sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008


A poesia de Nicolas Bahr é simples, sem rodeios, vale o que está escrito. Ideologia está presente não só nos poemas, mas na vida do escritor. Nicolas cultiva mudas de espécies nativas do cerrado. Com mais de 20 livros editados pelas próprias mãos, Nicolas lança agora "Laranja Seleta", sua primeira obra publicada por uma editora e que inaugura a coleção "Língua Real", da editora Língua Geral.

O poeta marginal e integrante da Geração Mimeógrafo, Nicolas Behr apresenta em "Laranja Seleta" uma coletânea de alguns de seus melhores poemas. De 'Iorgurte com farinha' aos dias de hoje o que fica é a rebeldia, a luta contra regras prontas para poesia.

Os poemas de "Laranja Seleta" passeiam pelas memórias da infância, pela crítica aos poderes, a questão ecológica (da maior importância em sua obra e em sua vida), o amor e a cidade de Brasília, de Kubitschek aos dias de hoje.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Sitecurupira é um espaço destinado a divulgação e multiplicação de idéias ecológicas, um compromisso com a preservação do meio ambiente, sem vínculos oficias. Queremos apenas garantir um planeta "habitável" para as gerações futuras. Sitecurupira é um espaço democrático e sem preconceitos, use e abuse! Como disse Tetê Catalão "o meio ambiente começa no meio da gente". Se cada indivíduo fizer sua parte teremos com certeza, um ambiente muito melhor, pois a natureza não é só mato, bicho ou água mas sim todos os espaços do planeta, incluídas as cidades e o meio rural.

Não jogar lixo na rua ou sujar as águas, não matar passarinho ou não provocar a poluição sonora e visual e mesmo do ar, é acima de tudo um comportamento ecologicamente correto, SINAL DE EDUCAÇÃO!



Vivemos num período de escassez de recursos naturais, caminhamos cada vez mais para a extinção das espécies, já não existe abundância na natureza, os meios vão se restringindo. É o momento de tomarmos do fato. O que é desperdiçado e mal tratado hoje, amanhã talvez, será vital. Para evitar que o próprio homem se auto-destrua, é necessária a conscientização ecológica.Vamos cuidar bem do nosso espaço, nossa casa, os bichos, rios, matas e o ar. O verde foi feito para continuar verde, lixo ou sujeira no devido lugar. Assim, estamos nos preservando, vivendo com mais saúde e qualidade. A natureza faz o seu papel, mas a outra parte depende de nós. Não custa nada ser consciente. ELA AGRADECE

domingo, 24 de fevereiro de 2008



POLÍTICA INDÍGENA
Governo e MTE implantam programa de formação profissional indígena em
Mato Grosso


ANDRÉ XAVIER
Redação/Secom-MT
Soraia Ferreira

O programa irá proporcionar cursos profissionalizantes capacitando estes jovens, estimulando a geração de renda.
O Governo do Estado e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vão implantar em breve, na região do Parque Nacional do Xingu, no Norte do Estado, um programa de formação profissional indígena que deverá capacitar 1.000 jovens índios com idade entre 16 e 24 anos, aldeados ou desaldeados. A informação é do Superintendente de Políticas Indígenas da Casa Civil, Rômulo Vandoni. Segundo ele, a proposta da parceria vem sendo conduzida pelo órgão há algum tempo e foi aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego tendo ainda como parceiros; o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco do Brasil e o Instituto Raoni, entidade não governamental dirigida por representantes indígenas. É o Instituto Raoni que deverá gerenciar os recursos aportados para o desenvolvimento do programa.

A proposta integra o Consórcio Social da Juventude, programa de formação profissional dirigido a jovens de periferias das grandes cidades, executado pelo MTE com a parceria com governos estaduais, entidades civis e instituições financeiras. Nesta modalidade de inclusão de jovens de comunidades indígenas, porém, Mato Grosso é pioneiro. Ao contrário daquela, em que os jovens são capacitados para entrarem no mercado de trabalho, o programa de formação profissional capacita e estimula jovens índios a se manterem em sua própria região, próximo da matéria prima e a partir de uma atividade econômica que gera renda garanta sua sustentabilidade.

"Na verdade, o programa irá proporcionar cursos profissionalizantes capacitando estes jovens, estimulando a geração de renda, com preservação ambiental na região. Com o repasse da primeira remessa de recursos do Ministério do Trabalho e Emprego, algum em torno de R$ 1,8 milhão, alguns projetos já embrionários, como a Casa do Pequi, que funciona na aldeia Piarassu, dos Kaiapós; a produção de mel de abelha, óleo de copaíba e de breu branco (usado na indústria de cosméticos), em maior escala, além da criação de viveiros de plantas nativas, serão profissionalizados, mais estimulados e intensificados", afirmou Vandoni.

Para Vandoni, o curso profissionalizante deverá elevar a auto-estima das comunidades indígenas, pois, estarão trabalhando pelas suas próprias comunidades, aumentando o interesse de permanecerem aldeados, garantindo a preservação do meio ambiente, no manejo correto das matérias primas que usarão para garantir sua própria sobrevivência.

Ele explicou que durante o curso, com previsão de 10 meses de duração, os jovens terão conhecimento de técnicas de produção, noções de contabilidade e gestão de recursos públicos, prestação de contas e inclusão digital, a partir de um ponto de acesso à internet que será inaugurado na aldeia Metoktire.

O superintendente destacou que um consultor indicado pelo Ministério já está no município de Colíder ( Km de Cuiabá) analisando projetos econômicos sustentáveis apresentados. Ele informou também que parte dos recursos já creditados ao Instituto Raoni será utilizado na aquisição de despolpadeiras e em equipamentos de conserva do pequi.
Outra parte deverá ser usado na capacitação para o manejo da produção de mel de abelha, que já possui mercado e na intensificação do comércio do breu branco, uma espécie de planta utilizada na produção de cosméticos e que já possui como grande compradora, porém em pequena escala, a empresa Natura.

BRIGADA INDÍGENA – Rômulo Vandoni informou também que após um período de conversação com líderes indígenas desde o ano passado, já está formatado o programa de treinamento de jovens indígenas para a composição da Brigada Indígena de Proteção e Combate a Incêndios Florestais em Reservas. "A cartilha de treinamento já deve estar pronta em breve e o Comandante Geral do Corpo de Bombeiro, Cel. BM.
Arilton Azevedo Ferreira já está cuidando de destacar os integrantes da corporação que deverão treinar os brigadistas. A nossa idéia é de no futuro criar o Batalhão de Policiais Militares Bombeiros Indígenas que trabalhará no patrulhamento das reservas, garantindo a preservbação da flora e fauna local", ressaltou.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Xangai enfeitiçado!

Não encontrei melhor termo para definir o que aconteceu dia 14 de fevereiro, no show do cantor e ícone da musica popular brasileira, Xangai. Além do repertório das canções por ele interpretadas, os convidados ilustres que nos presentearam com interpretações maravilhosas, uma surpresa inclusive para o próprio cantor, a presença da poeta, ou poetisa como ele disse preferir, a maranhense Lília Diniz.
Ela já é conhecida dos palcos de Brasília, dos cafés e saraus por trazer marcas originais de uma sertaneja nata, por cantar as quebradeiras de coco babaçu, as lavadeiras, a gente da roça, agora faz um retorno às suas origens, voltou ao Maranhão.
Lília Diniz é dessas figuras que chega como quem nada quer até abrir o baú de versos brejeiros. Já foi chamada “a patativa maranhense” pelo colunista do Correio Brasiliense José Carlos Vieira da coluna Fala Zé, ou ainda de “Cora Coralina do maranhão”, desta vez não deixou nada a desejar diante do anfitrião. Cantou, recitou e brincou à vontade com os convidados e com o cantador que se derreteu ao ouvir Lilia recitando “essência” e “Birra de muié” e cantarolar em louvor as quebradeiras, termo que ela mesma usa ao falar do seu trabalho.
O cantor Xangai, estrela da noite, convidou a poeta sem sequer conhecer o trabalho dela, haviam se falado no dia anterior ela o presenteou com o seu livro Miolo de Pote da Cacimba de Beber, trocaram algumas palavras e no dia seguinte lá estava ela. Segundo Lília Diniz, a generosidade do cantador ao abrir espaço pra ela foi um crédito aberto e que ela não mediu esforços pra fazer com muita responsabilidade seu oficio de poeta. Mas ela, no palco, parece não fazer esforços, pois sua poesia flui com naturalidade e leveza e força ao mesmo tempo. Força esta que encantou e levou às lagrimas muitos homens e mulheres presentes e também enfeitiçados pela “baixinha birrenta”.
Xangai ficou no palco, boquiaberto, tentou dedilhar pra acompanhar, mas se deixou seduzir pela performance, ria e olhava como se não acreditasse. Por fim relaxou e deixou a bola com ela, que mais uma vez mostrou a força da poesia e das “mulheres interiores do Brasil”.
Os elogios choveram em aplausos demorados, cumprimentos e abraços calorosos. Marcos que é funcionário público e disse acompanhar o trabalho da poeta em Brasília, não se conteve em lagrimas – “essa mulher é uma gigante quando abre os braços e a boca que jorra em versos arrebata a gente. É uma autentica brasileira.” Edgar que é professor disse que já havia ouvido falar de Lília, mas que “ela é muito mais do que alguém possa definir e é um perigo alguém entrar pra falar poesia depois dela. A gente ouve a outra pessoa com saudade dela” e ri chamando a poeta pra um abraço caloroso e demorado.
Como resultado de tudo, veio a coroação com um convite oficial da casa, que já recebeu nomes ilustres como: Dona Ivone Lara, Fernando Brant, Dércio Marques, Milton Nascimento e Francis Hime, para uma pauta no palco já consagrado em Brasília, pela boa comida e boa programação musical.


Lauro Soares
Artista plástico e apreciador dos cardápios do Feitiço Mineiro
soareslauros@gmail.com

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Matuto Moderno


O 3º CD do Matuto Moderno foi gravado de julho de 2004 a março de 2005, com produção musical de Ricardo Vignini e Alex Mathias ......

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Vitangelo Paolucci Junior




Nascido em São Paulo (Brasil) em 1978. Vive e trabalha em Piedade - SP, Brasil uso nas minhas obras principalmente a cor como meio de me expressar e através dela transmitir sensações sendo elas positivas ou não.....as vezes não agradáveis ao olhar do espectador......procuro trabalhar com uma linguagem.......




















Meninas na Praia 2003



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Folia do Divino





Em Olhos D'Água, município de Alexânia G.O a folia em louvor do divino espírito santo reúne fé e tradição na genuína folia de reisno seu estado mais natural a pura manifestação popular onde festa, fé, confraternização, cooperação são os ingredientes motivadoresdas pessoas do local....
















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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008



CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE A PROPÓSITO DA REVOLTA POPULAR


Sua Excia Senhor Presidente da Republica,

Excia,

Dirijo-me a si, na sua qualidade do mais alto magistrado da nacao!

Excia,

Um acontecimento sem precedentes registou-se ontem na capital do pais. Pela primeira vez depois da independencia nacional a populacao de Maputo saiu a rua com um unico proposito- dizer de forma clara e inequivoca de que ja esta farto das instituicoes estatais e que pelo menos desta vez, iria resolver os seus problemas, usando as suas proprias maos! Trazendo para si, a solucao dos seus problemas! E para surpresa de todos, RESOLVEU!

Excia, como deve se recordar os manuais da teoria do estado, dizem que o estado nasceu quando o povo decidiu passar parte da sua soberania para uma entidade propria, em troca de bens publicos -seguranca, estradas, justica entre outras. E que tal entidade exerceria o poder e a soberania 'emprestada' em nome desse povo, estabelecendo assim uma especie de contrato social, com direitos e deveres de ambas as partes!

So que no nosso caso Excia, parece que o contrato social se rompeu, ou esta em vias de se romper. Uma das partes, o povo, cansou-se da ineficiencia da outra. Cansou-se e parece que quer recuperar, se nao toda, pelo menos uma parte dos poderes 'emprestados'. So que Excia, a historia mostra-nos que quando o poder cai na rua, as consequencias podem ser catastroficas, porque muitas as vezes ao inves de usar a razao, o povo pode decidir baseado em emocoes, com consequencias catastroficas para ele proprio e para o estado.

Excia, dizia eu, que um acontecimento sem precedentes se registou ontem. Um acontecimento que a seu ver pode parecer minusculo, uma pequena ranhura no edificio da democracia. Mas essa ranhura pode ser apenas a ponta do iceberg! Oxala estejamos enganados.

Este acontecimento deve ser analisado de forma franca e fria pela sociedade mocambicana. Pela classe academica, empresarial e politica, porque pode vir a ter consequencias graves para a legitimidade e sobevivencia do estado mocambicano.

Uma coisa e a populacao de um bairro fazer justica pelas proprias maos, aticando um pneu na rua, ou no corpo de um suspeito ladrao ou assassino. Outra coisa, e a nosso ver, a populacao de varios bairros, quase que de forma espontanea sair das ruas e dizer nao a uma medida social.

Criou-se um precedente. E o 'recuo' do governo ou de quem quer que tenha tomado a decisao, mostrou inequivocamente e feliz ou infelizmente, que a solucao, por mais racional ou irracional que pareca , FUNCIONA!

Ora funcionando entao, a logica dita que pode vir a ser re-activada! E ao ser reactivada, quando as circumstancias assim o obrigarem, estara consumada a des-legitimizacao do estado, que infelizmente iniciou a anos, mas que ontem atingiu um ponto sem retorno!

Excia,

Os sinais de uma possivel convulsao social nao sao de hoje. A justica pelas proprias maos, a nao participacao nos actos eleitorais ou seja o elevado numero de abstencoes em momentos eleitorais, o crescimento da criminalidade, os niveis de corrupcao endemica, a fraca produtividade, sao sinais inequivocos de uma sociedade amordacada que clama sem ser ouvida. Ou por outra, de uma sociedade que no minimo nao tem mecanismos para ser ouvida e influenciar decisoes. E isso e grave Excia.

Como deve saber Excia, nao e por acaso que as tampas das panelas tem furos. Furos esses que permitem que parte da energia proveniente do calor se va libertando aos poucos. Infelizmente, parece que a tampa da nossa panela social tem tais furos entupidos. E cabe a si, entanto que magistrado mais alto da nacao e por imperativo constitucional, tomar conta e ordenar a limpeza de tais 'furos sociais' para que a forca, a energia se va libertando de forma ordeira.

A nosso ver, este aspecto deve ser analisado com algum cuidado. Recordemo-nos dos varios estudos sobre a situacao social e a possibilidade de erupcao de conflitos violentos em Mocambique, feitos por entidades quer nacionais quer internacionais(DfID, Swuiss Peace e outros).

Excia,

Gostaria de chamar a sua atencao para um outro ponto. O grau de violencia das manifestacoes, que nao pouparam as suas vitimas fossem elas agentes do estado ou privados. Ou seja a panela estava tao quente (e a populacao tao 'aborrecida') que nao lhe interessavam as consequencias dos seus actos. Foram partidas montras, partidos vidros de carros publicos e particulares, e mesmo um posto de abastecimento de combustivel nao foi poupado! E como mandam as regras de qualquer estado que se pretende de direito, a responsabilidade por estes danos cabe ao estado, pois e o estado que detem o monopolio da volencia e tem o dever de garantir a seguranca quer dos bens como dos individuos. E ontem o esatdo falhou nessa garantia.

Mas para mim, acima de tudo isto ficou, uma mensagem clara e indelevel para a sociedade Mocambicana e quica para a comunidade internacional. O velocimetro que estamos a usar para medir a nossa velocidade nacional; o termometro que estamos a usar para medir a temperatura do nosso corpo nacional, nao e nosso e nem foi feito para seres humanos da nossa especie! A medida para os nossos problemas, o juiz do nosso progresso social nao e, e nao deve ser o Banco Mundial!

Explico-me Excia,

Os disturbios acontecem um dia depois de o presidente do Banco Mundial em pessoa, ter visitado o pais (Maputo, Sofala e Inhambane)e ter dado nao apenas uma nota positiva ao governo, mas sim uma nota de despensa!

Estao Excia, como e que se explica que depois de despensar com nota de luxo, menos de 24 horas passadas temos a convulsao que temos?

Para mim Excia, o povo, esse 'animal' soberano chumbou nao apenas a despensa dos senhores do mundo como dos seus colaboradores nacionais, que V. Excia representa, dizendo com voz propria e bem audivel-BASTA!

Reflictamos pois mocambicanos sobre os caminhos a seguir! Tenhamos a coragem e destreza necessaria para longe de emocoes momentaneas ou Mandraianas, dicutirmos a sombra da mafurreira ou da mangueira o pais real- o nosso pais real e nao o pais deles. Sim, o pais real, e nao o ficticio ou das aritimeticas de Bretton Woods.

Ja dissemos em varios foruns para quem nos quis ouvir que 'crescimento economico nao e igual a desenvolvimento'!

Nao permitamos que o nosso estado se des-legitimize ao ponto de nao servir para resolver os problemas mais elementares da sobrevivencia humana! O povo soberano falou, falta sabermos se os detentores do poder, a classe academica, empresarial e sobretudo a politica tem ouvidos para ouvir! Falta saber se havera destreza necessaria para diagnosticar o mal pela raiz ou entao, se uma vez mais, esconderemos a cabeca deixando o rabo de fora, dizendo que o 'povo foi instrumentalizado', que o povo foi 'usado' que as manifestacos foram 'organizadas' por forcas externas, os tais e eternos 'inimigos do povo e da nacao mocambicana'. Afinal 'Quem e o inimigo?

Excia,

Chega de Quenias, chega de Chades, chega de Liberias, chega de Serra Leoas, Eritreias, Congos!

Defendamos a nossa sobrevivencia entanto que NACAO mocambicana! O senhor, como o mais alto magistrado da nacao, tem uma palavra a dizer na forma como e gerida a 'coisa publica'! O seu silencio em momentos de convulsao social como esta preocupa-nos!

Nao nos esquecamos nunca de que a soberania reside no povo e nao na comunidade internacional ou entao nas instituicoes de Bretton Woods, por mais uteis que sejam a nossa sobrevivencia!

Aguardamos o seu pronunciamento e quica o cachimbo da paz social!

Sabemos que recentemente fez anos. Tambem sabemos que acaba de celebrar tres anos do seu mandato. Seria de mau tom terminarmos esta carta sem lhe desejarmos parabens e 'bom apetite' no consumo da prenda que o povo de Maputo lhe ofereceu ontem!

E mais nao disse!

Manuel de Araujo

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Quénia e Moçambique: Diferenças e Semelhanças

Por: Nelson Livingston(Moçambique)

Numa entrevista transmitida pela TVM(Televisão de Moçambique) para balanço dos seus três anos de governação, chamado a comentar a situação de violência pôs-eleitoral que se vive no Quénia, o presidente moçambicano Armando Emílio Guebuza disse que “os quenianos não foram capazes de ler os sinais”. Na simplicidade do meu entender, o presidente “disse” ou quis dizer, que já haviam indicações(claras ou não) da possibilidade de eclosão de violência, já haviam, pairando no ar, indícios de conflitos étnicos que infelizmente e por razões a analisar com cuidado, os quenianos (povo e governantes) não foram capazes de “ler” ou quem sabe até não quiseram ler. Se os sinais que o PR, sem especificar referiu são os que penso ser, podemos estar a falar de tensões etno-políticas, falta de diálogo, insatisfação popular enfim, a criatividade aliada à exemplos de casos de violência em outros cantos do mundo podem nos fornecer muito mais. Se Gebuza estiver certo, como acho que em alguma percentagem está, me pergunto porque é que os quenianos (não quiseram)? Não foram capazes de “ler” os sinais de aviso? Será que acomodaram-se na estabilidade político-económica do seu país? No seu aparente pacifismo? Será que “sentados” sobre longos anos de sua história de paz harmonia e desenvolvimento diziam para si mesmos que “Quénia é diferente”?. Diferente do Ruanda, Burundi, Sudão(Darfur), Zimbabwe, etc, etc... Será? Será que o governo achava a oposição pacífica demais? Incapaz de violentamente reclamar fraude eleitoral? Será? Será que a unidade nacional era forte demais para dar lugar a violência étnica. Será? Aqui também a criatividade aliada à exemplos de casos de violência em outros cantos do mundo podem nos fornecer muito mais perguntas. Se Gebuza tivesse mencionados os sinais que ele achou que os quenianos não foram capazes de ler...

Não pude não comparar Quénia a Moçambique. Não pude não me perguntar se existem em Moçambique alguns “sinais”, não pude não me perguntar se estes “sinais” estão sendo lido e interpretados correctamente. Se está se fazendo algo para que amanhã não venha alguém de perto ou longe dizer como Gebuza disse dos quenianos, que os Moçambicanos não foram capazes de ler os sinais. Ou estamos dizendo para nós mesmos que “Moçambique é diferente”? Se realmente é diferente, alguém me ajuda a entender as diferenças? Se não, alguém me mostra as semelhanças, a mim e a quem acha que Moçambique é muito diferente.

Não quero para o meu país o que vejo no Quénia hoje e sei que como eu ninguém(Moçambicano ou não) quer. Mas não basta não querer. Há que “ler” os sinais. Há que tomar medidas. Há que mudar. Há que “pôr as barbas de molho enquanto que as do vizinho(Quénia) pegam fogo e ardem”.

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