por meio de, ou preposição + artigo), pêlo (de cachorro, ou substantivo) e pélo (flexão do verbo pelar) passam a ser escritos da mesma maneira. Exceções: para os verbos pôr e pode - do contrário, seria difícil identificar, pelo contexto, se a frase "o país pode alcançar um grande grau de progresso" está no presente ou no passado.

Acento circunflexo: Desaparece nas palavras terminadas em êem (terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo de crer, ver, dar...) e em oo (hiato). Caso de crêem, vêem, dêem e de enjôo e vôo.

Acento agudo:
1 - Nos ditongos abertos éi e ói, ele desaparece da ortografia. Desta forma, "assembléia" e "paranóia" passam a ser assembleia e paranoia. No caso de "apóio", o leitor deverá compreender o contexto em que se insere – em "Eu apoio o canditato Fulano", leia-se "eu apóio", enquanto "Tenho uma mesa de apoio em meu escritório" continua a ser escrito e lido da mesma forma.

2 - Desaparecem no i e no u, após ditongos (união de duas vogais) em palavras com a penúltima sílaba tônica (que é pronunciada com mais força, a paroxítona). Caso de feiúra.

USO DO HÍFEN
Deixa de existir na língua em apenas dois casos:

1 - Quando o segundo elemento começar com s ou r. Estas devem ser duplicadas. Assim, contra-regra passa a ser contrarregra, contra-senso passa a ser contrassenso. Mas há uma exceção: se o prefixo termina em r, tudo fica como está, ou seja, aquela cola super-resistente continua a resistir da mesma forma.

2 - Quando o primeiro elemento termina e o segundo começa com vogal. Ou seja, as rodovias deixam de ser auto-estradas para se tornarem autoestradas e aquela aula fora do ambiente da escola passa a ser uma atividade extraescolar e não mais extra-escolar.

EM PORTUGAL
Caem o "c" e o "p" mudos, como "óptimo" e "acto". Passam a ser grafadas como o Brasil já fazia. Palavras como "herva" e "húmido" também passam a ser escritas como aqui: erva e úmido.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Folia de Reis mantém tradição popular em Planaltina (DF) Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr



Planaltina (DF) - Moradores da cidade-satélite mais antiga do Distrito Federal participam das comemorações em torno da Folia de Reis, em homenagem aos Três Reis Magos. Além das rezas, há cânticos e danças regionais, como a catira, que são apresentados a pedido do dono da casa que recebe os foliões e a bandeira sagrada.

Brasília - Pela tradição, hoje (6) é dia de desmontar a árvore de Natal, retirar as luzes e os enfeites da casa e retomar a vida normal.

O sexto dia do ano lembra a visita dos três reis magos ao menino Jesus, que, de acordo com a Bíblia, levaram presentes ao filho de Deus e continuaram seus caminhos.

A cultura popular recria a cada ano essa história nesta data: é o dia de receber a Folia de Reis, ou o Reisado em casa, como uma última visita ao presépio.

Em cada canto do país, essa manifestação popular, que começa no dia 1º do ano e encerra no Dia de Reis, ganha formas diferentes. As configurações regionais da Folia variam em decorrência do sincretismo da tradição religiosa com as culturas pagãs de cada local.

No cerrado brasileiro (região que coincide com o centro do país), são os catireiros – foliões que cantam e dançam ao som da viola caipira – que visitam as pessoas. No Nordeste, os reisados e as lapinhas – representações vivas dos presépios – comandam o folguedo. Outras expressões, como o bumba-meu-boi, o congo e a chegança fazem parte das tradições que se vêem nesta época do ano em todo o Brasil.

Em Plananaltina, cidade mais antiga do Distrito Federal, o grupo Folia de Reis mantém a tradição viva há 35 anos. São cerca de 30 foliões que aprendem, ainda crianças, a dançar a catira e a tocar caixa e viola. Durante o dia, eles visitam quem tem presépio em casa e, em cada visita, levam as cantorias, danças e ensinamentos da tradição aos mais jovens. Às 19h, chegam a uma casa que eles chamam de “pouso”, onde fazem festa até meia-noite.

“Começamos com a saudação ao menino de Deus na lapinha [presépio] e vamos até o agradecimento à janta, passando pelas catiras. O resto é com o povo: folia, bafafá, uma festa”, conta o alferes (responsável por coordenar o trajeto da Folia) Miro Alves.

Nesta casa, o dono oferece um jantar a todos. Pela tradição, que começou na zona rural, eles deveriam ficar a noite toda, mas nas cidades, hoje, só é possível ficar até este horário. O pouso, de acordo com Miro, reúne até mil pessoas. Na manhã do dia seguinte, eles voltam à casa que lhes ofereceu o pouso e tomam café da manhã.

“A folia esteve fraca e quase acabou, mas voltou e está crescendo novamente”, conta o folião Joaquim Ribeiro, conhecido como Seu Quinca. Aos 76 anos e fazendo parte das folias desde os 15, ele é um dos mais antigos do grupo. Entre os oito filhos, três são foliões como ele.

Desde que se mudou para Planaltina, há mais de 20 anos, a goiana Gervaci de Sousa recebe os foliões em casa. Ela acredita que manter a tradição que aprendeu com os pais é importante para sua família de seis filhos e oito netos para que todos “cresçam com aquela fé que trouxemos lá de trás. A fé aumenta. Todos os filhos, netos, noras adoram. Graças a Deus”.

De acordo com o Dicionário do Folclore Brasileiro, de Câmara Cascudo, a Folia teve início na Europa e permanece na península ibérica (Portugal e Espanha), sendo esta a data da troca de presentes. Segundo Cascudo, os reisados tiveram início na Idade Média, para denominar o cortejo de pedintes que cantavam versos religiosos ou humorísticos nesta época do ano. Pesquisadores do reisado pedem o seu registro como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Maior central de energia solar começa a funcionar em Portugal
Em Portugal, na localidade de Amareleja (Moura) começou a funcionar a maior central de energia solar no mundo.
A central tem uma potência de 46 Mw e produz 93 milhões de KW por hora que permitirá evitar a emissão de 89.383 toneladas anuais de CO2 em centrais de carvão. A unidade, que conta com um investimento de 261 milhões de euros, é composta por 262.080 placas fotovoltaicas instaladas sobre 2.520 módulos numa superfície de 250 hectares, informa AFP.
A central de Amareleja, do grupo Amper Central Solar, filial da espanhola Acciona, fica na região de Alentejo, onde estão cerca de 80% das centrais solares de Portugal. Ela pode gerar a energia para 30.000 mil casas.
O país desenvolve de maneira ativa as tecnologias de energia alternativa renovável.
Há pouco, Portugal construiu a primeira instalação para produzir energia das ondas do mar na Aguçadora, aldeia da Póvoa de Varzim.
Essa central elétrica de energia das ondas permitirá gerar energia para 1600 casas, mas que, no futuro, a potência será aumentada de forma a que permita abastecer 25 mil casas.
O projecto foi realizado pela empresa escocesa Pelamis Wawe Power "com a participação de várias empresas portuguesas".
Fonte: Pravda.ru

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


Serra Vermelha
NOVAS AMEAÇAS RONDAM A SERRA VERMELHA


Situada ao sul do Piauí, a 800 kilômetros de Teresina, a Serra Vermelha sempre foi um paraíso perdido no isolado sertão. Desconhecida até dos piauienses e abrigo da maior floresta do interior nordestino, sua rica biodiversidade formada por mata atlântica, caatinga e cerrado continua ameaçada. A qualquer momento sua natureza pode voltar a ser destruída em nome da insustentável indústria do carvão.

Entenda o caso:

No final de 2006 trezentos fornos, apenas um décimo do total previsto no projeto Energia Verde, responsável pela destruição, já estavam em pleno funcionamento na corrida para abastecer os fornos das indústrias siderúrgicas do Brasil e do exterior.

Felizmente, a divulgação do crime contra a Serra Vermelha no programa Globo Repórter chocou o país e levou à suspensão imediata do desmatamento. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, não tinha a menor idéia da devastação. Quando soube, mandou parar.

Agora, o Governo do Piauí e a empresa JB Carbon S/A voltam a exercer pressão sobre o governo federal para paralisar a criação do Parque Nacional Serra Vermelha e retomar parte do projeto de produção de carvão de mata nativa.

Desde 2006 uma série de ong’s do Piauí e de vários outros estados vem mobilizando a sociedade pela conservação da Serra Vermelha, visando preservar seus principais ecossistemas através da criação e interligação de um conjunto de unidades de conservação, estadual e federal, que teriam como objetivo garantir a sobrevivência das populações tradicionais, dos bichos, das plantas, dos rios e das lagoas.

Ao lado da Área de Proteção Ambiental do Rangel (APA) uma reserva estadual já existente, se interligariam o Parque Nacional da Serra Vermelha (PARNA) e a Reserva Extrativista das Lagoas de Curimatá (RESEX). Juntas, essas três reservas poderiam garantir o futuro da Serra Vermelha. Ao contrário disso, o secretário de Meio Ambiente do Piauí, Dalton Macambira, acaba de anunciar a suspensão da criação do Parque Nacional Serra Vermelha.

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